Alta finança com fraude e corrupção captura Estado e empobrece cidadãos
O NOSSO PROBLEMA
Desobediência civil não é o nosso problema. O nosso problema é a obediência civil. O nosso problema é que pessoas por todo o mundo têm obedecido às ordens de líderes e milhões têm morrido por causa dessa obediência. O nosso problema é que as pessoas são obedientes por todo o mundo face à pobreza, fome, estupidez, guerra e crueldade. O nosso problema é que as pessoas são obedientes enquanto as cadeias se enchem de pequenos ladrões e os grandes ladrões governam o país.
É esse o nosso problema." - por Ramalho Eanes.
----------
«Eles» sabiam ! Claro que sabiam tudo !!!
Por isso, precisavam de arranjar um "bode espiatório", J.Sócrates... e o "povo" que "gastou mais do que as posses"! Com colaboração dos seus homens de mão na Comunicação Social, movendo-lhe uma campanha negra de tal ordem, que conseguiram abatê-lo politicamente, impondo-lhe a vinda da "troika", para fazerem "a lavagem" e apagarem os gravíssimos crimes de roubo no BPN (que compromete gravemente o PPD/PSD e o chefe, Cavaco Silva), BPP, Banif e, claro, no BES.
A Comunicação Social que temos, salvo raras excepções, encontra-se claramente, como está à vista de todos, ao serviço dos poderes económico, financeiro e dos políticos da direita!!!
O BES, o Goldman & Sachs e o Banco de Portugal
- Retrato de mais uma trapaça, com desenho final (para os mais lerdos). Tal como senhor Vítor Constâncio em relação ao BPN, também o actual governador do Banco de Portugal, senhor Carlos Costa, não percebeu nada do que se estava a passar. (ou não quis perceber)
Uma enormíssima cratera (que pode ir dos 5 mil milhões de euros até aos 15 mil milhões de euros!) não foi detectada a tempo. Pois, eu sei: o BES era um banco sólido e o senhor Ricardo Salgado um exemplo de bom banqueiro. De uma família às direitas, que dá emprego a ex-governantes e, por outro lado, fornece os governos com muitos dos seus melhores quadros (e também o líder da UGT). Que paga férias aos grandes comentadores cá do sítio.
Mesmo depois do buraco ter sido descoberto, o senhor Carlos Costa decidiu nomear uma administração, mas, curiosamente – ou talvez não – Ricardo Salgado continuou em «gestão corrente» e a mexer cordelinhos. Quem sabe se a queimar papéis. Se não fosse um Super Juiz, talvez ainda andasse por lá a dar sumiço a mais uns milhões.
Mas ninguém sabia de nada? NINGUÉM MESMO ?!
Não ! Havia alguém que sabia ! Quem ?
O principal banco dos sionistas judeus: o Goldman and Sachs, pois claro. O banco que faz a nossa dívida crescer. O banco que nos transformou na sua Faixa de Gaza.
Provas disso? Aí estão:
O Goldman and Sachs desfez-se das suas acções do BES uns tempos antes da coisa estourar. Mas, atenção: fê-lo com o reconhecido requinte judaico. Há um mês, o banco judeu americano dizia – e cito:
«Em Portugal, o BES é o banco melhor posicionado para captar quota de mercado, dada a forte posição de capital e movimento em direcção a um sector exportador mais dinâmico».
Num dia, o banco Goldman and Sachs, diz isto; no outro, vende as suas acções no BES.
Compreende-se. O senhor Ricardo Salgado também é banqueiro.
E o senhor Cavaco a dizer que o BES era um banco sólido. E o senhor Passos Coelho a dizer o mesmo. E o senhor Carlos Costa a ver navios.
E alguém vai às contas e ao património (e offshores) da família Espirito Santo?
Para quê? Não é para pagar coisas destas que existem os portugueses?
E AGORA? JÁ PERCEBERAM, ou é preciso fazer um desenho? Então, cá vão os figurões:
- Um (?) banqueiro burlão/ladrão/corruptor/... (com vários associados e capatazes) manipulou governantes, empresas e cidadãos... e foi sacando à vontade o país até não mais poder esconder a cratera…
- o Goldman & Sachs (+ outros bancos, especuladores e agências de 'rating'), os mestres do sacanço internacional, legal e ilegal, mas sempre impunemente…)
- o senhor governador do Banco de Portugal (e adjuntos), que por acaso estava distraído a antegozar a reforma dourada e as mordomias presentes...
- o senhor que devia ser primeiro-ministro defensor do interesse público, mas é fantoche do grande capital e diz que a culpa é dos anteriores, que não há problema com o BES, e que o Estado não vai meter dinheiro em bancos privados... (e depois vai desdizendo as mentiras anteriores e proclama outras como verdades e boas acções...)
- o grande economista, que consta ser presidente da República, pede aos tugas para se manterem calmos e exigirem alianças patrioteiras... e garante que o BES é um banco sólido! …
- E, finalmente, o eterno PAGADOR, o Zé Povo, tu, eu e os outros camelos, carneiros, burros e mansos.
------------
O PECADO ORIGINAL NO CASO GES/ BES. O ANUNCIADO E O REALIZADO. A MENTIRA POLÍTICA INSTITUCIONALIZADA EM PORTUGAL
Quando agora se soube pela boca dos ... que, afinal, os contribuintes seriam novamente chamados a pagar a corrupção, a gestão ruinosa, as luvas e demais comissões que tipificam crimes económicos graves - para compensar o dinheiro que o Estado colocou no famoso Fundo de Resolução para aguentar o banco do Ricardo da Boca do Inferno - nada de novo foi dito sob os céus. E por uma razão simples:
o povo português, mesmo o menos preparado e versado para a compreensão da gestão da cousa pública, há muito já compreendeu que aqueles figurantes não são pessoas de bem, razão por que mentem compulsivamente, agora para justificar e oficializar que a injecção de capitais públicos para aguentar os disparates do Governador do BdP, outro figurante que a história irá crucificar, exigem mais e mais impostos por parte do Zé Povinho, que assim será mais esmifrado nos seus já débeis rendimentos.
A solução técnica criada pelo Fundo de Resolução, uma inovação do sr. Carlos Costa, o guardador de tacos de golf de João de Deus Pinheiro, revelou-se um logro, assim como toda a sua acção laxista na supervisão da banca em Portugal; a esperança vertida nas declarações da ministra das Finanças, Maria Luísa Albuquerque, em linha com as do governador do BdP, traduzem-se em mentiras e estas, por sua vez, em mais e mais impostos sobre os contribuintes. Um e outro, Carlos Costa e Maria Luis Albuquerque, e também Passos Coelho (3º elemento do tripé desta mega-farsa), que nada percebe de finanças públicas, nem nada de nada, convergiram para um ponto de luz: uma narrativa de mentiras sucessivas visando ocultar o pagamento extra da factura decorrente da desejada venda do banco do Ricardo no mercado internacional, o qual será vendido abaixo do capital que o Estado - e demais accionistas/bancos portugueses - nele investiram. E se assim for, é, de novo, o zé povinho quem paga as comissões à família Espírito Santo pelos submarinos que o Paulinho Portas/CDS/PP encomendou aos alemães.
Em rigor, trata-se de dinheiro que sai directamente dos bolsos das famílias portuguesas para entrar nas contas da família Espírito Santo, tamanho o escândalo (e crime) agora cumpliciado e oficializado pelo alegado PM, Pedro Passos Coelho.
O cancro do BPN ao pé desta megra-fraude, que comprou e corrompeu todo o sistema político durante décadas, não passa duma bagatela jurídica. Os contribuintes pagam sempre os roubos praticados pelos parasitas da nossa sociedade! E se não pagam a bem, pagam a mal, com mais juros agravando o nível de empobrecimento dos portugueses e entorpecendo ainda mais as condições de transparência e de competitividade no funcionamento da economia nacional.
Passos coelho, além de ser tecnicamente incompetente, revelou-se também um actor político populista, perigoso, já que em todos os sectores de actividade os factos têm contrariado o sentido quer do seu Programa de governo, quer das suas declarações avulsas comunicadas à sociedade.
Esta discrepância significa, entre outras coisas, que o exercício do poder ficou literalmente sequestrado por grupos de interesse ligados à alta finança, os quais têm condicionado e perturbado a boa governação nos demais sectores da economia e da sociedade.
Se a política é a articulação da possibilidade com a finalidade, a virtude da decisão política decorre da leitura ajustada das suas condições de concretização, mas para isso seria necessário que aquilo que foi anunciado coincidisse com as tarefas realizadas, o que não acontece(u).
Não restam dúvidas, hoje, de que toda a campanha feita pela extrema direita contra o J.Sócrates na sequência da crise financeira financeira de 2008, teve como artífices, o Presidente da República (enterrado até à ponta dos cabelos no caso BPN), o PPD/PSD e o CDS/PP, como o o objectivo de branquear o caso BPN, BES (que sempre procuraram esconder!), BPP, BANIF e outros!!! É desta brecha entre o anunciado e o realizado que nasce, em todo o seu esplendor, a mentira política institucionalizada pelo XIX (des)Governo (in)Constitucional, o pior desde o 25 de Abril de 1974.
(-recebido por e-mail via mmpoupino.)
MARCADORES: bancocracia,
bangsters,
bes,
bpn,
burlões e ladroagens,
comunicação social,
corrupção,
desgoverno,
desobediência civil,
empobrecer,
finanças
Para a história da justiça em Portugal
Há um mês, a 17/12/2014, a comunicação social noticiou que o processo dos submarinos foi arquivado. Não foram encontrados culpados de ilícitos. Por curiosa coincidência, a TVI24 revelou uma gravação do conselho superior da família Espírito Santo, realizado a 7/11/2013. O vídeo está no YouTube. Segue abaixo a transcrição da parte mais sumarenta.
Reunião do conselho superior da família Espírito Santo, realizada a 7/11/2013 (ou seja, 1 ano, 1 mês e 10 dias antes do arquivamento do processo dos submarinos).
Ricardo Salgado (RS) ‒ Muito bem. Eu quero que saibam, eu não sei o que vai acontecer ao processo dos submarinos, mas, em princípio, parece – parece, ainda não há a certeza – que poderia vir a ser arquivado.
José Manuel Espírito Santo ‒ Ó Ricardo, já agora explica como é que foi o assunto do recebimento da comissão da ESCOM.
R.S. ‒ O problema da ESCOM, no caso dos submarinos, é um problema que de facto é uma história complicada. Porque vocês sabem que a origem desta operação até vem de alguém que trabalhava convosco na Santogal…
Voz não identificada – Era o Miguel Horta e Costa, irmão do Luís [Horta e Costa, presidente da ESCOM].
R.S. – … e o Miguel Horta e Costa foi à ESCOM propor a operação. Nós ficámos, enfim, com uma impressão que isto provavelmente não tinha pés para andar e que, de qualquer forma, era uma operação pontual. O Banco [Espírito Santo] com o Crédit Suisse tinha organizado a operação de leasing para a compra dos submarinos. E então a ESCOM dirigiu sempre a operação, sempre, desde A a Z, e só nos deu informação pelo montante que nós recebemos. Vocês dizem: “Ah mas vocês deveriam ter pedido mais elementos.” Com certeza que nós queríamos mais elementos. E mais uma vez esteve lá o Luís Horta e Costa que explicou que dos… eram 30 milhões…
Voz não identificada – … que a ESCOM recebeu de comissões…
R.S. – … teve de fazer uma redução de 2 milhões imediatamente, porque o programa dos franceses estava mais barato. Ficou em 28, depois teve encargos com advogados e mais não sei o quê, e pagamentos que eles fizeram por fora, mas garantiram-me que não tinham pago nada a ministros, alguns. Acabaram por ficar 20 milhões. Deram-nos 5 a nós e eles guardaram 15. E vocês têm todo o direito de perguntar: “Mas como é que aqueles três tipos [Pedro Pereira Neto, Miguel Horta e Costa e Hélder Bataglia] receberam 15 milhões?” A informação que nós temos é que não é para eles, que há uma parte que não é para eles. Eu não sei se é ou se não é, mas como hoje em dia só vejo aldrabões à nossa volta… Os tipos garantem que uma parte tem que ser entregue a alguém em determinado dia.
R. Abecassis E.S. – Tu não achas esquisito ser a administração da própria empresa que decide quanto é que eles vão ganhar e não os accionistas ou os controladores da empresa? É isso que me choca.
R.S. – Ó Ricardo, ó Ricardo…
R. Abecassis Esp.Santo – O Pedro, o Miguel Horta e Costa e lá o outro… o Hélder dizem: “Nós vamos ficar com tanto”…
R.S.– Ricardo, tu tens razão a levantar a questão, mas, imediatamente a seguir à operação estar feita, começou imediatamente uma campanha nos jornais, horrível, sobre a operação e nós nem quisemos saber de mais nada, mais nada.
R. Abecassis E.S.– Se nós controlamos a empresa [a ESCOM], nós temos de controlar os gestores da empresa e quanto é que eles ganham. Se eles têm que ganhar um milhão, ganham um milhão. É assim que…
R.S.– Este assunto não é da área financeira. Parece-me que é melhor não remexer mais neste assunto…
R.Abecassis E.S.– Está bem, eu…
R.S.– … porque vamos acabar por saber quem é que recebeu parte disto e quem é que deixou de receber. É melhor não perguntar. Não fomos nós, de certeza absoluta. Pronto, a operação foi em 2003 [na realidade, em 2004]. Em 2004, o grupo [BES] decidiu acabar completamente com esta actividade, que é uma coisa horrorosa. Porque eles estavam a preparar-se para fazer muito mais, com carros blindados e havia mais outras: fragatas, metralhadoras…
Voz não id. – Eh, eh, ...
NOTA: Paulo Portas nunca foi ouvido pelo MP desde que o inquérito dos submarinos começou, em 2006, apesar de em Março de 2005 o director financeiro do CDS-PP, Abel Pinheiro, e o ministro da Defesa cessante, Paulo Portas terem sido escutados a falar sobre “acordos”
Comentar post