7 comentários:
De Combater neoLiberalism e pirata multinac a 7 de Novembro de 2014 às 11:13
"O acordo visa não apenas o livre comércio de bens e serviços mas também a "protecção", leia-se: a desregulamentação, dos investimentos.

O objectivo é "ir além dos compromissos actuais da OMC". Pretende assim, conforme expresso, "ligar ao mais alto nível de liberalização os acordos de comércio livre existentes."
"A eliminação de todos os obstáculos inúteis ao comércio (…) e à abertura dos mercados e uma melhoria das regras".

É fácil entender o que esta gente entende por "obstáculos inúteis "e "melhoria das regras":
trata-se de eliminar ou tornar insignificantes salário mínimo, indemnizações por despedimento, subsídios de desemprego,
enfim direitos sociais e laborais, que no fanatismo neoliberal são obstáculos "à criação de riqueza".
Para quem? É a questão.

Diz-se que os "serviços fornecidos no exercício da actividade governamental devem estar excluídos das negociações".
Porém esclarece-se que por "serviço no exercício do poder governamental entende-se todo o serviço que não é fornecido nem sob uma base comercial nem em concorrência com um ou vários fornecedores de serviços".
Note-se a subtileza do "um fornecedor". No reino do neoliberalismo, vivam pois os monopólios!

Saúde pública, escola pública, segurança social pública tudo isto ou acaba ou fica residual, decadente, apenas em termos de assistencialismo.
É voltar aquilo a que em linguagem anglo-saxónica se designa pelas "DARK AGES" – os anos negros, Era Tenebrosa.

O resto é sujeito à GULA das MULTINACIONAIS (sem pátria, mas em offshores).
Quem quiser educação PAGA-a, quem quiser saúde paga-a, (e bem CARA)
quem quiser pensão de reforma PRIVATIZA-a, ou seja, pague os lucros e sujeite-se à economia de casino.
Toda a orientação política do actual governo e da UE é já neste sentido.

Normas, regulamentos sanitários, sociais e laborais serão "uniformizados, aplanados, harmonizados".
Isto significa que as restrições a aditivos, pesticidas, carne com hormonas, sementes transgénicas (OGM)
serão cada vez mais ténues ou mesmo inexistentes, para o que contribuirá
a PROPAGANDA ao serviço destes INTERESSES e os especialistas subvencionados,
sem o que nem as universidades nem eles próprios subsistem.
Assim está desenhado este "admirável mundo novo", construído no MITO da eficiência PRIVADA.

Em função da concorrência "as normas mundiais procuradas serão as mais baixas
e as menos protectoras, excepto para os investidores e accionistas."
Se assim não fosse as grandes marcas multinacionais de confecções não procuravam trabalho semi-ESCRAVO em países como o Bangladesh.

As informações das embalagens tornar-se-ão mais opacas ou ENGANADORAS, sob pena também de caso contrário prejudicarem o comércio.
A saúde pública fica à conta e mercê do "mercado".

Claro que haverá alimentos baratos mas de BAIXA qualidade nutricional para os POBRES e saudáveis mas caros para quem puder PAGAR.
Eis o que os sicofantas do NEOLIBERALISMO vão propagandear como "liberdade de escolha."

Vaz de carvalho
Estamos a ver os motivos do entusiasmo do maçães e do jose por tal tratado.
De
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Este TTIP negociado em SEGREDO e intensamente apoiado pelas MULTINACIONAIS (com Lobies poderosos), permitirá que estas processem os Estados que não se VERGUEM às normas do (neo)Liberalismo.

http://dumoc-and-me.blogspot.pt/2014/11/ttip-uma-negociacao-mal-conhecida.html
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Lembram-se da política criminosa de Reagan ou da Thatcher? De como desembocámos na dita CRISE de 2008?
O caminho aberto, totalmente aberto para o SAQUE colonial ao serviço da multinacional.
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veros ASSALTANTES da coisa pública (da RES PÚBLICA ) : o ricardo salgado , o soares dos santos, os banqueiros, os gestores de topo, os passos coelhos, os portas, e tutti quanti.
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depois do SAQUE TROIKista, levar com o tratado transatlântico (TTIP) é sermos MASSACRADOS.
E depois, se sobrar algum bocado de país, é para fazer o quê?
o tratado significa DESTRUIÇÃO e FASCISMO de Mercado.
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Nos EUA, em dois anos da dita "recuperação económica", os 7% + ricos aumentaram em 27% a sua riqueza, mas para os restantes 93% caiu 4%.
O ganho acionista de 50% entre 2011 e 13, à custa dos milhões pagos pelos contribuintes, foi na sua grande maioria para as mãos dos 5% + ricos. sua Saúde é para quem pode pagar


De Estados párias, capturados, marionetes a 7 de Novembro de 2014 às 11:30
"O tratado (TTIP) representa o culminar do processo NEOLIBERAL IMPOSTO aos povos, ficando a sua soberania à mercê dos interesses GRANDE CAPITAL (finança, grandes especuladores e grupos económicos) .
Este, se achar que um Estado limita por regulamentações, taxas, leis, as suas vendas ou investimentos pode processar esse Estado que será obrigado a pagar uma indemnização e sujeitar-se.

É fácil imaginar o que isto representa para países endividados, a braços com elevado desemprego, deficitários devido à fuga de capitais e sem crescimento económico.
São de facto Estados párias, no que esta expressão significa de sem direitos e exclusão.

Um Estado pode ser acusado e processado por pôr entraves ao "livre comércio" ou a investimentos, designadamente por normas de controlo sanitário, de qualidade, de biodiversidade, ecológicas.
A resolução de qualquer litígio não é entregue a Tribunais soberanos nacionais, mas fica a cargo de um organismo dito regulador ou regulamentar.

"O mais escandaloso é que um TRIBUNAL DOMINADO por uma CLIQUE de ADVOGADOS de NEGÒCIOS (pagos por multinacionais e fundos encobertos) poderá lançar o anátema e ruína sobre Estados ou instâncias que infrinjam as disposições do acordo.
O grande capital passa a dispor de uma "SUPREMACIA do tipo IMPERIAL que lhe permite fazer passar os seus direitos antes de todos os outros"

Há aliás casos de processos em curso com pedidos de indemnizações de milhares de milhões de dólares, reclamados por megaempresas a Estados, ou seja, ao povo.
Por exemplo, Philip Morris (tabaco) contra o Uruguai e Austrália; Vattenfall (nuclear) contra a Alemanha; Lone Pine (extração de gás de xisto) contra o Canadá por recusas ambientais do Quebec.

Refira-se que "a jurisprudência do tribunal de justiça da UE já dá prioridade ao direito de concorrência sobre as legislações sociais dos Estados membros" (decisão Viking, decisão Ruffert, decisão da Comissão contra o Luxemburgo)

O fabricante de um aditivo cancerígeno contido na gasolina exigiu do Canadá 250 milhões de dólares por "perda de vendas e entraves ao comércio.
O Canadá temendo perder o processo autorizou o aditivo e pagou uma indemnização de 10 milhões de dólares ao fabricante"

A cláusula de lucros cessantes que qualquer CONTRATO de boa-fé rejeita por LEONINA, pode ser agora aplicada sob a forma de LUCROS POTENCIAIS cessantes.

O tratado é aliás bastante claro no seu objectivo de impor um TOTALITARISMO SUPRANACIONAL, ao prescrever que todas as restrições que não estejam justificadas por excepções no tratado serão suprimidas.
Neste contexto, os ESTADOS ficam ameaçados de ser PENALIZADOS com sanções, multas ou aumento das taxas de juro.

Se um país recusar produtos alimentares dos EUA com aditivos, hormonas, originários de OGM poderá ser penalizado:
estará a pôr entraves ao "comércio livre".

Democracia, critérios de saúde e regulamentação alimentar que cada Estado deveria poder definir segundo critérios próprios conforme a decisão dos seus cidadãos
– assim se construiu e constrói o progresso – serão não apenas considerados nulos,
mas poderão obrigar a pagar indemnizações como lucros que determinadas empresas alegarão ter deixado de receber.

Trata-se como afirma Susanne Suchuster de
"um ATAQUE frontal contra a nossa DEMOCRACIA ou, pelo menos, do que ainda resta".

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Vaz de Carvalho:
Continua-se a perceber os motivos pelos quais os vasconcelos/ traidores do presente ficam à beira da agradecida histeria quando ouvem falar neste tratado.
De


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