De Troika, negociatas e crime a 26 de Fevereiro de 2015 às 15:25
A Troika deveria ser investigada

26/02/2015 por Rui Curado Silva, http://aventar.eu/

Depois da transmissão pública da reportagem “Puissante et incontrôlée: la troïka” pelo canal ARTE (ainda disponível no site da televisão franco-alemã) espero bem que
a Procuradoria Geral da República se digne a investigar todos os elementos da Troika que estiveram em Portugal,
em particular os responsáveis pela iniciativa da venda do BPN ao BIC.
O que se passou foi um crime e esta reportagem dá-lhe o enquadramento que faltava para percebermos que foi de facto um crime.

Realizada pelo alemão Harald Schumann esta excelente reportagem debruça-se sobre o falhanço e as consequências sociais das políticas de austeridade implementadas pela Troïka.
A reportagem demonstra também que é falso que se trata apenas de semântica quando Tsipras recusa negociar com a Troika, mais do que isso demonstra que o governo de Tsipras está bem consciente dos estragos e das negociatas ilegítimas da exclusiva responsabilidade dos burocratas da Troika.

A autonomia sem escrutínio, a falta de legitimidade democrática, as decisões criminosas impostas ao sistema de saúde grego,
bem como as suspeitíssimas ordens de venda urgente de bancos falidos em Portugal (BPN ao BIC), na Grécia e em Chipre provam que a Troika não passa de uma negociata,
que só não é uma negociata como qualquer outra porque é responsável por mortes no sistema de saúde grego e muito provavelmente por crimes de corrupção e tráfico de influências.
Entre os entrevistados nesta reportagem, estão Krugman, Varoufakis, Louçã, Elisa Ferreira e João Semedo. A não perder.


De DesGoverno amigo dos Bangsters. a 26 de Fevereiro de 2015 às 16:25
O Governo amigo

(- por josé simões, 23/2/2015, http://derterrorist.blogs.sapo.pt/ )

Não bastou o resgate aos bancos alemães e franceses mascarado de "ajuda a Portugal e à Grécia";
não bastou a transformação da dívida privada em dívida pública;
não bastou a "linha de recapitalização da troika";
não basta o financiamento dos bancos pelo Banco Central Europeu a uma taxa de juro negativa, inferior à inflação,
para despois emprestarem aos Estados a taxas de juro substancialmente mais altas;
não.
Ainda foi preciso o Estado,
que precisa de financiamento como de pão para a boca,
cortar nas taxas de remuneração dos seus produtos fiinanceiros – Certificados de Aforro e Títulos do Tesouro**, de forma a torná-los aos olhos dos depositantes e aforradores menos apetecíveis
que os depósitos a prazo e os produtos e aplicações da banca privada, os mui famosos "produtos tóxicos" que deram origem à crise financeira.

Quem é amigo dos bancos, quem é?

** http://www.publico.pt/economia/noticia/portugueses-subscreveram-perto-de-dois-mil-milhoes-em-certificados-do-estado-1687030


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