4 comentários:
De Lucros privados ... prejuízos p.maioria. a 30 de Maio de 2016 às 14:48

---- Estado paga a privados cem milhões em cirurgias

Moisés Ferreira critica o excesso de contratualização com privados, lembrando que
“a saída dos profissionais mais diferenciados e a redução de serviços” retira capacidade ao Serviço Nacional de Saúde e traduz-se no envio de mais doentes para o privado.
“O SNS tem capacidade instalada e é preciso aproveitá-la”, defendeu o deputado bloquista.

•José de Mello Saúde e Luz Saúde faturam 2,7 milhões de euros por dia

•“É preciso parar a sangria de médicos do SNS para os privados”

( http://www.esquerda.net/artigo/estado-paga-privados-cem-milhoes-em-cirurgias/43001 )


De ADSE e func. púb.: vista pela ...?. a 21 de Março de 2016 às 15:39
---------- ADSE
(19/3/2016, oJumento)


Durante muitos anos a ADSE serviu para alguns comentadores e políticos que odeiam os funcionários públicos os difamarem promovendo-os a gente que tinha vantagens especiais à custa do país. Muita gente falava da ADSE sem saber quanto custava, o que oferecia e quanto cobrava, nem sequer questionavam quantos mais médicos de família teriam de ser pagos pelo Estado se os funcionários públicos e seus descendentes recorressem ao SNS. A ideia era a de que a ADSE era uma borla, que pagava todos e mais alguns tratamentos e que desde os netos às amantes dos funcionários todos beneficiavam do sistema, o objectivo era difamar os funcionários públicos.

A ideia estava tão entranhada em muito boa gente que a maioria defendia o fim desse símbolo do favorecimento dessa casta de bandidos e ainda há bem poucos meses um idiota que era braço direito do Tozé Seguro defendia a extinção pura e simples da ADSE.

A estratégia de Passos Coelho de cortar os rendimentos dos funcionários públicos, promovendo uma escravatura parcial daqueles que para ele eram mais ou menos a mesma coisa que os judeus eram para Hitler. Se na Alemanha os judeus eram os culpados de todos os males e por isso foram expropriados e com as suas riquezas a Alemanha nazi pagou 30% do esforço de guerra, por cá o traste de Massamá decidiu que seriam os funcionários públicos a suportar a maior parte da factura pois eram eles os culpados da crise financeira do Estado, eram a despesa pública mais inútil. Para reduzir os rendimentos dos funcionários a um mínimo o traste de Massamá cortou vencimentos, aumentou horários de trabalho e aumentou tudo o que era descontos. Foi assim que se deu o milagre e a ADSE passou a dar lucros.

Agiora já podemos ler os ultra do Observador defender a ADSE e sugerir que essa instituição maldita seja generalizada a toda a população. Isto é, se dá lucro então o melhor é tirar quem tem dinheiro do SNS e mandá-los para a ADSE. Até a Cristas, que deve ler o Observador, não perdeu tempo e fez suas as ideias alheias. A instituição maldita é agora a solução para o SNS.

Enquanto a esquerda estiver no poder a direita sugere uma ADSE pública e generalizada a quem pode pagar, quando regressar ao poder aparece o traste de Massamá a vender a ADSE a um qualquer ricaço corrupto do Partido Comunista da China e diz que democratizou a economia portuguesa ao mesmo tempo que melhorou a gestão da ADSE.


A ADSE está a mostrar como é rasca alguma gente da direita portuguesa, incluindo alguns artistas que se dizem de esquerda.


De ADSE mútua, SNS, e privados. a 17 de Março de 2016 às 11:42
--- ADSE: quid?

(J.Lopes, 16/3/2016, http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/2016/03/adse-quid.html#links)

Entre vozes confusas e interesses específicos mal disfarçados, há finalmente alguém – Paulo Pedroso – que, e em curtos parágrafos, defende uma posição mais do que sensata.

«Eu, beneficiário da ADSE e contente pelo que dela recebo, disponível para continuar a pagar para ter um sistema complementar de saúde,
também acho que esta, tal qual existe, é uma reminiscência do tempo em que não havia serviço nacional de saúde e cada grupo profissional tinha direitos diferentes à saúde.

Não defendo a sua extinção, mas também não acho que os funcionários públicos devam ter um direito à saúde separado do resto da sociedade.

Como quero - pagando para isso - um benefício complementar em saúde, concordo com a proposta que o meu amigo Alexandre Rosa há muito defende:
vamos transformar a ADSE numa mutualidade, assumir que é o fruto da auto-gestao de uma parte dos seus recursos por um grupo profissional e acabar com a actual ambiguidade.

Serviço público de saúde deve haver só um.
Para benefícios complementares, prefiro os associativos, mas a competirem com os seguros privados,
separados do Orçamento de Estado e não a distorcer o princípio do serviço nacional de saúde.
Por isso não vejo porque há-de o Estado administrar o que devia ser a mutualidade dos funcionários públicos.
Quero o Estado fora da ADSE e a ADSE fora do Estado»


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 22 de Janeiro de 2014 às 10:31
Plenamente de acordo com o importante e esclarecedor estudo comparado entre a ADSE e os Seguros de Saúde privados.
Agora estou de acordo que quem quer manter o sistema ADSE deverá pagá-lo, dado que todos os cidadãos tem direito a sistema de saúde universal do país.
As percentagens a pagar entre o beneficiário e a empresa empregadora é que deverá ser negociada entre eles.
Quem quer ter um sistema de Saúde particular deve pagá-lo.
Não devem ser os dinheiros dos contribuintes, nomeadamente daqueles que não são funcionários públicos a pagar essas benesses.
E digo isto porque existe um sistema universal de acesso à saúde em Portugal em que cabem todos os portugueses incluídos os funcionários do estado.
Chamo a isso a »paridade» que tantas vezes é utilizada para justificar quer cortes quer impostos quer pelo governo quer pelo Tribunal Constitucional.
Ou será que afinal já não somos todos «iguais»?


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