De Esquerda Europeia: Syriza, Podemos, ... a 8 de Janeiro de 2015 às 11:24

Duas inverdades repetidas sobre o Syriza

07/01/2015 por Rui Curado Silva,

O Libération relembrava esta semana que a desinformação em torno do Syriza vem acompanhada de duas grandes mentiras em que
se classifica o partido de ser euro-céptico e de ser anti-euro.
Se dúvidas houver, basta ler o programa do Partido de Esquerda Europeia – o qual não integra o PCP que é apenas membro do GUE – que acompanhava a candidatura de Alexis Tsipras à Presidência da Comissão Europeia redigido para o IV Congresso do Partido de Esquerda Europeu intitulado
“Unamo-nos por uma alternativa de esquerda na Europa” :

“a Esquerda Europeia considera que uma transformação profunda da Zona Euro, colocando-a ao serviço de uma visão da Europa baseada na solidariedade, é absolutamente essencial” (…)
“a Esquerda Europeia não incentiva a saída do euro, acto este que, por si só, não irá conduzir automaticamente a políticas mais progressistas.
Poderá até aumentar a competição entre os povos e criar uma explosão das dívidas soberanas através de uma prática de desvalorização concorrencial.
Temos que transformar os instrumentos existentes em ferramentas de colaboração ao serviço dos povos.“
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PFEC
06/01/2015 por José Gabriel

“Os gregos são livres de decidir o seu destino. Mas…” – diz Hollande com o tom melífluo dos tartufos.
O problema é a adversativa “mas”, que se ouve e lê por todo o lado e que, mesmo assim, é a forma mais branda das pressões e chantagens, por vezes brutais, disparadas contra o povo grego.
Que vão das manobras e golpes financeiros às ameaças políticas mais torpes,
da invectiva grossa e frontal da “führer” Merkel à baboseira de eunuco político do nosso ministro dos negócios estrangeiros.
E assim vai o PFEC – processo de fossilização em curso da democracia na Europa.


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