Aberrações ultra-liberais, económicas e políticas

As aberrantes e colossais Disparidades Salariais entre trabalhador e administrador/CEO, em 1965 e 2007 (ainda pior !!)

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    Guiné Equatorial e a  CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa)

   Parece certo que «Portugal deixou de oferecer resistência à entrada na CPLP do país africano de língua castelhana, acusado de altos índices de corrupção e desigualdade económica» e apenas garantirá a abolição da pena de morte (na GE). Isto quando a Guiné Equatorial injecta 133,5 milhões de euros no Banif, através de uma empresa que passará a deter 11% do capital daquele banco. Infelizes coincidências ...
    É portanto mais do que provável que este país que tem o PIB per capita  mais elevado de África, e um dos maiores do mundo, mas onde 70% da população vive na pobreza, venha mesmo a juntar-se à CPLP, para o que será decisiva uma reunião que terá lugar em Dili, no próximo mês de Julho. 
    Entretanto, centenas de organizações do Brasil, Cabo Verde, Portugal e São Tomé e Príncipe, reunidas no movimento cívico «Por uma Comunidade de Valores», exigem o respeito pelos direitos humanos e pelos princípios democráticos da CPLP, menos do que satisfatório na Guiné Equatorial.
    Atendendo a que  Xanana Gusmão será o anfitrião do encontro que terá lugar em Dili,  um grupo de organizações e personalidades dirigiu-lhe agora uma  carta  em que apelam à memória histórica  de Timor-Leste, que foi «profundamente marcada pela resistência à opressão e contou com uma persistente solidariedade dos ativistas de defesa dos Direitos Humanos».
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«O fim da troika, o regresso aos mercados, o programa cautelar... e outros mitos» (N.Serra, 14/2/2014)

O insustentável peso da dívida ...
O governo vai aos mercados para ganhar votos ...
Programa cautelar: o novo nome do programa da troika ...
As alternativas à destruição do Estado Social, dos direitos laborais e da democracia portuguesa ...
... e ( Comunicado do Congresso Democrático das Alternativas, ontem divulgado)
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Presunção de importância (13/2/2014, EntreAsBrumasDaMemoria)
No Público de hoje, um artigo de Miguel Gaspar, cáustico mas que ajuda a pensar. Alguns excertos:
   «Portanto, está tudo a correr bem. Pelo melhor. As exportações correm sobre rodas, as emissões de dívida são um êxito. Prossegue a onda de entusiasmo. Como um missionário que conduziu o rebanho pelo caminho das pedras, o primeiro-ministro vê chegar a terra da abundância que nos é oferecida após a purificação. (...)
   Tudo isto são exemplos da presunção de importância, um problema que percorre o tecido político português de um extremo ao outro. (...) Da maioria que festeja a redenção do país pela austeridade, à esquerda que se esfarela até ao infinito em busca da unidade sacrossanta, todos se presumem pessoas absolutamente importantes e indispensáveis, sem os quais a Terra estacionaria na sua órbita, como uma obra embargada. (...)
   A.José Seguro devia estar a dizer ao Governo que em nome do interesse nacional tem a obrigação de se deixar de brincadeiras e seguir a rota do programa cautelar. Mas no jogo do debate partidário, o líder do PS desenhou uma teia onde “cautelar” e “resgate” são como que uma e a mesma coisa e onde só em caso de saída limpa não acusará o Governo de fracasso na aplicação do programa de ajustamento. (...)
   Em nome da unidade na acção, a esquerda está a dissolver-se numa chuva de estrelas cadentes. Em vez de consensos programáticos, procura uma ideia mítica de unidade. Mas a unidade tornou-se uma querela em nome da qual todos divergem. Mais do que sobre políticas, o debate é sobre imperativos morais nos quais cada um se apresenta como mais purista do que o vizinho. Na farsa que é o debate entre o Bloco, o Livre e o 3D, os dois últimos querem entrar a todo o custo na festa para a qual não foram convidados (as eleições europeias). É a chamada convergência à força: quem não quiser convergir leva!
    Com a esquerda paralisada por causa da suprema importância de cada um dos condóminos, a direita pode dizer que tudo vai pelo melhor. Os eleitores não sabem o que a esquerda está a discutir, mas sabem que são lutas fractricidas. O PS corre contra si próprio e a esquerda bloquista e afim está a destruir-se a si mesma. Sobra o PCP, que não sofre de presunção de importância. Talvez por presumirem que importante é a história, que um dia lhes dará razão. Afinal de contas, todos têm direito à sua ilusão.»
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O país da indecência "chave na mão" por Passos/Portas (-por AnaGomes, 13/2/2014)

    Cada semana assistimos a novos episódios do "país da indecência" em que Portugal se está a transformar às mãos da coligação Passos Coelho/Paulo Portas. E o pior é que nós, cidadãos, sofremos, maldizemos, protestamos alguns, mas cada vez mais, perigosamente, vamos encolhendo os ombros... muitos deixando-se enredar no canto das sereias restauradoras do crescimento e do novo 1640 que eles vão martelando, à medida que se aproximam as próximas eleiçòes, as europeias...
    E assim cada vez vamos tolerando e normalizando o zelo  ultraliberal, o desprezo pelos portugueses e pelo Estado de direito, mas também a incompetência despudorada de predadores, que se valem do estatuto de governantes para levarem a cabo a rapina do Estado,  que é de todos nós.  ...
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Corrupção na UE e em Portugal  (-por AnaGomes) ...


Publicado por Xa2 às 07:51 de 14.02.14 | link do post | comentar |

2 comentários:
De 'Soluções' ou dissoluções do centrão ?! a 17 de Fevereiro de 2014 às 09:55
Duas soluções
(OJumento. 15/2/2014)


A não ser que o PS consiga uma maioria absoluta nas próximas eleições, o que implicaria um milagre digno da Nossa Senhora da Rua da Horta Seca, a solução política do país passará por um entendimento entre o PS e o PSD mais um Paulo Portas - cujo papel será comprar submarinos, apresentar demissões irrevogáveis e fazer aquelle sorriso cínico de Chico esperto.

É evidente que quem no PSD não gosta de Passos Coelho nutre o mesmo sentimento por António José Seguro.
Não sendo fácil a um Pacheco Pereira negociar com Seguro uma colecção de tribunais personalizados ou a extinção pura e simples da ADSE em tempos defendida por um Beleza a dar para o feiote e com muito pouco de brilhante.
Também é evidente que quem no PS não gosta de Passos Seguro alguma vez vai aceitar negociar com a sua cara-metade.
SEGURO e PASSOS não passam de duas FACÇÕES do mesmo NEO-LIBERALISMO,
Passos lidera o gangue dos ultra-neo-liberais de direita e Seguro tem ao seu lado o gangue dos neo-liberais da "esquerda"/centrão..

No meio está um Cavaco Silva com dois anos para branquear a sua imagem
e fazer esquecer que foram os seus que iam destruindo o país, os cortes nos vencimentos e nas pensões correspondem grosso modo ao que o país foi obrigado a enterrar no banco dos seus amigos, para compensar lucros fáceis que outros obtiveram, incluindo as mais-valias que a família do Presidente ganhou com negócios de acções da SLN.

Enquanto Passos Coelho tiver na mão a chave de acesso à MANJEDOURA Estatal muito dificilmente algum militante se arriscará a fazer o mais pequeno gesto que sugira oposição ao líder. A não ser Pacheco Pereira e mais dois ou três militantes, todos estão caladinhos, só se transformarão em grandes libertadores quando souberem que Passos vai cair.
No PS passa-se um pouco do mesmo, como Seguro é o putativo primeiro-ministro todo o aparelho o apoiará até ser derrotado nas urnas.
Enquanto isso as personalidades/BARÕES do PS vão GOZANDO os seus CARGOS de forma tranquila.

A única forma de repor os direitos dos portugueses, de reconstruir o que este governo DESTRUIU, seria com um governo competente, de gente honesta e de bom senso.
Ora, é isso que nem o PS nem o PSD conseguirão produzir, uma boa parte da sua militância foi atraída pela expectativa de ACESSO à MANJEDOURA e para essa gente o interesse nacional é o seu PRÓPRIO INTERESSE,
os partidos foram ASSALTADOS por mercenários formados nas JOTAS e que hoje dominam a política nacional.

Isto significa que o país terá de fazer esta travessia no deserto, GERIDO por JOTAS sem Qualificaçôes nem VALORES, apoiados pelos MBAs iluminados e cheios de soluções neo-Liberais,
gente que cresceu a falar mal do Estado e a odiar os colegas que progrediram à custa das suas capacidades, sem recurso a cunha ou financiamento de empresários duvidosos enriquecidos pela imensa máquina de corrupção em que se transformou o Estado.


De "Reformas" = cortes máximos aos pequenos a 14 de Fevereiro de 2014 às 15:29
--- Chamam-lhes reformas

Passos Coelho, Pedro, e Portas, Paulo, já consideram os portugueses ajustados.

Os Lusitanos deixaram de viver acima das suas possibilidades, embora o caminho seja para continuar, isto é, trilhar a vereda conducente a que as possibilidades sejam sempre menores e o viver seja sempre mais abaixo.

Para conseguirmos estar de acordo com as nossas possibilidades passámos milhares à reforma e depois cortámos-lhes a pensão, formámos milhares de jovens que exportámos para o Mundo cortando-lhes a esperança em Portugal, encerrámos milhares de empresas criando milhares de desempregados a quem cortámos o subsídio de desemprego, diminuímos o número de idosos a quem cortámos os serviços de saúde e os serviços sociais, destruímos a costa portuguesa cortando na sua manutenção e descurando o seu ordenamento, diminuímos o número de alunos e professores cortando nos apoios aos estudantes e às escolas e reduzimos os encargos com a investigação e a ciência cortando nos seus incentivos.

Estão felizes e satisfeitos. Chamam-lhes reformas embora sejam só retrocessos civilizacionais, sociais e humanitários.

Nivelaram por baixo, cortando. É o fechar da porta porque reformar, criar eficácia e eficiência para criar riqueza, não é matéria que queiram ou saibam fazer. É o reduzir Portugal ao nível dos seus actuais dirigentes.

LNT [0.056/2014].ABarbearia
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Quem o conhece bem, disse-me outro dia que o chefe do governo se "sente" como um evangelista de "igrejas" como a IURD (salvo o devido respeito) que, uma vez recolhido o dízimo junto dos suspeitos do costume, fica como que tomado por uma "visão" escatológica em relação à sua função de pastor milenar da pátria. Depois de ter conseguido, pelo menos na semântica, mudar o sintagma "acima das nossas possibilidades" para o "dentro" delas, Passos com certeza quer significar por "dentro das nossas possibilidades" coisas como "habituem-se a viver na nova normalidade". O que, para a maior parte das pessoas, quer dizer "habituem-se a viver com as vossas novas impossibilidades".
---João Gonçalves

Não há festa nem festança sem a Dona Constança, nem privatização sem Arnault. É o que acontece com a privatização da Empresa Geral de Fomento, braço da Águas de Portugal para os resíduos sólidos urbanos.
--Miguel Abrantes


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