De .Até sempre !. a 28 de Novembro de 2016 às 16:26
------- Hasta siempre (-J.Rodrigues, 26/11/2016, Ladrões de B.)
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Na reacção ao falecimento de Fidel Castro, Jerónimo de Sousa afirmou que “a luta, a acção e a palavra inspirada de Fidel animaram e continuarão a animar a luta das forças progressistas e revolucionárias de todos os continentes”.
Animaram de facto, indicando como o “pátria ou morte” mais intenso se encontrou com o internacionalismo mais consequente – o que é feito de professores, médicos e soldados – na luta anti-imperialista que contou em muitos lados. Nelson Mandela, por exemplo, nunca esqueceu o contributo para o fim do regime racista do Apartheid e nunca deixou de sublinhar o exemplo de Cuba, que, apesar de todas as dificuldades, continua a surpreender em muitos planos importantes numa avaliação cabal. Todos os libertadores nacionais consequentes nunca esqueceram Fidel, porque Fidel não se esqueceu de tantos quando contava.
Animarão de facto, porque o imperialismo está bem vivo, as bases materiais que alimentam as suas velhas e novas configurações aí estão, embora haja tanto investimento intelectual e político para o tornar invisível. Fidel Castro e a revolução socialista cubana colocaram a questão que mais deve continuar a contar para os povos – libertação ou capitulação? Nas respostas que deram, as boas e as más, colocaram e continuam a colocar outras questões difíceis para as esquerdas de todo o mundo, como bem sublinhou Boaventura de Sousa Santos há uns anos atrás.
Podemos talvez não ter força e conhecimento para enfrentar ainda, e de novo, essa questão e as outras. Mas elas não desaparecem pelo facto de vivermos em tempos sombrios. Nem desaparece o exemplo de Fidel. Uma lição para uma história que não acaba. É mesmo: hasta siempre.


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