21.6.14
Corrupção dos poderosos, pequenos vícios dos de baixo
«Não aceito a culpabilização sistemática dos mais pobres e mais fracos e da classe média,
por terem vivido “acima das suas posses”, mesmo quando não o fizeram.
E mesmo quando havia uma casa a mais, um carro a mais, um ecrã plano a mais, um sofá a mais, um vestido ou um fato a mais, umas férias a mais, uma viagem a mais,
recuso-me a colocar estes “excessos” no mesmo plano moral dos “outros”.
Algum moralismo salomónico, que coloca no mesmo plano a corrupção dos poderosos e dos de cima
com os pequenos vícios dos de baixo e do meio,
tem como objectivo legitimar sempre a penalização punitiva de milhões para desculpar as dezenas.
É por isto que esta crise corrompe a sociedade e vai deixar muitas marcas, mesmo quando ninguém se lembre de Portas e de Passos.»
José Pacheco Pereira, no Público de hoje. http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/
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