4 comentários:
De Indignados vs indignos a 18 de Novembro de 2014 às 09:38
Um país desordenado...

[ "El mundo se divide entre los INDIGNADOS, y los INDIGNOS." - Eduardo Galeano ]


Estamos na condição de país desordenado... desordenado em relação a tudo:
à economia, à política, à cultura e a tudo o que daí decorre...
Depois de ignorada a obrigatoriedade de fiscalização da qualidade do ar e da emissão de gases para a atmosfera,
as grandes empresas poluentes negligenciaram as práticas de autocontrole, evidenciando uma completa ausência de responsabilidade social
(a qual, como suspeitávamos, foi sempre encarada apenas como mera demagogia e marketing de propaganda do que se pode designar por: "politicamante correto")...
Resultado:
a emergência de uma calamidade ao nível da saúde pública com a eclosão do maior surto mundial da "doença do legionário" que disseminou a emissão da batéria "legionella" com tal dimensão que, a própria OMS, declarou o "surto" como problema grave de saúde pública!...
Como se não bastasse e no contexto da prossecução do pretenso economicismo aplicado ao SNS (que ainda prevê encerramento de hospitais - para financiar a construção de pretensas substitutas mega-instalações hospitalares!)
e da sua privatização, duas das maiores empresas nacionais com comparticipação pública
(essenciais à manutenção de alguma soberania no que se refere à economia, uma vez que integram setores estratégicos como são o energético e o dos transportes),
avançam a "passos largos" para um grau de privatização que deixa, obviamente de forma gravosa!, o país mais empobrecido - porque destituído de estruturas fundamentais à dinamização da economia:
uma OPA sobre a PT e a privatização de 66% da TAP.
Entretanto, a questão dos "vistos gold" (cuja razão de ser, do ponto de vista da justiça e da igualdade de tratamento e de oportunidades, não é, de todo, clara),
que aos políticos "do arco da governação" não causavam dúvidas nem levantavam suspeitas (apesar da realidade, visível até na circulação das ruas, manifestar fundamentação para tal),
revela-se uma rede de corrupção que integra altos quadros do Estado (designadamente, o Diretor do SEF, o Presidente do Instituto de Registos e Notariado e a Secretária-Geral do Ministério da Justiça)
tendo sido detidos, ontem, 11 suspeitos de envolvimento em práticas ilegais que podem constituir-se como estruturalmente graves para a defesa da segurança e do interesse nacional...

Num pequenino país, sujeito durante anos aos rigores da austeridade que incidiu apenas na diminuição dos direitos das pessoas e dos trabalhadores
e no reforço continuado dos impostos, com o aumento exponencial do desemprego e da pobreza (25% das pessoas vive em estado de privação!!!!),
a lógica ruinosa de destruição e desmantelamento social, político e económico que está a ser conduzida
(com uma autoestima e uma cumplicidade assustadoras pelos aparelhos político-partidários nacionais!)
chegou a um tal ponto que tudo é legítimo à crítica e à consciência da URGENTE necessidade de uma MUDANÇA RADICAL ! ...


(-por Ana Paula Fitas ,14/11/2014, ANossaCandeia, http://anapaulafitas.blogspot.pt/2014/11/um-pais-desordenado.html#comment-form


De Crime em saúde pública ou +impunidade?! a 18 de Novembro de 2014 às 10:19
"Resolvido", uma ova!

(- por Vital Moreira , CausaNossa, 12/11/2014

É inaceitável dizer que que "o assunto está resolvido" por a fonte de contaminação da legionella ter sido identificada e eliminada.

Não, o assunto só está resolvido depois de apuradas as responsabilidades contraordenacionais e criminais
por eventual incumprimento das normas de monitorização e inspeção de instalações industriais de risco e dos deveres públicos de supervisão administrativa.

Um surto infecioso desta dimensão, que causou vítimas mortais e pânico social justificado
e que desacreditou o país internacionalmente em matéria de saúde pública
não pode ficar "em águas de bacalhau".


De Desgoverno neoliberal = pior saúde, crim a 24 de Novembro de 2014 às 10:47
Legionella e Passos Coelho.
Lemos e não acreditamos!


Um estudo publicado no início de 2013 pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) alertava para a necessidade de se reforçar a “vigilância de determinados edifícios ou locais considerados de maior risco” para o desenvolvimento da legionella.
Entre as amostras referentes a torres de refrigeração que o INSA recolheu entre 2010 e 2012 quase 15% deram resultado positivo quanto à presença desta perigosa bactéria.

Lemos e não acreditamos!!
Esta situação pouco tranquilizadora acontecia apesar de legislação que tornava obrigatória as auditorias à qualidade do ar interior estabelecida em 2006 (Olá!! Sócrates ???)
e que o atual Governo, supostamente ao serviço de Portugal mas efetivamente postergado perante os mercados, revogou no fim de 2013.

Lemos e não acreditamos!!!
"Questionado sobre a alteração legislativa que acabou com as auditorias obrigatórias à qualidade do ar interior, o primeiro-ministro afirmou nesta terça-feira, no Porto, que a alteração visou justamente reforçar a capacidade de inspecção e prevenção destes casos” - Ouviu bem? -
o suposto 1º M "afirmou que a alteração visou justamente reforçar a capacidade de inspecção e prevenção destes casos e rejeitou que o surto tenha ocorrido por “negligência do Estado”.

Lemos e não acreditamos!!!!
Dando o benefício da dúvida de que o ex-administrador da Tecnoforma que alçaram a 1ºM não está, nesta dramática situação, "a gozar com o pagode" e que não se encontra em estado de insanidade mental,
forçoso é concluir que se encontra afinal, com gosto e convicção, a levar à risca no Governo o que os próceres do neoliberalismo extremado ou seja os "mercados" lhe recomendam:
menos Estado, menos Estado.
Neste caso concreto as empresas industriais que é suposto não terem por objetivo criar as melhores condições ambientais aos seus trabalhadores e à população vizinha
mas aprimorarem-se nos lucros, libertas de legislação que as obrigava a auditorias e inspeções ambientais pouparam nas despesas e revelaram com tanta legionella no que pode dar menos e menos Estado.

Menos Estado estaria bem se fosse diminuição de desperdício na administração pública, eliminação de serviços sobrepostos, melhor organização dos serviços, limpeza da legislação que oferece campo à corrupção legal a favor das grandes empresas, bancos, amigos e afilhados de governantes.

Mas, menos Estado, na boca de quem atualmente nos governa, de S. Bento a Belém, quer dizer MENOS ESTADO SOCIAL.
Menos dinheiro para os serviços sociais, para as reformas e subsídio de desemprego, menos dinheiro para as pequenas e médias empresas, menos dinheiro para o serviço de saúde, para o apoio aos mais desprotegidos, menos dinheiro para a Educação, para a Ciência e a Investigação.

Menos Estado para este Governo quer dizer um quadro institucional que favoreça a transferência de riqueza do trabalho para o capital,
que favoreça a transferência de riqueza dos trabalhadores e classes médias para uma minoria restritíssima de multimilionários
como mostra o "Relatório de Ultra Riqueza no Mundo, 2013" do UBS, que revela que em Portugal, em 2012, um ano de grande empobrecimento da população não só cresceu o número de multimilionários, como aumentou o valor global das suas fortunas, de 90 para 100 mil milhões de dólares (mais 11,1%).

Lemos e acreditamos!!!!
Acreditamos que é possível isto ser dito quando quem diz se chama Passos Coelho ou Paulo Portas ou Cavaco Silva.


Etiquetas: Legionella, mercados, neoliberalismo, Passos Coelho

# posted by Raimundo Pedro Narciso


De Teodoro a 14 de Novembro de 2014 às 09:58
EXCELENTE post. Parabéns


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