De Desgoverno'15: Saúde, serv. públicos, .. a 6 de Janeiro de 2015 às 12:18
Da volta à realidade
(-por Sofia Loureiro dos Santos, Defender o Q., 04.01.15)

A crise e o caos nas urgências hospitalares enchem diariamente as páginas dos jornais, como se fossem uma novidade. Pois não são. Todos os anos essa mesma crise repete-se.

Qual é então a novidade e/ ou objectivo destas notícias?
Em primeiro lugar não se percebe a insistência no Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra), obviamente e já há muitos anos subdimensionado para a população que serve.
Em segundo lugar, se em cada ano as dificuldades são maiores, isso resulta apenas da cada vez maior redução de recursos
que existe no SNS, humanos e técnicos, o que era espectável perante a
política e desinvestimento acelerado nos serviços públicos, neste caso de saúde, e pela
desagregação e desmantelamento dos equipamentos hospitalares que tem sido o apanágio deste governo.

Ainda há pouco Judite Sousa e Marcelo Rebelo de Sousa teceram considerações sobre o elevadíssimo montante que a ACSS ou a ARSLVT ou o governo estariam dispostos a pagar para que os agiotas dos médicos se dispusessem a acudir às populações.
Repentinamente já se podem contratar 10 médicos, quando durante anos não houve autorização para substituir os que foram saindo dos quadros dos serviços.

A verdade é que a hemorragia de quadros de Portugal para o resto do mundo está a ter as repercussões que se previram. E mais terão.
Além dos baixos salários que o estado pratica, cada vez há menos condições para que se mantenham os serviços com um mínimo de qualidade.
Como há uns dias uma reportagem do Público demonstrava, há médicos de 54 anos a desistirem de lutar em Portugal.

Este é o retrato do país que nos deixa esta especial governação –
envelhecido, triste e desesperançado, com o
número de beneficiários do subsídio de desemprego a diminuir, não porque haja mais emprego, mas
porque o desemprego de longa duração retira até o direito aos apoios cada vez mais escassos.

Acabaram-se as festas – a realidade voltou. E ela é a mesma de 2014.


De Merda desgoverno tb na saúde ! a 7 de Janeiro de 2015 às 10:08
Vá à merda, senhor Secretário de Estado.
(-por Ana Matos Pires. 06.01.15, Jugular)


Isto não é só demagogia e populismo em estado puro, é rebaixolaria e perversidade.
Para além de tudo "esqueceu-se" de referir que parte dos 30 euros/hora pertencem à empresa prestadora do serviço ao ministério da Saúde
e que se existem médicos "alugados" a várias empresas é porque o ministério o permite.
Porquê contratar empresas em vez de médicos directamente?
Por que não regularizar a abertura de concursos médicos de acordo com as necessidades?

O senhor é médico, caramba, tem responsabilidades acrescidas.

Adenda1: Comentário, esclarecedor, que o Pedro Morgado deixou ali na caixa. O Secretário de Estado da Saúde MENTE descaradamente nesta entrevista. Convém esclarecer que:

(1) é uma opção do governo PSD/CDS contratar empresas privadas intermediárias que cobram 30€/hora para entregar uma parte desse valor aos médicos;

(2) é uma opção do governo PSD/CDS não contratar directamente médicos para assegurar estes serviços a quem poderia pagar 15,84 € respeitando o acordo feito em 2012;

(3) é responsabilidade do governo PSD/CDS que os serviços de saúde públicos estejam em ruptura total com as consequências que se sabe, nomeadamente a perda de vidas;

(4) a campanha que o governo PSD/CDS dirige contra os médicos é vergonhosa e indigna. Está literalmente na nossa mão MUDAR.

Adenda 2: Tal como já aqui tinha previsto, o problema (de escandalosos de picos de utentes e exageradas e perigosas esperas no acesso a tratamento hospitar) é generalizado.

Adenda 3: A posição de Marta Temido, presidente da Associação dos Administradores Hospitalares.


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