De Desgoverno a 9 de Janeiro de 2015 às 11:59
Aconteça o que acontecer não se demitem!

(por JSC,Incursões, 5/1/2015)


Começaram por pôr os portugueses contra os funcionários públicos. Gizaram um plano de desmantelamento dos serviços públicos. Fecharam serviços. Concentraram funções e serviços díspares. Pouco se importaram se as populações tinham condições de acesso. Subiram as taxas moderadoras e as custas judiciais. Encerraram tribunais, escolas e centros de saúde. Fizeram o mesmo com estações dos CTT, com as Repartições de Finanças. Obrigaram as populações a fazerem dezenas ou centenas de quilómetros para tratar de assuntos que até então tratavam no centro da vila. Diziam que era a Troika que assim obrigava. Agora sabe-se que a redução de funcionários foi de 80.000. O dobro do acordado com a Troika. Mas ainda não estão satisfeitos. Anunciam, para 2015, mais 12.000 saídas na função pública.

Entretanto, mata-se no recreio das prisões (por falta de guardas) e morre-se nas urgências dos Hospitais. Morre-se em casa porque não se pode comprar os medicamentos ou porque não há condições para ir aos tratamentos que o IPO ou outros hospitais receitam. E enquanto se morre assim, o que fazem os responsáveis do Ministério da Saúde? Abrem inquéritos. E porque abrem inquéritos, nada respondem pelo crime de não assitência. Estão à espera das conclusões que os inquéritos vão dar. À espera das suas respostas. à espera que se encontre uma desculpa, quando a verdadeira culpa está na política que o governo aplicou na área da saúde.

O ministro é que não aparece. O primeiro ministro também não. Estas coisas passam-lhe ao lado. Ou esperam que passem para logo aparecerem a anunciar qualquer coisa desviante de atenções.

Neste Governo nenhum ministro se demite. Só o dos vistos Gold. Devia estar ansioso por ter uma boa razão para partir. Os outros parecem lapas. O desmantelamento dos serviços da Justiça gerou o caos. A Ministra pediu desculpa. Caos é o que se tem vivido e vive na Educação. O Ministro pediu desculpa. O Ministro da Saúde nem isso. Bem podia pedir desculpa aos familiares dos mortos. Sim, pedir desculpa e demitir-se de seguida, para segurança de todos nós, para se por termo ao desmantelamento do SNS.


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