De 10 junho: respeito sem inho ... nem ... a 11 de Junho de 2014 às 10:39
Do respeito sem inho
(defender o quadrado, 10/6/2014)

A deriva populista e demagógica varre toda a sociedade portuguesa. A onda de ódio antipolítica e antipolíticos é um sintoma de falta de cultura democrática tão evidente como a preocupação em censurar imagens ou em calar manifestantes.
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Porfírio Silva (http://maquinaespeculativa.blogspot.pt/ )

Parece que aconteceram hoje coisas politicamente graves.
Por exemplo, uma jornalista da RTP tentou, em directo, lançar as culpas do desfalecimento de CS sobre os manifestantes.
Por exemplo, parece que houve seguranças da PR que mandaram (ou tentaram mandar) fotógrafos apagar as imagens que tinham feito do desfalecimento.
Entretanto, há quem ache que pensar politicamente no assunto é achincalhar o homem que desfaleceu em público, inclusivamente usando imagens dele para o parodiar.
A desculpa da "crítica política" não vale tudo. E não nos deve impedir de pensar.

----Mário Campos Qual terá sido a causa???
Lido no face (…)

A reacção "vasovagal" pode ser induzida por dor intensa, calor forte, acontece por se FICAR DE PÉ DURANTE MUITO TEMPO. POR MEDO OU POR ESTADOS DE ANSIEDADE INTENSA.
Cavaco Silva, desmaiou no início da cerimónia, portanto não esteve muito tempo de pé. (…)...

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---Ju Andrade de Sousa
O nervo vago regula o simpático versus parasimpático...
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O presidente cabrão

(10 de Junho de 2014, Val, http://aspirinab.com/ )

«A fase crítica por que passámos deixou marcas e sequelas profundas. Devemos, pois, permanecer atentos e vigilantes, designadamente em matéria de disciplina das contas públicas e de controlo do endividamento externo, para não cairmos de novo numa 'situação explosiva', risco para o qual alguns alertaram os Portugueses em devido tempo.»

Cavaco, Dia de Portugal, 2014__

O termo “cabrão”, de acordo com o Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa, pode servir para identificar uma “pessoa de má índole, mal formada, que age de forma reprovável ou considerada como tal“. Também se aplica a uma “criança que berra muito“.

O actual Presidente da República não se cansa de repetir que as causas para a crise portuguesa estão na “indisciplina” e no “descontrolo” das contas públicas. Mais repete ter sido ele quem alertou para o problema assim que o mesmo passou a existir.

Ora, quando é que começaram os avisos a serem lançados aos 4 ventos? Tomando como referência a expressão-fetiche “situação explosiva“, temos que foi a partir do discurso de Ano Novo de 2010, ano eleitoral para as presidenciais e inerente plano para derrubar o Governo logo a seguir à reeleição.
Antes, não havia risco de explosão. No discurso de Ano Novo de 2009, em cima da crise internacional que rebentara no final de 2008 e ano eleitoral para as legislativas, Cavaco mostrava-se preocupado com a “verdade” e com os filhos e os netos, fazendo perfeita sintonia com o discurso de Ferreira Leite.
E no discurso de Ano Novo de 2008 a situação do País estava tão boa, tão espectacular, que ele até teve tempo para destacar o problema dos acidentes rodoviários como questão da maior importância nacional.

Quer isto dizer que foi o Governo minoritário de Sócrates, o qual tomou posse no final de Outubro de 2009, o responsável pela “situação explosiva”.
Governo esse que terá escolhido ser “indisciplinado” e “descontrolado” na gestão das contas públicas quando teria sido tão fácil ser “disciplinado” e “controlado”.
Bastava ter dado ouvidos àqueles que alertaram os portugueses, entre os quais se encontram Cavaco, António Borges, Medina Carreira e Miguel Relvas, entre muitos outros que, felizmente, estão agora ao lado de Passos e Portas a corrigir todos os erros dos malvados dos socialistas (de raça socrática, não confundir com os verdadeiros socialistas que não querem nada com essa gente).

Moral da história: um Presidente da República que não passa de um chefe de facção, e que nesse papel se presta a qualquer vilania para favorecer os seus, ficará para a memória colectiva como o presidente cabrão.


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