Israel-Palestina, ONU, bancos, multinacionais, o mundo e ...os cúmplices

Palestina e Israel: de 1917 até ao presente.  Fonte

     Uma nova onda de violência se espalha entre Israel e Palestina, e mais crianças foram mortas. Não basta apenas pedir mais um cessar-fogo. É hora de uma ação pacífica para acabar com esse pesadelo de décadas.
     Nossos governos fracassaram. Enquanto falam de paz e aprovam resoluções da ONU, eles mesmos (e grandes empresas internacionais) continuam financiando, apoiando e investindo na violência. A única maneira de interromper esse ciclo infernal no qual Israel confisca as terras palestinas, famílias palestinas inocentes são punidas colectivamente diariamente, o Hamas (partido/governo na Faixa de Gaza, Palestina) continua a lançar foguetes e Israel não cessa seu bombardeio à Gaza, é tornando o custo econômico desse conflito alto demais.
     Sabemos que essa estratégia funciona. Quando os países-membros da União Europeia emitiram diretrizes para não financiar os assentamentos/ colonatos israelenses ilegais, a medida fez o chão tremer nos gabinetes. E, quando uma campanha cidadã persuadiu com sucesso um fundo de pensão holandês, o PGGM, a retirar seus recursos dos assentamentos, foi um alvoroço político.
     Talvez não pareça que esse tipo de ação acabe com a matança atual, mas a história nos ensina que aumentar o custo financeiro da opressão pode abrir o caminho para a paz. Clique para pressionar os 6 principais bancos, fundos de pensão e negócios com investimentos em Israel a retirarem tais investimentos. Se cada um de nós tomar essa atitude agora e ajudar a fazer pressão, eles poderão retroceder, a economia de Israel vai sofrer um impacto e poderemos derrubar os extremistas que lucram politicamente com essa situação infernal:
https://secure.avaaz.org/po/israel_palestine_this_is_how_it_ends_rb/?bSmLncb&v=42870
     Nas últimas seis semanas, três adolescentes israelenses foram mortos na Cisjordânia (território da Palestina na margem oeste do rio Jordão), um garoto palestino foi queimado vivo, e um jovem americano foi brutalmente espancado pela polícia de Israel. Quase 100 crianças de Gaza já foram mortas em ataques aéreos feitos pelo exército de Israel. Isso não é um "conflito do Oriente Médio", mas sim uma guerra contra as crianças. E estamos nos tornando insensíveis a essa vergonha global.
      A imprensa teima em dizer que este é um conflito insuperável entre duas partes de igual força, mas não é. Os ataques dos extremistas palestinos contra civis inocentes não têm justificativa e o anti-semitismo do Hamas dá nojo. Mas esses extremistas reivindicam legitimidade após lutarem por décadas contra a grotesca repressão do Estado de Israel. Atualmente Israel ocupa, coloniza, bombardeia, ataca, e controla a água, comércio e fronteiras de uma nação legalmente livre reconhecida pelas Nações Unidas. Em Gaza, Israel criou a maior prisão a céu aberto do mundo, e fechou as saídas. Agora, ao passo em que as bombas caem em Gaza, não há como sair de lá.
     Isso é crime de guerra e não aceitaríamos se estivesse acontecendo em outro lugar: mas porque aceitamos na Palestina? Há 50 anos, Israel e seus vizinhos árabes entraram em guerra e Israel ocupou a Cisjordânia e Gaza. A ocupação de territórios após uma guerra acontece com frequência. Mas nenhuma ocupação militar pode se transformar numa tirania de décadas, apenas alimentando e dando força aos extremistas que usam o terrorismo contra inocentes. E quem sofre? A maioria das famílias em ambos os lados que anseiam apenas por liberdade e paz.
     Para muitos, principalmente na Europa e na América do Norte, pedir que empresas retirem seus investimentos, diretos ou indiretos, da ocupação de Israel sobre território palestino parece algo completamente parcial. Mas essa campanha não é anti-Israel -- trata-se da estratégia de não-violência mais poderosa para acabar com o ciclo de violência, garantir a segurança de Israel e alcançar a libertação da Palestina. Embora o Hamas também deve ser foco de atenção, ele já está sob sanções e sendo pressionado por todos os lados. Comparados a Israel, o poder e riqueza palestinos são mínimos. Mesmo assim, Israel se nega a interromper a ocupação ilegal de territórios. O mundo precisa agir ou o custo disso será insuportável.
     O fundo de pensão holandês ABP investe em bancos israelenses responsáveis por patrocinar a colonização da Palestina. Bancos de peso, como Barclays investem em fornecedores de armas israelenses e outras empresas envolvidas com a ocupação. A britânica G4S fornece amplo equipamento de segurança utilizado pelas Forças de Defesa de Israel na ocupação. A Veolia, da França, opera o transporte para os colonos israelenses que vivem ilegalmente em terras palestinas. A gigante da informática Hewlett-Packard oferece um sistema sofisticado que monitora o movimento dos palestinos. A Caterpillar fornece tratores que são usados ​​para demolir casas e destruir fazendas palestinas. Se criarmos o maior apelo global da história para que essas empresas retirem seus investimentos em negócios ligados à ocupação, vamos mostrar claramente que o mundo não será mais cúmplice deste derramamento de sangue. O povo palestino está pedindo ao mundo que apoiemos essa solução e israelenses progressistas também a apoiam. Vamos nos juntar a eles:
https://secure.avaaz.org/po/israel_palestine_this_is_how_it_ends_rb/?bSmLncb&v=42870
      Nossa comunidade tem trabalhado para trazer paz, esperança e mudanças a alguns dos conflitos mais intensos do mundo. Em muitas ocasiões, isso exige que tomemos atitudes duras para atacar a raiz do problema. Durante anos, temos procurado soluções para este pesadelo, mas com essa nova onda de horrores em Gaza chegou a hora de apelar para sanções e corte de investimentos e, finalmente, dar um fim ao conflito entre israelenses e palestinos.
     Com esperança e determinação,   a equipe da Avaaz.org
------ Notas:   Confira a página de perguntas e respostas  e os  infogramas sobre a segregação/apartheid: cidadania, recursos, acessos, deslocalizações forçadas, ...).   Tanto no Estado de Israel (uma democracia) como na Autoridade Palestiniana (Estado da Palestina) existem bons exemplos de cidadania e tolerância contudo, em ambos (e no exterior), há facções (político-militares-religiosas) extremistas que impedem um acordo para a paz e fazem aumentar a escalada da violência.



Publicado por Xa2 às 07:41 de 23.07.14 | link do post | comentar |

7 comentários:
De mulçumano democrático Democrático? será a 23 de Julho de 2014 às 22:25
Porquê 1917 e não antes?
Será que o povo Judeu nasceu em Marte? Nasceram sempre em ambulâncias a caminho do hospitall? Será por isso que não têm direito a um território?
Será que o povo Judeu é um povo recente ? Só depois de 1917 È que surgiram os primeiros judeus?
Talvez esteja errado e tenham uma existência superior a 2000 anos. Mas cansados de viverem sempre no mesmo território resolveram fazer umas féias intermináveis por outros continentes. Afinal a diáspora judia resulta de uma auto-decisão e não de uma imposição de tribos mais poderosas. Malandros.


De História da Palestina ...- Ze T. a 24 de Julho de 2014 às 12:13
O post é contundente mas não é de cariz sectário, nem anti-religioso nem anti-povos, e remete para mais fontes (perguntas e respostas; infogramas, ...).

Quanto à história antiga da região (Palestina-Israel)...

1- judeus (tribo de judá) e árabes (tribo de ...) são descendentes dos mesmos antepassados. ... e, pelo caminho, ora foram aliados ora inimigos ora vizinhos pacíficos (pastores, agricultores, artesãos, comerciantes, ...)

2- judaísmo/hebraico (religião) é muito mais antiga que
cristianismo (uma 'seita' de judeus, com c.2000 anos, que depois se internacionalizou e passou a religião universal, com vários ramos: ortodoxos, católicos, protestantes, ...) e do que o
islamismo (com c.1300 anos, e que começou como uma nova 'seita'/separação da mistura de cultura/crenças regionais da palestina e arábia, e depois se expandiu rapidamente e se tornou uma religião universal, com vários ramos: sunitas, chiitas, chiitas-ismaelitas, ...) -
- as 3 são chamadas religiões do Livro (todas partilham o Antigo Testamento, mas cada uma tem também 'livros' novos... e costumes/práticas e interpretações diversas...).

3- Pouco depois da morte de Jesus, os romanos (que exerciam o poder nesta 'província romana' através de chefes religiosos/Sinédrio, príncipes locais/Herodes e comandantes/pretores romanos) "chatearam-se" com as sucessivas disputas internas e revoltas dos indígenas, aniquilaram os revoltosos e exilaram grande parte dos judeus (foi a grande diáspora judaica pelo império romano).

3.1- Na Palestina - note-se que a língua aí falada não era o hebreu, mas o aramaico e algum grego e latim - ficaram poucos judeus (e poucos cristãos) e na zona ficaram outras 'tribos'/'religiões'/ gentes de outros povos: romanos, 'sírios', 'libaneses', 'persas', 'árabes', 'iraquis', egipcios, gregos, ...

3.2- Depois (sec.8 D.C.) a zona foi dominada pelos muçulmanos (primeiro árabes, depois egipcios e turcos otomanos).

3.3- Seguem-se as Cruzadas e a zona é dominada por cristãos (principalmente francos, normandos, mas também italianos, gregos, arménios, ...) sendo a maioria da população uma mistura de 'raças/povos' mais ou menos muçulmanizadas...

3.4- Depois retomam o poder/controlo os muçulmanos e a região e os habitantes tornam-se ainda mais 'muçulmanizados/arabizados/...', mesmo com algumas minorias cristãs ... , todos sob o império Turco-Otomano.

3.5- No séc. 19 a Palestina (e o Egipto e Arábia,...) passa a protectorado inglês (o Líbano passa a protectorado francês, ...), depois das derrotas do império Turco-Otomano.

4- 1897 a Organização Sionista Mundial, com sede em Basileia Suiça e grandes apoiantes (judeus) na Inglaterra, mas também em França Alemanha e EUAmérica,...), declara: «Sionismo procura estabelecer um lar para o povo Judeu na Palestina, segundo lei pública» (um território com estatuto internacional reconhecido pelos Estados).
4.1- 1917 (antes do final da 1ª guerra mundial, em que a Turquia era inimiga dos Aliados/UK), o ministro dos negócios estrangeiros de Inglaterra/império británico, aprova o estabelecimento de uma terra/ lar nacional para os Judeus, na Palestina (protectorado inglês)..

4.2- 1946 (final da 2ªGM) Já havia alguns núcleos (casas, terras, colonatos/aldeamentos, principalmente perto da costa mediterránica e no norte) de ocupantes/imigrantes Judeus na Palestina, que (tinham vindo de Inglaterra e ...) compraram aos nativos (palestinos) a maioria dos terrenos que ocuparam.

4.3- 1947 Plano de Partilha das Nações Unidas para a Palestina: separava a Palestina ocidental (excluía a depois Jordánia...) em 2 estados (com 3 zonas descontínuas cada um. Os líderes judeus aceitam mas os líderes palestinos rejeitam o plano, resultando vários levantamentos e confrontos (entre palestinos, judeus e ingleses).

4.4- 1948-49 A comunidade de Judeus declara-se independente (de Inglaterra, que os deixa 'à vontade' e retiram as suas tropas) no novo Estado de Israel (apoiado por ingleses e americanos). Os estados árabes vizinhos intervêm militarmente, dando-se início à 1ª guerra Israelo-árabe. O armistício de 1949 dá a Israel o controlo sobre 77% do território da histórica Palestina.

4.5- 1956 é a crise do Canal do Suez (egipcios impedem a passagem dos barcos ...). 1967´dá-se a guerra dos 6dias, entre Israel e os estados árab


De Colonatos: Roubo de Terra e de Liberdade a 2 de Setembro de 2014 às 12:43
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=726846

Israel pretende apropriar-se de cerca de 400 hectares de terras na Cisjordânia ocupada, disse uma fonte do Exército israelita.
A área conhecida como Gva'ot, no bloco de colonatos judeus Gush Etzion, próximo a Belém, foi declarada como pertencente ao Estado.

Os proprietários das terras palestinianas têm agora 45 dias de prazo para se apresentar a um comité militar de Israel, confirmou um porta-voz do governo em Telavive.
Segundo a Rádio Israel, a medida seria uma reacção ao sequestro e morte de três jovens judeus por membros do grupo radical islâmico Hamas na Cisjordânia em meados de Junho – que desencadearam o recente conflito na região.

Os Estados Unidos qualificaram a expropriação da área, para a possível construção de colonatos, de «contraproducente» no contexto dos actuais esforços pela paz. «Pedimos que o governo de Israel volte atrás nessa decisão», disse um porta-voz do Departamento de Estado.

Um porta-voz do presidente da Autoridade Nacional Palestiniana, Mahmoud Abbas, também pediu que Israel voltasse atrás. «Essa decisão levará a mais instabilidade», disse.

A organização israelita Peace Now, que se opõe aos colonatos na Cisjordânia, afirmou que a apropriação dos 400 hectares teria como objectivo transformar um local onde dez famílias vivem, ao lado de um seminário judeu, num colonato permanente.

A construção de um grande colonato na área é discutida por Israel desde o ano 2000.

Segundo a Peace Now, a apropriação agora anunciada por Israel é a maior desde os anos 1980. Segundo uma autoridade da região, palestinianos são proprietários das terras, onde cultivam oliveiras.

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O roubo territorial

(-por Vital Moreira , 1/9/2014, http://causa-nossa.blogspot.pt/ )

Mais um passo no roubo dos territórios palestinianos ocupados por Israel. Mais uma vez vai ficar impune, apesar da flagrante violação do Direito internacional.

Enquanto ameaçam com intervenção da Nato contra os separatistas russófonos no Leste da Ucrânia --
-- depois de terem patrocinado por todos os meios, incluindo uma devastadora intervenção aérea, a separação dos muçulmanos do Kosovo em relação à Sérvia --,
os EUA e a UE já nem sequer ousam uma simples condenação verbal em relação à sistemática anexação da Palestina por Israel ...


De Luto, dor, ... extremistas e criminosos a 23 de Julho de 2014 às 17:47

(via A.P.Fitas, a nossa candeia, 22/7/2014)

Crimes Contra a Humanidade - Incentivo à Violação e Morte das Mulheres Palestinianas...

A loucura, fruto de um etnocentrismo cego e obsessivo, a paranoia e o resultado da manipulação mental das massas tornam legítimos os piores crimes contra a Humanidade... a um ponto que imaginaríamos impossível, depois do Holocausto... É o caso das declarações de um académico israelita que apela à violação das mulheres palestinianas cuja notícia nos chegou via RTP como se pode ver AQUI mas, também, das afirmações de uma jovem deputada radical israelita que considera que a solução é matar todas as mães palestinianas que se podem ver e ouvir AQUI. Transcrevo a notícia da RTP e agradeço a todos os que a partilharam, colaborando na denúncia desta criminalidade inominável (que a própria ONU assume estar a matar 75% de vítimas civis entre a população de Gaza) como é o caso da Isabel Moreira, do Bruno Dias e da Maria do Céu Guerra.

"Mordechai Kedar, um professor de Literatura Árabe na Universidade de Bar-Ilan e antigo membro dos serviços secretos israelitas, invocou o seu conhecimento da mentalidade palestiniana para recomendar, num programa de rádio, a violação de mulheres palestinianas como forma de fazer pensar duas vezes os seus familiares que se sintam tentados a cometer atentados suicidas. O próprio entrevistador distanciou-se imediatamente do que acabava de ouvir.

As palavras exactas de Mordechai Kedar, citadas no site do Alternative Information Center (AIC), de Jerusalém, são as seguintes: "A única coisa que pode deter um bombista suicida é saber que, em caso de captura [de quem? - a tradução inglesa não é clara], a sua irmã ou a sua mãe serão violadas".

E explicou também que "é a cultura" e que "isto é o Médio Oriente", acrescentando ainda que "não falei do que fazemos ou deixamos de fazer. Falo sobre a realidade: a única coisa que pode travar um bombista suicida é ele saber que, se aperta o gatilho, a sua irmã será violada".

O AIC fornece o link para o programa de rádio, em hebraico no programa diário intitulado Hakol Diburim, da Israel Radio Bet. O entrevistador, Yossi Hadar, reagiu à bombástica afirmação do entrevistado dizendo que "soa mal [...] Claro que não podemos tomar medidas dessas".

Kedar foi, durante 25 anos, um perito dos serviços secretos israelitas para os grupos islamitas. Hoje é investigador no "Centro Begin-Sadat para Estudos Estratégicos" na Universidade de Bar Ilan e director do centro "Israel Academia Monitor", que se dedica a policiar as opiniões menos conformistas de outros académicos. A Universidade de Bar Ilan é também aquela de onde veio Yigal Amir, o jovem de extrema-direita que matou Isaac Rabin."
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Gaza - A Insuportável Dor do Martírio Continuado...

[ STOP GAZA EXTERMINATION ]

A Turquia decretou 3 dias de luto nacional, num acto de simbolismo solidário com os massacres perpetrados por Israel contra a população palestiniana... Incontornável e imperdoavelmente, toda a Europa, os EUA e o mundo ficam a dever a Gaza nada terem feito para salvar um Povo!... Um Povo que não é uma entidade teórica ou abstrata mas sim, milhares e milhares de pessoas: idosos, homens, mulheres, jovens e crianças! Os efeitos deste massacre sistemático, para além da morte e do sangue, do dizimar de famílias e do amputar de crianças não pode deixar de garantir que o medo e a guerra crescerão dentro de todos, matando o que de melhor podemos ter e fazer com o sentir e o pensar - sem quase dele se poderem aperceber, quanto mais viver!... Israel pagará estes crimes! É impossível que a História não os cobre!... porém, em nada isso nos consola porque, entretanto, ninguém impede o massacre e o martírio, escudados, todos!, no silêncio cúmplice dos carrascos!
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já assinou a petição?

https://secure.avaaz.org/po/israel_palestine_this_is_how_it_ends_loc/?sFwEOab


De badam**da a 24 de Julho de 2014 às 01:31
Curioso Os muçulmanos de Gaza são um povo e os Judeus de Israel são zumbies?

Aquele professor fanático judeu aconselha a violar mulheres palestinianas . Vá lá, fica-se pelo conselho, porque a prática é deixada para os muçulmanos , sejam de Gaza, da Líbia, do Egipto, do Paquistão, da Síria, da Turquia .
E fantástico: critica-se a ideia e aplaude-se a prática. Brilhante raciocínio.


De Diversidade e Universalidade- Zé T. a 24 de Julho de 2014 às 15:08
Leia e volte a ler... e pense, interprete... sem ...

1- Habitantes de Gaza são uma comunidade, povo (na perspectiva de pessoas que povoam aquela zona... tal como na expressão «o povo de Lisboa apoiou o mestre») pertencente à comunidade maior designada Palestina ... e que maioritariamente é de religião muçulmana, mas havendo também cristãos, ...

2- Os habitantes de Israel são maioritariamente de religião hebraica/judeus, mas também tem cristãos, muçulmanos, ... e ateus.
E são «um povo» na perspectiva de cidadãos do mesmo Estado (e com uma história, religião e cultura parcialmente comum) - pois é um estado ainda jovem, algumas décadas apenas, e com muita imigração) , embora tenha comunidades étnicas diferenciadas, mesmo entre judeus há: os de 'etnia africana', os de 'etnia palestina', ... e os de origem/seita sefardita (peninsula ibérica, holanda, ...) e os de origem/seita asquenazi (europa central e leste)...

3- Quanto a práticas criminosas e anti-Humanitárias ... são isso mesmo, independentemente de quem as pratica devem ser desincentivadas, responsabilizados os autores e eliminadas as causas ...
e nada de misturar/ confundir actos individuais ou de grupos extremistas ou terroristas, com culpabilização e vingança sobre outros elementos de ou toda uma comunidade local, línguística, religiosa, ou cultural. étnica.
As generalizações, embora facilitem a percepção podem ser perigosas e geralmente são incorrectas ...

4- Como português, -- membro consciente de um povo e de uma nação que é uma grande mistura étnica e cultural, que recebeu importantes contributos tanto autóctones (celtas, iberos, ...), como de visitantes e invasores (gregos, fenicios, romanos, ...), de bárbaros (suevos, visigodos, alanos, vikings, ...), de judeus (sefarditas) e de muçulmanos (mouros, árabes, berberes, ...) e de outros com quem fomos contactando (africanos, ameríndios, indianos, chineses, japoneses, ...) -- considero que nestas questões, sem deixarmos de ser críticos e tolerantes, não podemos ser arrogantes nem ter visões limitadoras ou insultuosas.


De Tolerância e Liberdade. a 24 de Julho de 2014 às 16:42
A TOLERÂNCIA – RAUL PROENÇA

“Em Portugal não há tolerância, nem governamental nem pessoal. Num certo sentido, Portugal é uma nação de correligionários


… a tolerância (…) é a contra-partida da liberdade de pensamento. É reconhecermos nos outros o que nós queremos e exigimos para nós. É aceitar nos diferentes um igual direito à vida. Se A não tolera as opiniões de B, é porque não reconhece em B a liberdade de pensamento; isto é: A é um reacionário. Direi: o direito de pensar livremente é a liberdade vista por dentro; a tolerância a liberdade vista por fora. Na essência, uma única e uma mesma coisa.


… Quem é contra a tolerância é contra a liberdade. E quem me pregar a liberdade, contanto que essa liberdade seja a de defender as sua opiniões e de não tolerar as dos outros, pode ir passear: a liberdade de alguns é a escravidão do resto, e o mais que se pode dizer de s. ex.ª é que é um belo estofo de ditador …”


Raul Proença, "Opiniões de Depoimentos – A Tolerância", in “Alma Nacional”, nº 12, 28 de Abril de 1910, p. 189


FOTO: Raul Proença, em 1939, “isto é, após a provação do exílio e da doença”, in “O Pensamento especulativo e agente de Raul Proença”, de Sant’Anna Dionísio, Seara Nova, 1949


(J.M.M.,por Almanaque Republicano, 21/7/2014 )


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