Conflito/s no próximo oriente ... para quando humanidade, justiça e paz ?

Netanyahu anuncia o  fim da «solução de dois Estados»  (-Thierry Meyssan,   )

      ...   Durante a sua campanha eleitoral, Benjamin Netanyahu (que voltou a ganhar embora por margem reduzida) afirmou que, enquanto ele vivesse, jamais os Palestinianos teriam o seu próprio Estado (da Palestina, e que recentemente foi criado e reconhecido por muitos países). Ao fazê-lo, pôs fim a um «processo de paz» que prolongadamente se arrasta, desde os acordos de Oslo (entre Yitzhak Rabin e Yasser Arafat ),há mais de 21 anos. Assim se acaba a miragem da (pacífica) «solução de dois Estados» (Israel e Palestina).   

     Netanyahu apresentou-se como um “rambo”, capaz de assegurar a segurança da colónia judia esmagando para isso a população autóctone.    Os eleitores escolheram a sua via, a da lei da força.  ... isso é pouco glorioso e não tem futuro.

     Netanyahu substituiu a força de paz das Nações Unidas pelo ramo local da Al-Qaida, a Frente Al-Nusra. Ele providenciou-lhe um apoio logístico transfronteiriço e fez-se fotografar com os chefes terroristas, num hospital militar israelita. No entanto, a guerra contra a Síria mostra-se uma armadilha trágica para todos, para as populações locais, mas também para o Ocidente e para os países árabes (sunitas e wahhabitas) do Golfo. Segundo a ONU, a República Árabe da Síria só consegue garantir o contrôlo de 60% do seu território, mas, este numero é enganoso já que o resto do país é um terreno totalmente desértico, por definição incontrolável. Ora, segundo as Nações Unidas, os «revolucionários» e as populações que os apoiam, quer sejam jiadistas ou «moderados» (...), não atingem mais que 212 mil entre os 24 milhões de sírios. Quer dizer, menos de 1% da população.

     O ataque contra o Hezbolla na fronteira do Golã, matando algumas personalidades incluindo um general dos Guardiões da Revolução e Jihad Moghniyé, mas ele foi imediatamente vingado. Enquanto Netanyahu afirmava que a resistência libanesa estava atolada na Síria e não conseguiria replicar, o Hezbolla, com uma fria precisão matemática, matou, alguns dias mais tarde, à mesma hora, o mesmo número de soldados israelitas na zona ocupada das granjas de Chebaa. Ao escolher as granjas de Chebaa, a zona mais guardada pelo Tsahal (significa Forças de Defesa de Israel), o Hezbolla lançava uma mensagem de poderio, claramente, dissuasora. O Estado hebreu compreendeu que não era, mais, o senhor absoluto do jogo, e encaixou esta chamada à ordem.

     Finalmente, o PM Netanyahu foi desafiar o presidente B. Obama denunciando, no Congresso dos EUA, os acordos que a sua administração negoceia com o Irão. Os Estados Unidos negoceiam com o Irão uma paz regional, que lhes permita retirar a maior parte das suas tropas. A ideia de Washington é a de apostar no Presidente Rohani, para fazer de um Estado revolucionário xiita uma "normal potência" regional. Os Estados Unidos reconheceriam/ aceitariam a influência/ poder iraniano no Iraque, na Síria e no Líbano, assim como também no Barein e no Iémene, em troca do qual Teerão deixaria de exportar a sua Revolução para África e para a América Latina. O abandono do projecto do Imã Khomeini seria garantido por uma renúncia ao seu desenvolvimento militar, especialmente, mas não apenas, em matéria nuclear (continuam a afirmar que não se trata da bomba atómica, mas de motores de propulsão nuclear). A exasperação do presidente Obama é tal, que o reconhecimento da influência do Irão poderia chegar até à Palestina.   ...

      As bravatas de Netanyahu visam mascarar o impasse no qual ele mergulhou os colonos judeus. Tendo ganho tempo, durante os últimos seis anos, em vez de aplicar os acordos de Oslo, ele só aumentou a frustração da população indígena. E, assim, vangloriando-se que conseguiu empatar a Autoridade palestina, para nada, ele provoca um cataclismo.

Desde logo, Ramallah anunciou que cessaria toda a cooperação securitária com Telavive se Netanyahu fosse, de novo, nomeado Primeiro-ministro, e aplicasse o seu novo programa. Se uma tal ruptura ocorrer, a população palestina da Cisjordânia, e a de Gaza certamente, deverão ter, de novo, de se enfrentar com o Tsahal (FDI). Isto daria a 3ª "Intifada".

     A população israelita não deseja guerra contínua nem nova intifada e os principais oficiais superiores, na reserva, do Tsahal (FDI) formaram uma associação, os Commanders for Israel’s Security (Comandantes pela Segurança de Israel), que não parou de alertar contra a política belicista e de afrontamento do Primeiro-ministro. Na realidade, é o exército, em conjunto, que se opõe à sua política. Os militares compreenderam, muito bem, que Israel poderia ainda estender a sua hegemonia, como no Sudão do Sul e no Curdistão iraquiano, mas que ele não poderia, mais, expandir o seu território. O sonho (sionista) de um Estado colonial do Nilo ao Eufrates é irrealizável, e pertence a um século passado.

    Ao recusar a «solução de dois Estados», Netanyahu acredita abrir a via para uma solução mas isso não é viável. O Primeiro-Ministro pode celebrar a sua vitória, mas ela será de curta duração.
    Na realidade, a sua cegueira abre a via a 2 opções: quer uma solução à argelina, quer dizer a expulsão de milhões de colonos judeus, dos quais muitos não têm nenhuma outra pátria para os acolher, ou uma solução à sul-africana, quer dizer a integração da maioria palestina no Estado de Israel segundo o princípio «um homem, um voto»; a única opção humanamente aceitável.

----- O general W. Clark revela que o Daesh é um projecto israelita    (26/2/2015)

     O general Wesley Clark, antigo comandante supremo da OTAN (NATO), disse à CNN que o  Emirado Islâmico (dito «Daesh» ou movimento terrorista "Estado islâmico"/ISIS /Califado Islâmico) tinha sido «criado pelos nossos amigos e aliados para derrotar o Hezbolla» (partido político-milícia libanesa xiita apoiada pelo Irão; e para desestabilizar/ derrubar o regime Sírio de Assad; ...).
     O general Clark punha, assim, claramente, em causa a responsabilidade de Israel.  Desde 2001, o general Clark é o porta-voz de um grupo de oficiais de alta patente que se opõem à influência israelita sobre a política externa dos Estados Unidos (e logo também da U.E., da NATO e  ONU),  aos seus desenvolvimentos imperialistas agressivos e à remodelagem do «Médio-Oriente Alargado». Ele opôs-se à implantação de tropas no Iraque e às guerras contra a Líbia e contra a Síria.
----- Notas:
. Israel é uma ocidentalizada democracia (a única, numa região de 'autocracias'/...) onde a origem étnica-social-religiosa/seitas de muitos cidadãos (imigrados dos 'países de leste/Rússia', do 'ocidente/EUA-Europa', 'África/outros', e os 'palestinos/árabes') é um factor importante nas opções político-eleitorais, sendo que a ortodoxia judaica/hebraica é mais militarista e direitista (e sionista). A rede/diáspora e o lobby judaico nos EUA e Europa tem grande poder e influência  financeira, mediática e político-governativa.
. Síria (e em parte o Líbano), embora com problemas de governação (interna e também fomentados do exterior), tem/tinha 'aceitável' convivência/tolerância  entre diferentes religiões/ seitas (xiitas, sunitas, drusos, cristãos ortodoxos, latinos/católicos, arménios, melquitas, ...), sob um regime republicano 'laico', e servindo de base a diversos movimentos/milícias (de belicosa actuação interna e/ou externa).
. Jordánia tem bastante homogeneidade étnica-social-religiosa  e um regime (monárquico ocidentalizado) moderado, mas sendo fortemente influenciada pela  guerra Israel-Palestina  e os movimentos de refugiados, tal como os outros vizinhos.
.. Estados  (e suas agências, militares, políticos, lobbies)  e  entidades privadas (especialmente multinacionais e oligarcas)  apoiam um e/ou outro lado (governo, partido, seita,  milícia, ...), favorecendo o continuar do  conflito e  instabilidade regional  (e  beneficiando com isso, tanto em influência  (política, militar, religiosa, exportação de ideias/crenças/fiéis), como  em lucrativos negócios  (de  armas,  petróleo, "reconstrução/ajuda", investimentos/ moeda$£€, ...), e desviando a atenção e críticas  dos seus próprios  problemas internos e má governação)... (Ver também o 'post' « Guerra e destruição é  oportuno  filão para a  plutocracia  e  máfias»).


Publicado por Xa2 às 07:46 de 07.05.15 | link do post | comentar |

8 comentários:
De Curdos na Turquia em autogoverno. a 28 de Setembro de 2015 às 15:28
Frente à guerra, curdos declaram autogovernos na Turquia

20/8/2015
Com a escalada de ataques do governo Erdoğan, nos últimos dias cidades e bairros curdos se declararam em autogoverno e formaram autodefesas Por JINHA

Desde a nova onda de ataques do presidente turco Erdoğan contra o Curdistão logo após as eleições de junho, pessoas de todas as idades se juntaram aos esforços para se defender e governar a si próprias na região.

Desde os anos 1990, o Estado turco tem usado táticas de negação, assimilação e aniquilamento na região norte do Curdistão. Ainda que as promessas de paz que o AKP [Partido da Justiça e Desenvolvimento] fez ao chegar ao poder tenham despertado esperanças em muitos, 13 anos depois tais promessas permaneceram no papel.

No dia 7 de junho, os curdos e outras pessoas Turquia afora rejeitaram o AKP em uma histórica eleição. O resultado do pleito arruinou os sonhos de Recep Tayyp Erdoğan de levar o país a um sistema no qual o poder ficaria concentrado no presidente. Agora Erdoğan declarou, na prática, uma guerra pessoal contra os curdos antes das eleições antecipadas, na esperança de começar uma guerra antes das eleições.

Autodefesa de mulheres em Amed

No espírito das mulheres das YPJ [Unidades de Defesa das Mulheres, de Rojava] que lutam contra o Estado Islâmico em defesa de sua autonomia, os curdos da região norte declararam autogoverno em uma série de áreas. Entre as cidades e bairros que se declararam em autogoverno, estão Silopi; Cizre; o bairro Batman’s Bağlar; o distrito de Diyarbakır’s Sur; Lice; Silvan; Varto; Bulanık; Yüksekova; Şemdinli; Edremit; o bairro Van’s Hacıbekir; o bairro Gazi, em Istambul; e Doğubeyazit.

A primeira declaração de autogoverno veio da cidade de Silopi no dia 10 de agosto. Silopi não é estranha à violência estatal. Moradores assistiram a assassinatos no meio da rua e vítimas atiradas em barris de ácido durante os anos 1990. Quando o AKP intensificou os ataques ao Curdistão, Silopi foi a primeira a entrar em ação. Em Silopi, a população cavou trincheiras em seus bairros para se prevenir contra a entrada de policiais ou soldados. Foi quando a polícia começou um ataque total.

No dia 7 de agosto, de manhã cedo, policiais abriram fogo no bairro Zap, assassinando Hami Ulaş, de 58 anos, e Mehmet Hıdır Tanboğa, de 17. A polícia metralhou contra casas, deixando seis lares em chamas. O ataque deixou vários feridos, dentre eles crianças.

A polícia começou a prender todos os feridos levados ao hospital. Um morador que fora baleado durante uma tentativa de prisão foi trazido à cidade de Diyarbakı por voluntários de direitos humanos horas depois, e lá o prenderam. Conforme a polícia posicionou snipers no topo dos prédios, moradores fecharam as cortinas para bloquear sua visão (uma famosa tática usada durante a resistência de Kobane em Rojava). Hoje, é difícil encontrar uma casa sem buracos de bala em suas paredes ou janelas.

Assembleia popular em Silvan

A cidade de Cizre, também na província de Şırnak, viveu anos de massacres da polícia e soldados. Lá, os moradores se juntaram a Silopi ao declarar autogoverno no dia 10 de agosto. A população de Cizre estava bem preparada para a autodefesa. Na declaração de autogoverno, os moradores afirmam que é somente cavando trincheiras que eles poderão respirar tranquilos outra vez.

A onda de execuções, prisões e torturas do governo de AKP começou uma escalada, trazendo à tona para muitos imagens dos dolorosos anos 1990. No dia 13 de agosto, o distrito de Varto, situado na província de Mus, se juntou às declarações de autogoverno. Em resposta, o Estado declarou, na prática, guerra contra a população local, começando uma onda de prisões e detenções na cidade.

Os confrontos irromperam no dia 15 de agosto, quando as guerrilhas do HPG (ligadas ao PKK, Partido dos Trabalhadores do Curdistão) tomaram controle das entradas e saídas da cidade por todo final de semana. Voluntários armados montaram trincheiras ao logo de todas as principais avenidas de Varto. Com uma investida mirando a base do distrito de polícia e o comando militar, as guerrilhas também garantiram o controle sobre as estradas e vias de acesso à cidade. Os guerrilheiros disseram à policia e soldados q se mantivessem dentro dos prédios para sua segurança.
Nas redes sociais.


De Curdos na Turquia em autogoverno. a 28 de Setembro de 2015 às 15:33

Frente à guerra, curdos declaram autogovernos na Turquia

(20/8/2015 , http://www.passapalavra.info/2015/08/105819 )
...
...
... Nas redes sociais, começou a circular uma foto de Kevser Eltürk (nome de guerra Ekin Wan), guerrilheira da YJA Star [União de Mulheres Livres – Estrela], cujo corpo a polícia deixou nu, arrastou pelo chão e fotografou. Protestos contra o tratamento de Ekin Wan se espalharam por todo Curdistão. No dia 17 de agosto, foram encontrados dois cadáveres em Varto. Identificaram ser dos voluntários Andok Ekin e Demhat. A polícia assassinara um e esquartejara outro, de acordo com testemunhas.

Varto rapidamente se tornou em zona de guerra conforme soldados entraram no centro da cidade usando tanques e veículos blindados. Dezenas de construções foram destruídas. Uma delegação liderada por Selma Irmak, co-presidente do Congresso da Sociedade Democrática (DTK), analisou o dano e entrou em contato com locais, mas os oficiais de governo não aceitaram se reunir com ela.

A cidade de Bulanık, também na província de Muş próxima a Varto, declarou o autogoverno no dia 13 de agosto. Membros dos partidos HDP [Partido Democrático do Povo] e DBP, assembleias de bairros e co-prefeitos locais aderiram à declaração. Ali, Zeynep Topçu do Partido das Regiões Democráticas (DBP) falou em nome da Assembleia da Cidade Democrática, dizendo que como representantes eleitos pelo povo de Bulanık, eles iriam governar a si próprios, já que o regime não os representa.

silvan-defense
Autodefesas em Silvan

No dia 15 de agosto, aniversário do dia em que o PKK abriu fogo pela primeira vez no levante armado de anos atrás, foi também o dia em que a cidade de Silvan (em curdo, Farqîn), situada na província de Diyarbakır, declarou sua autonomia. A resistência cresceu após a Assembleia Popular de Farqîn decretar o autogoverno. Notavelmente, as mulheres ocuparam um papel de liderança na luta para defender as trincheiras em Silvan.

O distrito de Sur, que é a parte mais antiga da cidade de Diyarbakır, declarou autogoverno no dia 14 de agosto. Com a declaração de autodefesa, a polícia intensificou seus ataques já frequentes na área. O bairro Lalebey se tornou palco de forte violência policial, enquanto jovens tentavam defender a vizinhança nas trincheiras. Oficiais eleitos do HDP e do DBP realizaram uma vigília noite adentro no bairro para evitar confrontos.

O distrito de Lice, na província Diyarbakır, é um lugar onde muitos jovens foram assassinados pelas mãos do Estado nos últimos anos – de Ceylan Önkol, 12 anos, assassinado pela polícia, a Medeni Yıldırım, 18 anos, baleado durante um protesto contra a construção de um nova base policial. Recentemente, homens e mulheres jovens também tomaram as ruas decididos a defender seus bairros de ataques da polícia. Policiais avançaram nas ruas em veículos blindados, abrindo fogo indiscriminadamente nos bairros, ao que os membros da resistência responderam usando pistolas e granadas de luz.

Na cidade de Yüksekova, na província de Hakkari, a resistência se espalhou a partir dos bairros de Orman, Kışla e Dize. Jovens conseguiram fechar totalmente o acesso aos bairros com trincheiras. Moradores formaram unidades de autodefesa para fazer vigílias armadas à noite. A comunidade fez danças tradicionais em torno de fogueiras, cantando músicas para apoiar a vigília. Seguindo Yüksekova, a cidade vizinha de Şemdinli também declarou autogoverno.

Na cidade de Batman, a assembleia do bairro de Bağlar declarou o autogoverno como “uma necessidade urgente contra o Estado e o ataque total do governo do AKP”. A província de Van Oriental viu a autonomia ser declarada no distrito de Edremit, próximo à cidade de Van, onde a Assembleia Democrática do Povo de Edremit declarou a rejeição ao Estado. No bairro de Hacıbekir (em curdo, Xaçort), situado na área central de İpekyolu de Van, a Assembleia Democrática do Povo do bairro também declarou autogoverno.

Declarações de autogoverno e o compromisso com a autodefesa só estão se espalhando. Hoje, distrito de Doğubeyazıt, na província de Ağrı, e o bairro de Gazi, em Istambul, também decidiram pelo autogoverno.

----Traduzido do artigo de JINHA publicado em 19/8/2015 : http://jinha.com.tr/en/ALL-NEWS/content/view/29082


Comentar post

DESTAQUE DO MÊS
14_04_botão_CUS
MARCADORES

todas as tags

CONTACTO

Email - Blogue LUMINÁRIA

ARQUIVO

Novembro 2019

Junho 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Online
RSS
blogs SAPO