Sexta-feira, 07.12.12

            A  queda  de  um  anjo ?   (-por Sérgio Lavos, Arrastão)

      As consequências desta revelação serão devastadoras. O ídolo dos taxistas e dos austeritários moralistas? O intocado, o puro, o profeta da desgraça? Não pode ser. No estado em que está, não sei se o país irá aguentar tal embate.
«A investigação do 'caso Monte Branco', que constitui o mais importante esquema de fuga ao fisco e branqueamento de capitais verificado em Portugal, apanhou ... ex-ministro das finanças e influente comentador televisivo»- Sol, 7/12/2012. (e Vilarinho ex-pres.Benfica, também suspeito - C.M.) 
 ---------
      «Grupo criado pelo Governo propõe renegociação da dívida»-Público, 7/12/2012 -, ministro P.Portas (concorda com Cavaco e Seguro... e escreve à Troika)  defende que é preciso mais tempo e menos juros, e M.Mendes acusa Vitor Gaspar: "faz dos portugueses atrasados mentais".
 ---------
      «Portugal acabou ? ... perdeu a soberania, sem moeda, sem financiamento e sem fronteiras? » -Expresso, 1/12/2012 - e a ficar sem economia, sem jovens e técnicos qualificados, sem SNS, sem escola pública, sem empresas públicas fundamentais/monopólios naturais (EDP, REN, CGD, TAP, ANA, CP, ÁguasP, RTP, ...), ... sem justiça, sem liberdade, sem transparência, sem democracia !!!
 ---------
      «O Governo perde todos os anos mais de 12 mil milhões de euros em fuga aos impostos, o triplo daquilo que pretende cortar na despesa pública em dois anos (2013 e 2014), mostra um estudo independente do consultor britânico Richard Murphy, diretor da Tax Research UK, elaborado para o grupo Aliança Progressista de Socialistas e Democratas do Parlamento Europeu.
       A investigação, hoje divulgada no âmbito da apresentação do plano de ação europeu "para uma resposta mais eficaz da UE contra a fraude e a evasão fiscais", mostra que a perda fiscal associada à existência de atividades clandestinas ou paralelas na economia (que como tal não estão dentro do perímetro do Fisco) representa 23% da receita fiscal total (12,3 mil milhões de euros de prejuízo fiscal), um nível que está acima dos 22,1% de média da União Europeia. Portugal é assim o sétimo pior caso no ranking da Tax Research UK.» [Dinheiro Vivo]
 --------
      O reforço de 42,8 milhões de euros no orçamento das universidades para compensar o aumento dos encargos com a Caixa Geral de Aposentações será feito à custa de um corte de 22,5 milhões no ensino básico e secundário.
 --------
        Acabaram os jobs for the boys, diz ele
      «(Bilhim) O presidente da Comissão de Recrutamento e Selecção da Administração Pública (CRESAP) disse hoje à Lusa que a meritocracia passou a ser a regra nas nomeações de topo na função pública, concordando que acabaram-se os 'jobs for the boys'. » [DN]
      Parecer de 'OJumento':  Pois, o último job for the boys foi o dele ... (e a continuar...)
  --------
           O que será, que será...
      «A RTP é para privatizar por inteiro. É para privatizar só um dos canais. É para privatizar com todas as antenas de televisão e rádio, mas só 49% do capital e com uma renda fixa de 140 milhões de euros paga pelos contribuintes. É para privatizar até ao final do ano. É para privatizar até ao fim do próximo ano. É para vender aos angolanos. É para entregar a uma TV brasileira. É para um fundo do Panamá. É para a Cofina. É para vender só a concessão. É para juntar à Lusa. É para ficar pública mas sem publicidade. É para ter 12 minutos de publicidade. É para ter seis minutos de publicidade. É para oferecer a RTP Internacional. É para fechar a RTP Memória.
        E a Caixa Geral de Depósitos? Simples: é para privatizar por inteiro. É para privatizar só uma fatia minoritária. É para negociar com capital chinês. É para vender o negócio que tem em Espanha. É para vender o banco emissor de moeda que tem em Macau. É para vender tudo o que ainda tem em todas as empresas que ainda tem. É para sair a correr de Moçambique e Cabo Verde e também Angola. É para se transformar num banco de investimento, num banco de fomento, numa coisa qualquer. Numa agência? Não: é para fechar agências.
        E a refundação do Estado social ? Não é refundação, é reforma. Não é reforma, é corte, é redução de quatro mil milhões de euros. Não são quatro mil milhões: são 4,4 mil milhões. Não é uma decisão, é uma meta. Não é uma meta, é um debate para fazer em três meses. Pronto: em seis meses. Não é para aplicar em 2013. Talvez seja para aplicar no segundo semestre de 2013. É preciso mudar a Constituição. É preciso fintar a Constituição. É preciso cortar na saúde, na educação e nas funções de soberania. Não, a educação é que é para ser paga, claro, além do que já é pago pelos impostos. É isso? Não é nada disso. Chico Buarque explica: o que não tem governo nem nunca terá; o que não tem vergonha nem nunca terá; o que não tem juízo... lá lá lá lá lá...
       E a renegociação da dívida grega? Simples, será estendida a Portugal. O princípio da igualdade de tratamento ficou decidido em junho pelo Conselho Europeu. Sim? Sim, sim, diz Gaspar devagarinho. Não, não, diz Gaspar com muita pressa. Quer dizer, a seu tempo, emenda Gaspar. Não será nada disso, impõe-se Schäuble. E o número dois do Governo como reage? O número dois? Quem é o número dois do Governo? É Gaspar? É Relvas? Certo. Errado. O número dois é Gaspar, mas também é António Borges, o ministro não ministro, conselheiro, comparsa. Tudo claro: não há ziguezagues. As curvas deste Governo são retas para os negócios. Será o que será. O que não tem conserto nunca terá.»
 [DN, André Macedo, via OJumento, 7/12/2012].   


Publicado por Xa2 às 07:45 | link do post | comentar | comentários (7)

Terça-feira, 04.12.12

      Dinheiros  públicos,  vícios  privados

     Tomem meia hora do vosso tempo e façam uma viagem ao mundo tenebroso das relações entre o Estado e os interesses privados em educação. A reportagem ontem transmitida pela TVI incide sobre os colégios do Grupo GPS e ilustra bem as suas lógicas de promiscuidade, perversão e tráfico de influências neste jogo de relações (como o João José Cardoso, por exemplo, tem vindo a seguir, no Aventar).

     Envolvendo ex-governantes e deputados, a reportagem mostra como a administração estatal é colonizada por estes interesses, em prejuízo da escola pública, do Orçamento de Estado e da própria educação, através de decisões da tutela favoráveis à abertura desnecessária de novos colégios, das limitações impostas pelas direcções regionais à criação de novas turmas nos estabelecimentos de ensino públicos (para as abrir nos privados ali ao lado), ou das inspecções realizadas com aviso prévio, que suscitam as maiores suspeitas quanto ao seu rigor e isenção.
     Mais há mais: a reportagem ilustra também a pressão, humilhação, medo e intimidação a que são sujeitos os docentes do ensino privado, seja no sentido de os coagir a assinar contratos ilegais em termos de horários e funções (com a sintomática complacência do presidente da Associação de Estabelecimentos de Ensino Privado, Rodrigo Queiroz de Melo), seja no sentido de os obrigar a alterar classificações dos alunos para salvaguardar a posição dos ditos colégios nos rankings escolares (quando não é a própria administração destes estabelecimentos a alterar, convenientemente, essas mesmas classificações). Ou a exclusão, pura e simples, dos alunos (mais fracos ou) com necessidades educativas especiais.
     A reportagem da TVI dedica-se ao Grupo GPS. Mas ela é bem elucidativa do campo fértil de perversões, distorções e traficâncias que se abre sempre que se entende que um serviço público pode ser prestado por privados. A permeabilidade a interesses alheios à causa pública e o défice de escrutínio, já aqui o dissemos, são uma lógica intrínseca a este tipo de escolhas. É disto que se trata quando o governo nos vem falar da concessão a privados de estabelecimentos de ensino público e é aqui que residem as verdadeiras gorduras do Estado, não só intocadas como em claro risco de expansão, à pala do «ir ao pote».
     (E até que ponto o lançar da discussão sobre as propinas no ensino básico e secundário... não é "atirar o barro à parede" e/ou uma "cortina de fumo" para esconder do debate/repulsa geral a concessão a privados da gestão das escolas e depois a sua privatização...). 


Publicado por Xa2 às 21:22 | link do post | comentar | comentários (10)

Sexta-feira, 02.11.12

A  refundação  social  de Passos Coelho  (-por Daniel Oliveira, Arrastão e Expresso online)

     Às escondidas, o governo está, mais uma vez, a negociar com representantes de instituições internacionais o futuro deste País pelas próximas décadas. Nada mais, nada menos do que a "reconfiguração do Estado Social" ou, como eufemisticamente chamou Pedro Passos Coelho, a "refundação do memorando". Marques Mendes deu com a língua nos dentes e levantou o véu: uma poupança de 4 mil milhões anuais, quase tudo na educação, saúde e segurança social. Quem conhece os valores das despesas do Estado percebe que não estamos a falar de um ajuste, mas da destruição do Estado Social. A receita é simples:

 passar as principais funções sociais do Estado para privados. Sabendo que Dias Loureiro continua a ser um dos principais conselheiros deste governo, não ficamos descansados quanto à seriedade do processo. Sabendo que António Borges é o ministro sem pasta, não ficamos descansados quanto à sensibilidade social com que isto será feito.

      Sabemos bem o que quer dizer esta "refundação": o fim do Estado Social para grande parte da classe média e para os pobres. E um Estado Social mínimo e caritativo para os indigentes. Dos anos 60 até ao final do século XX Portugal deu um salto assombroso de que nos deveríamos orgulhar. O País que o nascimento do Estado Social recebeu era este: grande parte da população sem direito a segurança social e reformas; cinco milhões de portugueses sem cobertura médica; a mortalidade infantil mais alta da Europa; vinte vezes mais analfabetos do que licenciados. Miséria e ignorância, como sabem os mais velhos e deviam saber os mais novos. Graças àquilo a que Pedro Passos Coelho, num artigo publicado em Julho de 2010, considerou serem "políticas sociais demasiado generosas", o País mudou. Mudou muito. Mudou radicalmente. E eu, como português, orgulho-me disso.

      É a esta mudança que Passos Coelho e os fanáticos ideológicos que o acompanham sempre chamaram de "gorduras do Estado". E quem leu o seu projeto de revisão constitucional feito por Teixeira Pinto, que acabou por ser guardado para não revelar demais dos verdadeiros objectivos dos então candidatos a governar o País, não fica espantado com o que aí vem. E sabe que não se trata apenas de uma resposta às nossas dificuldades financeiras. Trata-se de uma confissão e de um pretexto. Confissão de que tudo o que fizeram até agora teve os efeitos opostos aos que se diziam serem pretendidos. Um pretexto para aplicar a agenda ideológica em que este governo realmente acredita.

      uma alternativa:

uma renegociação profunda da dívida. Só os juros levam 9% da despesa. Cortar uma parte disto chega e sobra para resolver o problema do défice. Mas é mais fácil violar o contrato social com os portugueses. E, no meio, dar aos privados o maravilhoso negócio da saúde, da educação e da segurança social, negando à maioria dos portugueses uma vida digna e a possibilidade de garantirem para si e para os seus filhos a igualdade de oportunidades que a democracia lhes deve.

      Não é admissível que uma revolução social destas dimensões seja decidida em negociações escondidas. É o nosso futuro, enquanto comunidade, que está em causa. É o salto social que nos permitiu ser um País digno do primeiro mundo que está a ser destruído. A Escola Pública, o Serviço Nacional de Saúde e o Estado Providência são nossos. Não se vendem nas nossas costas.



Publicado por Xa2 às 07:49 | link do post | comentar | comentários (7)

Sexta-feira, 19.10.12

O que estamos a pagar e  onde querem cortar  (-por  Daniel Oliveira, Arrastão e Expresso online) 

 O economista Nuno Moniz fez um excelente exercício. Criou uma aplicação em que as pessoas podem colocar os seus rendimentos anuais e ficam a saber quanto vão pagar (isto sem deduções) e para onde vai o seu dinheiro. O exercício é pedagógico. Porque diz onde estão as famosas "gorduras" que se querem cortar. E porque diz para onde vão os nossos impostos em despesas em que não quer tocar

...     ... 

            A estocada final no  «modelo social europeu»  (-por Nuno Serra, Arrastão)

     O alerta chega pelo Henrique Sousa. A Comissão Europeia prepara-se - através de uma «Proposta de Directiva» - para desferir o derradeiro golpe no modelo social europeu, propondo mecanismos, na esfera dos contratos públicos, tendentes à liberalização e privatização dos serviços estatais de educação, saúde e segurança social.
     Mais concretamente, no seu Anexo XVI (o diabo está, como diz o Henrique, nos detalhes), a proposta aponta as suas baterias para os «serviços de saúde e serviços sociais; serviços administrativos nas áreas da educação, da saúde e da cultura; serviços relacionados com a segurança social obrigatória e serviços relacionados com as prestações sociais». Trata-se de lançar a derradeira ofensiva ao pote, de modo particularmente incisivo no que concerne aos fundos da segurança social, aprofundando a regressão civilizacional que o desmantelamento do Estado Social comporta e convertendo «a União Europeia num espaço económico e político inteiramente comandado pelos mercados financeiros e por um ultraliberalismo suicidário».
      Sabemo-lo cada vez melhor. A conversa das «dívidas soberanas», dos «ajustamentos», do «viver acima das possibilidades», das «reformas estruturais», do «Estado ineficiente» - de tudo o que, afinal, dá corpo à vaga austeritária que fracassa em toda a parte - é apenas o Cavalo de Troia que esconde as verdadeiras ambições da direita neoliberal europeia: entregar aos mercados e ao capital financeiro (os verdadeiros responsáveis pela crise) os apetitosos recursos dos sistemas nacionais de política social e, de caminho, cumprir o velho sonho de despedaçar o modelo social europeu, conseguindo na secretaria as vitórias negadas pela democracia.
      Esta proposta é, aliás, bem ilustrativa das disfunções democráticas que corroem a União Europeia. Quantos dos partidos da direita candidatos ao parlamento europeu, que elegeram indirectamente a Comissão, terão inscrito de forma explícita nos seus programas eleitorais esta intenção de privatizar e liberalizar serviços públicos, particularmente no que concerne aos sistemas e recursos da Segurança Social?



Publicado por Xa2 às 13:46 | link do post | comentar | comentários (6)

Segunda-feira, 01.10.12

                   Não sou contra a austeridade  (-por João Vasco, 1/10/2012, Esquerda republicana)

     Eis um título bombástico para chamar a atenção do leitor.
     Num blogue de esquerda um autor alega não ser contra a austeridade? Estará ele a favor das políticas radicais e devastadoras que este desgraçado Governo tem promovido?
     Não. Não estou.
     Na verdade, eu dediquei uma série de textos a explicar que as políticas de Passos Coelho-Vítor Gaspar, longe de serem austeras, são despesistas.
Vender a Caixa Geral de Depósitos quando ela vale cerca de 5 vezes menos do que há poucos anos atrás (Visão, 26 Setembro 2012) não é austeridade - é despesismo. Vender a EDP ao desbarato em negociatas mais que suspeitas não é austeridade - é despesismo. Dar o petróleo do Algarve, prejudicando o turismo e o ambiente, a troco de nada, não é austeridade - é despesismo. E os exemplos de despesismo deste Governo são tantos e tantos...
     O problema aqui é semântico. Para mim, a palavra "austeridade", em si, tem uma conotação bastante positiva. E faz sentido que a tenha na discussão política. Um Governo austero protege os activos nacionais, e evita gastos supérfluos ou desnecessários, gerindo cuidadosamente os bens públicos.
     Perante os seus compromissos contratuais e legais, um Governo austero sente o dever de os honrar. Mas honrar os compromissos não é fazer cortes cegos na saúde, na educação e nos salários - ignorando a Constituição da República - para evitar a reestruturação da dívida pública: é priorizar os compromissos a honrar (na impossibilidade de os satisfazer todos), compreendendo que o ataque especulativo ao país e as fragilidades insustentáveis da arquitectura do euro justificam uma outra força negocial na altura de defender os interesses nacionais.
     Perante os diferentes interesses um Governo austero teria coragem de enfrentar o estigma da corrupção (há muito por onde fazê-lo), ou de lidar de outra forma com a questão das PPPs.
     Um Governo austero, caso abdicasse das Golden Shares (se devia fazê-lo ou não seria um debate ideológico interessante) não abdicaria de ser devidamente compensado - mas um Governo despesista oferece esses bens públicos aos accionistas, muitos deles bem relacionados com o poder político.
     O problema deste Governo não é austeridade a mais. É austeridade a menos. Exige muita austeridade dos Portugueses, é certo - mas em nome de um despesismo quase ilimitado. Desde a venda de activos valiosos ao desbarato, em processos pouco transparentes e muito suspeitos, até à negligência criminosa com que lida com os gastos intermédios (e o prometido orçamento de base zero, onde está?), passando pela recusa em defender os interesse nacionais no palco internacional (estamos a falar de pretensões justas e razoáveis!), este Governo encontrou no ataque ao trabalho, na tributação dos mais frágeis e no ataque às prestações sociais a saída para a crise internacional, que a sua irresponsabilidade tanto agravou.
     No entanto, não é este o sentido que tem sido dado à palavra "austeridade". Tanto a direita que a apregoa mas pratica o contrário, como a esquerda que rejeita estas políticas suicidas, usam a palavra "austeridade" para designar este ataque vergonhoso aos Direitos, Liberdades e Garantias dos cidadãos em nome de um despesismo sem fim, que só serve os mais poderosos. Para falarmos todos a mesma linguagem, posso também referir-me às políticas do actual Governo como sendo «austeras», e nesse caso rejeitar essa «austeridade».
     Mas, já que agora posso, aproveito para esclarecer que, longe de austeras, as considero despesistas, vergonhosas, e algumas delas - se tivessemos um sistema legislativo adequadamente apetrechado para combater a corrupção - criminosas



Publicado por Xa2 às 07:58 | link do post | comentar | comentários (1)

Segunda-feira, 24.09.12

              Krugman contra a política de austeridade      (# por R. Narciso, PuxaPalavra, 23/9/2012)

  A quem se interesse por compreender a atual crise política em Portugal e na Europa, a sua origem, as razões que movem os políticos defensores da austeridade "custe o que custar" e perceber ao serviço de que interesses elas estão, aconselho o livro do prémio Nobel, Paul Krugman, recentemente publicado em português "Acabem com esta crise, JÁ"
   Sinopse:  Acabem com Esta Crise Já! é um autêntico «apelo às armas» do Nobel de Economia e autor bestseller Paul Krugman, perante a profunda recessão que estamos a viver e que se prolonga já há mais de quatro anos. No entanto, como o autor refere nesta obra brilhantemente fundamentada, «As nações ricas em recursos, talentos e conhecimento, que possuem todas as condições para gerar prosperidade e um padrão de vida decente para todos, permanecem num estado que acarreta um intenso sofrimento para os seus cidadãos».
      Como é que chegámos a este ponto? Como é que ficámos atolados no que agora só pode ser considerado como uma das maiores depressões desde 1929? E acima de tudo, como podemos libertar-nos dela?
     Krugman responde a estas perguntas com a lucidez e perspicácia tão características dele. A mensagem que aqui transmite é sem dúvida poderosa para qualquer pessoa que tenha suportado estes últimos, penosos anos: uma recuperação rápida e forte está apenas a um passo, se os nossos líderes encontrarem a "clareza intelectual e vontade política" para acabar com esta depressão agoraLink índice e Introdução.
     Interpelado pelo PS no Parlamento, o Primeiro-Ministro não negou que estivesse a pensar em privatizar a CGD, ao menos parcialmente, o que traduziria o último passo para liquidar o sector empresarial público, num processo de privatizações que não poupou a REN (que gere a infraestrutura de transmissão de gás e electricidade, que além do mais é um monopólio natural) nem as Águas de Portugal (que gere a infraestrutura básica de captação, tratamento e transporte de água em todo o País). Agora é o banco público.
     Todavia, a CGD não é somente um importante activo do Estado e uma fonte de receita através dos dividendos, mas também uma alavanca de "regulação" do sector financeiro e de interveção indirecta na economia, tanto mais importante quanto é certo que quase todos os maiores bancos privados nacionais têm ou estão em vias de ter uma decisica participação estrangeira.    Mas, que importa o interesse público da CGD face ao programa ideológico do PSD?!
     É evidente que não há lugar para a noção de banco público no léxico ultraliberal deste (des)Governo.
               Contra o Governo ou só contra a TSU?    
     Matos Correia, um dos "spinners" capazes do PSD, está na SIC-N a vender a tese de que manifestações não foram contra o Governo, só contra a "mal explicada" mudança na TSU, a tal que Passos Coelho agora se diz pronto a modular/modelar...
     Sucede que o povo não é parvo:
     além da TSU "Robin dos Bosques ao contrário", este Governo é responsável, mas foge como o diabo da cruz, por prestar contas pela colossal derrapagem no défice e na dívida publica, apesar dos brutais sacrifícios impostos aos portugueses.
     Um Governo que é responsável pelo agravar da depressão e pelo disparar do desemprego e que manda os jovens emigrar e a isso também obriga menos jovens.
     Um Governo que escandalosamente se demite de se bater pelos interesses nacionais e europeus junto da Troika e de quem nela manda - Itália, Irlanda, Grécia e Espanha reúnem em Roma dia 21, a convite de Monti, mas Portugal brilhará pela ausência!!!
     Um Governo incompetente, insensível e desnorteado, que manda às urtigas o consenso social e político que punha a render no exterior. E que até se dá ao luxo de não se concertar entre parceiros de coligação. E que "custe o que custar" se obstina em empobrecer os portugueses e afundar Portugal.
     Razões não faltam para os portugueses, com ou sem TSU a transbordar do saco cheio, se manifestarem a plenos pulmões contra o Governo.


Publicado por Xa2 às 07:52 | link do post | comentar | comentários (7)

Quinta-feira, 06.09.12

              repatriamento  de  capitais    (fugidos para offshores)
      Aqui fica o que disse ... sobre a quinta avaliação da Troika ao programa de assistência financeira a Portugal. E também sobre a pergunta que enviei hoje à Comissão Europeia sobre a conformidade da política de repatriamento de capitais levada a cabo por este Governo à legislação europeia em matéria de branqueamento de capitais e princípio da igualdade:

    "Recentes acordos sobre troca de informação fiscal entre Portugal e a Suíça, o Luxemburgo, as Ilhas Cayman  e outros paraísos fiscais,  revelaram a existência de, pelo menos, 3,4 mil milhões de euros em depósitos, seguros de vida, fundos de investimento e outros valores mobiliários, transferidos para o exterior de Portugal  e não declarados ao fisco. Este património foi identificado ao abrigo da terceira edição do Regime Excepcional de Regularização Tributária (RERT), que permite aos detentores a  "limpeza"  da sua situação fiscal, com amnistia dos crimes associados e a legalização desse património contra o pagamento de um imposto de, apenas, 7,5%. O RERT III, sublinhe-se, não implica a identificação pública do beneficiário/detentor, nem cuida de apurar a origem, lícita ou ilícita, dos capitais legalizados.
     Isto é, num Portugal intervencionado pela troika CE, BCE e FMI,  quem comete fraude e evasão fiscal, colocando capitais ilegalmente no exterior, acaba, além de ver perdoados os crimes fiscais e outros, por ser beneficiado pelo Estado,  pagando muito menos impostos do que quem depende dos rendimentos do trabalho: os trabalhadores por conta de outrem podem pagar  47% de IRS, todos e pagam 23% de IVA. Quem tem depósitos a prazo em Portugal paga 20% de imposto sobre o capital.    E ao contrário do que sucedeu com os dois primeiros RERT em 2005 e 2010, o RERT III permite uma regularização sem repatriamento obrigatório do capital, desde que permaneça no território da União Europeia.
    1 - Não estima a Comissão que estão a ser violadas as Directivas sobre branqueamento de capitais, visto que o regime oferece a regularização dos capitais não declarados e sob regime de sigilo bancário, sem inquirir sobre os beneficiários reais dos mesmos e a sua forma de obtenção?
    2 - Não pensa a Comissão estarmos em presença de uma violação do princípio da igualdade e de outros princípios de Direito e da Justiça consignados no Tratado da União Europeia, além da mais elementar justiça fiscal no plano nacional, quando um Estado Membro, mesmo a pretexto de recuperar um mínimo de receita fiscal, beneficia os infractores das regras fiscais, sem lhes aplicar qualquer tipo de penalização ou majoração, permitindo-lhes o retorno à legalidade e mostrando que o crime compensa?"------
           Elizabeth Warren
      Já aqui a citei, a esta professora de Direito Financeiro de Harvard. ... Ajudou-me a perceber a crise.
      Ajuda os americanos a compreender como o sistema de mercado está viciado, no capitalismo de casino criado pela financeirização da economia, que a desregrou. Ajuda a expor os gangsters da finança e do "big business" e a defender os consumidores contra as invenções tóxicas dos financeiros, na origem da crise financeira.
     ...Coube-lhe hoje falar antes de Bill Clinton na Convenção. O "it's the economy, stupid" do tempo dele tornou-se no "is the middle class stupid?" desta campanha pela reeleição de Obama.  Elizabeth falou, dessa classe média e dos seus valores, para essa classe média. Explicando como as políticas económicas e anti-sociais dos Republicanos a deixarão "maltratada, amachucada e alquebrada" para imoralmente cortar impostos aos super-ricos, que já pagam uma fracção do que pagam as suas secretárias.
         Privatizar o Pai Natal
"If Mitt Romney was Santa Claus, he would fire the reindeer and outsource the elves". (Se ... fosse PaiNatal, despedia as renas e adjudicava a... o trabalho dos duendes)
Acaba de dizer o Governador do Ohio na Convenção Democrática, delirantemente aplaudido pela audiência, que ri a bom rir com outras pertinentes piadas sobre o opositor de Obama.
Um rol de chistes a anotar, porque potencialmente aplicável ao luso trio metralha "Borges, Relvas e Coelho".
 
(-por AG, CausaNossa, 4a6.9.2012)


Publicado por Xa2 às 07:57 | link do post | comentar

Quinta-feira, 19.07.12

          G4S  falha Jogos Olimpicos !  Bem feito  !!!!  (-

O desatino neo-liberal, desregulador e privatizador,  de que sucessivos governos britanicos têm sido instigadores a nivel europeu e global, acabou por  ter consequências: 
    O governo (de direita do R.U.) de Cameron entregou a segurança dos Jogos Olímpicos de Londres à duvidosíssima empresa privada  G4S, que admite agora ser incapaz de cumprir o contrato por nao ter conseguido "estudantes" e "desempregados" interessados em trabalhar pelos baixos salarios que oferecia.
    De uma penada, desfazem-se vários mitos : 
- que empresas privadas de segurança são realmente profissionais, mais eficazes e mais confiáveis do que Forças policiais  ou militares do Estado;
- que governos que privatizam funções de defesa e segurança que, por definição,  deveriam ser monopólio do Estado, actuam em beneficio dos contribuintes: os britanicos vão agora gastar mais, com menos garantias de preparação e ninguem lhes paga o gozo que estão a dar por esse mundo fora com a humilhação auto-infligida;
- que governos de direita como o de Cameron se preocupam especialmente com a segurança dos cidadãos.

    Enfim, desta vez voltou-se o feitiço contra os feiticeiros.
    Lamentavelmente nao tenho nenhuma esperança que  os aprendizes do governo português aprendam alguma coisinha com esta historia para moderarem  o afã privatizador, na area da defesa e da segurança e não só.


                    HSBC - mais banksters !

As autoridades americanas concluiram que há anos o banco global HSBC (Hongkong and Shangai Bank Corporation) lavava dinheiro para os carteis da droga mexicanos, as mafias russas e violava as sanções financeiras ao Irão (e tráfico de armas e ... e...).
Tudo previsivel, tudo imitado por outros bancos e tudo impossivel sem a concertação cumplice com outros bancos dirigidos por outros banksters!
Tudo operado através desses buracos negros da criminalidade organizada que sao os paraísos fiscais (offshores).
-Porque é que governos e instituições da UE e dos EUA nao se articulam pelo eliminação ou no minimo o controle dos paraisos fiscais?
-Será porque estão na mão de políticos que estão na mão dos banksters?



Publicado por Xa2 às 07:54 | link do post | comentar | comentários (1)

Segunda-feira, 02.07.12

Ouro Azul: A Guerra Mundial pela Água - Documentário

16.09.2011,   «O único Planeta que temos»  um espaço que dá voz à TERRA  !)

  parte 3parte 4,  parte 5parte 6parte 7,  parte 8parte 9

Ouro Azul: A Guerra Mundial pela Água (Blue Gold: World Water Wars) realizado por Sam Bozzo e produzido pela Purple Turtle Films.
É possível prever que, no futuro, as guerras não serão travadas pelo petróleo, mas por algo muito mais básico e necessário para a vida.: a ÁGUA potável e o AR respirável.

     Este documentário mostra o que estamos a fazer à nossa água potável e o que faremos quando esta faltar. O desenvolvimento excessivo e desenfreado da agricultura, da construção e da indústria aumenta a procura da água potável, resultando na desertificação da Terra. Em todas as partes do mundo a água está a ser poluída, extraída e esgotada exponencialmente. "Ouro Azul" aborda ainda as actuais e as futuras guerras pela água, assim como o facto da falta de água em muitos países do mundo se dever à manipulação e corrupção por parte dos Governos, administrações locais e das corporações multinacionais da água.

      Corporações que obrigam países em desenvolvimento a privatizarem o seu fornecimento de água potável em troca de lucro; investidores de Wall Street que apostam em esquemas de dessalinização e exportação de grandes quantidades de água; governos corruptos que utilizam a água para proveitos políticos e económicos - emerge um controlo militar da água, novos mapas geopolíticos e formas estruturais de poder, montando assim o palco para a guerra pela água no mundo.
     Na África, a nova face do Colonialismo vem sob a forma da Coca-Cola. “Vai-se a qualquer parte da África e é tudo água da Coca-Cola. Só se pode beber isso; não se pode beber a água da torneira e nem sequer se encontram purificadores de água. Somos escravos absolutos desta companhia !!!”. ”Neste país [Quénia] paga-se mais por esta água do que pela mesma quantidade de Coca-Cola”. Preço da água "Dasani" 500ml - 45 xelins quenianos; preço da Coca-Cola 500ml - 26 xelins quenianos.
     No futuro assistir-se-á ao surgimento de um novo plano geopolítico no qual o mapa mundial será reescrito e redesenhado. As áreas mais ricas em água no mundo são o Brasil, o Canadá e a Rússia, por isso as grandes super-potências estão a começar a posicionar-se estrategicamente para assegurar as futuras fontes de água. A maior parte do Brasil está em cima de um dos maiores aquíferos do mundo - o Aquífero Guarani (Brasil, Paraguai, Uruguai, Argentina). No futuro esta vai ser uma das maiores fontes de água doce. “É inquestionável que esta parte do mundo será o «Médio Oriente» da Água no futuro”. É talvez por isso que os EUA instalaram uma base militar localizada dentro da fronteira do Paraguai, visto que estão a ficar sem água, a qual se está a tornar prioridade da política externa dos EUA. O presidente George W. Bush comprou terras no Paraguai e especula-se que queira ter acesso ao Aquífero. Ao mesmo tempo descobriu-se que George Bush sénior já possuía lá 173 mil acres. Este é um bom exemplo que demonstra que a família petrolífera Bush está agora a mudar do Ouro Negro para o Ouro Azul.
                            Os custos ocultos da água (necessária para produzir outros bens) :
.    5.2 milhões de litros de água por cada 340 kg de carne
.    1.8 milhões de litros de água por cada fardo de algodão
.        77510 litros por cada saca de 23 kg de arroz
.        30240 litros de água por cada 23 kg de trigo
.            120 litros de água por 12 rosas
.            107 litros por cada banana
.              99 litros de água por cada maçã
       Isto significa que os países produtores, que muitas vezes não possuem muita água, estão a exportá-la para países da Europa e os EUA.
    Inspirado no livro "Ouro Azul", de Maude Barlow e Tony Clarke, o filme venceu 6 prémios nos Festivais Internacionais em 2009, tendo sido premiado com o galardão de Melhor Documentário no Vancouver Internacional Film Festival, Melhor Documentário Ecológico no Newport Beach Film Festival, Melhor Documentário no European Independent Film Festival e no Beloit International Film Festival e Melhor Documentário de Ambiente no Tri-Media Film Festival e no Docufest Atlanta.


Publicado por Xa2 às 07:34 | link do post | comentar

Terça-feira, 26.06.12

"2012 vai marcar um ponto de viragem" - V.Gaspar, há precisamente 149 dias  (-por Sérgio Lavos)

A cada nova revelação dos números da execução orçamental, confirma-se a ideia: o país está cada vez mais pobre, mas nem assim o défice de 4.5% irá ser atingido.

     Passos Coelho e Vítor Gaspar prometeram-nos: a cura de austeridade - "além da troika", disse o primeiro-ministro várias vezes - era necessária ao abrigo do programa da troika. E fundamental para se atingir a meta do défice e assim voltar aos mercados em 2013. Mas Vítor Gaspar falhou. Redondamente, criminosamente.

     A meta não irá ser atingida, como muita gente previu, tanto à esquerda como à direita. E ninguém poderá levar a sério o ar de surpresa de Gaspar. As consequências de uma política de empobrecimento seriam sempre estas. Aqui no Arrastão inúmeras vezes escrevemos: a austeridade leva a uma contracção da economia, o que significa mais desemprego, aumento das despesas com as prestações sociais, quebra das receitas fiscais, tantos os impostos sobre o consumo como sobre os rendimentos. Os aumentos sobre o IRS, IRC e IVA redundaram num contraproducente fracasso. O que o Governo esperava obter a mais esfumou-se com a crise.

    E bem pode Vítor Gaspar culpar a conjuntura económica: é mentira. O resgate internacional levou a que os juros da dívida baixassem ao longo do tempo. A injecção de capital feita pelo BCE em Novembro passado permitiu que Portugal respirasse um pouco mais. Mas nem esta descida nos juros se deve a políticas do Governo: se o BCE não tivesse actuado, ainda estaríamos nos mesmos níveis que estávamos em Janeiro. E o crescimento das exportações - a menina dos olhos que também não se deve a políticas deste Governo - abrandou no mês passado.

      Em dia de vitória da selecção, Vítor Gaspar confessou o seu falhanço. Mas a cada novo falhanço, o Governo aponta na mesma direcção - o abismo. No final do conselho de ministros extraordinário, Paulo Portas - quem terá obrigado o ministro dos submarinos a, por uma vez, dar a cara pelo Governo? - disse que a melhor notícia é terem já passado seis meses. Sem nada de bom para dizer, Portas refugiou-se na vulgaridade insultuosa. Os cálculos eleitorais do Governo deixam de fora o milhão de desempregados, os milhares de empresas em processo de insolvência ou a passar por dificuldades, os pobres cada vez mais pobres. O ideal seria, sabemos bem, que todos emigrassem. Para que o fardo das prestações sociais fosse um pouco reduzido e para que continuassem a crescer as remessas em dinheiro entradas no país.

     E enquanto isto, os boys continuam a ocupar lugares no Governo e na administração pública. Enquanto isso, privatiza-se as empresas que dão lucro e guarda-se lugares na administração para as pantanosas criaturas que brotam do aparelho dos partidos. E enquanto isso, pressiona-se jornalistas, mente-se com todos os dentes e trafica-se influências a favor de amigos, confrades de avental e membros do partido.

       2012 vai sem dúvida marcar um ponto de viragem.

                   A  lata

"Tolerámos cumplicidades entre a esfera pública e a esfera dos negócios".- Vítor Gaspar, há minutos no debate da moção de censura do PCP. Tem toda a razão:

 José Luís Arnaut e Miguel Moreira da Silva.

 Eduardo "Pentelho" Catroga e Celeste Cardona.

 Manuel Frexes e Álvaro Castelo-Branco.

 Sérgio Monteiro e Ferreira do Amaral.

 Miguel Relvas.

 BPN.

    Etc.,  etc.



Publicado por Xa2 às 07:57 | link do post | comentar | comentários (14)

MARCADORES

administração pública

alternativas

ambiente

análise

austeridade

autarquias

banca

bancocracia

bancos

bangsters

capitalismo

cavaco silva

cidadania

classe média

comunicação social

corrupção

crime

crise

crise?

cultura

democracia

desemprego

desgoverno

desigualdade

direita

direitos

direitos humanos

ditadura

dívida

economia

educação

eleições

empresas

esquerda

estado

estado social

estado-capturado

euro

europa

exploração

fascismo

finança

fisco

globalização

governo

grécia

humor

impostos

interesses obscuros

internacional

jornalismo

justiça

legislação

legislativas

liberdade

lisboa

lobbies

manifestação

manipulação

medo

mercados

mfl

mídia

multinacionais

neoliberal

offshores

oligarquia

orçamento

parlamento

partido socialista

partidos

pobreza

poder

política

politica

políticos

portugal

precariedade

presidente da república

privados

privatização

privatizações

propaganda

ps

psd

público

saúde

segurança

sindicalismo

soberania

sociedade

sócrates

solidariedade

trabalhadores

trabalho

transnacionais

transparência

troika

união europeia

valores

todas as tags

ARQUIVO

Novembro 2019

Junho 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Online
RSS