8 comentários:
De Federalismo, U.E., neoliberais e direita a 31 de Maio de 2016 às 15:40
---- Se faz favor (-D.Crisóstomo, 28/5/2016, 365forte)
...
... O post contínua, realçando que há governos progressistas que fazem aparentes contra-sensos na legislação laboral
(coisas nunca vistas também e que claramente devem ser da inteira culpa da UE que os obriga, coitados, umas vítimas certamente, é ver como é nos estados fora do espaço comum, exemplares nesta matéria [o facto de a extrema-direita suíça, por exemplo, ter a maior bancada na câmara parlamentar federal também deve ser culpa da UE ou assim])
e que os federalistas estão depressivos, quais derrotados da vida, devido ao conjunto de chefes de estado e governo que nos calhou na rifa. Pronto, e aqui fico inquieto.
Porque sei que Francisco Louçã sabe muito bem o que é o federalismo e o que é o inter-governamentalismo, e que o primeiro reivindica precisamente, por oposição ao segundo, que o destino da União passe a ser mais integrado e dependente da vontade dos seus cidadãos eleitores e não dos líderes nacionais.

Que o federalismo defende o escrutínio e a responsabilização dos órgãos políticos europeus, que estes respondam apenas perante eleitorado europeu e o parlamento que os representa.
Que os órgãos políticos europeus não estejam dependentes das vontades e desejos de governantes de parte da União,
mas sim que dependa exclusivamente dos anseios e opções da maioria da população europeia.
Dizer que os federalistas estão decepcionados com Schauble, Hollande ou Cameron é como afirmar que os marxistas estão decepcionados com os baixos salários pagos pela McDonalds.
Partilhamos do diagnóstico de que é imperfeito, nunca o negámos, mas não é este o modelo defendido.

Mas o grande ausente do post de Francisco Louçã, que se baseia no resultado das eleições presidenciais austríacas para defender a sua (legítima, sem dúvida) tese eurocéptica
é, precisamente, o vencedor das eleições presidenciais austríacas. Alexander Van Der Bellen ganhou este escrutínio, vencendo nos estados do Tirol, Voralberg, Alta Áustria e Viena.
Foi o candidato mais votado em 14 das 15 maiores cidades austríacas, tendo vencido também em todas as nove capitais estaduais. O novo presidente da República da Áustria é um ecologista (ex-líder do partido ecologista austríaco), ex-deputado, um economista keynesiano, especialista em políticas públicas, e antigo director da faculdade de ciências sociais e economia da Universidade de Viena.
É também um filho de refugiados e que se identifica como um declarado federalista europeu. Isto também é culpa das políticas europeias?

Entendamos-nos.
Sim, há um problema, que não é novo, com o poder de influência da extrema-direita em certas partes da Europa (dentro da UE e fora dela).
E que, os dados demonstram, (à semelhança dos Estados Unidos da América) é basicamente
um combate entre uma Europa das cidades e uma Europa do interior rural,
entre uma Europa cosmopolita e uma Europa nacionalista.

E neste combate há as forças progressistas que se concentram na oposição e na alternativa a um retorno civilizacional
e não em partilhar trincheiras nacionalistas com quem nada mais partilham.
Foram estas forças que na passada semana venceram as eleições na República da Áustria.


(Disclaimer: Francisco Louçã foi meu professor e um dos melhores que tive. Todavia, nesta temática, dele sempre discordei, como é aparente)

--- Europa, F.Louçã, Nacionalismo, União Europeia, Áustria, Federalismo, Extrema direita, ... ...

---- http://blogues.publico.pt/tudomenoseconomia/2016/05/27/uniao-pergunte-se-faz-favor-uniao/ por F.Louçã.

---- http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pubRef=-//EP//NONSGML+REPORT+A7-2013-0229+0+DOC+PDF+V0//EN relatório do Parlamento Europeu sobre direitos fundamentais na Hungria. -por Rui Tavares


De UE em crise política e económica. a 31 de Maio de 2016 às 15:54

---Jaime Santos
28 Maio, 2016

Dou de barato que a ideologia austeritária que hoje domina a Europa contribui em larga medida para o crescimento da Extrema-Direita. Quando não há diferenças entre a maioria dos Partidos do PPE e do PSE (e quando neo-fascistas húngaros e polacos se sentam nas bancadas do PPE em Estrasburgo) é natural que o eleitorado rural ou operário abandone as fileiras da Esquerda para votar na Extrema-Direita. Acontece na Áustria, como acontece em França com a FN. Mas convenhamos, atribuir toda a culpa pela existência da Extrema-Direita à UE é algo exagerado. Sempre existiu uma forte tradição de Extrema-Direita na Áustria (Hitler era afinal austríaco), mesmo antes do Anschluss de 1938 e que continuou após 1945. O FPO não é um epifenómeno recente. A UE pode ter responsabilidades na gestão da crise dos refugiados (e alguns países europeus têm responsabilidades relativamente ao eclodir da Guerra na Síria), mas não podemos contestar o princípio de que todos os Países dentro da União devem receber refugiados, como resulta aliás das obrigações impostas pela carta da ONU. Ora, é também essa nossa obrigação de acolher quem precisa que está a alimentar os Partidos de Extrema-Direita por essa Europa fora. Atribuir à fraqueza da resposta da UE perante os egoísmos nacionais (incluindo no Reino Unido) a causa desses mesmos egoísmos, é confundir a consequência com a causa…

--- Nuno Silva

Uma negociação entre uma UE extremista neoliberal, e uma Inglaterra extremista neoliberal, estávamos á espera de quê?

Protecção de pessoas!!?? De seres humanos!??

É óbvio que a Alemanha já desistiu, porque arrogantemente acha que atingiu o seu “estágio”. Nem tentou, como sempre, meter dinheiro vivo nas negociações com a Inglaterra, como sempre fez.

Mas a história ensina-nos, que quanto mais tarde a Europa combater a arrogância da Alemanha, e os seus aliados (mais perigosos), mais grave será a resolução de problemas futuros…

--- Jose

A chamada “UE” não é união, nem aduaneira. As chamadas instituições europeias, algumas nem previstas em nenhum “Tratado Europeu” o poder foi assaltado por que ousou fazê-lo.

A Comissão Europeia perdeu iniciativa e as ordens têm origem duvidosa, mas geralmente são dadas pelo “Presidente do Eurogrupo” que é justamente uma instituição informal sem existência formal. Ou vêm de Merkel e vinham também muito de Schäuble. Tudo poderes usurpados e a representar poderes mal esclarecidos.

No meio da baralhada há uma instituição que manda e muito, demais. É o BCE que tem as economias, que se submeteram ao Euro, com a corda laçada na garganta e as pontas das cordas em Frankfurt. A cada esticão alguém fica para trás.

Está em curso um processo de anexação das economias através da chamada união bancária.

Para ter sido possível arregimentar colaboracionistas nos diferentes países cujas economias estão em curso de anexação foi desenhada esta política de recessão e punição que fragilizou a defesa das democracias pluralistas e no caso da Grécia até ousaram fazer um golpe de estado.

Estas políticas associadas à execução de políticas externas de agressão dando a cara pelos EUA cercaram a chamada “UE” de guerras por fora e terrorismo por dentro.

Tudo tem efeitos colaterais e neste caso é a desconfiança e o voltar de costas de quem não tem a tal corda na garganta com a ponta em Frankfurt.

Ficou em evidência que não existem cidadãos da chamada “UE”. Existem cidadãos das suas nações e países que erguem a voz chamando os seus à sua casa de sempre construída com sangue, suor, lágrimas e muita ousadia. Ninguém fica com “pele de galinha” pelo hino da chamada “UE”.

Sob a capa desta desunião Frankfurt continua a esticar uma e outra corda ficando sempre alguém para trás.


De (des)União Europeia ... a 31 de Maio de 2016 às 16:04
http://blogues.publico.pt/tudomenoseconomia/2016/05/27/uniao-pergunte-se-faz-favor-uniao/

--- Ernesto:
... então:

“Lembro que uma “força afim da extrema-direita” também participa no governo da Grécia, o que parece ser inconveniente para o autor. Tal como parece ser inconveniente mencionar as forças afins da extrema-esquerda que dominam ou participam em governos europeus.”
-Em 1º lugar, atendendo ao que parece ser o seu conceito politico, depois do centro politico, só existe extremismo, é isso, ou percebi mal? Dou o exemplo do PAF, acha que era uma “coisa” moderada? Com bom senso?
Nada extremista no que respeita à relação do estado com o cidadão, no modelo económico-social que acha que o País devia ter ( relembro o projecto de 10ª melhor economia mundial, ou nova Singapura), na educação e saúde, onde claramente fomentou e financiou a iniciativa (lucros) privada e seus beneficiários (lucros pagos pelo estado),
em detrimento do ensino e saúde pública, devidamente consagrados na constituição?
Acha que foi moderada e nada extremista a saga privaticionista do ex-governo PAF?!

“As políticas seguidas pelos governos francês e italiano (que são governos de esquerda) são políticas reformistas que promovem a prosperidade económica e social. Em democracia, os arruaceiros não contam mais do que os eleitores que votaram nestes governos.”
-Olhando para este parágrafo parece que ambos cumpriram as metas do défice e que as sanções a Portugal e Espanha são exemplares e únicas.
Algo que julgo saber ser errado, se não sabe, fica já a saber que a própria Alemanha deveria ter sanções, que como pode facilmente constatar, não apareceram ainda por parte da “UE”. Se não entendeu esta parte, diga, que eu explico com todo o gosto!

“Na minha opinião, os gregos deviam começar a ser mais críticos no momento de votar, mas têm o direito de escolherem quem quiserem com todas as consequências, boas e más, que daí vierem.”
-Imaginando-me como Grego, peço-lhe para me indicar em quem devia ter votado ou em quem devia votar no futuro. Desde já o meu obrigado..

“Lamento o afastamento do Reino Unido da União Europeia. Como democrata, respeito as opções do seu povo e espero que as negociações conduzam à melhor solução de integração que satisfaça ambas as partes.”
-Pois eu, como democrata, não respeito quem para seu proveito ameaça com a saída da “UE” , e que o que quer em troca são “rebuçados” anti democráticos
como por exemplo, retirar os benefícios sociais dos enfermeiros estrangeiros a laborar no seu território, isto obvia e escandalosamente, porque são estrangeiros!
Muito democrático, não dúvida haja dúvidas!!!

Nota: Quando escrevo “UE” não é gralha, é apenas o meu comentário ao artigo em discussão. Não existe UNIÃO!!!

Já agora, tem alguma coisa a dizer sobre o artigo em causa? É que, permita-me, mas nada do que referiu me parece ser para este debate…
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