2 comentários:
De 'Soluções' ou dissoluções do centrão ?! a 17 de Fevereiro de 2014 às 09:55
Duas soluções
(OJumento. 15/2/2014)


A não ser que o PS consiga uma maioria absoluta nas próximas eleições, o que implicaria um milagre digno da Nossa Senhora da Rua da Horta Seca, a solução política do país passará por um entendimento entre o PS e o PSD mais um Paulo Portas - cujo papel será comprar submarinos, apresentar demissões irrevogáveis e fazer aquelle sorriso cínico de Chico esperto.

É evidente que quem no PSD não gosta de Passos Coelho nutre o mesmo sentimento por António José Seguro.
Não sendo fácil a um Pacheco Pereira negociar com Seguro uma colecção de tribunais personalizados ou a extinção pura e simples da ADSE em tempos defendida por um Beleza a dar para o feiote e com muito pouco de brilhante.
Também é evidente que quem no PS não gosta de Passos Seguro alguma vez vai aceitar negociar com a sua cara-metade.
SEGURO e PASSOS não passam de duas FACÇÕES do mesmo NEO-LIBERALISMO,
Passos lidera o gangue dos ultra-neo-liberais de direita e Seguro tem ao seu lado o gangue dos neo-liberais da "esquerda"/centrão..

No meio está um Cavaco Silva com dois anos para branquear a sua imagem
e fazer esquecer que foram os seus que iam destruindo o país, os cortes nos vencimentos e nas pensões correspondem grosso modo ao que o país foi obrigado a enterrar no banco dos seus amigos, para compensar lucros fáceis que outros obtiveram, incluindo as mais-valias que a família do Presidente ganhou com negócios de acções da SLN.

Enquanto Passos Coelho tiver na mão a chave de acesso à MANJEDOURA Estatal muito dificilmente algum militante se arriscará a fazer o mais pequeno gesto que sugira oposição ao líder. A não ser Pacheco Pereira e mais dois ou três militantes, todos estão caladinhos, só se transformarão em grandes libertadores quando souberem que Passos vai cair.
No PS passa-se um pouco do mesmo, como Seguro é o putativo primeiro-ministro todo o aparelho o apoiará até ser derrotado nas urnas.
Enquanto isso as personalidades/BARÕES do PS vão GOZANDO os seus CARGOS de forma tranquila.

A única forma de repor os direitos dos portugueses, de reconstruir o que este governo DESTRUIU, seria com um governo competente, de gente honesta e de bom senso.
Ora, é isso que nem o PS nem o PSD conseguirão produzir, uma boa parte da sua militância foi atraída pela expectativa de ACESSO à MANJEDOURA e para essa gente o interesse nacional é o seu PRÓPRIO INTERESSE,
os partidos foram ASSALTADOS por mercenários formados nas JOTAS e que hoje dominam a política nacional.

Isto significa que o país terá de fazer esta travessia no deserto, GERIDO por JOTAS sem Qualificaçôes nem VALORES, apoiados pelos MBAs iluminados e cheios de soluções neo-Liberais,
gente que cresceu a falar mal do Estado e a odiar os colegas que progrediram à custa das suas capacidades, sem recurso a cunha ou financiamento de empresários duvidosos enriquecidos pela imensa máquina de corrupção em que se transformou o Estado.


De "Reformas" = cortes máximos aos pequenos a 14 de Fevereiro de 2014 às 15:29
--- Chamam-lhes reformas

Passos Coelho, Pedro, e Portas, Paulo, já consideram os portugueses ajustados.

Os Lusitanos deixaram de viver acima das suas possibilidades, embora o caminho seja para continuar, isto é, trilhar a vereda conducente a que as possibilidades sejam sempre menores e o viver seja sempre mais abaixo.

Para conseguirmos estar de acordo com as nossas possibilidades passámos milhares à reforma e depois cortámos-lhes a pensão, formámos milhares de jovens que exportámos para o Mundo cortando-lhes a esperança em Portugal, encerrámos milhares de empresas criando milhares de desempregados a quem cortámos o subsídio de desemprego, diminuímos o número de idosos a quem cortámos os serviços de saúde e os serviços sociais, destruímos a costa portuguesa cortando na sua manutenção e descurando o seu ordenamento, diminuímos o número de alunos e professores cortando nos apoios aos estudantes e às escolas e reduzimos os encargos com a investigação e a ciência cortando nos seus incentivos.

Estão felizes e satisfeitos. Chamam-lhes reformas embora sejam só retrocessos civilizacionais, sociais e humanitários.

Nivelaram por baixo, cortando. É o fechar da porta porque reformar, criar eficácia e eficiência para criar riqueza, não é matéria que queiram ou saibam fazer. É o reduzir Portugal ao nível dos seus actuais dirigentes.

LNT [0.056/2014].ABarbearia
------------------

Quem o conhece bem, disse-me outro dia que o chefe do governo se "sente" como um evangelista de "igrejas" como a IURD (salvo o devido respeito) que, uma vez recolhido o dízimo junto dos suspeitos do costume, fica como que tomado por uma "visão" escatológica em relação à sua função de pastor milenar da pátria. Depois de ter conseguido, pelo menos na semântica, mudar o sintagma "acima das nossas possibilidades" para o "dentro" delas, Passos com certeza quer significar por "dentro das nossas possibilidades" coisas como "habituem-se a viver na nova normalidade". O que, para a maior parte das pessoas, quer dizer "habituem-se a viver com as vossas novas impossibilidades".
---João Gonçalves

Não há festa nem festança sem a Dona Constança, nem privatização sem Arnault. É o que acontece com a privatização da Empresa Geral de Fomento, braço da Águas de Portugal para os resíduos sólidos urbanos.
--Miguel Abrantes


Comentar post