De Fidel, Cuba e seu contexto ... a 28 de Novembro de 2016 às 18:24
--- Fidel (-por FSCosta, http://duas-ou-tres.blogspot.pt/ )

"Condenem-me, não me importo. A História me absolverá".
Passaram 63 anos sobre esta frase célebre de Fidel de Castro, no tribunal em que regime de Fulgencio Baptista julgava a sua revolta.
... ...

---- Joaquim de Freitas disse...

Para medir a dimensão do personagem, é preciso contextualizar. Cuba é uma pequena ilha, não é um pedaço do ex-império soviético que teima a sobreviver sob os trópicos.

Os Estados Unidos intervieram mais de 190 vezes na América do Sul, uma única expedição fracassou, a de 1961 em Cuba. A invasão mercenária da Baia dos Porcos, para tentar de derrubar Fidel Castro.

Os arquivos da CIA atestam mais de 600 tentativas de assassinato da parte dos Estados Unidos. Durante 50 anos, e ele resistiu-lhes.

Fidel foi o libertador, o emancipador, o federador, permitiu a afirmação duma Nação, que antes era um bordel, casino e um bar imenso da Máfia, e dos Americanos em geral. Como foi Saigão, que conheci, como foi Manila, que conheci, como foi Banguecoque, que conheci, e tantos mais.

O Castrismo nasceu duma reivindicação de independência nacional, a Revolução foi o fruto duma historia nacional. Fidel duma certa maneira inventou Cuba. Foi historicamente o fundador, o cimento, porta uma legitimidade histórica que ninguém lhe contesta. Como Mandela, que era seu Amigo.

Houve em Cuba, é verdade, uma forte personalização do poder, resultado do carisma deste homem excepcional e do papel que desempenhou no processo histórico, da sua relação directa com o povo, da agressão permanente dos Estados Unidos.

Imaginemos o que teria sido Cuba se tivesse podido viver em paz com o vizinho.
A História notará que foi um dos gigantes políticos do XX° século, e que a fauna de todos os anti castristas é bem pequena ao lado deste colosso. O seu combate permitiu a eclosão duma nova América Latina, que perde hoje uma lenda.
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... Castro, em Cuba, face à classe burguesa que tinha todos os privilégios, que foram obrigados a deixar o poder, e que continuavam a receber o apoio dos Americanos, não tinha nenhuma hipótese para implementar uma política social vantajosa para os mais desfavorecidos, sem passar pela forma autoritária.

A democracia é o melhor dos sistemas quando todos a respeitam. Mas a história provou que em toda a América Latina, os regimes democráticos foram abolidos pelos golpes de Estado da classe que possui tudo, sempre com o apoio ou mesmo à iniciativa da CIA.
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Basta ver como o sonho de Obama foi torpedeado pela direita pura e dura dos Republicanos, no Congresso americano, para implementar uma espécie de Segurança Social “à la française”. Hillary Clinton tinha feito uma visita em França para a estudar de perto e copiar nos EUA eventualmente.

Basta ver o programa do partido da direita francesa, que elegeu ontem François Fillon como candidato à presidência da Republica, em 2017, cujo programa contém nada menos que o desmantelamento do sistema de saúde, com excepção do “cancro e outras doenças graves” sem as explicitar.

O que quer dizer que as outras doenças seriam a cargo de “seguros doença” que os interessados serão obrigados de contratar. Este é o grande bolo que as companhias de seguros esperam, desde há muito.

Parece-me impossível que os Franceses possam em 2017 aceitar o retrocesso, aceitando um plano de austeridade, no momento em que os Americanos elegeram Trump em claro protesto contra aquela que assola a América desde 2007, e os Ingleses votaram no Brexit pelas mesmas razoes. E que provavelmente, os Italianos rejeitem o governo actual ainda pela mesma razão.

---iseixas:
.... não sei se a amiga de tivesse nascido na casta dos desiguais dos que nascem pobres até de de fi ciências físicas financeiras dos azares, se continuariam a advocacia do nascer à mercê da liberdade do quem tem unhas toca viola sem unhas e sem viola...

Não sei, que o Fidel era um chato do caraças naquela teimosia do arrogar-se o direito de fazer discursos para além do bocejo do ultimo vespertino, ó se era... era um seca, só queria falar ele. ...


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