De Novo velho poder (agarrados). a 2 de Novembro de 2015 às 15:11
---- Adeus Passos

«Deixemo-nos de rodriguinhos. A hipótese de largar o poder incomoda a Direita, a probabilidade do Bloco ou do PCP participarem numa solução aterroriza-os. Por isso jogam com todas as armas que têm.

A liderar o pelotão vai Cavaco Silva, o pres. da República mais preocupado em defender a sua área política que em garantir o cumprimento da Constituição. Atrás de si há muito por onde escolher, mas vale a pena destacar o líder da UGT, Carlos Silva, a quem volta a faltar a vergonha, ao ponto de declarar apoio aos partidos campeões do ataque aos direitos do trabalho e que têm como plano mais ou menos tácito acabar com as organizações sindicais.

Vivemos tempos interessantes, serão duros. Há dois caminhos e duas linguagens, a do medo e a da esperança.»

---- (+) Uma semana e meia (de desgoverno)

«Tal como tinha previsto aqui neste local, faz hoje uma semana, Cavaco indigitou Passos e, num acesso de raiva, passou o BE e o PCP para a clandestinidade. (...)

Este "novo" Governo de Passos e Portas é como o meu frigorífico: cheio de iogurtes e leite na semana em que estão os miúdos, tudo para deitar fora na semana seguinte. Vão ser apenas quinze dias mas vai ser inesquecível. Basta ver o que aconteceu na eleição de Ferro Rodrigues para PAR. Quase que houve bulha. Vai ser melhor do que ver a bola. Finalmente, vale a pena ver o canal Parlamento. (...)

Confesso que dá um certo prazer conhecer melhor este Governo porque dá ainda mais noção do que nos livrámos.
Olhamos para eles como se fosse a feijões. Não fosse sabermos que é só meia dúzia de dias, já todos tínhamos entrado em depressão só de imaginar o que seriam quatro anos deste "novo" ministro da saúde, que parece que foi acampar para Chernobyl. Há que reconhecer que, pelo menos, Passos Coelho tem escolhido ministros da saúde que não fazem inveja aos doentes.

Nos nomes "novos", destaco, no Ministério das polícias, Calvão da Silva, conhecido benemérito responsável pelo parecer que atestou da idoneidade do Salgado,
o que faz dele a única pessoa naquele Governo que leva mala para mais de 15 dias. Calvão da Silva foi o homem que justificou o cheque de 14 milhões que Salgado recebeu, de um conhecido construtor, como "uma prenda".
Eu sei que são só 15 dias, mas convém estar com atenção, não vá o ministro Calvão fazer anos 2 vezes nestas semanas.» --
(-João Quadros, 30/10/2015,via Entre as brumas...)

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«O Francisco Assis (PS facção direita) bem podia trocar de partido com o José Pacheco Pereira.
(dos poucos que faz jus ao nome PSD» -- (Ana Cristina Leonardo, no Facebook)

--- Anita também quer ser ministra por 10 dias !

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«São muitos os relatórios publicados recentemente sobre a distribuição do rendimento e da riqueza mas, em todos os casos, de uma forma ou de outra, a conclusão é a mesma: DESIGUALDADE. Tanto no âmbito mundial como no nacional, apresentam-se valores arrepiantes e um pouco obscenos e as diferenças têm aumentado com a globalização e, nos últimos anos, com a crise. Há poucos dias, o Crédit Suisse divulgou o seu relatório sobre a riqueza global correspondente a 2015, do qual se depreende que o 1% mais rico da população tem 50 % da riqueza global, ou seja, a mesma percentagem que 99%; e que 71% dos mais pobres – 3.386 milhões de pessoas – possuem apenas 3% da riqueza do planeta. (...)

Os dados confirmam algumas coisas que já sabíamos. Em primeiro lugar, que não entrar na União Monetária foi benéfico para alguns países – pelo menos para as suas classes mais baixas – e que outros, como a Espanha, fizeram um mau negócio adoptando a moeda única. Em segundo lugar, que a política de austeridade e a chamada depreciação interna, que a partir de Berlim e de Frankfurt foram impostas a algumas economias, castigam de forma muito desigual os cidadãos, em comparação com a depreciação monetária, a qual, embora empobrecendo os nacionais face ao resto do mundo, não altera a distribuição do rendimento e da riqueza interna.

Este é um dos principais problemas criados por uma união monetária sem integração fiscal, que aumenta as desigualdades, tanto entre os Estados e como entre os cidadãos de cada um dos países, e este é o futuro que nos espera enquanto existir o euro. ... --- http://www.attac.es/2015/10/31/el-euro-y-la-desigualdad/


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