De PPP: deGoverno entrega poder negocial... a 4 de Março de 2016 às 11:27

PPP ∞M: et in sæcula sæculorum, sem contrapartidas
(13 Julho 2012, https://omaraofundo.wordpress.com/


«Parcerias Publico-Privadas: Estado não pára mais PPP e entrega poder negocial aos privados»

Não, não é um detalhe, nem é só mais uma lei.
Com esta lei o estado entregou a soberania sobre as negociações das PPP aos próprios beneficiários das mesmas PPP:
os grandes grupos privados. Agora e para sempre, sem contrapartidas nem custos associados.

Não há mais a dizer.
Será a administração dos grupos envolvidos a ter todo o poder negocial na revisão dos contratos de PPP.
A única vítima é Isabel Vaz, que ficou desacreditada!
Afinal a a saúde, quando em PPP, é muito mais lucrativa que qualquer negócio de armamento!

O Estado não volta facilmente a ter qualquer importância na definição dos contratos.
O poder será exercido em pleno, dentro da legalidade e sem qualquer necessidade de subterfúgios ou disfarces, pelo grupo Mello, o BES, a Lusoponte, a Mota-Engil.
Nem é preciso ministro ou eleições.
A assembleia de accionistas chega perfeitamente.

E se daqui a uns anos um outro governo quisesse mudar esta lei e voltar a tomar para si o poder negocial?
Teria que reformular a lei, o que exige nova maioria no Parlamento.
Porém, para fazer uma lei que iria prejudicar as então presentes condições contratuais, as empresas iriam exigir contrapartidas.
Uma vez que estamos a falar do poder quase ilimitado de renegociação dos contratos, que valor tem isto?
Será um novo número a inventar? Uma nova forma de «supra-infinito» ou um «infinito imaginário»? Um «M∞»?


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