3 comentários:
De Não voto no desgoverno/ centrão-interess a 21 de Maio de 2014 às 14:29
As dez razões porque não voto neles
(CDS/PP-PSD ... ou partidos do desgoverno e centrão de interesses)

1. Porque são aldrabões
Há muitas circunstâncias que podem vir a impedir que um partido não cumpra as promessas eleitorais, o importante é que a governação seja coerente com o projecto eleitoral. No caso do actual governo o debate eleitoral e as propostas foram mentiras deliberadas para enganar os eleitores.

2. Porque são incompetentes
Em três anos o governo cometeu imensos erros devido a incompetência, isso foi evidente nas previsões económicas, no famoso guião da reforma do Estado ou em decisões importantes como o porto de Lisboa que tem andado a saltitar entre a margem norte a margem sul do Tejo.

3. Porque não governam para o povo
Os grandes beneficiários das decisões governamentais foi a banca, designadamente a banca portuguesa que estava à beira da falência decido a corrupção e má gestão e a banca alemã que precisava a todo o custo que não houvesse qualquer reestruturação da dívida portuguesa.

4. Porque são oportunistas
As idas de Vítor Gaspar para o FMI de Arnaut para o Goldman Sachs ou do licenciado que é catedrático a tempo parcial 0% e grande especialista mundial na economia do pentelho para a EDP revela como o grande objectivo desta gente é enriquecer a qualquer custo.

5. Porque não prestam
É frustrante ver um Rangel esganiçado e um Nuno Melo a mostrar que pouco mais é do que um betinho amigo de Paulo Portas, nunca a direita apresentou tão maus candidatos, gente sem ideias e que mesmo no ataque aos adversários revela falta de imaginação. Só mesmo alguém muito dotado, honesto e rigoroso como o Rui Rio conseguiria ver qualidade nesta gente.

6. Porque são invejosos
O ódio aos funcionários públicos é mais profundo do que a mera aversão ideológica, é um ódio de quem nunca subiu por mérito, de quem estudou numa escola pouco credível, de quem nunca ascendeu a um cargo por concurso.

7. Porque não quero a Europa que eles querem
Eu não quero uma Europa condicionada por conservadores finlandeses, modelada para ajudar a Alemanha a enriquecer cada vez mais, dirigida por oportunistas rascas. Quero a Europa solidária do tempo de gente como Delors, Helmut Kholl ou de Brandt.

8. Porque não têm ideias
A única ideia desta gente é reconduzir a economia e a sociedade ao tempo das desigualdades, querem crescimento À custa de um modelo selvagem, querem o retrocesso social. Em três anos não tiveram uma única ideia que se considerasse um progresso. Chega desta cultura política miserável.

9. Porque são canalhas
Não têm a mais pequena consideração pelos portugueses a não ser que sejam banqueiros e grandes empresários e mesmo assim preferem os defensores dos salários baixos e do oportunismo social. Não revelam a mais pequena sensibilidade em relação ao sofrimento que provocam.

10. Porque não gosto deles
Só a sua presença me irrita.

http://jumento.blogspot.pt/ 19/5/2014


De Mentiras e DesGoverno/ crimes econo-soci a 21 de Maio de 2014 às 14:49
O doce perfume da mentira

«Todas as campanhas abusam da hipérbole, mas existia ainda algum temor da mentira desbragada. ...

A direita insiste na sua estória sobre Maio de 2011. A Troika teria vindo chamada pelo PS a ele deveriam ser assacadas todas as tropelias que o Governo lhe consentiu ou até incentivou. Dupla mentira:
o PS tudo fez para evitar a Troika. Passos e Portas tudo fizeram para que a Troika entrasse. ...
Segunda mentira: se o programa correu mal, a culpa foi do desenho inicial, assacado aos socialistas. Esquecem o seu regozijo com a intervenção. Esquecem que o programa inicial era medicina benigna, comparada com a que Vítor Gaspar apimentou, na mira de mostrar serviço e conquistar melhor emprego. conseguiu.

... existe uma terceira mentira de imensa amplitude. Alega a dupla trauliteira que o PS é o partido da despesa pública, ao longo de quarenta anos. Falso.
Desde que existe estado de direito, o PS governou 14 anos e meio: 1977-1978, 1995-2002 e 2005-2011. O PSD em maioria absoluta governou quase dez anos, de 1985 a 1995. E em coligação com o CDS governou 10 anos: de 1980 a 1983, de 2002 a 2005 e de 2011 a 2014. Ou seja, a direita só ou coligada é responsável por 20 anos de desgraça governativa e de despesismo consciente. Alguns exemplos mais gritantes:
O pagamento de indemnizações e rendas empoladas artificialmente às Misericórdias, em 1980, com o pretexto de terem sido “esbulhadas” de serviços de saúde, o que foi falso;
Um novo sistema retributivo que aumentou em 28%, num só ano, a despesa em ordenados da função pública;
o 14º mês aos pensionistas em 1992; a contagem fictícia de anos de contribuição para a segurança social, a famosa “compra de anos”, que induziu a reforma artificialmente antecipada dezenas de milhares de beneficiários activos;
a aposentação no ensino aos 52 anos;
a prescrição de medicamentos subvencionados pelo SNS, nas consultas privadas, três meses antes das eleições de 1995, fazendo disparar a factura farmacêutica;
os dois submarinos do Dr. Portas, decididos entre 2002 e 2004.
Em matéria de despesismo, o PSD/CDS abriram escola: fazem o mal e a caramunha.

Após 2011 uma nova forma de desbaste do Estado atacou em Portugal. A delapidação do património:
a ANA concessionada por 50 anos e vendida aos franceses a preço de saldo, em ocasião de saldo;
as jóias da coroa, EDP e REN, despachadas com tanta rapidez que nem deu para corrigir as rendas.
A privatização dos CTT, apresentada como êxito e agora entrando em rápida perda de valor bolsista.
A TAP só não foi despachada por ninguém querer pegar no “brinde” da empresa paulista de manutenção que gera prejuízos.
A EGF, vendável num abrir e fechar de olhos, se não fosse a servidão que a vincula aos municípios seus participados.
Os Franceses querem as águas (o que só parcialmente conseguiram na Grécia), os Alemães ainda não excluíram a TAP da sua ambição.
Outra forma de delapidação consiste na destruição de activos:
o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social, limitado por lei a deter 55% de obrigações nacionais, vai ver desaparecer esta cláusula para ter que comprar obrigações do tesouro até 90 % dos seus recursos, o que o levará a baixar os activos estrangeiros.
A mistificação chega a enganar um respeitável diário que titula ingenuamente “Pensões menos expostas a dívida estrangeira”.
A mentira subtil chega a fazer parecer que é bom o que é deveras mau. Sempre poetas, estes financeiros.

Mas a poesia não faz esquecer que o desemprego em três anos subiu de 9 para 15%;
que a emigração por dois anos seguidos, passou aos valores do tempo da guerra colonial, 110 a 120 mil emigrantes, agora todos com formação profissional qualificada;
o risco de pobreza aumentou para 25% e o número de pobres, de 16 para 18 %;
a frequência do ensino superior foi reduzida para além do efeito demográfico e a desistência dos estudos aumentada por incapacidade financeira das famílias;
a constituição de novas famílias, com o elevado desemprego jovem, tornou-se mais difícil o que certamente influencia a baixa da natalidade;
a dívida pública passou em três anos de 90 para 130% do PIB, tornando os seus encargos anuais iguais ao orçamento da Saúde.»
[Público] António Correia de Campos. http://jumento.blogspot.pt/ 20/5/2014


De Campanha de centrão de m... neoliberal a 22 de Maio de 2014 às 12:24
Alberto Souto de Miranda: (via CamaraCorporativa)

-- «O Tratado Orçamental e o défice tendencial de 0,5% do PIB, condenam Portugal ao empobrecimento ou são compatíveis com uma estratégia de crescimento?
--O Orçamento Europeu (1.25% do PIB/28) é suficiente para concretizar políticas que promovam o emprego, o crescimento equilibrado e a coesão?
O Banco Central Europeu deve poder intervir no mercado primário da dívida pública?
--A dívida dos Estados Membros deve ou não ser mutualizada acima de 60% do PIB ?
-- A relação de forças entre a Comissão e o Conselho e entre pequenos e grandes países deve ser repensada?

Uma campanha para eleições europeias devia descodificar estas questões, evidenciando vantagens e desvantagens para Portugal.
Mas quanto mais a campanha avança mais embrutecida fica. Estamos reduzidos a esgares de falsas púdicas ofendidas, a frases simplórias e ao discurso rastejo e vazio.

Vazias ficam depois os auditórios e surdas as ruas. Hoje chegámos ao grau zero:
a invocação abrincalhada do “direito à indignação”. Espero que os portugueses, no Domingo, se indignem à séria.»


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