2 comentários:
De Nacional e patriotismo... vs ... a 4 de Outubro de 2016 às 12:16
( http://365forte.blogs.sapo.pt/ 12/9/2016, por D. Crisóstomo )

NACIONALidade e Patriotismo em que Não alinho.

----- José Manuel
...
...anda meia ... nação agarrada à bandeira e a procurar traidores nos cantos do condado portucalense, tipo caça às bruxas estrangeiradas. Tudo num patriotismo súbito de "ou estás connosco, ou cospes nas quinas", incluindo figuras que se teriam por mais sensatas.
Sejamos cá diretos:
se é pra denunciar uma alegada hipocrisia do PSD, força, sign me in, é mais uma entre muitas. Agora, com franqueza,
se é pra explorar um raciocínio de 1916 de "se há um português em jogo, tens que apoia-lo", então bem podem meter essa lógica bafienta de caixinha de costura de naprons de onde a desenterraram.

Era só o que faltava que agora houvesse aqui algum juramento de sangue que nos obriguasse a apoiar sempre o lusitano mais próximo em todas as candidaturas.
Eu prefiro Guterres a Georgieva por o primeiro ter mais experiência no sistema da ONU, pelos anos dedicados à bastante atual questão dos refugiados e por me estar ideologicamente mais próximo.

Partilharmos uma nacionalidade é um acaso do destino, nem eu nem ele fizemos nada por isso.
E (perdoem-me a linguagem, mas tendo a conviver muito mal com intifadas nacionalistas) mas
danado seja o co-cidadão que insinue que eu tenha que jurar lealdade a qualquer portador de passaporte mais semelhante em concursos ou eleições além-fronteiras.
Mas é que devem tar maluquinhos, só pode.
Nem que seja porque a história recente (francamente recente, caraças) nos dá exemplos do quão patético é esse raciocínio - quem me dera a mim ter tido mais vozes em 2009 que insistissem que não devíamos apoiar o português cegamente, aquele português, só porque tinha um nome cá da terra e era bem cotado noutros salões. Se assim fosse, talvez hoje não estivéssemos a ler as noticias sobre um "José Manuel" caído em desgraça nas capitais europeias e que, invariavelmente, ficará sempre associado ao país cujos representantes eleitos durante 10 anos acharam que ele tinha muita estofo para presidir a um executivo com responsabilidades continentais. Obrigadinho, patriotas. Deixem lá as bruxas em paz.


De governantes (e apoiantes) criminosos a 3 de Outubro de 2016 às 11:58

-- João:

-- Oportuno artigo que aponta problemas, alguns, e que aponta poucas soluções. O conceito de “soberania nacional” circunscrita “tem vingado…falhanços das Nações Unidas…hipocrisia dos EUA …da União Europeia … tribunais…”. É patente a manipulação de várias decisões de intervenções das NU em vários países segundo os interesses políticos e geo políticos dos poderosos, ou o seu encolher de ombros perante outras intervenções e invasões. É patente que nas questões de valores humanos e civilizacionais as NU estão reféns dos seus doadores. É patente que os tribunais internacionais têm dois pesos e duas medidas quer nas suas decisões quer nos casos que escolhem avaliar. É patente que a liderança da EU está a reboque dos interesses poderosos americanos e esqueceu os valores que diz defender.

-- O massacre actual no Yemen pelos sauditas é omitido por interesses políticos e financeiros. A perpetuação da guerra na Síria com envio de mais bombas e mísseis para a AlQaeda e a recusa em isolá-la é admitida já às claras por interesses geo políticos e económicos. E por aí fora…sem acusação e sem punição, as NU entretêm-se em discussões virtuais e nem uma condenação nem punição dos responsáveis criminosos que estão na origem dos crimes. Mais, parece actuarem juntamente com os ditos tribunais internacionais para branquearem a posteriori esses crimes e validarem os resultados alcançados pela violência terrorista, mostrando àqueles que pensam resistir ao terrorismo que esse é e será um esforço inútil ou fatal.

-- “Aquilo que um país decide fazer “democraticamente” está protegido por esta visão nacionalista da soberania” é uma reacção a todas essas manipulações das organizações que deveriam ser idóneas, independentes e objectivas mas que estão conspurcadas e contaminadas pelos interesses poderosos e absolutamente dominantes. Assim como nas famílias e demais agregados e grupos, a ingerência externa nos países e sociedades deveria ser evitada e feita só se sóbria e objectiva, caso contrário tem o efeito referido, contrário ou exponenciador.


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