De TTIP: imperialismo global offshore 'livr a 7 de Novembro de 2014 às 10:21

Derrotar o novo imperialismo de comércio livre

«Se a intenção é convencer o público de que os
acordos internacionais de comércio são uma forma de enriquecer as multinacionais à custa dos cidadãos comuns,
eis o que deve ser feito:
dar um direito especial às empresas para recorrerem a um tribunal secreto,
gerido por advogados extremamente bem pagos pelas empresas,
para pedir compensações sempre que um governo aprova uma lei
que, por assim dizer, desencoraja o fumo, protege o ambiente ou previne uma catástrofe nuclear. »

Excerto de uma The Economist recente, oportunamente recuperado por Paulo Pena no Público de 2/11/2014 ( http://www.publico.pt/politica/noticia/a-arbitragem-que-a-europa-teme-1674865 ),
uma peça sobre o mecanismo de resolução de disputas entre estados e grandes empresas previsto na chamada parceria transatlântica para o comércio e para o investimento, reforçando o que na economia política internacional crítica se chama a constituição internacional do capital. A The Economist foi fundada em 1843, quando o imperialismo de comércio livre britânico estava em ascensão, e manteve-se até aos dias de hoje fiel ao que nunca passou do “proteccionismo dos mais fortes”, segundo os seus mais realistas críticos. No entanto, a The Economist parece uma publicação crítica ao pé dos nossos fundamentalistas de mercado, do antigo responsável no Parlamento Europeu pelo comércio internacional, Vital Moreira, ao inenarrável Bruno Maçães; são os que defendem a tal “parceria” e os seus múltiplos dispositivos de esvaziamento do que resta de soberania democrática, os que até parece que só pensam em termos dos interesses das fracções aparentemente mais transnacionalizadas do capital. Na realidade, a The Economist sabe mais sobre hegemonia, já escreveu sobre globalizações e desglobalizações, e percebe que o tal público pode pôr em causa estes interesses privados.

Como sempre acontece, circulam por aí uns estudos de encomenda, do mesmo tipo dos que nos prometiam grandes ganhos com as anteriores rondas de liberalização comercial e financeira ou com a adesão ao euro, os momentos essenciais da nossa rendição económica. Viu-se e vê-se: é toda uma literatura de economia política do desenvolvimento quando se sai de Coimbra pela Pedrulha, pelo exemplo mais perto de casa, toda uma desgraçada devastação industrial. Ver-se-á um pouco mais ainda se este acordo for para a frente. Portugal tem o pior dos mundos: uma abertura comercial e financeira cada vez mais intensa, construída a golpes políticos com reduzido escrutínio democrático, e regras que impedem a política industrial ou qualquer outra forma de capacitação socioeconómica desta periferia amarrada a uma moeda estruturalmente forte. E, claro, uma elite dominante que se imagina no centro do mundo, agora dada a devaneios geoeconómicos atlânticos de ocasião, racionalizações de decisões entre Bruxelas e Washington; uma elite que nos arrasta para uma posição cada vez mais periférica, devido à sua permanente abdicação política e de instrumentos de política.


(- por João Rodrigues, 3/11/2014, http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2014/11/derrotar-o-novo-imperialismo-de.html )

http://www.publico.pt/politica/noticia/a-arbitragem-que-a-europa-teme-1674865

The imperialism of free trade : http://links.jstor.org/sici?sici=0013-0117%281953%292%3A6%3A1%3C1%ATIOFT%3E2.0Co%3B2-M


De Combater neoLiberalism e pirata multinac a 7 de Novembro de 2014 às 11:13
"O acordo visa não apenas o livre comércio de bens e serviços mas também a "protecção", leia-se: a desregulamentação, dos investimentos.

O objectivo é "ir além dos compromissos actuais da OMC". Pretende assim, conforme expresso, "ligar ao mais alto nível de liberalização os acordos de comércio livre existentes."
"A eliminação de todos os obstáculos inúteis ao comércio (…) e à abertura dos mercados e uma melhoria das regras".

É fácil entender o que esta gente entende por "obstáculos inúteis "e "melhoria das regras":
trata-se de eliminar ou tornar insignificantes salário mínimo, indemnizações por despedimento, subsídios de desemprego,
enfim direitos sociais e laborais, que no fanatismo neoliberal são obstáculos "à criação de riqueza".
Para quem? É a questão.

Diz-se que os "serviços fornecidos no exercício da actividade governamental devem estar excluídos das negociações".
Porém esclarece-se que por "serviço no exercício do poder governamental entende-se todo o serviço que não é fornecido nem sob uma base comercial nem em concorrência com um ou vários fornecedores de serviços".
Note-se a subtileza do "um fornecedor". No reino do neoliberalismo, vivam pois os monopólios!

Saúde pública, escola pública, segurança social pública tudo isto ou acaba ou fica residual, decadente, apenas em termos de assistencialismo.
É voltar aquilo a que em linguagem anglo-saxónica se designa pelas "DARK AGES" – os anos negros, Era Tenebrosa.

O resto é sujeito à GULA das MULTINACIONAIS (sem pátria, mas em offshores).
Quem quiser educação PAGA-a, quem quiser saúde paga-a, (e bem CARA)
quem quiser pensão de reforma PRIVATIZA-a, ou seja, pague os lucros e sujeite-se à economia de casino.
Toda a orientação política do actual governo e da UE é já neste sentido.

Normas, regulamentos sanitários, sociais e laborais serão "uniformizados, aplanados, harmonizados".
Isto significa que as restrições a aditivos, pesticidas, carne com hormonas, sementes transgénicas (OGM)
serão cada vez mais ténues ou mesmo inexistentes, para o que contribuirá
a PROPAGANDA ao serviço destes INTERESSES e os especialistas subvencionados,
sem o que nem as universidades nem eles próprios subsistem.
Assim está desenhado este "admirável mundo novo", construído no MITO da eficiência PRIVADA.

Em função da concorrência "as normas mundiais procuradas serão as mais baixas
e as menos protectoras, excepto para os investidores e accionistas."
Se assim não fosse as grandes marcas multinacionais de confecções não procuravam trabalho semi-ESCRAVO em países como o Bangladesh.

As informações das embalagens tornar-se-ão mais opacas ou ENGANADORAS, sob pena também de caso contrário prejudicarem o comércio.
A saúde pública fica à conta e mercê do "mercado".

Claro que haverá alimentos baratos mas de BAIXA qualidade nutricional para os POBRES e saudáveis mas caros para quem puder PAGAR.
Eis o que os sicofantas do NEOLIBERALISMO vão propagandear como "liberdade de escolha."

Vaz de carvalho
Estamos a ver os motivos do entusiasmo do maçães e do jose por tal tratado.
De
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Este TTIP negociado em SEGREDO e intensamente apoiado pelas MULTINACIONAIS (com Lobies poderosos), permitirá que estas processem os Estados que não se VERGUEM às normas do (neo)Liberalismo.

http://dumoc-and-me.blogspot.pt/2014/11/ttip-uma-negociacao-mal-conhecida.html
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Lembram-se da política criminosa de Reagan ou da Thatcher? De como desembocámos na dita CRISE de 2008?
O caminho aberto, totalmente aberto para o SAQUE colonial ao serviço da multinacional.
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veros ASSALTANTES da coisa pública (da RES PÚBLICA ) : o ricardo salgado , o soares dos santos, os banqueiros, os gestores de topo, os passos coelhos, os portas, e tutti quanti.
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depois do SAQUE TROIKista, levar com o tratado transatlântico (TTIP) é sermos MASSACRADOS.
E depois, se sobrar algum bocado de país, é para fazer o quê?
o tratado significa DESTRUIÇÃO e FASCISMO de Mercado.
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Nos EUA, em dois anos da dita "recuperação económica", os 7% + ricos aumentaram em 27% a sua riqueza, mas para os restantes 93% caiu 4%.
O ganho acionista de 50% entre 2011 e 13, à custa dos milhões pagos pelos contribuintes, foi na sua grande maioria para as mãos dos 5% + ricos. sua Saúde é para quem pode pagar


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