3 comentários:
De Marx: Sindicatos não controlados p.Parti a 12 de Maio de 2014 às 15:46
O que disse Marx sobre sindicatos controlados por partidos

(-por João Labrincha , 5/5/2014, http://blog.5dias.net/


“Se se quiser que os sindicatos cumpram a sua missão, nunca se deve ligá-los a uma associação política nem submetê-los a ela; se isso acontecer, aplica-se-lhes um golpe mortal.
Os sindicatos são escolas para o socialismo. Neles os operários recebem a preparação para se tornar socialistas, dado que ali observam diariamente a luta contra o capital.
Todos os partidos políticos, quaisquer que sejam, só passageiramente são capazes de entusiasmar as massas operárias, enquanto os sindicatos cativam a grande massa dos operários de forma duradoura;
só eles são capazes de representar um autêntico partido operário e opor um baluarte ao poder do capital.

A massa maioritária dos operários, por muito diversos que sejam os partidos em que esteja filiada, chegou à conclusão de que a sua situação material deve ser melhorada.
Portanto, se a situação material do operário melhorar, este poderá dedicar-se mais à educação dos filhos [...] [que] já não necessitarão de ir para as fábricas, e ele mesmo poderá promover o seu espírito e cuidar melhor do seu corpo;
então transformar-se-á em socialista sem que se dê conta disso.”

Entrevista feita por Joseph Hamann (Setembro de 1869) – in “Marx no seu tempo” (2001)



De Abusam e gozam com os trabalhadores!! a 22 de Janeiro de 2014 às 09:52
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Um prémio que não é curriculum. É cadastro.
- Janeiro 21, 2014 por Tiago Mota Saraiva


Há pouco anos lembro-me de um ridículo “concurso” em que o prémio era um estágio não remunerado no atelier de arquitectura de um dos membros do júri. Agora é a SIKA, com a ajuda do P3, que publicita um vergonhoso “prémio“. Diz a notícia do P3 que o concurso aceita propostas de engenheiros civis e arquitectos recém-formados – só mesmo uma empresa pouco esclarecida é que não consegue perceber que são ofícios distintos ainda que complementares - para projecto de reabilitação de uma IPSS de apoio a menores.
Diz a notícia que, segundo o director de marketing da SIKA Portugal, o objectivo deste concurso é ”promover o potencial destes finalistas e recém-formados, conferindo-lhes a oportunidade de melhorarem as suas competências, bem como de se familiarizarem com a actividade profissional e, assim, complementarem a sua formação”.
À SIKA Portugal já não bastava ter um dos piores serviços de apoio técnico a projectistas com que tive de lidar na minha vida profissional, como agora também demonstra toda uma escatológica chico-espertice institucional ao tentar-se aproveitar da miséria alheia.

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Descubra as diferenças
(por Antonio Mariano,20/1/2014)
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Assoc.Empresarial diz que paralizações dos estivadores em Lisboa forçaram 30 despedimentos
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Estas duas notícias, no i e no Negócios, são absolutamente falsas.
Se uma Associação Empresarial se lembra de culpar um sindicato por um conjunto de despedimentos o mínimo que os jornalistas devem fazer é ouvir aqueles que são acusados de tamanha ignomínia.
É que quando não o fazem devem saber que estão a ser um órgão de propaganda do patronato, mesmo quando estes fazem acusações disparatadas.


De Despedir , Precarizar, explorar, enganar a 23 de Janeiro de 2014 às 13:59
As manobras do governo e do patronato para enganar a opinião pública

(- Janeiro 23, 2014 por António Mariano )

Desafiei aqui os leitores a descobrirem as diferenças entre duas das várias notícias que saíram nos meios de comunicação social, reproduzindo sem qualquer contraditório a acusação disparatada que o patronato se lembrou de fazer ao Sindicato.
Felizmente houve quem ouvisse também o nosso lado.

Parece-me evidente que quem tem explicações para dar é quem, depois de DESPEDIR perto de meia centena de trabalhadores portuários,
quer agora contratar, por outra via, outros trabalhadores, numa operação que apenas pretendeu PRECARIZAR o vínculo laboral e sacudir as responsabilidades sobre eles.

De resto, quanto a má-fé negocial, importa acrescentar que tudo isto aconteceu quando decorriam negociações para acertar o novo CONTRATO COLECTIVO de trabalho, naquilo que só pode ser considerado uma verdadeira declaração de guerra.

Quem diz querer resolver o problema da economia com as exportações e quem acusa o Sindicato de ter sido conivente com os despedimentos tem que ser mais sério que isto.

Terão resposta à altura, seja na reposição da verdade, seja na continuação da luta pelo nosso posto de trabalho!


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