7 comentários:
De DesGoverno amigo dos Bangsters. a 26 de Fevereiro de 2015 às 16:25
O Governo amigo

(- por josé simões, 23/2/2015, http://derterrorist.blogs.sapo.pt/ )

Não bastou o resgate aos bancos alemães e franceses mascarado de "ajuda a Portugal e à Grécia";
não bastou a transformação da dívida privada em dívida pública;
não bastou a "linha de recapitalização da troika";
não basta o financiamento dos bancos pelo Banco Central Europeu a uma taxa de juro negativa, inferior à inflação,
para despois emprestarem aos Estados a taxas de juro substancialmente mais altas;
não.
Ainda foi preciso o Estado,
que precisa de financiamento como de pão para a boca,
cortar nas taxas de remuneração dos seus produtos fiinanceiros – Certificados de Aforro e Títulos do Tesouro**, de forma a torná-los aos olhos dos depositantes e aforradores menos apetecíveis
que os depósitos a prazo e os produtos e aplicações da banca privada, os mui famosos "produtos tóxicos" que deram origem à crise financeira.

Quem é amigo dos bancos, quem é?

** http://www.publico.pt/economia/noticia/portugueses-subscreveram-perto-de-dois-mil-milhoes-em-certificados-do-estado-1687030


De 1%enriquece+9% ajuda servil; 90% empob a 26 de Fevereiro de 2015 às 16:39
O Baptista Bastos está na "linha justa" por isso fica aqui muito bem.
Mas que é isso de "linha justa"?
É a dos interesses dos que são empobrecidos pelas políticas de governos dominados pela especulação financeira, como sucede na UE,
com a esperançosa excepção do governo grego do Syriza,
para enriquecer mais os 1% de multimilionários e sustentar os 9% da sua empregadagem
que troca a decência e a honra por umas migalhas, desde o infeliz jornalista que não quer perder o emprego e tenta ser a agradecida "voz do dono" - fica com umas "migalhinhas" -
até aos pançudos administradores a quem cabem umas migalhas grossas.
Vejam o que o BB diz. E diz bem.

-----Há sempre solução

Os gregos podem ser o exemplo de que não há impossibilidades.

Baptista-Bastos, CM 25.02.2015

Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, chega ao proscénio e diz que a Troika exagerou na imposição da austeridade, por desnecessária,
e roubou a decência aos povos de Portugal, Espanha e Irlanda.
Surge, afobado, o dr. Passos Coelho, e desmente Juncker, quase declarando que a Troika trouxe consigo felicidades inauditas.
As aldrabices, mentiras e omissões deste cavalheiro atingem as zonas da coprolábia.
Ou, então, pior do que tudo, usa os óculos de Pangloss, e vê um Portugal abençoado pelos deuses, embora esses deuses sejam desconhecidos, e o país seja absolutamente outro.

Um milhão e quinhentos mil desempregados;
dois milhões na faixa da miséria:
cento e quarenta mil miúdos que vão diariamente em jejum para a escola;
quase duzentos mil jovens que abandonaram o País por carência de futuro;
dezenas de doentes que morrem nos corredores dos hospitais por falta de assistência;
velhos a quem foi subtraído todo e qualquer meio de subsistência;
funcionários e outros aos quais cortaram todos os escassos salários
– isto não terá como consequência a perda da decência e da dignidade?
E perda da decência e da dignidade não consistirão nos constrangedores actos praticados por membros do Executivo, e pelo dr. Cavaco, relativos ao governo e, decorrentemente, ao povo grego?,
com a torpe recusa em apoiar as propostas de quem foi legitimamente eleito,
e colando-se, vergonhosamente, à estratégia da política alemã?

O grupo do dr. Passos é, por sistema, apupado e execrado, e o governo do Syriza recebe banhos de multidões a apoiá-lo e a incitá-lo.

A melancolia portuguesa e a dor do nosso viver sem luz advêm desta subalternidade que nos corrói a decência, a dignidade e a integridade moral.
Fomos coagidos a perder os valores que cimentaram o nosso ser, mesmo em tempos sombrios.
A nossa honradez e probidade foram substituídas pelo individualismo mais atroz.
Resta-nos, afinal, quê?
Estes mentirosos, esta casta de indigentes mentais, e este mutismo dos que se deviam opor
e alimentam a apagada e vil tristeza são sintomas de quê?
Da indeclinável decadência em que vivemos. Sem solução?
Cabe-nos a última palavra no próximo combate.
Os gregos podem ser o exemplo de que não há impossibilidades na História.


Etiquetas: austeridade, Baptista Bastos, Syriza, Tsipras, Varoufakis.

(# posted by Raimundo Pedro Narciso , 25/2/2015, PuxaPalavra)


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