De Desculpa «Pelotão da frente» Troika a 30 de Junho de 2015 às 10:51
Bem-vindos ao «pelotão da frente»

(29/6/2015, Ivo Rafael Silva, M74)

Ano da desgraça de 1986. No dia 1 Janeiro, Portugal é formalmente anexado a uma grande corporação capitalista, que para levar a cabo o seu desejo de domínio e monopólio europeu e mundial, necessita, como é normal neste ciclo, de fiéis SERVENTuários.
Atribuem-nos milhões para adoçar a boca e que são gastos como sabemos.
ABATE-se a produção nacional, SEQUESTRA-se a nossa capacidade económica, ANIQUILA-se grande parte da nossa independência financeira, social e também política.
PROMETEM-nos a «modernidade», a «solidariedade» e a oportunidade «imperdível» de entrarmos num «pelotão da frente» que, é preciso recordar a jactância, faria de nós «um grande, moderno e avançado país».
Depois de anos de desbragada ILUSÃO, o doloroso definhamento histórico salta à vista.
Um RETROCESSO cujos indicadores sociais e políticos só encontram comparação em períodos de catástrofe, ou de pós-guerra.
A realidade, essa teimosa, essa persistente, mostra-nos todos os dias – como o PCP na altura isoladamente afirmava – o grande sarilho, a grande TRAGÉDIA, a grande FARSA em que PS, PSD e CDS nos meteram.

É hoje bem mais nítido que esta União Europeia é tudo menos uma união «dos 27».
É apenas uma união «dos 3». Do Deustche Bank, do BCE e do FMI.. ( União da alta FINANÇA )
A União Europeia presta-se hoje, perante o resto mundo, a um papel que a deveria envergonhar. Todavia, bem sabemos que o capital não tem moral, nem ética, especialmente quando agoniza.
Como foi fácil, afinal, que DITAMES financeiros e económicos pusessem a nu a FALSIDADE da apregoada solidariedade entre estados-membros.
Como é fácil DESCARTAR um país e um povo inteiro, que, aparentemente, parece estar a cometer um “crime” de DESOBEDIÊNCIA às regras definidas por BUROCRATAS da alta FINANÇA, só porque a vontade do seu governo difere da vontade de organismos NÃO ELEITOS.
Como é fácil manter os igualmente frágeis (como Portugal) aninhados e SUBMISSOS, enquanto se ESPEZINHAM os semelhantes que lutam contra a MISÉRIA que lhe querem impor.
Difícil, senão impossível, é continuar a propalar a existência de “democracia” no seio desta União, feição ou característica que nunca teve, nem nunca terá.

É hoje bem mais nítido que esta União Europeia é tudo menos uma união «dos 27». É apenas uma união dos «3». Do Deustche Bank, do BCE e do FMI. Nada mais importa para além disso.
As decisões, os mandos e DESMANDOS partem da cúpula, sendo que os demais, em submissão, limitam-se a CUMPRIR as ORDENS e a readaptar, se necessário, o discurso para esconder essa OBEDIÊNCIA.
No meio de tudo isto SOFREM os POVOS, sejam gregos ou portugueses, que com sacrifício continuam, sabe-se lá até quando, a alimentar um sistema que os ignora e maltrata.
Uns sempre no topo, outros sempre de rastos.
É esta a «modernidade». É este o «progresso».
É este o chamado «pelotão da frente».


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