De Mercados, desequilibrios e protectorado a 26 de Fevereiro de 2015 às 12:39

--- E na Grécia, riem que nem uns perdidos
(por Diogo Moreira, 25/2/2015, 365forte)


“Portugal colocado em vigilância apertada por Bruxelas, devido a desequilíbrios económicos”

E agora, Maria Luís Albuquerque, Passos Coelhos, e Paulo Portas, vão descobrir quão duro pode ser Schauble.


--- 23/2/2015: Mercados

Para quem acredita na racionalidade dos mercados, Portugal passou a ser uma das nações com maior solidez financeira do mundo.
Para quem não acredita na racionalidade dos mercados, apenas podemos rir.

Juros da Dívida Portuguesa a 10 anos abaixo dos EUA


De Reprimir 'mercados financeiros' e seus.. a 6 de Março de 2015 às 15:27
(escroques) Da pior espécie


"Premiei um escroque da pior espécie". Com grande arrojo e não menor sentido de oportunidade, dado o actual poder de Ricardo Salgado, João Duque declarou-se assim arrependido de o ter apadrinhado num Doutoramento Honoris Causa do ISEG em 2013.
Bem avisámos nessa altura, denunciando como a Presidência Duque, ao homenagear Salgado, mas também também Catroga e Mexia, estava a trair a distinta história do ISEG nesta área, atribuindo honras por razões distantes dos contributos para a Economia.

Entretanto, reparem como Duque parece conseguir estar errado de formas sempre novas,
defendendo agora a transferência em curso de poderes regulatórios, daqueles desgraçadamente conformes aos mercados, para Frankfurt.

Ser governado pelo estrangeiro e esperar que o interesse público seja aqui defendido é pelo menos o cúmulo do provincianismo.
Será que não serviram para nada a experiência da troika, a miserável história do euro,
o que se sabe sobre o poder do capital financeiro no BCE, tanto mais intensa a promiscuidade quanto maior a distância do poder e da transparência democráticas?
Será que não serve para nada o que se sabe sobre a forma como o controlo estrangeiro da banca privada nacional,
em curso e que também assim se reforçará, expõe muito mais o país a movimentos desestabilizadores, particularmente em contextos de crise (olhem para sul e para leste)?

Bom, ainda vamos ver apadrinhamentos de Isabel dos Santos, por exemplo, com base na ideia de um percurso que começou na venda de ovos e que acabou onde acabará.
De resto, o caso BES não pode ser reduzido a uma questão de carácter, sendo preciso perguntar
que estruturas produzem e favorecem estes escroques e como é que estas podem ser modificadas:
diria, neste último caso, que com mais banca pública,
a única forma de garantir controlo democrático e defesa do bem público que é o crédito,
com controlos de capitais e com um verdadeiro Banco de Portugal, com todas as funções de um Banco Central, a responder perante o governo e perante a Assembleia da República;
no fundo com aquilo que os economistas neoliberais mais temem, tendo até cunhado um nome para o seu temor, mas que acabou por resultar melhor:
repressão financeira...

(por João Rodrigues , 5.3.15 , Ladrões de B.)


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