De Manual do crime estatal / serv. secretos a 16 de Junho de 2014 às 17:24

Um espião denuncia alguns crimes

Os excertos do «Manual de Procedimentos» referido anteriormente (que detalha, segundo o DN, como os funcionários do Estado devem cometer crimes) terão sido enviados a vários órgãos de comunicação social, por correio electrónico, acompanhados de uma carta que é transcrita naquele blogue. Essa carta fica reproduzida na totalidade neste artigo (mais abaixo). Fica ao critério do leitor avaliar se será ou não verdadeira. A ser verdadeira, explicita parte do contexto das actividades criminais da nova PIDE. Se não for, é uma mentira credível porque compatível com tudo o que se conhece sobre o monstro que é o SIS/SIED.

Quanto aos excertos do «Manual do Crime Estatal», estando na posse de várias pessoas, alguma deveria cumprir o dever cívico de o divulgar. A bem da República.

..•«O Oficial de Informações é ensinado/treinado para – mentir – falsificar e usar documentos de todos os tipos – manipular pessoas – criar empresas para cobertura das atividades que é suposto executar (nomeadamente de consultoria e media). Um Oficial de Informações que não seja capaz de fazer, entre outras coisas, o que acima se refere é um mau Oficial de Informações sem expectativas de progressão ou será um ex-Oficial de Informações, quer porque se demita, quer porque seja exonerado.».
..•«Quem autoriza que cidadãos cumpridores e sobre os quais não recai qualquer suspeita da prática de crimes, possam ser “rotinados” (seguidos, filmados, fotografados e controlados 24 horas por dia) por vezes durante semanas, apenas porque desempenham uma actividade ou ocupam um cargo (numa empresa ou na função pública) que pode ter interesse ou utilidade para os Serviços, sendo o único objetivo destas acções arranjar formas de tornar o dito cidadão cumpridor numa fonte?»
.. •«Quem autorizou a instalação de cavalos-de-Tróia informáticos em sistemas públicos, privados e pertencentes a entidades a quem é devida lealdade institucional, tais como a PJ, GNR e PSP? E para que é necessário este verdadeiro sistema de “pesca de arrasto” e a quem aproveita na realidade?»
.. •«Quem autorizou as operações técnicas (penetração de sistemas e intercepção de emails e comunicações móveis) a grandes escritórios de advocacia (nomeadamente na Avenida da Liberdade) os quais tratam de dossiers como as grandes privatizações e contam entre os seus clientes nomes de relevo angolanos, chineses e outros?»
.. •«E o que fizeram e fazem as diversas personalidades nomeadas para fiscalizar os Serviços? Almoçam e bebem um Porto de honra cada vez que visitam as sedes dos Serviços? É que eu nunca vi nenhum desses senhores enquanto ali trabalhei...»
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«Sou um cidadão aborrecido com a forma como alguns ‘agentes políticos’, magistrados, jornalistas, comentadores e outros cidadãos têm vindo a tratar quer os Serviços de Informação nacionais, quer todos quantos ali trabalham.

Mas sou também, eu próprio, um ex-Oficial de Informações que após bastantes anos ao serviço do meu País não posso continuar a tolerar a forma como políticos em geral e a hierarquia superior dos Serviços de Informação Portugueses, em particular, parecem apenas interessados em sacudir a água do capote e a protegerem-se a si próprios e não quem deveria ser protegido.

Por esse motivo, consciente do que faço, resolvi escrever e enviar esta pequena carta aberta, com algumas questões que espero ver respondidas em breve e devidamente investigadas pelos nossos jornalistas e pela Justiça, caso esta ainda funcione.

Antes de mais, precisamos não esquecer o seguinte:

O Oficial de Informações é ensinado/treinado para
> – mentir
> – falsificar e usar documentos de todos os tipos
> – manipular pessoas
> – criar empresas para cobertura das atividades que é suposto executar (nomeadamente de consultoria e media)

Um Oficial de Informações que não seja capaz de fazer, entre outras coisas, o que acima se refere é um mau Oficial de Informações sem expectativas de progressão ou será um ex-Oficial de Informações, quer porque se demita, quer porque seja exonerado.

Tendo esclarecido esta questão prévia que parece ter sido esquecida por todos os “especialistas” que tenho lido e ouvido pronunciar-se sobre matérias relativas a Serviços de Informação, para os quais um Oficial ...


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