1 comentário:
De Empresas de serviços sem escrúpulos. a 26 de Fevereiro de 2016 às 12:29
A Moody’s que os pariu

(25/02/2016 por João Mendes )


As agências de rating
(são empresas de serviços que vendem a Estados/governos e a outras empresas, ... colaborando no marketing/propaganda de deitar abaixo ou de valorizar a imagem das entidades que "estudam/analisam" e avaliam ... com "economês"),
sabemos, assemelham-se a mercenários (e subsidiárias) do mundo financeiro, focadas em servir quem lhes paga salário no final do mês e nem minimamente interessadas na situação real da economia mundial.
Vai daí sobem e cortam ratings conforme lhes convém.
E nada melhor para ilustrar a bandalheira que impera nestas instituições do que o triplo A com que a Moody’s classificou o Lehman Brothers, poucas horas antes do colapso.
Mas, gostemos ou não, enquanto optarmos pelo caminho dos carneiros esta gente continuará a decidir por nós.

Acontece que o regime neoliberal, ao serviço do qual se encontram os partidos com assento parlamentar da direita nacional, tende a ter em elevadíssima consideração tudo o que estas entidades macabras verborreiam.
Afinal de contas, elas fazem parte integrante do esquema.
Mas os pequenos e médios vassalos acabam por sofrer as consequências, ainda que sempre servis e sem protestar muito.
Quando a Moody’s cortou o rating de Portugal em 2011, Pedro Passos Coelho sentiu “um murro no estômago“ e deixou-se ficar prostrado aos pés dos senhores do dinheiro.
Os funcionários do seu ministério das Finanças bem tentaram dizer que a agência teria ignorado o impacto das medidas de austeridade impostas mas de nada lhes valeu.
O rating foi cortado e as perspectivas eram de novos cortes no médio prazo.

Mais recentemente, quando a coligação de direita foi relegada para uma situação minoritária em São Bento, a Moody’s voltou à carga,
avisando que um governo sem apoio maioritário no Parlamento complicaria a implementação das medidas estruturais em curso.
Mas quando a solução à esquerda foi encontrada e as suas intenções de acelerar a devolução de rendimentos e redistribuir a carga fiscal foram reveladas, o ministério da propaganda apressou-se a anunciar a catástrofe.
Isto, claro, se a “geringonça” sobrevivesse para apresentar um orçamento sem que o PCP roesse a corda.

Mas nada parece correr bem na corte ressabiada de Pedro Passos Coelho.
É a geringonça que insiste em fazer história, são os juros da dívida que teimam em não colaborar, é a Comissão Europeia que, apesar de governada pelos seus comparsas, deixa o OE16 passar e agora vêm estes malucos da Moody’s dar nota positiva ao OE16,
estimando um crescimento da economia portuguesa situado nos 1,6%, ligeiramente abaixo das previsões optimistas do governo mas bem acima da futurologia dos profetas da desgraça afectos ao anterior regime, e ainda têm a ousadia de afirmar que a aprovação do documento afasta a possibilidade de eleições antecipadas.
Pobre direita radical.


P.S. Alguém viu por aí o novo e inevitável resgate anunciado pelo Abominável César das Neves?


Comentar post