8 comentários:
De Água: Lutar por um Bem Público a 7 de Abril de 2015 às 10:57

Água: Exemplo de financeirização
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« Provisão pública, neoliberalização e movimentos nascentes »
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[iii] No caso do município de Barcelos, depois de um sobredimensionamento das infra-estruturas a construir em baixa (com estimativas de consumo médio de 160 litros per capita contra um consumo real que nunca excedeu os 80 litros),
o município ficou obrigado a um pagamento extra de 6 milhões de euros anuais por água que não é consumida.

[iv] A factura média num concelho como Penedono, onde os serviços são totalmente municipais, ronda os 2,6 euros.
Como exemplo contrário, em Paços de Ferreira – com concessão privada controlada por empresa antes detida pela SOMAGUE – a factura média mensal ronda os 28 euros.

[v] Ver http://cidadaosporcoimbra.pt/2014/12/22/declaracao-de-coimbra-sobre-um-bem-publico-essencial-a-agua.
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(Postado por Nuno Teles, 30.3.2015 , Ladrões de B. )

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Ricardo B disse...

Não gosto nada desta análise,... o que acho sobre alguns dos temas abordados:

--- Sobreendividamento do sector:
A meu ver, este não é um grande problema. Até podem ser financiados com 80% de dívida.
Este é um sector de baixíssimo risco em termos de receitas, pelo que é fácil gerir grandes níveis de dívida.

--- Maus investimentos:
O problema aqui é a má utilização do dinheiro.
No caso de Barcelos é evidente, fizeram um investimento desnecessário que não teve nenhum retorno.
Pelo que percebi fizeram um aumento brutal da capacidade para que o consumo real se mantivesse na mesma.
Não foi um problema de dívida.

--- Swaps:
Este é fácil, gestão incompetente.
Não percebo como é que um gestor faz aplicações em instrumentos complexos sem os perceber.
Se não percebe, que não os compre.

--- Público vs Privado:
Aqui sim concordo que o sistema deve ser publico.
Detesto que se use e abuse da expressão que um sistema de mercado é sempre mais eficiente.
Não é verdade, nunca ouvi um economista "a sério" dizer isto. Este é um destes casos.

Estar a privatizar sistemas públicos de águas é estar a entregar monopólios para a mão de privados.
Os mercados funcionam quando são concorrenciais e sem assimetrias de informação (entre outros aspectos mais técnicos).
Aqui em monopólio nenhum agente privado tem os incentivos adequados para fornecer quantidades de água a preços economicamente eficientes.
Claro que se pode sempre regular os lucros de estas empresas, mas há várias maneiras e contornar isto (como por exemplo aumentar os custos -com salários ou serviços desnecessários - para que não haja lucro).
Mas custos de agência existem tanto no público como privado, mas neste caso parece ser pior no caso privado.
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De ÁGUAS-> PPPs, Privatização, UE, ... a 23 de Abril de 2015 às 09:46

Vejam como a partir dos gabinetes em Bruxelas se prepara e legisla discretamente a PRIVATIZAÇÃO (antecedida por 'abertura do sector' aos privados/ liberalização e entidades reguladoras, concessões e PPP ...) quase FORÇADA/ obrigatória, das ÁGUAS e outros serviços e bens estratégicos que deviam ser PÚBLICOS (municipais, nacionais, ...).

Na Comissão Europeia (e suas agências e directorias, comissões, grupos 'dinamizadores', ...) assentam fortes LOBISTAS e representantes das grandes empresas MULTINACIONAIS da água, associadas a grupos FINANCEIROS e a (ineptos ou 'comprados'/...) comissários do comércio internacional = neoliberalização global + PPP ,, em que os estados e municípios ficam com os CUSTOS, que depois recaem sobre os seus habitantes/ consumidores e contribuintes, pagando-os bem CAROS, enquanto os LUCROS assegurados e crescentes vão para os bolsos dos 'parceiros' privados.

Devemos reflectir sobre isto e alertar toda a gente.

vejam o vídeo (legendado em português):
https://www.facebook.com/marafundoferrugento/videos/673307072773994/


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