De Trafigang do alterne centrão a 10 de Setembro de 2014 às 10:52
O regresso do socretinismo

(08/09/2014 por João José Cardoso , Aventar)


Voltaram com a sentença do caso do gangue que roubou o estado e ficou conhecido como Face Oculta.
A face escondida mas que todos sabem que existe e trafica tudo e mais alguma coisa, chamem-lhe influências mas
vai do tacho ao concurso público, da negociata suja ao que seja e dê poder e dinheiro,
tem como corpo PS, PSD e CDS, os partidos do alterne, aprende a caminhar nas respectivas jotas, saqueia Portugal há décadas.

A versão socretina tem uma característica própria, vive da paixão por um tipo que sempre viveu da política, adora-o na plenitude do seu governo que se limitou a antecipar em doses nalguns casos homeopáticas mas doses o que Passos Coelho faz hoje.
Na saúde, na educação, nas privatizações (um dos condenados gabava-se de abrir uma garrafa de champanhe cada vez que terminava mais um saque), nos cortes sociais.
É um amor cego, todos o são, e não hesitam em vomitar sobre a sentença.

Simbólico que isto suceda a semanas das eleições no PS onde, a menos que o PSD e os partidos de esquerda tenham inscrito muitos milhares como simpatizantes do PS,
António Costa com esta mesma tralha atrás será vencedor incontestado, até porque concorre com o Pato Donald.

Têm dúvidas? acham que o PS vai virar à esquerda? sigam esta ligação, se for preciso arranjam-se mais.


De Administradores, advogados e banqueiros a 10 de Setembro de 2014 às 11:05
Nuno Godinho de Matos, até final do ano passado braço-direito de Daniel Proença de Carvalho, era
administrador não executivo do Banco Espírito Santo, para onde foi a convite de Ricardo Salgado, há seis anos. Hoje tem perto de 100 mil euros bloqueados no "banco mau" e já preparou as
acções que darão entrada nos tribunais contra o Banco de Portugal e o Novo Banco.

É possível uma administração com 25 membros, entre executivos e não executivos, desconhecer o que se passa numa instituição como o BES?

É possível e é fácil de explicar.
Os administradores executivos seguem a par e passo a vida do banco, embora seja normal um administrador do pelouro que determina a aplicação da lei e a sujeição à lei não saber o que se passa no pelouro da apreciação do risco.
Conhecerão todos, no geral, as grandes questões dos diferentes pelouros, mas o responsável de cada área não sabe as decisões do outro sobre um assunto em concreto.

E os não executivos, como era o seu caso?

Os não executivos não têm nada a ver com a vida diária do banco.
Vão às reuniões do conselho de administração quando são convocados, quatro ou cinco vezes por ano.
O que conhecem da vida do banco é o que é reportado nessas reuniões pelos quadros superiores. E o reporte, nessas circunstâncias, é a referência dos grandes problemas, dos grandes números, das operações internacionais, se estão a dar lucro ou prejuízo.
Agora, saber se o banco em Angola está a fazer crédito garantido ou não a favor do cliente x ou y, isso nunca chega a uma reunião do conselho de administração.

Os administradores fazem perguntas?

Em seis anos nunca abri a boca, entrava mudo e saía calado. Bem como todos os restantes administradores.

Quem é que falava?

O presidente do conselho de administração [Alberto Pinto], que abria os trabalhos de acordo com a ordem, sujeitava-os a deliberação, e os funcionários do banco que iam introduzir os temas.
Nem sequer o dr. Ricardo Salgado [vice-presidente] falava nas reuniões do conselho de administração, que é diferente da comissão executiva.
Não havia perguntas não porque não pudesse haver, mas porque jamais alguém as fez.

As reuniões são um mero pró-forma?

No fundo é um pró-forma, exactamente. É algo que tem de existir para ratificar as deliberações nas questões fundamentais tomadas pela comissão executiva.
...
Para que serve, afinal, um administrador não executivo?

Os administradores não executivos são verdadeiros verbos de encher.

E os conselhos de administração alargados?

Também.

Como advogado, como administrador não executivo, como cidadão, como explica a existência de um conselho de administração, uma comissão executiva, auditores internos, auditores externos, Banco de Portugal, CMVM, um Conselho Nacional de Supervisão de Auditoria, uma Ordem de Revisores Oficiais de Contas, entre outros organismos de controlo e supervisão, se, na prática, há falhas tão flagrantes e não há responsáveis?

(Ri-se um bom minuto) A sua pergunta encerra mil e uma perguntas. Ainda sobre os não executivos : teoricamente, estes administradores foram concebidos para serem pessoas que, não dependendo de qualquer interesse do banco, por isso têm outras fontes de rendimento, têm uma capacidade de controlo diferente. Só que para ter capacidade de controlo, é necessário trabalhar no local. Se eu tiver um gabinete, os funcionários tiverem o dever de me reportar o que fazem, se eu tiver a faculdadede pedir esclarecimentos, inspeccionar e discutir o que está a ser feito, se for um fiscal, aí poderei aperceber-me de eventuais irregularidades. Se nada disto acontecer, e nada disto acontece, é óbvio que os administradores não executivos são um detalhe, um acessório na toalete de uma senhora.

Um acessório que custa quanto?

É barato. No caso do BES, recebiam a senha de presença, que dava, líquido, cerca de 2400 euros por reunião de conselho de administração, ou seja, entre 10 a 12 mil euros por ano. Os executivos é diferente mas, esses sim, estão dentro da vida inteira do banco.

Quanto aos auditores?
...


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