6 comentários:
De 'jiade' neoliberal tb na saúde a 5 de Fevereiro de 2015 às 16:03
Saúde: Macedónia de incompetência, propaganda e canalhices

Houve um tempo em que a ida dos médicos para o Brasil ou para os países árabes, a partida dos enfermeiros para os países da União Europeia era visto com agrado pelo poder, partiam em busca daquilo a que cinicamente este governo designou por “zonas de conforto”. Recordo-me de ouvir o zipadinho Rangel sugerir a criação de uma agência pública para facilitação da emigração de quadros, não me recordo de ouvir o Dr. Macedo ou o seu secretário de Estado Adjunto manifestarem a mais pequena preocupação por esta sangria de pessoal médico.

Não se preocupara nem com esta sangria nem com o abandono do SNS por muitos médicos que se fartaram das canalhices deste governo e optaram por um sector privado em crescimento. Ao definhamento do SNS correspondeu o florescimento do sector privado graças à fuga de médicos e da classe média que ajeitou as contas do sector. Se dantes eram os doentes do sector privado que iam para o SNS quando as coisas se complicavam, agora são os doentes do SNS que fogem para os hospitais privados para não morrerem nas urgências do SNS.

A primeira reacção de Paulo macedo á crise foi dizer que a culpa era das empresas de colocação de médicos, o país ficou a saber que os médicos do SNS têm menos estabilidade no emprego do que a empregada doméstica do ministro, mas deixemos o tema para outra ocasião. De seguida o país abriu os telejornais com mais um grande feito do Dr. Macedo, o Amadora-Sintra tinha acabado de lançar um concurso para macas, os portugueses podiam ficar descansados, graças ao grande gestor da saúde já podiam morrer sem tratamento mas ao menos tinham o conforto de uma maca, morreriam confortavelmente deitados.

Paulo macedo continuou escondido dos olhos do público e quando achou que a coisa estava a passar mandou o seu secretário de Estado Adjunto dizer umas alarvidades na TVI24, a culpa de todos os males era da falta de médicos e a falta destes era da Ordem. Dois ou três dias depois o corajoso Macedo escolheu uma manhã se sábado para visitar um centro de saúde cujos utentes nem sabiam na sua maioria que estava aberto.

Depois a culpa deixou de ser da falta de médicos, a culpa era de um perigoso vírus da gripe, uma variante para a qual a vacina era menos eficaz e que matou mais gente em Portugal do que o ébola matou na Serra Leoa. De repente o país estava mergulhado numa crise porque foi surpreendido por um descendente da famosa pneumónica dos tempos da Grande Guerra. E eis que hoje somos surpreendidos por mais uma grandiosa medida do não menos grandioso Macedo, depois de há poucos dias ter anunciado a colocação de mais de 800 médicos, o Opus Macedo, uma verdadeira Obra de Deus, vai colocar mais quase 2.000 médicos. A fome deu em fartura, o país que não tinha médicos e ia contratá-los à América Latina e que ainda perdeu umas centenas para a emigração, já consegue em poucos dias mobilizar mais de 2.500 médicos, cerca de 800 internos e mais 1.800 especialistas.

Não há fome que não dê em fartura e agora resta-nos que esperar que da mesma forma que a fome de médicos deu lugar a um jackpot de clínicos, a fome que muitos portugueses sofrem dê igualmente em fartura de comida e de medicamentos. A esquerda anda tão distraída com o BES e com a Grécia que nem repara no que está acontecendo, nem uma única voz se lembrou de questionar se o facto de muitos idosos doentes crónicos terem deixado de tomar os medicamentos por falta de meios, ou outras medidas que obrigam os doentes com gripe a trabalharem, propagando a doença, tinha alguma relação com a crise no sector da saúde.

Para a esquerda a fome e a misérias parece não ser mais do que estatísticas cuja divulgação é uma oportunidade para os seus dirigentes aparecerem nas aberturas dos telejornais. António Costa aproveitou a divulgação de dados da pobreza do INE para fazer surf televisivo, mas sobre as consequências dessa miséria não disse uma palavra. A esquerda ignora que não são os ricos que estão a morrer nas urgências, esses dantes metiam uma cunha para terem, tratamento vip no SNS, mas agora e para alegria da direita está a procurar os hospitais privados.

Quem morre nas urgências, quem apanha gripe ao primeiro espirro do vizinho, quem morre ainda antes de ser atendido ...


De Monopólio farmacêutica MATA. a 28 de Janeiro de 2015 às 11:55

Maiores hospitais do país unem-se contra farmacêutica que vende medicamento contra hepatite C

(por B.C., DN, 28/1/2015, http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4367289 )

Maiores hospitais do país unem-se contra farmacêutica que vende medicamento contra hepatite C

Cinco hospitais juntaram-se para interpor providência cautelar contra a Gilead por abuso de posição dominante.

Os hospitais de S. João e de S. António, no Porto, os Hospitais Universitários de Coimbra, o Hospital de Santa Maria e o Centro Hospitalar Lisboa Central decidiram
unir-se contra a farmacêutica norte-americana Gilead Sciences e interpor uma providência cautelar por abuso de posição dominante,
recusando-se a esperar pela conclusão das negociações entre a empresa que comercializa o novo medicamento contra a hepatite C e o Ministério da Saúde,
no sentido de baixar o preço do medicamento.

Segundo o Jornal de Notícias, as unidades hospitalares vão ainda apresentar
queixa na Autoridade da Concorrência, declarar a Gilead como empresa hostil
e cancelar as autorizações que deram aos seus profissionais de saúde para participarem em congressos patrocinados pelo laboratório.
As decisões surgem na sequência do difícil processo para disponibilizar em Portugal o novo medicamento para a hepatite C, o Sofosbuvir, que tem taxas de cura acima dos 90%.
O fármaco, que foi autorizado há um ano pela Agência Europeia do Medicamento, ainda não está aprovado em Portugal porque o Ministério da Saúde e a empresa não chegaram a acordo sobre o preço - o JN adianta que o Sofosbuvir custará cerca de 42 mil euros por tratamento
e, atualmente, só alguns doentes têm acesso ao fármaco, na sequência de pedidos de Autorização Especial feitos pelos hospitais. Já terão sido aprovadas quase 100 destas autorizações especiais.

O jornal contactou Eurico Castro Alves, presidente do Infarmed, que recusou comentar o assunto.

Na semana passada, um grupo de 13 doentes anunciou, conforme noticiou o DN, que vai entrar no início de fevereiro com uma
ação em tribunal, para que o Ministério da Saúde seja obrigado a dar-lhes acesso ao medicamento contra a hepatite C.
Ponderam avançar ainda com uma queixa crime por omissão de auxilio.


De NeoLiberais vs alternativas a 27 de Janeiro de 2015 às 15:58
Intervalo técnico

Já passou tanto tempo desde que Tony Blair quis dar um rosto humano ao NEOLIBERALISMO de Margareth Thatcher e desde o dia em que Gerhard Schröder ocupou a cadeira de chancheler da Alemanha
e abriu, na Europa continental, as hostilidades contra o mundo do trabalho e o Estado social,
pomposamente baptizadas de "reformas",
que as pessoas já se esqueceram do que é a social-democracia, do que é ser social-democrata
e que tudo agora é extremismo, é esquerda radical, perigosa, quase a roçar o terrorismo.

Graças aos mercados/Deus que temos Matteo Renzi para esconjurar Alexis Tsipras e exorcizar os desvios à ideologia do pensamento único.

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As palavrinhas mágicas
(-por josé simões, 22/1/2015, derTerrorist)

(e quem se lixa é o mexilhão.jpeg )

«Reformas estruturais (neoliberais)»:

«Liberalização dos despedimentos; cortes salariais, diminuição do subsídio de desemprego, na duração e no valor a pagar; eliminação de apoios vários e de outros subsídios;
aumento da carga horária; redução dos períodos de descanso e de férias; eliminação da contratação colectiva;
privatização de todos os serviços públicos».
"Reformas estruturais" são as palavrinhas mágicas e Mario Draghi (agora do BCE e q.) veio da Goldman Sachs, do you know what i mean?

«A compra de 60 mil milhões de euros de dívida por mês por parte do Banco Central Europeu (BCE) é uma boa notícia para a zona euro, mas tem de ser complementada por acções noutras áreas, defende o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Paralelamente à compra de dívida, diz Christine Lagarde, é "essencial" que esta "política acomodatícia" seja suportada por outras "medidas abrangentes e tomadas em devido tempo noutras áreas", seja por reformas estruturais que aumentem o crescimento potencial dos países da zona euro [...]»
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Do fundamentalismo ideológico

"O Governo não interfere nessas matérias".

Alínea a) excepto se for para defender interesses privados em prejuízo do interesse público.

«A proposta de António Costa para a transferência da gestão das empresas de transporte de Lisboa para o município, que tinha sido bem recebida pelo Ministério da Economia, foi travada pelo primeiro-ministro, que prefere entregar sector a privados.»
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«Houve criação de emprego e emprego bem remunerado, que o Governo não tem um modelo de baixos salários para o país”, os pais que já estavam empregados começaram a ganhar mais, subiram de escalão no IRS, os filhos deixaram de poder receber abono de família. "O país está melhor", »
Viva o Passos, viva! pim!

«Quase 40 mil crianças e jovens perderam o direito ao abono de família entre dezembro de 2013 e o mês homólogo de 2014»
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O faz de conta

Quando Pedro Passos Coelho, com ar cândido, vem dizer que "espera que Grécia cumpra regras europeias" é:

- porque se está a fazer [mais uma vez] de sonso?

- porque é [outra vez] die stimme seines herrn/ a voz do dono?

- porque ainda não percebeu que [já] estamos na fase de mudar as regras?

- as três anteriores


De Políticos nórdicos vs tugas !! a 27 de Janeiro de 2015 às 14:41

Borgen: descubra as diferenças
(-por Teresa Ribeiro, em 27.01.15, Delito de opinião)
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Borgen, que é sobre política, seduz-nos também por esse realismo, ... já foi enaltecida mais que uma vez. ...expostas situações entre políticos, jornalistas e assessores que nos são familiares me levou a procurar as diferenças. Entre a Dinamarca, que está permanentemente no topo do ranking dos países com melhor qualidade de vida, e Portugal afinal só pode haver diferenças.

Através de Borgen, as que melhor se observam passam ao lado da trama política. Um contraste que salta à vista é o estilo de vida da protagonista, mãe de dois filhos menores e que no início da série ainda vemos casada. Apesar de ser primeira-ministra e mulher de um professor universitário, a sua vida familiar decorre dentro de padrões que entre nós só são expectáveis numa vulgar família de classe média. O casal não tem empregada e divide entre si as tarefas domésticas. Não há mordomias, nem luxos (nem sequer na casa oficial da 1ºMin.), é tudo muito frugal, simples.

Já se sabia que na escandinávia até se vêem ministros a ir para o trabalho de bicicleta. A cultura é outra. Os governantes consideram-se a si próprios funcionários públicos e são legalmente tratados como tal, mas Borgen despertou-me a curiosidade. Uma pesquisa levou-me a um estudo comparativo da autoria de Gustavo Sampaio, publicado em "Os Privilegiados". Uma pesquisa que revela até que ponto é falacioso o argumento de que os políticos em Portugal são mal pagos e têm uma vida dura. Ora tomem nota:

Na Dinamarca os membros do parlamento são obrigados a receber um vencimento base, acrescido de ajudas de custo pelas funções que desempenham (cá, os políticos podem optar entre as pensões que recebiam e o vencimento, como fizeram Cavaco Silva e Assunção Esteves).

O vencimento base de um membro do parlamento dinamarquês é de 600 998 coroas dinamarquesas/ ano (cerca de 80 605€). Repartido pelos 12 meses corresponde a cerca de 6717€/ mês, mais do dobro do vencimento base de um deputado português em regime de exclusividade (3271, 32€/ mês). Porém, os deputados portugueses recebem subsídio de Natal e de férias e a carga fiscal dinamarquesa é mais elevada (em 2012 a taxa máxima era de 56,6%, enquanto que em Portugal foi de 49%).

Na Dinamarca os abonos suplementares limitam-se a uma verba destinada a ajudas de custo: 665,54€/ mês, livres de impostos. Em Portugal há ajudas de custo para os deputados que residem fora da Grande Lisboa (69,19€/dia). Nos casos mais extremos as ajudas de custo podem ultrapassar os 2000€/mês, ao que se acrescentam as despesas de representação (que não estão previstas na Dinamarca). Um deputado português, em regime de exclusividade aufere 334,24€/mês em despesas de representação, mas a verba pode ser maior conforme os cargos que exerce.

Ao contrário dos dinamarqueses, os deputados portugueses têm direito a ser compensados pelas despesas de transporte, que são pagas ao Km. Na Dinamarca os membros do parlamento recebem passes para transportes públicos.

Descontados os impostos e somados os valores das ajudas de custo, os deputados dinamarqueses auferem entre 3500€ e os 4500€. A remuneração dos deputados portugueses depende de mais variáveis, mas um deputado em regime de exclusividade que resida fora da Grande Lisboa poderá receber 5534,58€ ilíquidos/mês, não muito menos que o rendimento ilíquido dos dinamarqueses: 7382,69€/mês. Em termos líquidos, a diferença é ainda menor, devido à carga fiscal na Dinamarca ser mais elevada.

The last but not the least: Os ex-políticos dinamarqueses não têm direito a pensões suplementares nem a reformas antecipadas, nem à contagem de anos a dobrar para efeitos de aposentação. Reformam-se como toda a gente aos 65 anos e têm os mesmos benefícios que qualquer outro funcionário público. Na Dinamarca também não existem subvenções vitalícias.

Tal como em Portugal, os deputados dinamarqueses podem acumular as suas funções com outras actividades remuneradas, só que isso não acontece muito, porque em regra não têm tempo. Quanto a ex-ministros integrarem conselhos de administração de empresas de sectores que tutelaram enquanto governantes está fora de questão, embora não haja lei que o impeça.

Pois, não é preciso escavar muito para descobrir as diferenças.


De Levantem-se e Lutem !! a 27 de Janeiro de 2015 às 14:09
E AQUI ESTAMOS NÓS, POBRE POVO "VALENTE", QUE ACREDITOU NA CANÇÃO DO BANDIDO,
A PAGAR OS ROUBOS EFECTUADOS POR BANQUEIROS E POLÍTICOS CRIMINOSOS CRIARAM. E JÁ VAI NO 5º. ANO DE AUSTERIDADE! ... ELES CONTINUAM À SOLTA!...

"Aprendamos um pouco, isso e o resto, o próprio orgulho também, com aqueles que do chão se levantaram e a ele não tornam, porque do chão só devemos querer o alimento e aceitar a sepultura, nunca a resignação" - José Saramago in "Levantado do Chão"

9.710.539.940,09 EUROS (9,7 mil milhões de €)- É O VALOR DA FRAUDE DO BPN ! ... e a do BES / GES ainda só se vê o pico do 'iceberg' mas aproxima-se a Passos largos !! deste descalabro ... de que os pensionistas e funcionários públicos são os grandes culpados, não é ?!!
- deixem-se ficar calados, quietos e abstencionistas ... que os coveiros (bangsters, neoliberais e desgovernantes) já têm a vossa vala comum quase pronta !!



De entretanto, no Potuga... a 27 de Janeiro de 2015 às 15:35

Não acredito!

Ele era lá capaz de fazer uma coisa dessas! Portas mete girl (CDS) no banco (de Fomento, do desgoverno!)

-por C.B.Oliveira, 27/1/2015
--- golden.bee, 27/1/ 2015

Carlos, não brinque com coisas sérias porque eu já estou enojada. O meu sentido de humor não dá para tanto. O jaguar das estatísticas não dava para isso.
Mas enquanto se despendem trabalhadores da SSocial, (não se admitem as centenas de médicos reconhecidos como necessários, ...) num mês a marilú já meteu mil trabalhadores na ilha das Finanças.
Isto já não vai só com piadas!

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Deixa-te de tretas, Violetta

A reacção do governo e dos partidos que o apoiam foi unânime: não somos a Grécia. Não precisavam de perder tempo a explicar-nos.
Já todos sabemos, há muito tempo, que Portugal não é a Grécia.

Se Portugal fosse a Grécia, teria um governo três dias após as eleições;

Não teria um presidente a ameaçar que se os partidos não se entenderem, não haverá governo;

Teria um governo que se preocupasse com as pessoas e não um grupo de lambe botas que, seguindo o exemplo de Durão Barroso, está a tratar da sua vidinha e borrifando-se para o país;

Teria um governo que não vendesse o país a retalho o património do país a interesses privados;

Teria um povo que se revoltaria por estar a ser roubado e exigiria saber quem beneficia com as privatizações;

O pavilhão Atlântico, ou Meo, ou o raio que o parta, não se encheria de miúdos para ver a Violetta, porque não haveria famílias a pagar 500€ por um bilhete nas primeiras filas.


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