8 comentários:
De Nepotismo, CRESAP e boys PSD a 30 de Setembro de 2014 às 13:15
Amor com amor se paga. Os boys laranja.

No dia 2 de maio, o júri da comissão de recrutamento e selecção para a administração pública, (CRESAP) de que fazia parte o engenheiro ambiental Nuno Banza, escolheu 3 nomes para presidente da agência portuguesa do ambiente, entre eles o de Nuno Lacasta (que acabou mesmo por ser o eleito). Três dias antes o júri da CRESAP, de que fazia parte Nuno Lacasta, escolhera Nuno Banza para a short-list de inspector geral do ambiente (Cargo que também já assumiu). A CRESAP, a quem o "JN" pediu explicações, diz que é "normal".
Gente vai mais longe: Trata-se de uma mera coincidência, ou mesmo de várias. Afinal ambos estavam sentados ao lado do todo poderoso presidente da CRESAP, João Bilhim, ambos se chamam Nuno, ambos foram nomeados pelo Governo e não escondem a simpatia laranja.
Semanário Expresso. Secção: Gente. (20/6/2014)

"A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, nomeou dois ex-colegas da faculdade para altos cargos no Ministério que tutela. Segundo o semanário Expresso, um dos nomeados vai para a inspecção geral da agricultura, mar, ambiente e ordenamento do território.
Quanto ao outro ex-colega, que era também assessor jurídico da ministra, fica com a vice-presidência da agência portuguesa do ambiente, mais precisamente com a tutela da autoridade nacional da água.
Num esclarecimento à SIC, o Ministério de Cristas garante que os únicos critérios são a competência e capacidade de trabalho. E que se trata de pessoas com currículo profissional reconhecido." fonte

"Os dois ex-colegas de faculdade nomeados pela ministra Assunção Cristas, para altos cargos no Ministério, deviam ter sido submetidos a concurso público, mas a ministra não o fez." fonte


Cristas nomeia novo inspector do ambiente

Inspector-geral vem de uma grande sociedade de advogados (Sérvulo & Associados) e licenciou-se em direito junto com a ministra.

A ministra também nomeou, como sub-inspectores, Hugo Carolino, que já trabalhara na Inspecção-Geral de Finanças e foi adjunto de secretários de Estado nos governos de Durão Barroso (2002-2004) e Santana Lopes (2004-2005), e Nuno Banza, que nos últimos três anos foi vereador na Câmara Municipal do Barreiro, com o pelouro do ambiente. fonte

BARREIRO - Nuno Banza deixa funções de Vereador do Ambiente para «Aceitar pelouros e trabalhar em prol do efetivo interesse da comunidade»

Um caso muito semelhante que se passou no Instituto Politécnico de Coimbra, que mais parece um albergue familiar. Portugal é um caso raro de improdutividade e os especialistas, afirmam que uma das maiores causas é a cunha/nepotismo. A valorização do mérito é a forma mais eficaz de potenciar a produtividade. Li um artigo no Expresso desta semana, em que se questionava porque razão os estrangeiros não investem em Portugal já que temos mão de obra das mais baratas da Europa. E a resposta foi dolorosa. Ele afirmou que mesmo sendo das mais barata, ainda está cara, porque também somos os que produzimos menos. E terminou referindo que a cunha é a maior causa desse problema português, onde se insiste na desvalorização do mérito.

LISTA QUE REÚNE CENTENAS DE CASOS DE NEPOTISMO (BOYS,GIRLS, FAVORES, TACHOS) QUE ARRUÍNAM PORTUGAL DE DUAS FORMAS. ARRUÍNAM PORQUE GANHAM DEMASIADO E PRODUZEM POUCO. E ARRUÍNAM PORQUE OCUPAM CARGOS IMPORTANTES PARA O PAÍS E SÃO ESCOLHIDOS POR FAVORES, E NÃO PELA COMPETÊNCIA.
•1 milhão para Boy sem currículo
•1,2 milhões para boys vitalicios.
•1,3 milhões tacho Mário Soares
•1000 tachos a dividir por 20?
•101 dias de trabalho, em 7 anos?
•11 milhões para boys parasitas
•11.600 Boys? Quem trabalha?
•11.800 euros salários ocultos
•110 mil indemniza motorista, boy.
•110 mil, amor de Barbara Guimarães.
•112 albergues de boys?
•12 mil de subsidio de desemprego?
•120 pessoas para fazer um elo?
•13 motoristas num dia, mais...
•13.740 albergues de boys de ouro
•15 papa tachos, TOP.
•15 tachos, Ministra da JUSTIÇA
•15 tachos? Falta tempo e competência
•16 mil roubados girl impune?
•167 mil/mês, reforma de Jardim

CONTINUAR A LONGA LISTA http://apodrecetuga.blogspot.pt/p/dos-tachos-e-boys.html

SOMOS COMANDADOS POR DITADORES INCOMPETENTES. O mérito só atrapalha.

: http://apodrecetuga.blogspot.com/2014/07/amor-com-amor-se-paga-os-boys-laranja.html#ixzz3EnflKUrY


De Tachos, boys, Nepotismo, corrupção a 30 de Setembro de 2014 às 13:20
Lista dos "TACHOS" e "BOYS"


Despesa pública sempre a subir. LISTA QUE REÚNE CENTENAS DE CASOS DE NEPOTISMO (BOYS,GIRLS, FAVORES, TACHOS) QUE ARRUÍNAM PORTUGAL DE DUAS FORMAS. ARRUÍNAM PORQUE GANHAM MUITO E PRODUZEM POUCO.E ARRUÍNAM PORQUE OCUPAM CARGOS IMPORTANTES PARA O PAÍS E SÃO ESCOLHIDOS POR CONHECIMENTOS E FAVORES, E NÃO PELA COMPETÊNCIA.

1.0.caos que domina Portugal
2.1 milhão para Boy sem currículo
3.1,2 milhões para boys vitalicios.
4.1,3 milhões tacho Mário Soares
5.1000 tachos a dividir por 20?
6.101 dias de trabalho, em 7 anos?
7.11 milhões para boys parasitas
8.11.600 Boys? Quem trabalha?
9.11.800 euros salários ocultos
10.110 mil indemniza motorista, boy.
11.110 mil, amor de Barbara Guimarães.
12.112 albergues de boys?
13.12 mil de subsidio de desemprego?
14.120 pessoas para fazer um elo?
15.13 motoristas num dia, mais...
16.13.740 albergues de boys de ouro
17.15 papa tachos, TOP.
18.15 tachos, Ministra da JUSTIÇA
19.15 tachos? Falta tempo e competência
20.16 mil roubados girl impune?
21.167 mil/mês, reforma de Jardim
22.17 mil de pensão por 6 anos trabalho
23.18 mil euros de reforma/ 1 ano de serviço
24.2 milhões para 17 boys reformados
25.2 ministros para a Mota-Engil
26.2.905 euros, reforma aos 50!
27.209 mil para parasitas inúteis.
28.210 mil, indemniza e contrata o mesmo
29.266 mil favorece amigo incompetente
30.27 mil reforma Maçon Rangel
31.3 a chular os impostos.
32.3 jovens reformados de luxo.
33.30 cirurgiões fantasmas?
34.30 milhões para Maçons
35.300 mil euros, tacho cabeleireiro,RTP
36.333 deputados excessivos
37.350 mil pagam birra de Girl.
38.38 mil em 2 Tachos.
39.4 fundações a extinguir? Tanto?
40.4,8 milhões premeiam prejuízo?
41.400 mil euros tachos ilegais
42.42 anos reformas, prendas, luxos
43.455 milhões só para albergue de Boys
44.4560 boys, 1520 albergues!!!
45.5.500 Reformados gananciosos.
46.500 mil, reforma aos 46 anos
47.51 anos, reforma-se o Relvas.
48.593 mil/ano, girl de luxo?
49.6 mil/mês só de subsídios!
50.62 cargos para 1 só boy
51.62 cargos para 1 só boy
52.65% aumento para incompetentes?
53.7 cargos top pagam silêncio!
54.700 albergues de boys, a salvo.
55.73 boys e girls do PSD
56.77 anos e cheio de pica...
57.8 anos sem aparecer, dá promoção.
58.8 milhões para boys em Guimarães
59.9.000/mês conquistados a punho.
60.95 mil em 4 meses de estudos.
61.Abrir caminho para albergar Boys.
62.Boy 2 mil de aumento+subsídios?
63.Boy disfarçado de adjudicação.
64.Boy do PAULO PORTAS.
65.Boy protegido, futuro garantido
66.Boy vendido ou rendido?
67.Boy, de Mota, vai a todas.
68.Boy, maçon, espião, etc etc
69.Boys a mais, dinheiro a menos
70.Boys a mamar em albergue inútil.
71.Boys com cadastro ou currículo?
72.Boys da banca e do governo.
73.Boys da Câmara de Loures...
74.Boys de Passos Coelho.
75.Boys dominam empresas públicas.
76.Boys infiltrados estratégicos
77.Boys inúteis, procuram albergue
78.Boys ou políticos? Promiscuos, sempre.
79.Boys para a CGD.
80.Boys sem currículo ou vocação.
81.Boys tenrinhos e fresquinhos!
82.Boys viajados
83.Boys, inimigo do estado, Paulo Campos
84.Cargos inúteis.
85.Comprar cargo com informação secreta.
86.Demolir e fazer de novo, mais tachos?
87.Deputados sempre a somar...
88.Doente psiquiátrico, ou director?
89.Fundações e boys, parasitas
90.Gestora pública, nomeia marido auditor
91.Girl acima da lei e da crise?
92.Girl promovida, contenções onde?
93.Girl, irmã da Ministra da Justiça,
94.GIRLS DE PAULO PORTAS
95.Intercâmbio de tachos e Boys.
96.Mais 3 a chular o povo até ao fim.
97.Melhores do mundo em tachos.
98.Menu de luxo na AR.
99.Ocultar rendimentos, roubar mais.
100.OS PAPA TACHOS, PODEROSOS.
101.Os snobs arrogantes com piada?
102.Politica trampolim para sucesso?
103.Prémio Nobel do parasita de subsídios
104.Reformado de 50 anos, luxo.
105.Reformas de luxo na Justiça
106.Rui Pedro Soares o boy poderoso.
107.Salários de luxo Banco de Portugal
108.Salários dourados de Boys
109.Tacho grande, Cláudia Borges.
110.Tachos da Câmara de Lisboa
111.Tachos da família AMI.
112.Tachos da família João Jardim
113.Tachos da família Sócrates.
114.Tachos de Edite Estrela.
115.Tachos de luxo em Braga
116.Tachos dos observatóri


De Desenterrar Portugal e a Europa a 10 de Setembro de 2014 às 11:40
Dragar a Europa para desenterrar Portugal
(-por Ana Gomes, 9/9/2014)


A União Europeia está de rastos, como ilustra a retratação de Durão Barroso face a ameaça de Putin de revelar uma conversa telefónica sobre a Ucrânia.

Mas ao mesmo tempo, há esforços para reerguer a Europa, dragando-a do lamaçal político e económico em que Barroso a deixa:
assim vejo as declarações de Mário Draghi, afrontando o banco central alemão, ao baixar os juros e anunciar medidas de compra de títulos de dívida garantidos pelos Estados,
com o objectivo de obrigar os bancos a voltar a financiar a economia para relançar crescimento e emprego na Europa.

O Governo portugues devia aplaudir Draghi, se fosse capaz de se empenhar pelo que serve Portugal e a Europa. Mas não:
a coligação PSD/CDS atém-se embezerrada à receita austeritária, mesmo quando já começa a ser mal vista nos redutos mais ultras:
a Ministra das Finanças entreabriu a medo a porta, sugerindo que se discuta a divida na AR, mas sem aludir a renegociação ou restruturação, não vá a Alemanha soltar os cães...

Não admira - empobrecer Portugal é a imagem de marca do Governo que mais enterrou o país em endividamento - passamos de 94% em 2010 para os 132% do PIB actuais:
um Governo sem estratégia para fazer crescer a economia e criar emprego, que só sabe consolidar orçamentos à conta de
sobrecarregar de impostos e de cortes em salários, pensões e prestações sociais as classes médias e as pequenas e médias empresas.

Não admira, pois é designio deste Governo privatizar tudo o que seja rentável - já se foram os anéis do controle publico na REN, EDP, ANA e Caixa Seguros -
e afinal gestão privada e reguladores não travam o aumento de taxas e custos.
E agora largam-se os dedos - da EGF aos CTT, em breve a TAP, a seguir as águas, a segurança, etc...

Benefícios e incentivos reserva-os o Governo para grandes grupos económicos e financeiros e para os estrangeiros endinheirados a quem os seus muchachos certificados vendem vistos dourados às maletas e décadas de isenções fiscais...
Este é um Governo que, com troika e sem troika, se esfalfa a vender o país a patacos.
Vimo-lo, vêmo-lo, a recuperar/ confiscar activos às associações de malfeitores responsáveis pela criminalidade no BPN, no BPP e agora no polvo BES/GES?
Pois se até lhes facultou amnistias fiscais para branquearem capitais e o mais...

Aumentará o desgoverno à medida que crescerem as tensões eleitoralistas:
apesar de agarrado por Passos Coelho por via submarina, Paulo Portas faz por mostrar que bate o pé para descer impostos.
Ora na Grécia, a tal que nós -segundo eles - não queremos ser - os impostos baixam mesmo:
o imposto sobre combustíveis baixa 30%, o IRS vai para os 32% no máximo, e o IRC desce para 15%...

O desgoverno sai-nos caro e perigoso:
força a emigrar um português perito mundial em cibersegurança (vidé entrevista no PÚBLICO, ontem):
no Luxemburgo patrocinam-lhe um projecto de protecção de infra-estruturas criticas, cá chumbado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia...
Ao mesmo tempo, o sistema informatico Citius pôe em estado de sítio os tribunais:
chamam-lhes reformas, mas não cortam, antes acrescentam, gorduras ao Estado, em ajustes directos e consultadorias, além das injustiças...

Mas há sinais de que o país se não rende aos jihadistas do empobrecimento e da desmoralização:
assim quero ler o desfecho do processo "face oculta".
Independentemente de quem foram os condenados (e muito me custa ver socialistas entre eles ) e de ainda poderem ser interpostos recursos,
julgo que as pesadas condenações dão sinal de que mesmo
no desmotivado sistema de Justiça se compreende que é fundamental dragar a corrupção para desenterrar Portugal do atoleiro.
Veremos se aturadas investigações e pesadas sentenças não se ficam apenas por quem ofereceu e recebeu robalos.
Precisamos que sigam os chernes e os tubarões ...

----------
(Notas para a minha crónica desta manhã no Conselho Superior, ANTENA 1)
[Publicado por AG] [9.9.14]

http://aba-da-causa.blogspot.be/2014/09/dragar-europa-para-desenterrar-portugal.html)


De Trafigang do alterne centrão a 10 de Setembro de 2014 às 10:52
O regresso do socretinismo

(08/09/2014 por João José Cardoso , Aventar)


Voltaram com a sentença do caso do gangue que roubou o estado e ficou conhecido como Face Oculta.
A face escondida mas que todos sabem que existe e trafica tudo e mais alguma coisa, chamem-lhe influências mas
vai do tacho ao concurso público, da negociata suja ao que seja e dê poder e dinheiro,
tem como corpo PS, PSD e CDS, os partidos do alterne, aprende a caminhar nas respectivas jotas, saqueia Portugal há décadas.

A versão socretina tem uma característica própria, vive da paixão por um tipo que sempre viveu da política, adora-o na plenitude do seu governo que se limitou a antecipar em doses nalguns casos homeopáticas mas doses o que Passos Coelho faz hoje.
Na saúde, na educação, nas privatizações (um dos condenados gabava-se de abrir uma garrafa de champanhe cada vez que terminava mais um saque), nos cortes sociais.
É um amor cego, todos o são, e não hesitam em vomitar sobre a sentença.

Simbólico que isto suceda a semanas das eleições no PS onde, a menos que o PSD e os partidos de esquerda tenham inscrito muitos milhares como simpatizantes do PS,
António Costa com esta mesma tralha atrás será vencedor incontestado, até porque concorre com o Pato Donald.

Têm dúvidas? acham que o PS vai virar à esquerda? sigam esta ligação, se for preciso arranjam-se mais.


De Administradores, advogados e banqueiros a 10 de Setembro de 2014 às 11:05
Nuno Godinho de Matos, até final do ano passado braço-direito de Daniel Proença de Carvalho, era
administrador não executivo do Banco Espírito Santo, para onde foi a convite de Ricardo Salgado, há seis anos. Hoje tem perto de 100 mil euros bloqueados no "banco mau" e já preparou as
acções que darão entrada nos tribunais contra o Banco de Portugal e o Novo Banco.

É possível uma administração com 25 membros, entre executivos e não executivos, desconhecer o que se passa numa instituição como o BES?

É possível e é fácil de explicar.
Os administradores executivos seguem a par e passo a vida do banco, embora seja normal um administrador do pelouro que determina a aplicação da lei e a sujeição à lei não saber o que se passa no pelouro da apreciação do risco.
Conhecerão todos, no geral, as grandes questões dos diferentes pelouros, mas o responsável de cada área não sabe as decisões do outro sobre um assunto em concreto.

E os não executivos, como era o seu caso?

Os não executivos não têm nada a ver com a vida diária do banco.
Vão às reuniões do conselho de administração quando são convocados, quatro ou cinco vezes por ano.
O que conhecem da vida do banco é o que é reportado nessas reuniões pelos quadros superiores. E o reporte, nessas circunstâncias, é a referência dos grandes problemas, dos grandes números, das operações internacionais, se estão a dar lucro ou prejuízo.
Agora, saber se o banco em Angola está a fazer crédito garantido ou não a favor do cliente x ou y, isso nunca chega a uma reunião do conselho de administração.

Os administradores fazem perguntas?

Em seis anos nunca abri a boca, entrava mudo e saía calado. Bem como todos os restantes administradores.

Quem é que falava?

O presidente do conselho de administração [Alberto Pinto], que abria os trabalhos de acordo com a ordem, sujeitava-os a deliberação, e os funcionários do banco que iam introduzir os temas.
Nem sequer o dr. Ricardo Salgado [vice-presidente] falava nas reuniões do conselho de administração, que é diferente da comissão executiva.
Não havia perguntas não porque não pudesse haver, mas porque jamais alguém as fez.

As reuniões são um mero pró-forma?

No fundo é um pró-forma, exactamente. É algo que tem de existir para ratificar as deliberações nas questões fundamentais tomadas pela comissão executiva.
...
Para que serve, afinal, um administrador não executivo?

Os administradores não executivos são verdadeiros verbos de encher.

E os conselhos de administração alargados?

Também.

Como advogado, como administrador não executivo, como cidadão, como explica a existência de um conselho de administração, uma comissão executiva, auditores internos, auditores externos, Banco de Portugal, CMVM, um Conselho Nacional de Supervisão de Auditoria, uma Ordem de Revisores Oficiais de Contas, entre outros organismos de controlo e supervisão, se, na prática, há falhas tão flagrantes e não há responsáveis?

(Ri-se um bom minuto) A sua pergunta encerra mil e uma perguntas. Ainda sobre os não executivos : teoricamente, estes administradores foram concebidos para serem pessoas que, não dependendo de qualquer interesse do banco, por isso têm outras fontes de rendimento, têm uma capacidade de controlo diferente. Só que para ter capacidade de controlo, é necessário trabalhar no local. Se eu tiver um gabinete, os funcionários tiverem o dever de me reportar o que fazem, se eu tiver a faculdadede pedir esclarecimentos, inspeccionar e discutir o que está a ser feito, se for um fiscal, aí poderei aperceber-me de eventuais irregularidades. Se nada disto acontecer, e nada disto acontece, é óbvio que os administradores não executivos são um detalhe, um acessório na toalete de uma senhora.

Um acessório que custa quanto?

É barato. No caso do BES, recebiam a senha de presença, que dava, líquido, cerca de 2400 euros por reunião de conselho de administração, ou seja, entre 10 a 12 mil euros por ano. Os executivos é diferente mas, esses sim, estão dentro da vida inteira do banco.

Quanto aos auditores?
...


De Bancocracia, BdP, controlo, auditores... a 10 de Setembro de 2014 às 11:14
Bandalheira, bangsters e associados desGovernam esta ...
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... ... ...
Quanto aos auditores?

Com as auditoras, o problema é semelhante, por uma questão muito simples: se quiser ter consultoras financeiras a auditar os bancos, elas não podem ser pagas pelos bancos, o cliente tem de ser uma outra entidade, seja o cliente o Banco Espírito Santo, seja o Banco de Portugal ou outro qualquer. Porque, obviamente, vão fazer o que o cliente quer, é a ele que cobram os honorários, e nunca darão tiros no cliente sem primeiro os combinar com ele, porque dependem da facturação que lhe emitem e que querem que ele pague.

É preciso mudar o modelo?

Com esta vinculação económica e subsistente, o que tenho de fazer é o seguinte: os bancos todos contribuem com uma verba para um qualquer fundo que é criado - que não tem de ter 30 funcionários, basta ter dois -, e esse fundo contrata e remunera as auditoras. Tem de ser uma entidade totalmente independente.

Não pode ser o Banco de Portugal?

O próprio Banco de Portugal tem dependências. Se as auditoras forem pagas pelo Banco de Portugal, o que se passa é que vão fazer o que o Banco de Portugal quer e pôr nas suas mãos um instrumento que lhe permite dizer, liquidem as contas de A, favoreçam as contas de B. Dir-me-á que o Banco de Portugal não está interessado em fazer isso. Não está até ao momento em que passa a estar.

A supervisão falhou?

Onde há um falhanço total é por parte do Banco de Portugal, por parte da CMVM e por parte das empresas de auditoria, que nunca se aperceberam do que quer que fosse. E nem o argumento de que foi na segunda quinzena de Julho que se constituiu a dívida de 1500 milhões de euros, que é real, cola, porque existe tudo o que está para trás. Com uma dívida de 3600 milhões, o banco arreia e não pode continuar a navegar, e com 2100 milhões, podia? Mas o BCE reclamou imediatamente o pagamento dos 10 mil milhões de euros, um valor que não pode passar despercebido a uma mosca, quanto mais a um técnico, quanto mais a um governador de um banco central. Este argumento, que começou a ser utilizado, é um argumento que mata a administração do BES, mas mata a administração do BdP, mata a CMVM, mata os auditores, que não podiam ignorar a possibilidade dessa exigência. A responsabilidade é, primariamente, das pessoas que tomaram as decisões no interior da administração e que levaram a esta situação - porque haverá administradores executivos que não tinham conhecimento delas. Depois, dos órgãos de supervisão. O BdP sai muito mal de tudo isto.

Situações destas deviam levar a demissões?
Esta experiência deve determinar uma profunda remodelação da legislação reguladora e dos mecanismos de controlo das instituições de crédito, passando a ser ilustrada pela ideia de que onde está dinheiro existe o perigo de ele ser dissipado, e nunca pela ideia de que são todos pessoas sérias.

A legislação já prevê isso, incluindo a avaliação constante da idoneidade e da competência de quem está à frente dos bancos. É a legislação que está mal ou quem a aplica?
Tenho de confessar que nunca estudei a lei suficientemente. Na minha ignorância confessada, atrevo-me a responder que são as duas coisas. Se me perguntasse há quatro meses se eu tinha a mínima dúvida sobre a fiabilidade do BES, eu dir--lhe-ia que não e punha as mãos no fogo pelos administradores. Era a minha convicção profunda, arreigada e tranquila. Mas aconteceram coisas que me deixaram, que me deixam perplexo.

Mas também é verdade que não é supervisor...

Também é verdade. O supervisor tem serviços para investigar, tem outros meios, outra informação. De outra forma não precisamos deles para coisa nenhuma, são inúteis e estão a mais.

Sobre as decisões do Banco de Portugal, da cisão à escolha do que fica de um lado e de outro, quem perde o quê... foi possível. É legal?

Está na lei. Resta saber é se esse direito é constitucional.
... ... ...


De Dinheiro, Poder e serviçais mandam a 10 de Setembro de 2014 às 11:20
...
... E agora?

Agora são um facto, foram postos em prática, temos de esperar que os tribunais os anulem. O que vai ser muito difícil. Porque o mesmo legislador que deu estes poderes ao Banco de Portugal teve o cuidado de dizer que para discutir as decisões do BdP, obrigatoriamente, é preciso ir para os tribunais administrativos. E os tribunais administrativos são uma entidade que funciona mal, é demoradíssima, tudo o que lá cai apodrece antes de ser resolvido. E ainda por cima é uma jurisdição que tem como que um cordão umbilical que a liga à administração e, portanto, tem muita dificuldade em decidir contra a administração. Com muita probabilidade, o juiz do processo faz a maior ginástica intelectual possível para matar o processo por razões formais.

Se quiser contestar uma decisão do Novo Banco ou do BES, pode recorrer aos tribunais comuns...

Sim, mas no caso concreto, se contestar apenas as decisões do Novo Banco ou do BES, fico a nadar na areia, não chego à água, porque as decisões foram todas tomadas por ordem das deliberações do BdP.

Qual é, para si, o maior imbróglio?

As principais vítimas ainda deverão ser as pessoas que foram ao último aumento de capital, porque compraram papel que hoje não vale nada, nem para embrulho. Depois também foram completamente defraudados os depositantes nas diferentes instituições ligadas ao BES no estrangeiro. E esses têm vários problemas: só encontram nas suas contas papel comercial de sociedades ligadas ao grupo que hoje não valem nada e ainda por cima estão numa jurisdição que nem sequer é portuguesa [Suíça e Luxemburgo]. Têm de arranjar advogados no estrangeiro, colocar acções no estrangeiro, com tudo o que isso significa de encargos.

Disse que o governador do BdP decidiu quem ia para o inferno e para o céu. Foi direitinho para o inferno.

Fui. Mas o responsável por essa decisão nem sequer é o governador do BdP. A tal lei que está carregada de disposições inconstitucionais diz que os administradores do banco nunca podem ir para o banco de transição. A perversidade da situação é que, tendo eu obrigatoriamente de ficar no velho BES, e tendo o BdP tido a iniciativa de ir ao banco histórico tirar de lá tudo o que era bom e deixar o que é dívida, o meu capital desapareceu.

Que dinheiro tinha no BES?

Tinha cerca de 16 mil euros à ordem e perto de 80 mil euros a prazo. Desses, 58 mil resultam da venda de uma casa que foi dos meus pais e que eu e o meu irmão vendemos no ano passado. O restante é poupança.

O que vai fazer?

Escrevi uma carta ao conselho de administração do BdP e outra ao presidente do Novo Banco explicitando a origem do dinheiro que se encontrava depositado no BES e solicitando que me seja devolvido. As primeiras cartas escrevi-as a 14 de Agosto, não recebi qualquer resposta. Hoje vou enviar novas cartas, embora esteja convencido de que não irei ter resposta alguma, nem sequer uma manifestação de boa educação, e estou preparado para distribuir nos tribunais uma acção para discutir a causa.

Ricardo Salgado é culpado?

De quê?

De ter deixado chegar ou de ter conduzido o BES à situação a que chegou.

Tenho de dizer que não sei, porque não conheço os factos. A minha opinião é esta: o que motiva pessoas como o dr. Ricardo Salgado não é o dinheiro. Aquilo que motiva um homem com o percurso de vida do dr. Ricardo Salgado é o poder. Que, no presente caso, era o poder social e o financeiro.
Para se manter no topo tinha de manter a correlação de forças, o que em termos de dinheiro significa manter-se maioritário enquanto accionista da família. O capital social do BES era de mais de 5,6 mil milhões de euros e a família, com os franceses, tinha 25% deste montante - e ele uma parte significativa em termos individuais. Foi-se endividando e chegou a um momento que não aguentou. As motivações dele não são mesquinhas nem egoístas, são de preservação do poder.

Isso não é mesquinho nem egoísta?

Não. Não vejo em que é que seja diferente das motivações do Presidente da República ou de dois homens por quem eu tenho imensa admiração, que toda a vida foram motivados pelo poder e desprezavam o dinheiro, Jaime Gama e Medeiros Ferreira.

Um banco gere dinheiro de muita gente, particulares, empresas que, por sua vez, têm outras pessoas a seu cargo. Não é diferente?


De Corrupção + Nepotismo + ... a 9 de Setembro de 2014 às 10:00
O POLVO LARANJA / HELDER ROSALINO

O POLVO CADA VEZ TEM MAIS TENTÁCULOS

O nefasto e ordinário Hélder Rosalino, depois de sugar, espremer, extorquir a administração pública, reformados e pensionistas e o "agente laranja" António Varela nomeados para a administração do Banco de Portugal.

Já perceberam qual a razão da intocabilidade dos funcionários do Banco de Portugal? Estes cavalheiros, principescamente remunerados com os impostos de todos nós, faliram na sua missão de reguladores e como "prémio" não serão afectados (nem tão pouco os reformados da "prestigiosa instituição") pelas medidas levadas a cabo pelo governo através de Helder Rosalino. A esta situação temos de adicionar a promoção por mérito do Sr. Vitor Bento (o tal que afirmou: Os portugueses vivem acima das suas possibilidades) no ano em que não exerceu funções (fantástico, maravilhoso) e o convite ao filho do Sr. Durão Barroso (o tal da pipa de massa e provocador de maior tensão no problema ucraniano) para incorporar tão notável e competente(?) equipa, sem qualquer espécie de experiência e curriculum adequado à função.

Não esqueçam, esta gentinha, leva no bolso um recheado salário, advindo dos impostos de todos nós (os que vivemos acima das nossas possibilidades). Em português das "docas", chama-se "chulice". Em português suave:
PARASITISMO + Nepotismo + Tráfico de Influências + Corrupção + ...

Hélder Rosalino demitiu-se do Governo no final de 2013 / FOTO NUNO BOTELHO

O ex-secretário de Estado da administração pública, Hélder Rosalino, foi nomeado para a administração do Banco de Portugal. O nome foi escolhido pelo Ministério das Finanças e aprovado em Conselho de Ministros esta quinta-feira.

Também António Varela foi apontado para o mesmo órgão. Os dois novos administradores vão ocupar os lugares deixados vagos por Teodora Cardoso, que já tinha deixado a administração do Banco de Portugal mas não tinha sido substituída, e por José António Silveira Godinho, cujo mandato tinha terminado em Maio de 2014.

Os administradores do banco de Portugal têm mandatos de cinco anos e podem ser reconduzidos apenas uma vez.

António Varela foi membro da Comissão Executiva da Cimpor até 2012 e tinha já sido nomeado pelo governo para administração do Banif aquando da entrada do Estado no capital do banco.

Hélder Rosalino demitiu-se do Governo no final de 2013, tendo regressado ao Banco de Portugal, instituição da qual é quadro.

Os gajos que mais mal falam do Estado, são os maiores parasitas do Estado e pertencem, a maior parte, ao PSD!!!...


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