Competitividade, produtividade, trabalho,... "economês" e neoliberais

------ Até quando?      (-Rui Silva, 7/3/2016, Manifesto74)

     O presidente da (CIP) confederação dos patrões deu uma entrevista ao Diário Económico, jornal que tem uma greve de 24 horas decidida pelos seus trabalhadores para o próximo dia 10 - por motivo de degradação das condições de trabalho e de salários em atraso -, e nela afirmou a dado momento aquela já velhinha ideia, sempre renovada pelo constante uso, de que mais vale trabalho precário do que desemprego. O tema foi aberto e encerrado numa única pergunta e os jornalistas que conduziram a entrevista não sentiram necessidade de perguntar ao patrão dos patrões se a realidade se resume a uma das duas opções apresentadas (trabalho precário ou desemprego). Também não lhes ocorreu perguntar a António Saraiva se trabalhar sem vínculo decente, ou com horários desregulados, com salário reduzido ao osso e sistemas de prémios construídos à medida do empregador, não é uma certa forma de desemprego, na medida em que não estamos verdadeiramente a falar de um emprego.
     Este "novo normal" institucionalizou-se, o que é naturalmente um perigo para a esmagadora maioria daqueles que vivem do seu trabalho, trapezistas sem rede num país em que gente como António Saraiva vai abanando a corda tanto quanto possível, gritando do lado de lá do abismo "antes corda aos ésses do que corda nenhuma". Não existirão outras opções? A precariedade imposta aos trabalhadores não é uma das razões fundamentais para o atraso de Portugal relativamente a outros países da Europa cuja competitividade da sua economia assenta precisamente em premissas inversas àquelas com que António Saraiva se parece conformar?
     A leitura de entrevistas com os patrões deixa-me sempre à beira de um ataque de nervos, muito mais devido às perguntas que ficam por fazer do que às respostas que inevitavelmente surgem (curiosamente ninguém fala da "cassete patronal").
     Por exemplo:    relativamente ao miserável salário mínimo (SMN) praticado no nosso país, e que aproxima Portugal muito mais de países como a República Checa, a Polónia ou a Hungria do que do chamado "pelotão da frente" (o tal que integraríamos após a adesão ao marco-europeu, também conhecida como "euro"), diz Saraiva que "é exequível se tiver em conta ganhos de produtividade, factores de crescimento económico e inflação", acrescentando que "é bom que o valor que vier a ser negociado em sede de concertação para 2017, venha a ser definido com base na leitura conjugada dos três critérios e não por mera vontade política, uma vez que os salários são pagos pelos empresários" - que apresenta como aqueles que "diariamente constroem este País, pagam salários, criam riqueza e emprego" - "e não por decisões políticas".
      Ora, se a questão da produtividade é constantemente colocada em cima da mesa como aspecto fundamental a ter em conta na discussão dos aumentos de salários em geral e do SMN em particular, seria relevante perguntar ao patrão dos patrões se não é verdade que esta depende em larguíssima medida de aspectos de gestão, investimento e organização do trabalho que transcendem completamente a esfera de intervenção dos trabalhadores na empresa.
      Muitos patrões gostam de se apresentar como empresários, empreendedores que sacrificam de forma altruísta o seu tempo e dinheiro para criar riqueza e emprego, mas na verdade continuam a comportar-se como patrões clássicos, muito mais próximos do modelo de relações de trabalho do século XIX do que daquele que em tese afirmam defender para este início de século XXI. Agridem quem trabalha com uma mão e estendem cinicamente a outra, convidando para conversa mole quem se vê forçado a comer o pão que "sabe a merda" num país cada vez mais desigual. Fazem-no fundamentalmente porque nós - trabalhadores - deixamos. Até quando? 

---- Virar a página no debate sobre trabalho e competitividade (I)  (-N.Serra, 2/3/2016, Ladrões de B.)

.   «Os custos do trabalho no conjunto da economia são uma parcela. Estes assuntos não são ciência certa, têm que ver com os valores, com a ideia de sociedade. Se temos um determinado tipo de valores, uma determinada noção de economia, é evidente que a solução de cortar, de obrigar a trabalhar mais, de ser punitivo, faz sentido. Mas não é a minha e julgo que não dá resultados. Eu não conheço estudos que demonstrem que variáveis como esta façam diferença significativa. Mas conheço realidades e até estudos em que se mostra que quando nós desvalorizamos e punimos as pessoas, isso é não só doloroso como ineficaz. Se eu tiver pessoas motivadas, com dignidade e empenhadas, elas aumentam o seu contributo.
...   ...
     O problema de competitividade da economia portuguesa não é um problema de trabalho. Portugal é um dos países da Europa em que mais se trabalha. E se há conceito difícil é com certeza o da competitividade. De saber como é que nós ancoramos factores que nos qualifiquem, que nos aumentem a riqueza e, no limite, que nos aumentem a felicidade.   Quando os economistas quiseram explicar como é que se atinge um determinado crescimento económico, como é que se aumenta a riqueza, usaram os chamados modelos da Economia. E foram buscar as variáveis quantitativas. É de certa forma disso que estamos aqui a falar, de horas de trabalho, de dias de trabalho. Foram buscar as variáveis quantitativas do capital, das tecnologias e as do trabalho. Juntaram as duas coisas para tentar explicar o crescimento e não explicaram nada. Isto é, faltava explicar muita coisa. Essa muita coisa, que está presente no crescimento e na competitividade, são os factores imateriais. É aquilo que na verdade não é medível, que resulta do nosso empenho, das qualificações que temos, da maneira como nos organizamos, das instituições que criamos, dos consensos que estabelecemos. E essa é a grande parte da explicação, tanto do crescimento como da competitividade». -- José Reis (Prós e Contras de 18/1/2016)
       Lembrei-me destas passagens no debate que o Prós e Contras dedicou recentemente à questão dos feriados, dos horários de trabalho e do emprego. É que, qual borboleta à volta de uma lâmpada, a discussão sobre a economia, o crescimento e a competitividade do país continua obcecada com o chamado «factor trabalho», secundarizando o que correspondentemente se pode designar por «factor capital» e ignorando, sobretudo, os tais «factores imateriais» de que fala José Reis, quando assinala o que seria importante começar a discutir.
      Ontem mesmo, nas jornadas promovidas pela AHRESP, o «factor trabalho» esteve uma vez mais em cima da mesa, com o patronato a expressar a sua oposição relativamente a medidas do Programa do Governo em matéria de legislação laboral (para solicitar mais contratos a prazo, mais despedimentos e mais limitações no direito à greve). Como se uma das principais lições dos últimos anos, das contradições e dos limites do projecto de uma «economia do empobrecimento competitivo» para Portugal, assente nos baixos salários, na desregulação e na desqualificação do trabalho, não tivesse sido ainda apreendida.
      Fez bem portanto o ministro Vieira da Silva em questionar, no mesmo evento, se «as formas atípicas de trabalho, o trabalho precário, o trabalho a termo certo ou a prestação de serviços (não) são a resposta», sugerindo que, podendo funcionar no curto prazo, constituem uma «espécie de droga que está a minar as condições de desenvolvimento, de longo prazo, da nossa economia». Isto é, uma economia tão «viciada em contratos precários» que tem dificuldade em pensar-se a si própria, de modo mais amplo, realista e profundo, para lá do famigerado «factor trabalho».
      Mas não é apenas a economia que está viciada em «precariedade». É também o próprio debate sobre o desenvolvimento económico do país que é precário e está viciado numa discussão muito redutora e distorcida. Contaminada, além disso, por várias mistificações e fraudes intelectuais, como a suposta «rigidez» do mercado (e legislação) de trabalho ou a ideia de que havia feriados a mais e se trabalhava pouco.
          Adenda: No mesmo Prós e Contras de 18 de Janeiro, o Presidente da CIP António Saraiva faz uma revelação muito curiosa (minuto 33): a eliminação de feriados constituiu uma contrapartida pela não-redução da TSU (e não a resposta à necessidade de trabalhar mais para crescer ou à existência de demasiados feriados em Portugal).
-----Dislexia (não é bem esse o lado esquerdo)        (-por Alexandre Abreu, 2011/5/30)
     Paulo Pedroso publicou há dias um notável exemplo de como pessoas inteligentes, com inegáveis preocupações sociais e que se reclamam de esquerda conseguem estar completamente erradas em relação ao diagnóstico da situação actual, compactuando na prática com a selvagem ofensiva em curso contra os salários directos e indirectos e, por essa via, contra os trabalhadores e as classes média e populares.
     Afirma Pedroso que “se reduzissemos a um só indicador o problema da degradação da competitividade portuguesa bem poderiamos escolher os custos unitários do trabalho”. Alegadamente, é o facto de terem aumentado demasiado em Portugal nos últimos 15 anos (nomeadamente, mais do que na Alemanha) que explica o declínio da competitividade do nosso país. Conclui que “a esquerda não pode enfiar a cabeça na areia”, o que neste caso significa reconhecer a necessidade de reduzir os custos unitários do trabalho de modo a, ipso facto, aumentar a competitividade. Segue-se uma enumeração de formas possíveis de o fazer, recaindo a sugestão de Pedroso sobre o aumento em meia hora do tempo diário de trabalho, como alternativa à descida da Taxa Social Única (pois esta provocará a descapitalização da Segurança Social). Espero estar a representar fielmente o essencial do argumento, mas os leitores são remetidos para a exposição original aqui.
    Mariana Mortágua já respondeu – e bem – tanto nos comentários ao post como aqui, chamando a atenção para, entre outros, três aspectos fundamentais que a análise de Pedroso não tem em conta:
    1) que a evolução dos custos unitários do trabalho, enquanto agregado, incorpora a inflação, pelo que países com inflação superior tenderão a registar, com tudo o resto igual, um maior crescimento deste indicador (sendo que a evolução real, ou deflaccionada, da remuneração do trabalho em Portugal nos últimos 15 anos foi mais ou menos idêntica à da Alemanha);
    2) que as principais causas da falta de competividade da economia portuguesa são outras (padrão de especialização, adesão a um euro sobrevalorizado, preço da energia, etc.);e
    3) que a própria comparação com a remuneração dos trabalhadores alemães é perversa, pois estes têm sido alvo de uma compressão salarial de grandes proporções, pelo que procurar jogar ao “quem-corta-mais salários” constitui uma desastrosa corrida para o fundo.
      Tudo isto é verdade e, a meu ver, arruma desde logo a discussão. Porém, interessa-me chamar sobretudo a atenção para a premissa de que parte Pedroso (e de que tem em geral partido o debate em Portugal, de forma errada e errónea): que a perda de competitividade do nosso país decorre do aumento dos custos unitários do trabalho. É que, se atentarmos na tabela em baixo (retirada deste texto, que, aliás o próprio Pedroso cita no seu post), verificamos que, tanto nos últimos 15 anos como nos últimos 30, os custos unitários do capital (medidos exactamente da mesma maneira) aumentaram mais do que os custos unitários do trabalho. Aliás, como é visível na tabela, o mesmo se passou em quase todos os países europeus.

(clique na imagem para aumentar)

      Ora, se é assim, então por que é que o problema de competitividade reside na remuneração do trabalho e não na remuneração do capital? (e na organização/ direcção). A única interpretação lícita destes dados é que o aumento da remuneração do capital em Portugal tem prejudicado mais a competividade externa do que a evolução dos salários, pelo que, a bem da justiça social, é sobre o capital que deverão recair principalmente os sacrifícios a fim de aumentar a competitividade. Mais do que o trabalho, é o capital que tem vivido acima das suas possibilidades. Parafraseando Cavaco, é o factor capital que precisa de ajustamento.
     Pedroso e a generalidade dos comentadores parecem acreditar, ou querer fazer-nos acreditar, que os preços são formados através da adição de um mark-up fixo aos custos salariais e que estes seriam a única ou principal variável que influencia os preços. Isso não é verdade. O que está em causa quando falamos da evolução dos custos do trabalho é, em grande medida, a questão da repartição do rendimento nacional entre trabalho e capital – no contexto da qual o capital, como se vê claramente em cima, tem ganho sistematicamente terreno no contexto daquele que é, nunca é demais recordar, o segundo país mais desigual da Europa.
     Quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele. Lamento informar Paulo Pedroso que andar à procura de formas ‘menos más’ de comprimir a parte do trabalho no rendimento nacional não é uma posição de esquerda. Aceitar a premissa que o problema de competitividade português reside na evolução do custo do trabalho não é uma posição de esquerda. E aceitar que a maior parte dos sacrifícios seja imposta, de forma directa ou indirecta, aos trabalhadores e classes populares não é uma posição de esquerda. Ou então, que de uma tal esquerda nos vejamos nós livres. 

----- "Recibos verdes"/ trab. independentes e Segurança Social  (-Lúcia Gomes, 6/3/2016)
 Pagar quando se recebe. Pagar sobre o que se recebe. Eliminar os escalões e as remunerações convencionadas (presumidas). Perdoar as dívidas à Segurança Social (porque imorais e ilegítimas, com juros agiotas). Justiça. Elementar justiça.
      Nos idos de 2009, o PS apresentou uma proposta de Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social. Sim, é um nome enorme e pouco perceptível, mas em poucas palavras é um Código que rege as contribuições de todos os trabalhadores para a Segurança Social e as respectivas contrapartidas.
       À data, o PCP bateu-se, e foi o único partido que o fez, contra uma série de «capítulos» desse Código que estabeleciam regimes diferenciados e ainda hoje profundamente injustos: agricultores, pescadores, trabalhadores independentes. Apresentou dezenas de propostas, todas chumbadas. E desde então tem vindo a reapresentá-las em cada mandato, na esperança que alguma justiça social se faça com estes trabalhadores, obrigados a contribuir, tenham ou não rendimentos. Mesmo quando é o próprio Estado a impedi-los de trabalhar: como é o caso dos pescadores, em alturas de defeso, é preciso pagar, pagar, pagar. E para quê? A protecção social é praticamente inexistente. As taxas contributivas demasiado altas.
     Mas hoje foco-me apenas nos trabalhadores independentes ou os chamados recibos verdes. Como é que ninguém se lembrou disto antes? O PCP lembrou-se. Reiteradamente.
     E sobre esse Código afirmou, em 2010: Um dos aspectos mais negativos foi a perda da oportunidade de corrigir o regime contributivo dos trabalhadores independentes prestadores de serviços.
     De facto, os trabalhadores independentes que são prestadores de serviços, por um lado, estão sujeitos ao desconto com base em rendimentos fictícios – as remunerações convencionadas – obrigando-os a descontar para a Segurança Social mesmo que não aufiram qualquer rendimento e permitindo, ao mesmo tempo, que quem aufira rendimentos mais elevados contribua com base em remunerações mais baixas, por outro lado têm direito a uma diminuta protecção social quando descontam grande parte do seu rendimento.
    (...)      E são sobretudo os mais jovens que são penalizados. Toda uma nova geração aufere pelo seu trabalho salários que muitas vezes não chegam sequer aos €1000,00; e, sendo prestadores de serviços, umas vezes têm trabalho e remuneração, outras vezes não, sendo que a contribuição para a Segurança Social é obrigatória, tendo estes trabalhadores remuneração ou não.

      (...)   Assim, o PCP propõe a alteração do Código, eliminando as remunerações convencionadas, garantindo que os trabalhadores independentes que são prestadores de serviços apenas contribuem mensalmente com base no rendimento efectivamente auferido, correspondendo a base contributiva a 70% dos rendimentos obtidos.
     O PCP propõe ainda que, nos casos em que o rendimento relevante seja igual ou inferior ao valor do IAS, o trabalhador pode requerer que lhe seja considerado, como base de incidência, o valor daquele rendimento, com o limite mínimo de 50% do valor do IAS.

     Aqueles milhares de trabalhadores das artes, do design, da arquitectura, jornalismo, tantas outras actividades que viram as suas vidas penhoradas com milhares de euros de dívida à Segurança Social porque têm que pagar, todos os meses, recebam ou não. Aqueles milhares que são enquadrados dois escalões acima (porque no ano anterior receberam mais uns trocos) e a dívida avoluma-se. Aqueles que não podem ser contratados porque se forem o salário que ainda não lhes foi pago já tem ordem de penhora, têm aqui a sua solução, simples, clara, justa:
      Pagam, com a emissão de recibo, apenas sobre o que efectivamente recebem, sendo a base contributiva 70% do recebido (ou seja, contando 30% do rendimento como utilizado em despesas profissionais). E com redução da taxa contributiva e aumento da protecção social (designadamente no desemprego, invalidez, maternidade e paternidade).   Os verdadeiros independentes.   Porque o PCP propôs, num acto de audácia, a criminalização do falso recurso aos recibos verdes e ao trabalho temporário.   E propôs que seja a ACT, através das inspecções, que converta - automaticamente - os falsos recibos verdes em contratos de trabalho e o patrão, se quiser, que recorra ao tribunal, pague as custas e prove que o trabalho não é permanente.     Estas propostas são simples, da mais elementar justiça e estão em cima da mesa. Desde 2009. Agora que já está despertado o interesse, temos, finalmente, a vossa atenção?

----- Na terra dos empreendedores até os gambuzinos são felizes, ricos e bonitos  

(R.Rostrom,6/8/2012, https://omaraofundo.wordpress.com/) [Da ideologia subjacente ao objectivo neoliberal]:

... ... O “empreendedorismo” é muito mais do que uma converseta inofensiva proveniente dos sectores aliados ao patronato. Esconde por trás um programa político de grande violência social, programa que já começou a ser posto em prática (para destruir direitos e condições laborais). Se existe área onde vai ser preciso empreender e inovar é nas formas de luta e resistência.      (ver em comentários -->>)



Publicado por Xa2 às 07:47 de 04.03.16 | link do post | comentar |

13 comentários:
De .é a lei (neoliberal) do mais forte ... a 10 de Março de 2016 às 11:44
tb em França:
Manifs, greve e Movimento contra nova (projecto) lei (do governo PSF neoliberal) do trabalho.: «El Khomri»
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Amirshahi : «Si ce gouvernement peut partir, je ne m'en plaindrais pas»
Entendu à la radio.
Le député frondeur, qui a quitté vendredi le Parti socialiste, ira manifester parmi les étudiants cet après-midi contre le projet de loi travail.
Invité sur Europe 1, Pouria Amirshahi évoque sa déception envers l'exécutif :
«Si ce gouvernement peut partir, je ne m'en plaindrais pas car j'estime qu'il gouverne mal, qu'il gouverne brutalement.
Entre le fort et le faible, c'est la liberté qui opprime et la loi qui protège.
Pour la première fois, un gouvernement dit que la loi doit s'aligner sur la loi du plus fort.»

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Loi travail : une faute grave pour les étudiants
Organisation.
Lancée par des militants sur la Toile, avant de recevoir le soutien des principaux syndicats de salariés et de jeunesse (CGT, FO, FSU, Union syndicale Solidaires, Unef, UNL, FIDL), la journée de mobilisation d'aujourd'hui devrait donner la température pour les prochains jours. Nous avons traîné nos cahiers et nos stylos dans quatre universités, à Paris-VIII, Lyon-II, la fac de sciences de Montpellier et Sciences-Po Paris, pour voir comment les étudiants organisent la contestation contre le projet de loi de réforme du code du travail.

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Point météo.
Alexis Corbière, porte-parole de Jean-Luc Mélenchon, salue la mobilisation des lycéens, malgré les conditions météo peu favorables.

Malgré la pluie, le vent, le froid (0° degré ) près d'une quinzaine de lycées parisiens sont déjà en grève contre la loi #ElKhomri

09.03.16 Corbiere Alexis. @alexiscorbiere Suivre
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Aujourd'hui, de nombreux participants au mouvement contre le CPE se mobilisent contre la loi de réforme du code du travail : «Dix ans après le CPE, on nous propose de généraliser ce qu'on a combattu», note Sophie Binet, une ancienne de l'Unef.
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A midi, quelques milliers de personnes sont venues manifester à deux pas du siège du Medef, à Paris, sous les gros ballons et les drapeaux rouges FO et CGT, mais aussi FSU, Solidaires, Attac, et d'autres. Une heure trente plus tard, passées les prises de parole des têtes d'affiche, Mailly (FO) et Martinez (CGT), la manif n'avait toujours pas pris le départ, mais tout ce monde avait l'air ravi de se retrouver pour arpenter le pavé. Dans les rangs, beaucoup de syndiqués, comme Henri, retraité cheminot, là «parce qu'il a des enfants» et qu'«il a peur de la généralisation des petits boulots, alors que c'est déjà dur de vivre à Paris avec un Smic de 35h».

«Il est temps de se faire entendre pour dire non à la fragilisation des salariés», pointent Claire et Jean-Baptiste, respectivement professeur en lycée et collège, en Ile-de-France. Et d'ajouter: «signer une pétition en ligne, c'est bien, mais c'est dans la rue que ça se passe.» Nés en 1995, ils se souviennent avec enthousiasme des manifs contre le CPE et mêmes des grosses mobilisations de 1995. «Mais 95, ce n'est pas pour aujourd'hui, regrette Jean-Baptiste. Il y a quand même du monde là, mais dans nos classes, on ne sent pas une véritable prise de conscience».

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. «Avec des contrats courts pour tous, ça va être des contrats de location courts pour tous aussi, voilà le risque. Avec ce projet de loi, on revient même à avant les 39h, c'est quoi cette régression sociale !»,
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«On voit depuis pas mal d'années que le gouvernement socialiste passe des lois néolibérales à peine déguisées.
Il faut créer des comités de gréve et se mettre en connexion avec les travailleurs, en laissant de côté nos divergences sur la façon de militer, explique-t-il. Le fait qu'il y ait un mouvement assez fort aujourd'hui va inciter les gens à se bouger encore plus demain.»

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MOBILISATION
Manif du 9 mars: un «bon tremplin», selon la CGT

Mercredi, étudiants, lycéens et salariés ont défilé contre le projet de réforme du code du Travail. Un «point d'appui» pour la suite de la mobilisation, selon le syndicat de Philippe Martinez qui présentait, le matin-même, ses propositions pour «construire le code du Travail du XXIe siècle»

--RÉCIT
«Faites l’amour, pas des heures sup»

De Rennes à Toulouse, de Lille à Paris, plus de 200 000 personnes .


De "Flexibilizar" o trabalho/dor... a 10 de Março de 2016 às 14:23

Centenas de milhares de franceses em protesto contra reforma do mercado de trabalho

(-lusa.sapo.ptLusa, 09 mar)


Centenas de milhares de trabalhadores e estudantes manifestaram-se hoje em França contra uma reforma do mercado de trabalho, que qualificam de "regressão histórica",
e para pressionar o governo socialista a um ano das presidenciais francesas.

De acordo com os sindicatos que promoveram o protesto, e que afirmam ter mobilizado 400 mil manifestantes, trata-se de um "sucesso" e de "um primeiro aviso" dirigido ao governo.

Já o Ministério do Interior francês estimou em 224 mil o número de pessoas que desfilaram um pouco por toda a França. A mobilização de hoje "não demonstrou a rejeição deste projeto de lei", considerou por seu turno o ministro dos Assuntos Parlamentares, Jean-Marie Le Guen.

Em Paris, diferentes concentrações em zonas distintas da cidade mobilizaram um total de 100 mil participantes, segundo a CGT, a principal estrutura sindical de trabalhadores, mas a polícia contabilizou um número de manifestantes que oscila entre os 27 mil e os 29 mil.

A Unef, o principal sindicato estudantil, já lançou um apelo à participação numa manifestação marcada para 17 de março, antes da apresentação do projeto de lei do governo no Conselho de Ministros de 24 de março.

Entretanto, sete sindicatos já anunciaram uma greve e várias manifestações para o dia 31 de março.

Na origem da contestação está uma reforma destinada a flexibilizar o mercado de trabalho e a favorecer a contratação num país onde o desemprego é bastante elevado e que os sindicatos classificam de "regressão histórica".

SMS // JPS, Lusa/Fim


De Patrões e accionistas sem escrúpulos... a 7 de Março de 2016 às 12:09
Uma máxima que vale para sempre, desde sempre e em todas as ocasiões

(- por josé simões, 7/3/2016, derTerrorist)


"Trabalho precário é melhor que desemprego"- António Saraiva, presidente da CIP

É o escudo, inatacável pelo senso comum, atrás do qual se escondem os patrões e os accionistas sem escrúpulos,
que o exército de desempregados, mão-de-obra barata e força de pressão sobre quem trabalho e tem emprego razoavelmente remunerado,
se dispõe a aceitar como dogma e que serve para manter largas franjas da[s] população[ções] no limiar da pobreza e da sujeição,
porque a barriga vazia, a sua e a dos seus, vale o que vale e vale muito.
Perguntem aos vossos pais e aos vossos avós e perguntem também o que já ouviam dizer aos pais deles e aos avós dos pais e assim sucessivamente,
desde sempre, desde tempos imemoriais e em todas as ocasiões, perguntem.


De Falsa dicotomia/ outra solução... a 7 de Março de 2016 às 17:16
A falsa dicotomia de António Saraiva (CIP)

(07/03/2016 por João Mendes, https://aventar.eu/)

[ Mais vale ter Cancro do que ter Sida; a Precariedade é o motor do Crescimento ]

Sobre a entrevista da António Saraiva à Diário Económico, deixo-vos com esta reflexão encontrada n’Uma Página Numa Rede Social:


Mais vale ter trabalho precário do que desemprego”, diz António Saraiva, presidente da Confederação da Indústria Portuguesa – uma espécie de sindicato dos patrões -, hoje, ao Diário Económico.
Todo um programa nesta frase, sem a mínima inocência.
Fica bem patente a intenção de aproveitar a miséria dos trabalhadores, a tentativa de nivelar por baixo, a exploração desavergonhada da precariedade.

É um dos mantras do modelo de sociedade darwiniana que a Direita defende, onde impera a lei do mais forte, onde é cada qual por si,
e que resulta num punhado de multimilionários a sujeitar milhões de trabalhadores às regras que só beneficiam a minoria,
numa óbvia subversão do valor mais elementar das sociedades democráticas modernas:
a defesa do bem comum.

Pela mesma lógica, mais vale trabalhar por comida do que não trabalhar.
Ou trabalhar apenas para melhorar o currículo.

E, enquanto a Direita aplaude, o país acaba com um mar de pessoas que trabalham várias horas acima da média europeia, ganhando menos de metade da média europeia.
Essa foi, aliás, a tendência a que o mercado de trabalho português assistiu nos últimos anos.

A falácia argumentativa de António Saraiva chama-se “falsa dicotomia”,
e consiste em apresentar um problema com o errado pressuposto de que ele só tem uma de duas soluções – neste caso, a precariedade ou o desemprego.

Não, estas não são as duas únicas soluções para o problema do desemprego.
A verdadeira questão, social e intelectualmente honesta, passa por determinar se mais vale ter um trabalho condignamente pago ou estar desempregado.
E reparem como António Saraiva descarta, logo à partida, a hipótese do trabalho condignamente pago.

Essa desconsideração pelo salário digno é tão reveladora do que o presidente da CIP realmente pretende, não é?


De Predadores em País a falhar. a 8 de Março de 2016 às 10:10
O predador que fala

(07/03/2016 por A.F. Nabais, Aventar )

Se eu fosse um desempregado a morrer de fome, tenho a certeza absoluta de que preferiria um emprego mal pago à morte por inanição, porque o mau, como é evidente, será sempre melhor do que o péssimo.

Não se pode condenar, portanto, o indivíduo que, diante das circunstâncias, opta por uma vida um pouco menos miserável, se é isso que a vida ou o país ou os dois têm para lhe oferecer.

Contudo, enquanto, num país, houver um único cidadão que esteja limitado a escolher entre a frigideira e o fogo, é o país que está a falhar. Se essa situação se multiplica, estamos a falar de um país falhado.

Há uns anos, escrevi sobre enfermeiras que trabalharam a troco de comida (houve quem chamasse a isso empreendedorismo); mais recentemente, espantei-me com o empreendedorismo da exploração de outros enfermeiros; pelo meio, comentei os elogios dirigidos a um menino muito empreendedor.

António Saraiva, ao defender que é preferível a precariedade ao desemprego, confirma o seu papel de macho alfa no bando de bestas quadradas que chamarão empreendedorismo ao acto de tentar encontrar comida no meio do lixo.

Um território dominado por predadores desta estirpe será sempre uma selva. Sociedade e civilização são conceitos diferentes.


De Empreendedorismo da treta... a 4 de Março de 2016 às 11:34

Na terra dos empreendedores até os gambuzinos são felizes, ricos e bonitos

6/8/2012 Tags: empreendedorismo, opinião, PI, Precariedade, precários inflexívies

Deixo um texto de Rafael Rostom, publicado no blog dos Precários Inflexíveis, que vale a pena ler na íntegra. Sobre a moda do empreendedorismo que nos entra pelos ouvidos a todo o instante e de diversas formas, sempre apresentado como o elixir milagroso que traz felicidade e abundância para todos e de todos os gostos.

----: QUE SE LIXE O EMPREENDEDORISMO… por Rafael Rostrom

Num episódio recente do programa Prós e Contras a apresentadora Fátima Campos Ferreira, rodeada de empresários, defendia que os jovens portugueses deviam voltar a “lançar as caravelas ao mar”. Também nas suas palestras de domesticação dos trabalhadores mais novos, Carlos Coelho, e o seu pupilo Miguel Gonçalves, nunca hesitam em recuperar a propaganda fascista do Estado Novo: a alusão aos Descobrimentos é uma constante. É constrangedor que no momento em que ocorre uma das maiores transferências de rendimentos do trabalho para o capital, estes “empreendedores” defendam a adesão a um revisionismo de cariz neocolonialista que tem na exploração dos povos autóctones o seu centro ideológico. Em visita aos auditórios onde estudantes despolitizados ensaiam coreografias para os receber em claque, vendem a ilusão de que desde que inspirados pelas “conquistas” de Vasco da Gama todos os jovens podem criar modelos de negócio, dobrando dessa forma o cabo das tormentas representado pelo desemprego e a precariedade generalizada cada vez mais evidentes.

A adesão aos discursos do empreendedorismo não têm como causa única o processo de despolitização imposto a vários sectores da sociedade. Como refere João Valente Aguiar “(…) os apelos ao empreendedorismo muito em voga a partir das últimas governações PS/Sócrates e PSD/CDS de Passos Coelho e Portas não são mero sound-byte. Em sectores da classe trabalhadora (sobretudo nos países desenvolvidos) existe inclusivamente um forte comprometimento pessoal e identitário com os intentos das empresas em criar novas mercadorias e novos serviços. Nas tarefas mais criativas e onde o recurso intelectual tem uma componente mais marcada, é muito fácil encontrar jovens trabalhadores que literalmente adoram trabalhar em regimes de free lance, a projecto ou com uma grande flexibilidade no trabalho e nos horários. E neste ponto o capitalismo tem sido extremamente eficaz em conseguir que boa parte dos sectores mais jovens, mais dinâmicos e mais qualificados da classe trabalhadora se identifique com a dinâmica organizacional capitalista.”

A assimilação da ideologia do “empreendedorismo”, se em parte pode ser justificada pelo processo de despolitização ocorrido, deve também ser interpretada à luz do que foi o desenvolvimento dos modos de produção. Se o antagonismo entre trabalho e capital ainda se mantém, a imagem de uma maioria de operários fabris a lutar contra capitalistas de cartola ganha contornos de caricatura quando mobilizada para analisar a realidade presente.

O “empreendedorismo” está na lista das “palavras e expressões que nos governam”. Sendo esta uma lista que se encontra em disputa constante, não há nenhum fatalismo determinista que garanta que teremos que aturar a propaganda do “empreendedorismo” ad eternum. É certo que sempre que a classe dominante espirra, parte considerável da vox pop fica constipada. Façamos do debate de ideias o paracetamol contra-hegemónico indicado.

O “empreendedorismo” é o projecto de uma sociedade composta exclusivamente por empresários. Nesse modelo, todos competem entre si, deixando espaço zero para qualquer ideia de solidariedade. Quem defende o “empreendedorismo” sabe da impossibilidade de colocar em prática uma sociedade composta exclusivamente por empresários. Afinal que tipo de contrato social poderia resistir a uma sociedade em que todos estão contra todos? Quem opta por advogar esta ideia, fá-lo não porque acredite na ideia per si, mas porque ela é a cunha que permite validar um programa político mais vasto.

O primeiro objectivo desse programa político é negar de forma velada a existência de uma luta de classes.
Se governantes mais hábeis como Paulo Portas negam a luta de classes sem qualquer pejo (ver aqui), o “empreededorism


De Empreend... ideolog: degradar dir.labor a 4 de Março de 2016 às 11:47
...
... o “empreededorismo” possibilita que de forma dissimulada outras pessoas assumam posição semelhante.

Como 2º objectivo, este programa político pretende fomentar o crescimento do nº de pessoas que não se revê na categoria de trabalhador. Isto materializa-se numa das ideias que está subjacente ao “empreendedorismo”, a ideia de que ser trabalhador assalariado é hoje uma opção. É uma ilusão. Ser ou não ser trabalhador assalariado não é nem nunca foi uma escolha, é algo que deriva de uma posição de classe que a sociedade impõe aos indivíduos.

O triunfo desta ideia de que ser trabalhador é uma opção, é um espaço político que se abre para acções de degradação da legislação laboral. Os milhares de trabalhadores que não se consideram como tal mais dificilmente estarão disponíveis para defender os direitos associados ao trabalho. Acreditando que podem ascender à categoria de empresário desde que assim o queiram, pouca consciência terão de que as constantes alterações às leis laborais têm impactos directos nas suas vidas. É por isso menor a probabilidade de se constituirem enquanto sector de resistência. É esclarecedor o exemplo do “empreendedor” isolado que não compreende os benefícios associados aos cada vez mais raros contratos colectivos de trabalho.

O 3º objectivo deste programa político é o de desresponsabilizar os governos pelos fracassos registados nas políticas de combate ao desemprego. Se a ideia que prevalece é a de que em qualquer circunstância cada pessoa se pode constituir enquanto empresário, a culpa do desemprego deixa de ser dos governos que não adoptaram as medidas necessárias para criar emprego, e é transferida para os trabalhadores desempregados que se recusam a ser “empreendedores”.

Com vista a baixar os números nas estatísticas do desemprego, existiram políticas concretas no sentido de transferir aquilo que deve ser a responsabilidade colectiva para um plano meramente individual. Muitos trabalhadores desempregados foram persuadidos pelo o IEFP a investir a totalidade do seu subsídio de desemprego em “projectos empreendedores”. Acontece que o “empreendedorismo”, embora possa ter efeitos momentâneos nas estatísticas, em si mesmo não é uma medida concreta de combate ao desemprego. A taxa de desemprego não parou de aumentar, isso conduziu a uma queda do consumo, fazendo com que só uma minoria dessas empresas “empreendedoras” tenha sobrevivido. Estas pessoas acumulam hoje a condição inicial de trabalhador desempregado com a de empresário falido. O subsídio de desemprego foi-se. No seu lugar ficaram as dívidas da empresa “empreendedora”

A desconstrução do “empreendedorismo” deve sempre basear-se numa análise estrutural, e não em juízos morais que incidam sobre os trabalhadores que avançam com projectos próprios. Ao vendedor de cupcakes não se devem atribuir culpas, pelo contrário deverá ser apoiado. A ele apenas se pode exigir que entenda porque foi relegado para essa posição social, e que já agora tenha um discurso crítico relativamente à forma como a sociedade se encontra estratificada.

Mas o que significa por exemplo dizer que um trabalhador de uma área criativa se tornou num empreendedor? A ideologia do “empreendedorismo” é uma faceta do neoliberalismo mais extremista, é dizer que todas as esferas da vida devem ser mercantilizadas. Todas as subjectividades individuais, toda a “poesia”, tem de obrigatoriamente entrar no mercado de bens. Não deverá sobrar um único espaço da vida de cada um e de todos que não seja colonizado por esta lógica.

4º ponto do programa político do “empreendedorismo”, e que de certa forma engloba os três primeiros pontos:
vincar a mensagem de que tudo, sem excepções, deverá ficar sujeito à lei da oferta e da procura. Nem mesmo as subjectividades individuais podem ficar de fora. E se uma sociedade passa a aceitar que nada escape à lei do mercado, a tarefa de quem tem por interesse desmantelar o Estado social fica facilitada. A saúde, a educação ou a segurança social entrarão mais rapidamente na espiral das privatizações. Direitos que foram de todos transformar-se-ão em serviços só para alguns. A protecção social que foi bem comum, passará a estar acessível apenas àqueles por ela poderem pagar mais.

O “empreend... esconde política de gr. violência social.
Lutar e Resistir


De Povo ordena... Basta ! a 4 de Março de 2016 às 12:15

O Povo é quem mais ordena!
(19/2/2013 )

Somos explorados, insultados, escravizados, criminalizados.

Lei laboral, dizem-me que existe. Mas ...Na verdade, somos destinados ao desemprego e à precariedade, sem qualquer possibilidade de superar o limiar da pobreza.

O nosso futuro é uma sucessão de estágios não remunerados ou, na melhor das hipóteses, o dumping laboral: trabalhar cada vez mais por cada vez menos.
Por tão pouco, que ao somar o almoço da marmita e o passe à Segurança Social que pagamos por inteiro, estamos a pagar para poder trabalhar.
A mesmo Segurança Social cujo incumprimento passou agora a ser equiparado a um crime de fraude. Dizem-nos os nossos representantes que é isso que somos: criminosos.

«Mais barato que a escravatura», dirão certamente os patrões nas reuniões à porta fechada.

Como somos tratados quando estamos desempregados? Com termo de identidade e residência, como qualquer criminoso.
E na maioria dos casos sem direito a um subsídio: ainda que tenhamos a Segurança Social em dia.

Mas não basta. Temos ainda que ser insultados. Que somos piegas, que não temos noção da «realidade». Há mesmo gente para quem a «realidade» é uma cotação da bolsa, gente que não concebe que a realidade é «aguentar», pagar a renda de casa e poupar na comida.
A mesma gente que de vez em quando encontra uns milhões não declarados esquecidos no bolso das calças, gente imediata e devidamente perdoada, claro.
Criminoso é o sem-abrigo apanhado a roubar comida. Esse que, como criminoso, «ai, aguenta, aguenta».

Na verdade, está a cumprir-se um plano antigo. Foi Cavaco quem fez quase toda a preparação. Destruiu a indústria, as pescas, a agricultura.
Preparou a principal legislação para privatizar e concessionar a saúde e o ensino. Estabeleceu numerus clausus e propinas,
e as universidades privadas floresceram naqueles anos, sabemos hoje em que vergonhosos, por vezes criminosos, moldes.

Cavaco dizia, há alguns anos, sobre os funcionários públicos reformados: «resta-nos esperar que morram».
... a troika o governo colaboracionista têm para lhes fazer: os cortes vão tornar-se permanentes. ... Não se terá lembrado que muitos desses reformados são excelentes clientes dos serviços de saúde privados que ele próprio incitou. A porta-voz da BES Saúde não tardou a esclarecer: «melhor que o negócio da saúde, só mesmo o das armas».
Não, não é de pessoas que eles falam. É do lucro das empresas. Se as pessoas vivem ou morrem, depende apenas de como são mais lucrativas.

Desde Cavaco que os governos do país e das nossas vidas é usado para fomentar fortunas pessoais.
As decisões do governo são tomadas como forma de estabelecer acordos com as empresas que os ministros irão dirigir mais tarde, não têm qualquer relação com o interesse comum.

Mas lutamos. Não nos rendemos. Distribuímos panfletos ou reunimo-nos numa rua.
Por isso, somos também criminosos: acusados de manifestação ilegal («crime» inventado, mas muito em voga) ou o multi-facetado e «sempre à mão» crime de ofensa contra funcionário público.
Levados para esquadras ilegais, sem direitos, ocultados à família e aos advogados, agredidos.

O sistema judicial foi deixado ao desleixo ao longo dos anos, de forma a que uns poucos corruptos sejam suficientes para que as fugas de informação e a burocracia paralisem todo o sistema e neutralizem os efeitos práticos.
Os prazos de prescrição não se coadunam com a falta de pessoal e a quantidade de recursos e medidas possíveis para travar um processo, para quem possa pagar as custas.
As decisões políticas determinaram, portanto, que a impunidade depende dos trocos que se trazem no bolso e da pressão que se possa exercer.

O FMI mata. Os suicídios aumentaram, as taxas de mortalidade infantil também.
Sem dinheiro para superar a malnutrição, os doentes morrem mais cedo e com maior sofrimento do que a medicina permitiria. Morrem os reformados com pensões de 200 ou 300 euros.
Como é que se sobrevive aos 80 anos com rendimentos assim?! A par com o desespero, aumentam os medos e voltam os velhos assassinos: o racismo, a homofobia, o machismo.
. É um genocídio lento, ... q afecta aqueles que não têm o que extorquir.
É o caminho do lucro infinito:
os «sobreviventes», os «mais fortes», aceitarão quaisquer condições de vida e de trabalho. ...


De DUOPÓLIO predador e falsa concorrência a 31 de Maio de 2011 às 13:22
SONAE E JERÓNIMO MARTINS : OS GRANDES PREDADORES

Gostaria de ver abordado com grande destaque na campanha eleitoral o tema que há dias lançou a CDU: o estrangular da produção nacional causada pelo oligopólio da distribuição constituído pela SONAE e pela JERÓNIMO MARTINS. Eles estão a pagar aos produtores, em particular agricultores, preços de produtos equivalantes aos que pagavam há 10 ou 15 anos. E vendem depois produtos vindos de Espanha e de Marrocos que fazem passar por portugueses. Os produtores nacionais estão nas mãos da SONAE e do PINGO DOCE. E estão a financiar estes predadores na esperança de poderem subsistir. Grande número deles já encerrou as portas, com grave dano para a produção e para o emprego. Isto ao mesmo tempo que recebem dos Estado apoios ao suposto apoio à produção nacional, que o Estado bem sabe não existir mas, ainda assim, paga.

Dou-lhes um exemplo do que faz a SONAE: em cada fatura sacam 20% de rappel ( isto é, desconto por deterioração ou perda de produtos) e, nos impostos, descontam 30% para deteriorações e perdas. Quando abrem um supermercado, descontam uma percentagem na faturação que referem como sendo " reacção" (?!) ao shopping ( os produtores pagam a abertura) e outra percentagem para promoção.

Os agricultores nada podem fazer: se não forem eles ninguém lhes tira os produtos, pois a distribuição está nas mãos deles.

O poder nada faz, incluindo essa instituição lamentável e que só serve para pagar vencimentos chorudos, que é a AUTORIDADE DA CONCORRÊNCIA.

Tanto ou mais do que a TROIKA, estes predadores são a causa do grande drama nacional.

E ainda se dão ao luxo de publicitar que apoiam a produção nacional e são premiados por terem um comportamento ético ( como os prémios são fáceis de atribuir a quem tem dinheiro para os pagar!)!

Os partidos ( exceto agora, mas pouco, a CDU) nada dizem.

Seria bom que este tema, demasiado grave para ser ignorado, tivesse tratamento destacado na campanha eleitoral pela esquerda ( CDU e BE) pois o PS revela-se um partido de direita porque sabendo, cala, e PSD e CDS existem porque não passam de mandaretes desses e outros donos da riqueza nacional.

- por henrique doria, http://odisseus.blogs.sapo.pt/148604.html


De Neo-colonialismo neo-liberal da Finança a 31 de Maio de 2011 às 16:47
Colonialismo? Não passará...
(ou neoliberalismo -interno e externo- da exploração agiota sem freio)

A austeridade cada vez mais recessiva - a este ritmo a taxa de desemprego ultrapassará os 13% antes do final do ano -, como contrapartida de empréstimos a taxas de juro incomportáveis para salvar credores internos e externos, é incompatível com as escolhas democráticas, com uma economia civilizada, a sua base material?
Pouco importa.
Sacrifica-se a soberania democrática em nome da emergência económica, de um estado de excepção fabricado à medida de quem tem força.

Esta é a escolha do centro europeu para as subalternas periferias.
A Grécia está apenas mais avançada neste processo: segundo o Financial Times, fala-se já numa intervenção externa "sem precedentes",
que culminaria no controlo externo das PRIVATIZAÇÔES (dos /todos?!! os activos/bens/ participações do Estado) e até da máquina FISCAL ( "autoridades internacionais" participarem na cobrança de impostos !!!) e a concessão de incentivos!! a privados para aceitarem o 'reagendamento'/renegociação forçada pelos credores do pagamento da dívida .

A este capitalismo de PILHAGEM/saque já se deu o nome de colonialismo, uma invenção continental.

Para já, em Portugal, diz-se que os partidos da troika deviam ter nomeado "comissários", uma significativa expressão, para começar a executar um plano inviável.

Os economistas do faz força que eu gemo andam por aí a fingir que isto serve os interesses do país, como antes diziam que a austeridade daria confiança e estimularia o investimento.

Dizem o que for preciso, mas só conseguem fazê-lo com eficácia se não forem desafiados, se tiverem o monopólio de um debate transformado na mais grotesca propaganda.

O que verdadeiramente me desgosta neste plano não é o papel dessa gente, dos Cantigas, Bessas e Duques, mas sim ver que figuras como Jorge Sampaio apoiam esta economia política.
Um pouco de memória, por favor.
A LUTA contra a austeridade é cada vez mais uma luta pela escolha DEMOCRÁTICA, por alternativas viáveis.
- por João Rodrigues , Ladrões


De NEPOTISMO apodrece Estado e sociedade a 31 de Maio de 2011 às 10:30
:Sociedade do CUNHAcimento...

Filho de peixe sabe nadar e
Filho de cunha(cimento) sabe .......... prosperar

Em 2006 já era notícia
Isto é um self-service !!

Impressiona a leitura do artigo do Correio da Manhã sobre a quantidade de políticos, ex-políticos, filhos e parentes que estão hoje alojados nos quadros da PT - Portugal Telecom.

E faz ainda mais impressão pensar que a amostra é apenas o resultado de uma investigação superficial; mais se aprofundasse, e muito mais se encontraria.

E o pior é se nos lembrarmos que esta não é a única bolsa de empregos da nomenklatura do regime; fosse feito o mesmo exercício na CGD e noutras prateleiras douradas (GALP, RTP/RDP, REN, EDP, REFER, CP, ... institutos, empresas municipais, Parcerias, cargos nas direcções-gerais da AP,... e chega até à 'privada' Gulbenkian !),
e o resultado seria estarrecedor.

Não obstante esta relativização, veja-se o que o jornal encontrou na breve busca.
Fazem parte dos quadros da PT os filhos/as de :
Teixeira dos Santos, António Guterres, Jorge Sampaio, Marcelo Rebelo de Sousa, Edite Estrela, Jorge Jardim Gonçalves e Otelo Saraiva de Carvalho; o irmão de Pedro Santana Lopes; estão também nos quadros da empresa, ou da subsidiária TMN, João de Deus Pinheiro, Briosa e Gala, Jaime Gama, José Lamego, Luis Todo Bom, Álvaro Amaro, Manuel Frexes e Isabel Damasceno.

Para efeitos de "pareceres jurídicos" a PT recorre habitualmente aos serviços de Freitas do Amaral, Vasco Vieira de Almeida e Galvão Telles.

Claro que para além dos filhos também lá estão/vão/continuam a ''mamar'' os ex-ministros/sec.Estado, deputados de topo ..., + os/as consortes destes, noras/genros, amantes, sobrinhos, ...


É ou não é uma perfeita demonstração da sociedade do cunha-cimento? , o termo técnico é
NEPOTISMO (directo e cruzado- em que os parentes são ''bem colocados'' debaixo da ''protecção'' de amigos/sócios e eles fazem o mesmo aos parentes daqueles...)


De ÈLITE SANGUESSUGA e sabuja da FINANÇA a 31 de Maio de 2011 às 09:28
PARA DIVULGAR. HAJA JUSTIÇA !!
Estes são alguns dos indivíduos que vão rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de ''SACRIFÍCIOS'' (para os outros) e da implementação das reformas estruturais de que Portugal precisa para responder aos desafios de uma economia cada vez mais globalizada:

Diário de Notícias - 16.04.2010

Por cada reunião do conselho de administração das cotadas do PSI-20, os administradores não executivos - ou seja, sem funções de gestão - receberam 7427 euros.

Segundo contas feitas pelo DN, tendo em conta os responsáveis que ocupam mais cargos deste tipo, esta foi a média de salário obtido em 2009.

Daniel Proença de Carvalho, António Nogueira Leite, José Pedro Aguiar-Branco, António Lobo Xavier e João Vieira Castro são os "campeões" deste tipo de funções nas cotadas, sendo que o salário varia conforme as empresas em que trabalham.

Daniel Proença de Carvalho
é o responsável com mais cargos entre os administradores não executivos das companhias do PSI-20, e também o mais bem pago.
O advogado é presidente do conselho de administração da Zon,
é membro da comissão de remunerações do BES,
vice-presidente da mesa da assembleia geral da CGD
e presidente da mesa na Galp Energia.
E estes são apenas os cargos em empresas cotadas, já que Proença de Carvalho desempenha funções semelhantes em mais de 30 empresas.
Considerando apenas estas quatro empresas (já que só é possível saber a remuneração em empresas cotadas em bolsa), o advogado recebeu 252 mil euros.
Tendo em conta que esteve presente em 16 reuniões, Proença de Carvalho recebeu, em média e em 2009, 15,8 mil euros por reunião.

O segundo mais bem pago por reunião é João Vieira Castro (na infografia, a ordem é pelo total de salário).
O advogado recebeu, em 2009, 45 mil euros por apenas quatro reuniões, já que
é presidente da mesa da assembleia geral do BPI, da Jerónimo Martins, da Sonaecom e da Sonae Indústria.

Segue-se António Nogueira Leite, que é administrador não executivo na Brisa, EDP Renováveis e Reditus, entre outros cargos.
O economista recebeu 193 mil euros, estando presente em 36 encontros destas companhias. O que corresponde a mais de 5300 euros por reunião.

O ex-vice presidente do PSD José Pedro Aguiar-Branco é outro dos "campeões" dos cargos nas cotadas nacionais.
O advogado é presidente da mesa da Semapa (que não divulga o salário do advogado), da Portucel e da Impresa, entre vários outros cargos.
Por duas AG em 2009, Aguiar-Branco recebeu 8080 euros, ou seja, 4040 por reunião.

António Lobo Xavier
Administrador não executivo da Sonaecom, da Mota-Engil e do BPI, António Lobo Xavier auferiu 83 mil euros no ano passado (não está contemplado o salário na operadora de telecomunicações, já que não consta do relatório da empresa).
Tendo estado presente em 22 encontros dos conselhos de administração destas empresas, o advogado ganhou, por reunião, mais de 3700 euros.

Vítor Gonçalves
Apesar de desempenhar apenas dois cargos como administrador não executivo, o vice-reitor da Universidade Técnica de Lisboa, Vítor Gonçalves,
recebeu mais de 200 mil euros no ano passado.
Membro do conselho geral de supervisão da EDP e presidente da comissão para as matérias financeiras da mesma empresa, o responsável é ainda administrador não executivo da Zon, tendo um rácio de quase 5700 euros por reunião.


De .. a 31 de Maio de 2011 às 11:03
Resumindo: Está tudo espatifado

O professor Álvaro Santos Pereira (Universidade de Vancouver, Canadá) colocou ontem no seu blogue "Desmitos" um post que é obrigatório ler para perceber o que DEVÍAMOS estar a DISCUTIR na CAMPANHA ELEITORAL.
Aqui fica a reprodução:

Nos últimos dias, a "campanha" eleitoral tem sido constituída por um rol de "factos" que só servem para distrair os(as) portugueses(as) daquilo que realmente é essencial. E o que é essencial são os factos. E os factos são indesmentíveis. Não há argumentos que resistam aos arrasadores factos que este governos nos lega. E para quem não sabe, e como demonstro no meu novo livro, os factos que realmente interessam são os seguintes:

1) Na última década, Portugal teve o pior crescimento económico dos últimos 90 anos;
...
5) Temos a pior taxa de desemprego dos últimos 90 anos (desde que há registos). Em 2005, a taxa de desemprego era de 6,6%. Em 2011, a taxa de desemprego chegou aos 11,1% e continua a aumentar;

6) Temos 620 mil desempregados, dos quais mais de 300 mil estão desempregados há mais de 12 meses;

7) Temos a maior dívida externa dos últimos 120 anos;

8) A nossa dívida externa bruta é quase 8 vezes maior do que as nossas exportações;

9) Estamos no top 10 dos países mais endividados do mundo em praticamente todos os indicadores possíveis;

10) A nossa dívida externa bruta em 1995 era inferior a 40% do PIB. Hoje é de 230% do PIB;

11) A nossa dívida externa líquida em 1995 era de 10% do PIB. Hoje é de quase 110% do PIB;

12) As dívidas das famílias são cerca de 100% do PIB e 135% do rendimento disponível;

13) As dívidas das empresas são equivalente a 150% do PIB;
...
15) Temos a segunda maior vaga de emigração dos últimos 160 anos;

16) Temos a segunda maior fuga de cérebros de toda a OCDE;

17) Temos a pior taxa de poupança dos últimos 50 anos;

18) Nos últimos 10 anos, tivemos défices da balança corrente que rondaram entre os 8% e os 10% do PIB;

19) Há 1,6 milhões de casos pendentes nos tribunais civis. Em 1995, havia 630 mil.
Portugal é ainda um dos países que mais gasta com os tribunais por habitante na Europa;

20) Temos a terceira pior taxa de abandono escolar de toda a OCDE (só melhor do que o México e a Turquia);

21) Temos um Estado desproporcionado para o nosso país, um Estado cujo peso já ultrapassa os 50% do PIB;

22) As entidades e organismos públicos contam-se aos milhares.
Há 349 Institutos Públicos, 87 Direcções Regionais, 68 Direcções-Gerais, 25 Estruturas de Missões, 100 Estruturas Atípicas, 10 Entidades Administrativas Independentes, 2 Forças de Segurança, 8 entidades e sub-entidades das Forças Armadas, 3 Entidades Empresariais regionais, 6 Gabinetes, 1 Gabinete do Primeiro Ministro, 16 Gabinetes de Ministros, 38 Gabinetes de Secretários de Estado, 15 Gabinetes dos Secretários Regionais, 2 Gabinetes do Presidente Regional, 2 Gabinetes da Vice-Presidência dos Governos Regionais, 18 Governos Civis, 2 Áreas Metropolitanas, 9 Inspecções Regionais, 16 Inspecções-Gerais, 31 Órgãos Consultivos, 350 Órgãos Independentes (tribunais e afins), 17 Secretarias-Gerais, 17 Serviços de Apoio, 2 Gabinetes dos Representantes da República nas regiões autónomas, e ainda 308 Câmaras Municipais, 4260 Juntas de Freguesias. Há ainda as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, e as Comunidades Inter-Municipais;
...


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