De .Vários... a 28 de Novembro de 2016 às 15:42
... no inteligente mester da exportação da "democracia à bomba", unha com carne com a direita mais reacionária. Uma e outra iniciam o processo de demolição das identidades nacionais que lhes não agradam pelo apodar de "regimes" dos governos malqueridos. Daí ao tenebroso "ditaduras" vai um piscar de olhos, sendo que o riscar de um fósforo medeia o último batismo do rebentar da primeira bomba semeadora de "democracia".
Concretizemos o curioso caso angolano trazido à baila por um anterior comentador.
O Ocidente (melhor dizendo, as suas elites político-financeiras transnacionais) está-se borrifando para o bem-estar do povo angolano e para os sofrimentos que lhe possa trazer a corrupção das elites da sua pátria;
o que tira o sono a esse Ocidente é o facto de os dividendos dessa corrupção só marginalmente (na melhor das hipóteses) lhe caírem no bolso. Elas - essas elites - querem tudo: querem o lucro do petróleo, querem o lucro dos diamantes, querem o lucro dos minerais e querem o lucro de tudo o que puder dar lucro na terra angolana.

É nessa tentativa de monopolização dos lucros dos recursos naturais que tem a sua génese todo o circo das ONG e dos ativistas profissionais (generosamente financiados pelo seu "deus ex machina", o inefável George Soros),
vigorosamente secundados por todas as "terceiras vias" (...) e
pelos monopólios mediáticos (os mesmos que nos venderam a provadíssima aleivosia genocida dos sérvios, a indiscutível bondade inata de eslovenos, de croatas e dos albaneses do UCK,
as armas de destruição massiva fantasmas do Iraque e a congénita democraticidade dos jihadistas da Líbia que ora se travestiram - juntamente com chechenos, jordanos, sauditas e não poucos cidadãos da UE e dos EUA - em democráticos cortadores de cabeças da "oposição democrática síria"...)
desta Europa onde não há "regimes", mas onde florescem a bom florescer os neonazis e os neofascistas. (e os jihadistas)

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... recorrente estupidez político-estratégica de quem apoiou um criminoso assassino em série chamado Jonas Savimbi e os seus padrinhos racistas sul--africanos (como, noutras paragens, apoiou os "Contras" da Nicarágua, os "mujahedin" do Afeganistão ou os "Kmher" vermelhos do Cambodja), não?

E que falhanço estrondoso foi esse do modelo económico e social fidelista ao retirar da miséria milhões de cubanos, ao alfabetizar e dar cursos superiores ao seu povo numa extensão com que alguns países capitalistas e muito democráticos (... Portugal) só podem, ainda hoje, sonhar?
Nas últimas Olimpíadas quantas medalhas de ouro, de prata, de bronze ganharam os atletas e as atletas cubanas e quantas trouxeram para casa os nossos queridos e queridas competidores e competidoras?
E na Saúde? Quantos portugueses vão, todos os anos, a Cuba para usufruírem do arcaico desenvolvimento científico da medicina cubana? Falhanços? Pois...

Façamos uma singela comparação: cotejemos um país há cinquenta sujeito a um demolidor embargo económico e a recorrentes sabotagens do seu aparelho produtivo por parte dos colossais EUA (Cuba)
com um país (como o nosso) que recebe, vai para trinta anos, milhões e milhões dos seus vizinhos europeus e avaliemos as suas conquistas em termos de Saúde e de Educação, de preparação e de honestidade dos seus governantes, de importância e de projeção internacionais, certo?

Mas, ..., convenhamos que, neste ponto, nunca análises como a sua com as minhas análises coincidirão, pois aquilo que o senhor critica a Fidel Castro é precisamente aquilo que eu louvei, louvo e louvarei no magistério político de Fidel:
o internacionalismo revolucionário que dá o seu sangue pela emancipação de outros povos sem desses povos esperar o retorno.
O que, convenhamos, é coisa que na Europa nem com uma lupa se encontra desde o fim da Guerra Civil Espanhola.
Saudações cordiais.


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