De Destruir Portugal e os cidadãos. a 17 de Outubro de 2014 às 14:58
Destruir a PT, destruir Portugal
Por Ana Gomes , 14/10/2014

Sentimo-nos atordoados, nos últimos dias, com a destruição de valor e da autonomia estratégica que a empresa Portugal Telecom representava para a nossa economia e para a afirmação do país nos espaços lusófono e global.
Mas o começo da derrocada da PT não é de agora: viu-se já quando os seus administradores se prestaram a caucionar jogadas de baixa política, como a tentativa atribuída a Sócrates de controlar politicamente a TVI e subsequente escandalosa isenção de imposto pela venda da VIVO em finais de 2010.
Recente é a constatação pública de que, afinal, quem MANDAVA na PT era o GES/BES: com a derrocada do Grupo ficou a perceber-se que a PT estava ao serviço e era comandada pelo bando que montara a associação criminosa em que se convertera a Espírito Santo/Rioforte.
Agora que Granadeiro já bazou, Zeinal Bava baza com uma indemnização milionária e os 12.000 empregados da PT tremem, realizando que a empresa parece, de facto, uma "OI Portugal" e está prestes a ser vendida a patacos a um grupo FINANCEIRO desconhecido, multiplicam-se apelos lancinantes ao Governo que abdicou da "golden share", para que intervenha e use o controlo que ainda tem ao seu alcance, via Novo Banco, para impedir a venda da PT.
Mas isto é o mesmo que pedir à raposa que não pilhe galinhas do galinheiro que foi aberto a seu jeito!

Pois, não foi Pedro Passos Coelho que assumiu querer pôr mãos "no pote", ou seja no ESTADO, justamente para o DESMANTELAR, para destroçar tudo o que dependa de controlo do Estado? Pois não é precisamente isso que vem fazendo o Governo há 3 anos, com a desculpa da Troika, atacando os FUNCIONÁRIOS públicos, subcontratando a escritórios de ADVOGADOS e consultores o que deveria ser acautelado como interesses do Estado, PRIVATIZANDO tudo o que é rentável, por mais estratégico que seja para a segurança e a competitividade nacionais - da EDP e REN à ANA, aos CTT, à EGF, aos ENVC? Não é este Governo que ainda não desistiu de privatizar a TAP, as Águas de Portugal e que não desiste de fazer rebentar ou esvaziar a RTP/RDP e a CGD?
Pois, não veio há dias o PM dar o dito por não dito e admitir que, se a venda do Novo Banco não cobrir o empréstimo do Fundo de Resolução bancário, lá terá a CGD de suportar perdas proporcionalmente, além da factura que irá direitinha para os contribuintes?
Convém lembrar que há semanas Min.das Finanças e PM mentiram aos portugueses, ao afiançarem que a solução "fundo de resolução" se justificava por não ter encargos para os contribuintes e ao encenarem a farsa de que a intervenção no BES, via fundo de resolução, fora imposta pela C.Europeia. Ao mesmo tempo que o Governo legislava secretamente, em preparação daquela intervenção, e deixava escapar informação interna para certos PRIVILEGIADOS que venderam de sopetão as suas participações no BES antes da derrocada, PM e Ministra - em coro o Gov. do BdP e pelo PR- encorajavam outros investidores a participarem no último aumento de capital do BES, assegurando que o banco estava sólido...
Este Governo dissuade qualquer investidor estrangeiro sério de vir investir num país onde a JUSTIÇA está em "estado de Citius". Esfalfa-se a por em pé de guerra a ESCOLA PÚBLICA. Encoraja o sentimento de IMPUNIDADE da associação de malfeitores que dirigia o GES/BES - que outra leitura pode ter aquele jantar do PM no Algarve com José M.Ricciardi? BES/GES por detrás da maioria dos NEGÓCIOS RUINOSOS para o ESTADO feitos na ultimas décadas e que este Governo encobriu e prosseguiu. Porquê esperar que mexa um dedo para salvar a PT?
Há quem acorra a explicar que o Governo nada pode fazer para suprir problemas estruturais do capitalismo português, que não tem suficiente capital. BRANQUEIA-se assim, miseravelmente, a RESPONSABILIDADE de sucessivos governos - e deste, em particular - CÚMPLICES na fuga organizada, legal e ilegal, de capital para paraísos fiscais, enquanto são brutalmente sobrecarregados com impostos aqueles que efectivamente os pagam. Os famigerados RERTs - Regimes Especiais de Regularização Tributária- foram versões, refinadas na perversão, deste criminoso mecanismo para descapitalizar a nossa economia....
... Um dia destes acordamos com a Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerónimos em basta pública!...


De Fisco, isenções às SGPS,fundações e pobr a 17 de Outubro de 2014 às 16:08
O problema eram as fundações

( por josé simões, http://derterrorist.blogs.sapo.pt/ 16/10/2014)


Uma das soluções para moralizar e disciplinar as contas do Estado e acabar de vez com a rebaldaria despesista socialista passava por fechar a torneira do erário público às fundações. E não digam que não porque ainda nos lembramos bem.

«As contas do Estado deixam de fora mais de mil milhões em benefícios fiscais, cerca de metade das despesas fiscais.

Só em benefícios fiscais atribuídos a Sociedades Gestoras de Participações Sociais, as SGPS, o Estado deixou de arrecadar, em 2012, 1.045 milhões de euros.
Um valor que sozinho já ultrapassa todas as despesas fiscais inscritas nesse ano na Conta Geral do Estado, que somaram apenas 1.030 milhões de euros.

Há milhões de euros em benefícios omitidos, atribuídos por reinvestimento, prejuízos fiscais, regime especial de tributação de sociedades ou até residentes não habituais em território português, entre outros exemplos.

A despesa fiscal em IRC, IVA e Imposto de Selo está subavaliada. Em imposto único de circulação não está sequer quantificada [...]»

---- http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=24&did=165425

--------------
Mais pobres e a ganhar menos do que em 1974.

Um em cada quatro portugueses está em risco de pobreza e quem recebe o salário mínimo ganha menos 12 euros do que em 1974, descontando a inflação, segundo os últimos dados divulgados pela base de dados Pordata.

Portugal era, em 2011, o nono país da União Europeia com uma taxa de risco de pobreza mais elevada. No ano passado, havia 360 mil pessoas a receber o Rendimento Social de Inserção, quase metade delas com menos de 25 anos.

De acordo com a Pordata, o país é o sexto da União Europeia com maiores desigualdades de rendimentos.

Outros números, do Instituto Nacional de Estatística, indicam que 29,3 por cento da população infantil encontrava-se, no ano passado, em privação material, ou seja, sem acesso a três bens de uma lista de nove considerados importantes,

São os números que indicam que o risco de pobreza das famílias com crianças dependentes se tem vindo a agravar, tal como se tem agravado a taxa de intensidade de pobreza, e a diferença entre Portugal e a média da União Europeia.

No dia em que se assinala o Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza, a organização não-governamental Oikos lembra também que mais de mil milhões de pessoas passam fome em todo o mundo e há 200 milhões de desempregados.
---- http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=165607


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