2 comentários:
De Praxe legitima Poder Autoritarismo Fasci a 27 de Janeiro de 2014 às 10:08
Da Praxe e da Morte...

Adolescente, li "Porta de Minerva" um livro da autoria de Branquinho da Fonseca onde a descrição da vida estudantil de Coimbra me fascinou...
e assustou porque nunca percebi a razão pela qual um estudante universitário tinha que limpar as botas dos seus colegas, apenas por ser mais novo e ter acabado de entrar na "academia"!...
Depois, com o 25 de Abril, percebi que
o ritual das praxes se constitui como a institucionalização do reconhecimento da legitimidade da hierarquia,
independentemente do saber, do mérito e da justiça, apenas enquanto respeito -expressão do MEDO!- legitimador de uma ordem sem fundamento -como o seria o direito hereditário ao exercício do poder.
Pior um pouco:
os líderes das "praxes" académicas adquirindo esse estatuto por "antiguidade", ao invés de promoverem o direito ao reconhecimento do saber, da inteligência ou ao conhecimento
materializam, isso sim, o reconhecimento do direito à preguiça e ao autoritarismo gratuito.

Por tudo isso, não cumpri praxes, "queimas das fitas" ou similares...

Para mim, a vivência universitária implicava a autonomia do pensamento crítico
e o afastamento definitivo da obediência cega e da submissão gratuita e acéfala
-ainda que mascarada sob a lógica do humor, da "brincadeira", etc...

Hoje, perante a notícia e a especulação da morte de 7 jovens na praia do Meco fica, à reflexão de todos, o problema...
e a opção por um mundo mais racional, sério, justo e responsável... para todos!

Contra a hierarquia gratuita do poder, sem escrúpulos e sem legitimidade a não ser aquela que nós, cidadãos, livres e inteligentes, lhe reconhecemos... ou não!

(-por Ana Paula Fitas , 24/1/2014, ANossaCandeia)


De Sinais preocupantes de FASCISMO. a 27 de Janeiro de 2014 às 09:32
A dimensão nacional-fascista das políticas europeias
(-26/1/2014 por Tiago Mota Saraiva, 5Dias)


A mesma Merkel que acha que os países do Sul têm férias a mais, acaba de decidir baixar a idade de reforma na Alemanha para os 63 anos.
Se é verdade que é o capital financeiro, transnacional, que determina e lucra com grande parte da selvajaria que hoje assistimos na Europa do Sul, também é verdade que existe um nacional-fascismo emergente.
Merkel tudo fará para que se trabalhe mais e pior em Portugal do que na Alemanha, e não hesita em transformar os governos do Sul em "OBERKAPOS" (capatazes dos trabalhadores/escravos nos campos de concentração NAZIs) da miséria dos seus povos.
Mais, estas não podem ser lidas como políticas nacionais mas europeias, e é bom que se diga isto a todos os que continuam a esconder-se desta discussão, da esquerda à direita, atrás da frase “mais Europa, melhor Europa”.

Neste momento, o governo da Alemanha tem cada vez mais interesse que, em países como Portugal, aumente o desemprego, diminua a produção e aumente a dependência.
Provocar o desequilíbrio é uma política europeia.
As vantagens para Merkel são óbvias.
Em primeiro lugar porque tem empresas suas bem posicionadas a disputar as sobras (veja-se o exemplo do Lidl, que sem o instrumento do euro nunca teria conseguido entrar e permanecer em Portugal)
em segundo lugar porque lhe permite, a baixo custo, importar o que lhe for sendo mais útil (até pessoas).

Sempre fui cauteloso em comparar o presente com os fascismos do séc. XX.
Não acho que vivamos, ainda, nas condições de outrora mas creio que já existem sinais mais do que preocupantes.
Se é certo que o grande beneficiado desta crise não será o povo alemão, importa mantê-lo sereno e estimular o seu ódio para com os outros povos.
Não discutir a dimensão nacional fascista deste crise leva-nos a continuar a patinar na maionese do europeísmo de alguns.

[também a Itália de Mussolini apregoava:
" FASCISMO : uma fusão do Estado com o poder corporativo (as grandes empresas)"].


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