3 comentários:
De .'Português', 'Nacional' ?!! vão... a 16 de Junho de 2016 às 09:56
--- Dinheiro «Português/ nacional»?!!. (--no post: http://luminaria.blogs.sapo.pt/nacionalismo-protecionismo-vs-globalização neoliberal , 17/3/2016)


------ «Banca portuguesa»?! «nacional»?!! vão gozar outros…

1º- Português ou nacional só é aquilo que for detido pelo Estado (central, …, autarquias), pelo ‘público’, pelo que «é de todos os cidadãos». Logo, quanto à banca (e empresas em geral) … apenas a CGD é portuguesa (único accionista é o Estado), e, com alguma boa vontade, algumas outras entidades em que o Estado é accionista maioritário… também o Montepio pois é/era mutualista…
Todos os outros bancos são empresas privadas (dinheiro, quotas, acções, ...gestão).

[ também o «Banco de Portugal» (BdP), NÃO é de Portugal, NÃO é português, NÃO é público, o «BdP» é de accionistas PRIVADOs (de outros bancos, que por sua vez são detidos por ...?...) e responde perante os seus accionistas e o BCE, não responde nem se submete aos órgãos de soberania portugueses. ]

2º- o que é PRIVADO tem por objectivo único* o lucro, os dividendos, os prémios, o DINHEIRO,… e a qualquer momento vende(-se) por quem der mais dinheiro … seja ao irmão, ao vizinho, ao ‘estrangeiro’, ao anónimo desconhecido, ao fundo sgps/holding/corporation em ‘offshore’…

(*- reconhece-se que alguns empresários privados, geralmente em empresas familiares,
têm «consciência e sentido de responsabilidade social/ comunitária»... mas, a qualquer momento por alterações ou constrangimentos familiares ou económicos, fazem/podem fazer passar essa «consciência nacional/ portuguesa/ e responsabilidade comunitária» para segundo plano ou esquecê-la / desaparecer completamente.)

3º – o dinheiro não tem pátria, nem nacionalidade, nem lei… e foge a impostos (por muitas vias incluindo ‘offshores’ e aldrabice contabilística); foge Justiça e às Leis portuguesas (porque pode adotar foro estrangeiro, britânico, arbitragem, ‘offshore’, …); e foge a responsabilidades políticas, sociais, laborais, éticas, ambientais, económicas, financeiras, fiscais, …

4º- o Estado português (tal como outros, que seguem o neoliberalismo e ditames da UE, ‘troika’, ‘mercados’, …), através dos seus representantes nos governos e parlamento ...
diminuiu muito ou deixou, de facto, de defender o «interesse nacional»/ colectivo/ público, deixou de valorizar, preservar e defender interesses e recursos verdadeiramente estratégicos nacionais… privatizando-os, … porque está (para estar) ao serviço e/ou submisso a interesses externos e/ou obscuros (do dinheiro, capitais/ ‘investimentos’, de magnatas/oligarcas, de ‘corporations’, de 'fundos', de empresas transnacionais).

Portanto, quanto a centros de decisão «nacional», capital ou ‘investimento’ ‘nacional’/’português’ privado … e respectivos arautos empresariais e/ou políticos neoliberais... vão enganar e burlar outros !! ou ... emigrem para bem longe !!


De Estado ao serviço do centrão e negociata a 16 de Junho de 2016 às 12:49
----O bolso do contribuinte sempre à disposição…

14/06/2016 por António de Almeida , Ladrões de B.

Houve um tempo em que se discutiu a privatização da CGD. Apesar de ser contra a intervenção do Estado na economia, sou forçado a admitir que pública ou privada,
a Banca em Portugal conta sempre com o bolso do contribuinte, pelo que a CGD não vai ser, nem o seria em qualquer situação excepção à prática vigente.

A grande vantagem da Banca privada seria à partida estar imune à instrumentalização partidária,
se pensarmos que os maiores prejuízos agora revelados na CGD resultam da gestão de inspiração socrática de nos tempos em que foi liderada por Santos Ferreira e Armando Vara.
Porém se nos lembrarmos que esta dupla também liderou o BCP numa espécie de nacionalização informal imposta pelo governo de então,
sem esquecer o desastroso resultado da promiscuidade entre BES e empresas públicas, à cabeça das quais a PT,
ou que a nomeação de gestores bancários por critérios de filiação partidária está longe de ser um exclusivo do PS, eu diria que o recente episódio da CGD é apenas mais um capítulo da novela “o estado a que isto chegou…”


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