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De .os Exames e ... - por SantanaCastilho a 23 de Junho de 2014 às 11:31
Mais uma vez, os exames

22/06/2014 por Santana Castilho

Nuno Crato chamou ocultas às ciências da Educação. Compreende-se, por isso, que trate crianças de 9/10 anos de idade como adultos pequenos a quem, em sede de exames nacionais, pediu uma declaração escrita, por honra delas. Compreende-se que à revelia do que se faz na Europa e do que as neurociências e a psicologia do desenvolvimento descrevem como características fundamentais dessa idade as obrigue a um exame nacional, com os contornos daquele que actualmente existe.
Na semana passada, o Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) divulgou os resultados dos exames a que se submeteram 220 mil alunos do 4º e 6º anos de escolaridade. Aproximadamente 95.000 reprovaram em Matemática e cerca de 46.000 em Português. Para estes, desde que os pais o queiram, haverá mais três semanas de aulas extraordinárias, seguidas de novo exame. É pertinente perguntar se o expediente compensa o efeito pernicioso do aumento do número de alunos por turma, da falta de dispositivos de apoio ao longo do ano, designadamente docentes, de metas curriculares rígidas, inibidoras da acomodação das diferenças entre as crianças e de um calendário escolar inapropriado, desequilibrado relativamente à duração dos períodos lectivos e onde a antecipação do exame significa uma grande perturbação das aulas dos 5º, 7º, 8º e 9º anos.

No 4º ano, por comparação com o ano anterior, a média da classificação nacional subiu de 48,7% para 62,2% em Português e desceu de 56,9% para 56,1% em Matemática. No 6º ano, subiu de 52% para 57,9% em Português e desceu de 49% para 47,3% em Matemática.
A Associação Nacional de Professores de Matemática (APM) e a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) emitiram opiniões discordantes sobre os exames: a APM achou-os complexos e com excessivo peso atribuído ao cálculo no 6ºano e a SPM adequados e prognosticou (enganando-se redondamente) uma melhoria de resultados para o 6ºano, relativamente a 2013. Independentemente de adiantar causas, parece evidente que o substancial abaixamento de resultados de 2012 para 2014, em Matemática, interrompe a evolução positiva que estudos credíveis internacionais (vide meu artigo de 2.1.13) distinguiram.
E voltam as perguntas: os 13,5 pontos percentuais de melhoria verificados na média dos resultados em Português, no 4ºano, significam aumento de conhecimentos ou diminuição do grau de exigência do exame? Qual o impacto que a eventual inadequação das provas às realidades verificadas durante o ano tem nos resultados? Que distorções de leitura resultam da eventual falta de equilíbrio na feitura das provas, de ano para ano? Que pretendem avaliar os exames? O saber dos alunos? A qualidade dos professores? A coerência do sistema de ensino?
São os primeiros sinais de um processo longo, que suscitará polémica, como todos os anos acontece. Chego-me à frente com três notas sobre o papel dos exames no actual contexto do nosso sistema de ensino.
1. Defendo os exames como instrumento de relativização de classificações e de certificação, para determinados efeitos sociais, daquilo que se aprende na Escola. Isso e só isso. Oponho-me a quem tem deles uma visão sacra e lhes atribui o papel insubstituível de ungir o ensino com a marca do rigor e da exigência.
2. A política educativa deste Governo tem do ensino uma visão mercantilista, que considera o conhecimento “útil” a única vertente a proteger na aprendizagem que a Escola promove. Entende que a Escola deve responder às exigências do mercado e por tal aceita a elitização e consequente segmentação e hierarquização do ensino a partir de tenra idade (orientação precoce de “maus” alunos para o ensino profissional, que prepara para a “vida activa”, e introdução de exames nacionais no 4º ano de escolaridade). Para facilitar este desiderato, vem desenvolvendo uma acção persistente no sentido de transformar as escolas em campos de treino para exames (menos recursos para as escolas com “piores” resultados e promoção de uma competição malsã através de rankings com base nos resultados dos exames).
3. Permitir, como este Governo está a fazer, que a actividade dos professores esteja cada vez mais condicionada por exames, como fim, qu


De Mais uma vez, os exames a 23 de Junho de 2014 às 11:33
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3. Permitir, como este Governo está a fazer, que a actividade dos professores esteja cada vez mais condicionada por exames, como fim, que não como instrumento limitado, é perverter o valor e o sentido superior da Educação, substituindo a actividade formativa do ser total pela mecanização estereotipada do ser parcial. Para quem julgue que estou a exagerar, sugiro uma análise atenta aos questionários dos exames e, sobretudo, aos “tratados” de prescrições para os operar e classificar. Encontrará, no primeiro caso, demasiadas situações em que o espaço para analisar, interpretar e responder de forma lógica e fundamentada está blindado por “cenários de resposta” previamente concebidos e preparados para aceitarem apenas os comportamentos adaptados e treinados para os exames. Verificará com os seus próprios olhos, no segundo caso, regras demenciais, inquisitórias, que visam transformar os professores em classificadores autómatos, a quem o Júri Nacional de Exames confisca inteligência e dignidade, que poderiam profanar a santidade do acto.

* Professor do ensino superior (s.castilho@netcabo.pt)


De NÃO publicar FOTOS e dados pessoais a 5 de Junho de 2014 às 12:30
11 fotos que os pais não devem publicar nas redes sociais!
:Imagem de Menores, Redes Sociais, segurança na internet, Segurança Online

do site justrelmoms.com.br de 14 /4/2014.

Oi, meninas!
Nos dias atuais, ...nós comprometemos a segurança de nossos filhos e a nossa ao publicar fotos de maneira ingênua, sem saber ao certo os problemas que isso pode causar!

“O rosto todo lambuzado pela primeira papinha, a folia na hora do banho ou o tablet novinho em folha da criança. .... Mas internet não combina com ingenuidade. Quem quer compartilhar imagens na rede precisa entender que este é um ato permanente e cheio de riscos”.

Sequestro, pedofilia, buylling e roubo estão entre os riscos aos quais as famílias se expõem ao publicar imagens inadequadas na internet. Confesso que depois de saber disso, apaguei algumas fotos das minhas redes sociais… Afinal, todo cuidado é pouco quando se trata da segurança dos nossos pequenos, não é mesmo?

Vamos à lista!

1) Foto com registro de localização Antes de baterem uma foto de seus pequenos, desativem o geolocalizador do celular ou da câmera fotográfica. Ninguém precisa saber quais são os locais que a criança frequenta. Pessoas mal-intencionadas podem usar essas dicas para assustarem vocês quando seus filhos não estiverem em casa. Sabem aqueles trotes que simulam sequestros? Eles ficam muito mais assustadores se a pessoa que estiver ligando tiver informações precisas da vida de seus filhos.

2) Foto da criança nua e tomando banho Posso publicar uma foto do meu filho tomando banho? As partes íntimas do pequeno estão aparecendo? Antes de compartilharem algo assim, pensem três vezes para não se arrependerem depois. Infelizmente, há o risco de pedofilia. Há muitas pessoas mal-intencionadas na internet que ficam procurando imagens de crianças peladas para compartilhar em sites de conteúdo impróprio.

3) Foto da criança com uniforme da escola Evite que estranhos identifiquem a rotina do seu filho, que saibam qual é o nome do colégio que ele estuda e os cursos extras que ele frequenta. Essas informações podem ser usadas em planejamento de sequestro.

4) Foto da criança em alta-qualidade A partir do momento em que uma foto cai na rede, perde-se totalmente o controle sobre ela. Fotos em alta resolução, por exemplo, podem ser editadas e usadas com mais facilidade e podem ser utilizadas com muitos propósitos, incluindo propagandas não autorizadas.

5) Foto da criança com outros amiguinhos Jamais publique a foto de outra criança sem a autorização dos pais. A internet é uma rede mundial, por isso, todo cuidado é pouco! Os pais dos amiguinhos podem não gostar e não querer a tal exposição. Fiquem atentas!

6) Foto da criança no ambiente de trabalho dos pais Com a divulgação desse tipo de imagem, os usuários, além de saberem quais são os locais que o filho frequenta, saberão também onde os pais trabalham. Todos ficam vulneráveis! Mais uma vez: não divulguem informações da sua vida pessoal. É muito perigoso!

7) Fotos que vão fazer a criança sentir vergonha no futuro “Algumas fotos podem ser bonitinhas, mas, no futuro, podem constranger seu filho deixando-o vulnerável para ser alvo de bullying”, aconselha Marcos Ferreira, especialista em segurança da informação da TrustSign, empresa focada em soluções de segurança na internet.

8) Fotos da criança perto de objetos de valor Evitem postar fotos que possam chamar atenção para os bens materiais da família. Ninguém precisa, por exemplo, saber que seu filho ganhou um IPad de presente.

9) Fotos publicadas em álbum aberto para todos É ingenuidade acreditar que existe segurança apenas porque o seu perfil só pode ser visualizado por amigos e amigos dos amigos. Quem são os amigos dos seus amigos? Vocês os conhecem? Todo cuidado é pouco.

10) Pistas da casa da criança: Evitem fotos em que a fachada da sua casa, o nome da rua ou pontos de referências fiquem evidentes!

11) Fotos engraçadinhas Muito cuidado para uma foto fofa do seu filho não se tornar o próximo meme ou gif da moda. Eles viralizam com muita facilidade!


De (não) Educar é ... criar delinquentes a 20 de Março de 2014 às 11:35
(Não) Educar é ...


COMO NÃO EDUCAR UM FILHO
Policias de Houston, no Texas, publicaram uma lista de 10 “conselhos” para “criar um delinqüente”.
É interessante meditar neste resumo:

1- Comece na infância a dar o seu filho tudo o que ele quiser. Assim, quando crescer, ele acreditará que o Mundo tem a obrigação de lhe dar tudo o que ele deseja.

2- Quando ele disser nomes feios, ache graça. Isso fá-lo-á sentir-se interessante.

3- Nunca lhe dê qualquer orientação religiosa. Espere até que chegue aos 21 anos e “decida por si mesmo”.

4- Arrume tudo o que ele desarrumar: livros, sapatos, roupas. Faça-lhe tudo para que aprenda a atribuir aos outros toda a responsabilidade.

5- Discuta com frequência na presença deles. Assim não ficará muito chocado quando o lar se desfizer mais tarde.

6- Dê-lhe todo o dinheiro que quiser.

7- Satisfaça todos os seus desejos de comida, bebida e conforto. Negar pode acarretar “frustrações prejudiciais”.

8- Tome sempre o partido dele contra vizinhos, professores e autoridades. (Todos têm má vontade com o seu filho).

9- Quando ele se meter em alguma complicação séria, desculpe-se, dizendo que nunca o conseguiu dominar.

E, finalmente...
10- Prepare-se para uma vida de desgostos.

“ EDUQUEM AS CRIANÇAS E NÃO SERÁ PRECISO CASTIGAR OS HOMENS” - Pitágoras


(- por Assoc.Pais , 2/11/2012)


De Cidadãos, pais e crianças mal educadas a 20 de Março de 2014 às 11:30
As crianças não são hiperactivas, são mal-educadas
(-por Henrique Raposo, 21/01/201)

É uma comédia que se acumula no dia-a-dia. Um sujeito vai ao café ler o jornal, e o café está inundado de crianças que não respeitam nada, nem os pardalitos e os pombos, e os pais
"ai, desculpe, ele é hiperactivo", que é como quem diz "repare, ele não é mal-educado, ou seja, eu não falhei e não estou a
falhar como pai neste preciso momento porque devia levantar o rabo da cadeira para o meter na ordem,
mas a questão é que isto é uma questão médica, técnica, sabe?, uma questão que está acima da minha vontade e da vontade do meu menino, olhe, repare como ele aperta o pescoço àquele pombinho, é mais forte do que ele, está a ver?".
E o pior é que a comédia já chegou aos jornais.
Parece que entre 2007 e 2011 disparou o consumo de medicamentos para a hiperactividade.
Parece que os médicos estão preocupados e os pais apreensivos com o efeito dos remédios na personalidade dos filhos. Quem diria?

Como é óbvio, existem crianças realmente hiperactivas (que o Altíssimo dê amor e paciência aos pais), mas não me venham com histórias:
este aumento massivo de crianças hiperactivas não resulta de uma epidemia repentina da doença mas da ausência de regras, da incapacidade que milhares e milhares de pais revelam na hora de impor uma educação moral aos filhos.
Aliás, isto é o reflexo da sociedade que criámos.
Se um pai der uma palmada na mão de um filho num sítio público (digamos, durante uma birra num café ou supermercado), as pessoas à volta olham para o dito pai como se ele fosse um leproso.
Neste ambiente, é mais fácil dar umas gotinhas de medicamento do que dar uma palmada, do que fazer cara feia, do que ralhar a sério, do que pôr de castigo.
Não se faz nada disto, não se diz não a uma criança, porque, ora essa, é feio, é do antigamente, é inconstitucional.

Vivendo neste aquário de rosas e pozinhos da Sininho, as crianças acabam por se transformar em estafermos insuportáveis, em Peter Pan amorais sem respeito por ninguém.
Levantam a mão aos avós, mas os pais ficam sentados.
E, depois, os pais que recusam educá-los querem que umas gotinhas resolvam a ausência de uma educação moral.
Sim, moral. Eu sei que palavra moral deixa logo os pedagogos pós-moderninhos de mãos no ar, ai, ai, que não podemos confrontar as crianças com o mal, mas fiquem lá com as gotinhas que eu fico com o mal.


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/as-criancas-nao-sao-hiperactivas-sao-mal-educadas=f780888#ixzz2lw0GLhia


De inglês "privatizado" a 5 de Junho de 2014 às 11:32
A anedota do Key for Schools
(e o exame de Inglês, pago a privados)

04/06/2014 por j. manuel cordeiro, http://aventar.eu/2014/06/04/a-anedota-do-key-for-schools/#more-1216231

As inteligências do IAVE (Inst. de Avaliação Educativa, IP, ex- GAVE) resolveram abrir um inquérito de opinião ao exame da Cambridge, com a particularidade de qualquer pessoa poder responder, uma ou quantas vezes quiser, tenha ou não alguma relação com o exame. Será que já circulam mails em certos circuitos a apelar a simpáticas contribuições? : -) Quem quiser participar pode ir aqui.

No meio desta incapacidade organizativa, o ministério não faz ideia quando estarão disponíveis os resultados mas, pelo caminho lá lançou umas farpas, como tão bem – isto sim, sabe fazer.

Como é público, o projecto de aplicação do teste Key for Schools contou, numa fase inicial, com cerca de 1200 professores que se disponibilizaram [mentira, muitos foram obrigados] para realizar as tarefas de classificação, tendo para o efeito participado na formação promovida pela Universidade de Cambridge e pelo IAVE. No entanto, apenas pouco mais de 800 professores têm estado efectivamente envolvidos no processo [portanto, 800 professores estão a preparar a entrada de instituição privada no mercado do ensino, às custas do seu tempo pessoal e dos recursos do Estado; acresce que é uma verdadeira sacanice passar culpas da má organização para os professores que optaram por não aceitar trabalhar para aquecer].

Assim, para limitar o esforço e tempo despendido nas deslocações efectuadas pelos professores [que se vêm obrigados a saltar de escola em escola pela grande fortuna de 38 cêntimos por quilómetro, trabalhando de borla para o privado em vez de estarem a fazer o trabalho para o qual o Estado lhes paga] que têm assegurado as tarefas de avaliação e classificação do teste, e de forma a minimizar o impacto nas actividades lectivas e não lectivas nas escolas onde os professores avaliadores exercem a sua actividade, foi alargado o período para a realização das sessões de Speaking.

Não obstante os constrangimentos atrás referidos, vale a pena realçar que este teste, que permite realizar provas orais em avaliação externa para mais de 120 mil alunos, em mais de 4 mil sessões, constitui uma enorme mais-valia para o nosso sistema educativo, entre outros aspectos, pelo impulso que irá dar à componente de produção oral no ensino e na aprendizagem do Inglês [bla bla bla, dito de outra forma, o que vem de fora é que é bom e nós cá não temos valor nenhum], dimensão essencial nas disciplinas de língua estrangeira.

O comunicado de imprensa, peça maravilhosa sem nome, pode ser lido aqui: Divulgação de resultados do teste Key for Schools


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