Democracia portuguesa também em risco

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 -----           Lutas            (-J.Rodrigues, 16/11/2015, Ladrões de B.)

O bilionário Warren Buffet disse um dia: “a luta de classes existe e a minha classe está a ganhá-la, mas não devia”. Devia e deve, garante implicitamente a reacção nacional, ... : objectiva e subjectivamente aliada do capital financeiro maioritariamente estrangeiro; esta foi e é a sua força, ainda será um dia, tenhamos confiança, a sua fraqueza.
   Entretanto, o Palácio de Belém até parece uma espécie de “câmara corporativa” e com um enviesamento de classe a condizer: é que por para cada confederação sindical ouvida por Cavaco no final da semana passada houve três associações patronais. Algumas nem sequer fazem parte da concertação social democrática. Vale tudo para criar desequilíbrio social e político.
     Para desequilibrar mais, Cavaco ainda teve tempo para ouvir uma consultora internacional, que lhe apresentou os resultados do trabalho “Portugal: Escolhas para o Futuro”. Isto é tão simbólico: afinal de contas, foi Cavaco Silva que deliberadamente ajudou a destruir a inteligência colectiva de natureza técnica que havia na administração pública, nos ministérios ligados à indústria, por exemplo, para dar campo a este tipo de parasitas privados, os que se alimentam do, e alimentam o, esvaziamento do Estado.
      Sim, as lutas de classes, assim no plural, têm muitas dimensões, protagonistas, fracções, alianças e símbolos. E não, não estou nada convencido que Cavaco vá cumprir a Constituição. Afinal de contas, Cavaco tem sido um protagonista político maior do seu esvaziamento desde os anos oitenta, um garante da dependência nacional: “Porque sei muito bem, muito bem o que aconteceu em Portugal quando as orientações adequadas não foram cumpridas”, afirmou hoje numa visita à Madeira que incluiu uma passagem pelo seu inferno fiscal. Também aqui houve e haverá lutas…
  Vistos a partir do estrangeiro, os contornos de um golpe de Estado tornam-se ainda mais nítidos, não é?
      «O presidente português, ... sobre o futuro da democracia europeia ao reconduzir o primeiro ministro de centro-direita, apesar de os resultados eleitorais terem dado a maioria dos assentos parlamentares a três partidos de esquerda. ... a sua decisão era determinada pelo desejo de evitar confrontos com a política fiscal da zona euro, ... O Bloco de Esquerda e o Partido Comunista são considerados "eurocépticos", mas o Partido Socialista, que se dispõe a formar governo, está firmemente comprometido com a permanência na zona euro. (...) António Costa Pinto, professor de Ciência Política, [considera que] "o presidente não pode excluir, da democracia portuguesa, dois partidos que representam um milhão de votos e 20% do eleitorado". Se o fizesse, isso significaria que "nos dias que correm, e em particular na periferia da Europa, os partidos que não apoiem as estritas orientações políticas da zona euro não contam".»-- The Huffington Post, Brechas na democracia portuguesa sob o peso da austeridade
      «Passados apenas onze dias após a sua constituição, o governo de Passos Coelho foi derrubado anteontem pela esquerda portuguesa, através de uma moção que deixou evidente o facto de os conservadores não terem uma maioria parlamentar suficiente. (...) Extravasando as funções de neutralidade que lhe são exigidas pelo cargo, o Chefe de Estado português teimou que seria o seu correligionário Passos Coelho a formar Governo. Neste momento, Cavaco tem duas opções:   manter um executivo em funções até que se possam voltar a realizar eleições - em Junho de 2016 - ou atribuir o governo à esquerda. As regras do sistema parlamentar luso e o respeito pelos resultados obtidos nas urnas exigem que Cavaco tome esta segunda opção.» -- El Mundo, Cavaco deve respeitar a maioria da aliança de esquerda
       «O primeiro ministro lusitano, demitido pelo parlamento na passada terça-feira, solicitou uma revisão urgente da Constituição para permitir novas eleições. (...) A recusa da direita em aceitar a sua derrota no parlamento explica-se pelo sentimento de vitória na noite de 4 de Outubro. Mas os partidos de esquerda não podem ser considerados como agentes de um "golpe de Estado". É verdade que esse acordo [entre PS, BE, PCP e PEV] não foi anunciado durante a campanha, mas a direita portuguesa esquece-se que o PS descartou claramente qualquer governo de "bloco nacional" com a direita. A legitimidade de um governo minoritário, em votos e em deputados, não pode ser considerada superior à de um governo cujo apoio parlamentar assenta na maioria de mandatos e de votos. Mesmo que o projeto desse governo seja incerto. Nos sistemas parlamentares este tipo de alianças é bastante comum.»-- La Tribune, Portugal: A direita quer alterar a Constituição para permanecer no poder
       Para lá destes ecos, na imprensa internacional, sobre o destrambelhamento da direita e a lógica de golpe e sabotagem que tem norteado a actuação de Cavaco Silva, vale a pena ler este texto de Francisco Louçã, no Público de hoje. Procurando descortinar as razões que levam Cavaco a nada decidir, passados já 43 dias após as eleições, Louçã avança com algumas hipóteses para explicar a demora do presidente: «nunca ter incluído o [presente] cenário nos seus quadros perfeitos e exaustivos»; a «simples mesquinhez [em não admitir] um governo com alianças à esquerda»; a consciência de que «esta é a [sua] última decisão que ficará registada nos livros de história»; ou ainda a hipótese de que Cavaco simplesmente «não sabe mesmo o que fazer», sabendo apenas «o que não quer (um governo Costa)» ou «o que não lhe permitem (um governo Passos e Portas em gestão)». Prolongando assim, sem alternativa, «a angústia da dúvida».--  

               As eleições antecipadas estão aí - as presidenciais  (-J.R. Almeida) ...

-----  Mais motivos de orgulho  PàF no fiasco da 'reforma do estado', 'estruturais' dos  neoliberais    (-por S.A. Correia, em 17.11.15, delitodeopiniao) images2.jpg

     Em Nov. 2012, o primeiro-ministro que já está com guia de marcha, Passos Coelho, anunciava uma "nova fase" de redução da despesa através da reorganização das estruturas e funções do Estado, isto é, "uma transformação para melhor e não uma compressão ou redução daquilo que existia até agora", feita "em nome do interesse comum de todos os portugueses". Muitos acreditaram, outros deram-lhe o benefício da dúvida, alguns, como eu, escaldados por mais de duas décadas de uma governação medíocre conduzida por uma geração de lambões saídos das mais diversas feiras e bailaricos paroquiais, desconfiaram.

Em 30 Out.2013, corporizando tal anúncio, o Conselho de Ministros aprovou o documento "Um Estado Melhor", contendo a proposta do Governo com o "Guião para a Reforma do Estado", onde entre outras coisas, belíssimas, se podia ler que "[p]arece evidente a necessidade de reduzir estruturalmente a despesa para suportar a moderação da carga fiscal; e parece igualmente pertinente a redução da carga fiscal para acentuar o crescimento económico, único factor que permitirá, por exemplo, corrigir aspectos da perda de rendimento tanto na função pública, como na CGA ". A mim também me parecia evidente.      Por outro lado, referia-se nesse mesmo documento que no plano das políticas públicas optava-se, ficou lá escrito, por um "modelo de Administração Pública que tenha menos funcionários mais bem pagos" (no topo, dirigentes), prometendo que o "programa das rescisões por mútuo acordo deve ser uma possibilidade permanente, ou seja, um instrumento estável e voluntário de auto-reforma e renovação do Estado". O que, naturalmente, seria alcançado através da "negociação de uma política coordenada entre reformas antecipadas nas Administrações Públicas, objectivos de redução da despesa com pessoal através da requalificação , rescisões e trabalho e reforma a tempo parcial, e os necessários, embora limitados, indicadores de renovação e contratação, nas Administrações Públicas, de modo a garantir o rejuvenescimento do Estado e dos seus serviços". Um mimo.

      Em 4 Jul.2015, Passos Coelho e Paulo Portas vieram dizer que "[é] com orgulho que podemos dizer que cumprimos o mandato que os nossos compatriotas nos conferiram. Prometemos e cumprimos." Nem mais. Ainda assim houve mais de 700.000 que não concordaram com eles (e emigraram!) e mais de dois milhões que foram votar nos outros

    Hoje, que , embora já houvesse a suspeita do que se estava a passar, ficámos a saber, de acordo com o relato do Público desta manhã (p. 24), com chamada à primeira página, que "[p]ela primeira vez desde a chegada da troika a Portugal, o número de funcionários públicos aumentou no terceiro trimestre deste ano. A conclusão é retirada da Síntese Estatística do Emprego Público, publicada ontem, que dá conta da existência de 649.294 funcionários nas administrações central, local e regional, um aumento de 0,3% em comparação com o ano anterior."     Acresce a isto que "desde o final de 2011, o número de trabalhadores do Estado recuou de forma significativa, mas o ritmo de redução começou a abrandar em meados do ano passado e, agora, a Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP) dá conta de “uma inflexão da trajectória decrescente”, que se traduz em mais 2155 pessoas empregadas do que em 2014".        A notícia esclarece ainda, com base num documento que julgo não ter sido forjado na blogosfera pela oposição esquerdista, que "[e]ntre Janeiro e Setembro de 2014, tinham-se reformado 12.814 funcionários do Estado", mas que este ano, "reformaram-se apenas 5030 pessoas. Em resultado disso, as saídas definitivas (que incluem as aposentações e o fim dos contratos a termo, entre outras) caíram 18%. Ao mesmo tempo, as novas entradas tiveram um incremento de quase 45%, desequilibrando os pratos da balança". 

     Finalmente, mesmo sem contar com os números daquelas nomeações feitas à pressa pelo rapaz da Vespa, se repararmos que "os aumentos mais expressivos, em termos absolutos, ocorreram nas escolas (mais 4626 empregos), nos hospitais EPE (mais 1899), nos tribunais (mais 526) e nos centros de saúde (mais 223)", ou seja, na Educação na Saúde e na Justiça, isto é, em áreas do Estado social, cujos serviços são hoje manifestamente piores do que aqueles que havia antes da "reforma do Estado", "reforma" de que os cavalheiros se orgulham, fica-se com a certeza de que o festim, aliás com reflexos evidentes no crescimento do défice público desde a saída daquele sujeito que recorria aos empréstimos do amigo para melhorar o estilo de vida, era para continuar. E sempre com os mesmos a pagarem. Esta é a parte que continua a ser omitida pelos serventuários de serviço nas respectivas "narrativas". 



Publicado por Xa2 às 07:53 de 17.11.15 | link do post | comentar |

5 comentários:
De PSD saque, corrupção tráfico influ.. a 20 de Novembro de 2015 às 10:01

O outro braço direito só escapará com uma revisão constitucional

(por Sérgio de Almeida Correia, em 18.11.15, Delito de opinião)

[imagem: Passos Coelho, Miguel Relvas, Miguel Macedo, na bancada do (des)Governo : d4aaa9fa94c9529e1c6051570e7f9f07.jpg ]

De um sabemos da forma como se "licenciou", da sua função agilizadora nos "negócios" e do modo como se foi embora,
numa espécie de reedição da saída de Dias Loureiro do Conselho de Estado, quase que a pontapé.
Do outro fica-se agora a aguardar o julgamento.

E registo o que a senhora procuradora, que não é anónima mas que mostra, coisa rara em Portugal, ter tomates, e contra quem certamente se iniciará agora mais uma campanha de desacreditação, escreveu na acusação sobre o arguido Miguel Macedo:
"o muito grave e acentuado desrespeito pelos deveres funcionais e pelos padrões ético-profissionais de conduta,
evidenciando total falta de competência e honorabilidade profissionais”
e a "incompatibilidade absoluta" com a manutenção de qualquer cargo público que pressuponha "zelo, isenção e lealdade".

Mais forte era difícil para a santíssima trindade abençoada por Cavaco Silva e à qual o líder do CDS-PP deu o aval.

Confesso que não alcanço o que leva tanta gente da nossa classe política, à direita e à esquerda, a agir desta forma, prestando-se a este tipo de situações (confusões?) no exercício de cargos públicos,
onde a simples estupidez se confunde com a má formação ética e política, deitando-se tudo a perder:
o nome, a carreira (ainda que construída à sombra da politiquice), a reputação.

Dos crimes poderá vir a ser absolvido, do juízo de censura é que não se livra.
Ele e quem o meteu lá. Com bananas ou sem bananas, de avental ou em pelota.

----- gente séria, passos coelho, psd, xix governo constitucional, ex-Min. MMacedo, ex-Min. Relvas, ...

----- * http://visao.sapo.pt/actualidade/portugal/2015-11-17-Macedo-recebeu-de-empresa-beneficiada-no-concurso-dos-helicopteros

Em Março de 2014, o ex-ministro da Administração Interna enviou do seu email de serviço um caderno de encargos do concurso público para operação e manutenção dos helicópteros ao seu amigo e antigo sócio Jaime Gomes. Faltavam 3 meses para o concurso ser oficialmente aberto, o que o deixava numa posição privilegiada em relação a outros potenciais interessados no concurso.
O DCIAP, que conduziu o inquérito dos Vistos GOLD, diz que Macedo não o fez apenas por amizade mas porque respondia a “uma parceria informal de natureza lucrativa”.

Miguel Macedo saberia dos interesses comerciais do grupo Fassa e conhecia as relações entre o CEO do Fassa e Jaime Gomes, por intermédio de representantes da empresa Fitonovo, que viria a ser subcontratada pela Everjets, a empresa vencedora do concurso.
O Ministério Público explica no despacho de acusação: porque o próprio Miguel Macedo, enquanto sócio da empresa JMF, mantivera relações de natureza comercial com a Fitonovo.
E terá recebido cerca de 7 mil euros da JMF, em Dez. 2011, em que já era ministro, dinheiro esse alegadamente proveniente de um montante de 31 mil euros facturado precisamente à Fitonovo.

Miguel Macedo foi sócio da JMF até Jan.2011, em parceria com Jaime Gomes, Luís Marques Mendes e Ana Luísa Figueiredo, que seria, na opinião do MP, mera testa-de-ferro do pai, António Figueiredo (ex-presid. do Inst. dos Registos e Notariado e alegado cabecilha da alegada rede de CORRUPÇÂO em torno dos Vistos GOLD). A única actividade conhecida da empresa – que viria a cessar atividade em 2013 – é a celebração de um contrato, em Dez2009, com a Fitonovo. Que consistia no quê?
“Na facilitação de contactos privilegiados, no âmbito da contratação pública”.

De acordo com o contrato analisado pelos investigadores, a JMF deveria receber 2% do valor total de cada contrato efetuado em Portugal.
Em Janeiro de 2011, já depois da saída de Macedo, a JMF facturou à Fitonovo 31.146,28 euros por serviços de assessoria comercial.
Depois a JMF distribuiu o dinheiro pelos sócios: 7072 euros para Miguel Macedo; igual para a JAG (empresa de Jaime Gomes) e igual para Luís Marques Mendes. A parcela maior, de 7084 euros, foi para Ant. Figueiredo.

A Fitonovo foi constituída em 2009 e transformou-se numa sociedade anónima em 2011, e Perene em 2015, após processo-crime em Esp


De Stop TTIP + PSD e CDS + neoliberais... a 19 de Novembro de 2015 às 12:20
Realmente, não vos escapa uma!

(18/11/2015 por Ana Moreno, Aventar; http://aventar.eu/2015/11/18/realmente-nao-vos-escapa-uma/#more-1239644 )


Com que então os grupos parlamentares do PSD e do CDS-PP vão propor à Assembleia da República, para ser discutido hoje e votado amanhã, um Projecto de Resolução que visa, entre outros, “Reforçar que Portugal irá fortalecer o laço transatlântico na sua dimensão bilateral com os Estados Unidos da América, nomeadamente o acompanhamento da parceria transatlântica de comércio e investimento, em particular no que se refere à conclusão do TTIP, atualmente em negociação entre a União Europeia e os Estados Unidos da América, defendendo o interesse nacional e europeu”…


◾Então agora é que se lembraram disso, depois de nem terem tocado no assunto durante a campanha eleitoral? Ora confessem lá à vontade, porque já é óbvio: a ideia é exibir a diferença de posição do PS em relação à do PCP e BE, certo? Olha que bem apanhada!
◾E, por acaso, conhecem o texto que está a ser negociado, para poderem votar algum apoio? E, nesse caso, conhecem como?, se ele é secreto? Também já têm a inspiração divina do vosso lado???
◾E por acaso já vos passou pela cabeça informar os cidadãos sobre as consequências de um acordo destinado a pôr de pantanas direitos laborais e dos consumidores, normas de saúde pública, protecções ambientais, privacidade e liberdade na NET, agricultura, etc.?
◾E a perda de soberania (ISDS, cooperação regulatória, …) que ele acarreta, tanto faz, em nome do agrado das multis, certo? Caso consigamos vir a ter um governo de esquerda – e já sabemos que estão a tentar impedi-lo por todos os meios e feitios – que pretenda aprovar legislação passível de pôr em risco os lucros de empresas que tenham investido no nosso país, por exemplo um aumento do salário mínimo, vocês já nem têm que se esforçar para o impedir porque a indemnização que podemos ter que pagar já é argumento mais que suficiente, não é? Que prático!

Não há dúvida, vocês ( PSD , CDS, neoliberais ) estão mesmo atentos e decididos a segurar firmemente as rédeas para colocar o país em mãos alheias!
----------
BANDIDOS, BURLÕES, LADRÕES, BANGSTERS, TRAIDORES, ...
-------------

... como terá acontecido no Egipto, uma grande empresa americana, instalada em Portugal, poderá processar o governo por aumentar o salário mínimo,... ou por criar legislação de defesa ambiental, ...
ou por decidir seja o que for ... pois haverá sempre empresas e/ou oligarcas a reclamar que alteraram-se as condições sociais económicas financeiras ou ambientais ou políticas em geral ...
que lhe prejudicam o negócio, o investimento, os lucros, ... !!
e por isso põe o Estado em tribunal particular (arbitragem internacional, privada)
com um batalhão de juristas, contabilistas, economistas, consultores, lobistas, 'testemunhas', ...
e compram ou ameaçam os 'juízes' ...
e ganham uma choruda indemnização
+ a reversão das medidas tomadas pelos governos ou autarquias
+ novos negócios e concessões leoninas ...
tudo à custa dos contribuintes e cidadãos dos países, que passam a ser reféns e vítimas indefesas !!! de predadores sem pátria nem escrúpulos.

--------
Plataforma Não ao TTIP: https://www.nao-ao-ttip.pt/

pode encontrar imensa informação aprofundada e actualizada no link da Plataforma Não ao TTIP: https://www.nao-ao-ttip.pt/ ;

claro que só sabemos aquilo que se consegue obter através de fugas de informação, pois o texto em si é secreto
(embora andem a tentar deitar-nos areia nos olhos publicando textos que são APENAS a posição da UE, não as posições negociadas com os EUA).

A Plataforma portuguesa está integrada na iniciativa europeia STOP TTIP, da qual fazem parte 500 organizações de todo o cariz, e que reuniu mais de 3 milhões de assinaturas em 24 países europeus
(https://stop-ttip.org/pt/?noredirect=pt_PT).

É essencial conhecer as implicações destes tratados que pretendem facilitar a vida às multinacionais / transnacionais à custa dos direitos dos cidadãos e perda de soberania dos Estados.

O assunto tem pano para mangas, por isso só posso encorajá-lo para a leitura!


De Seita de Saqueadores do Estado. a 19 de Novembro de 2015 às 11:19
Gangster ou chefe de seita?

Desde que foi assaltado pela seita de Pedro Passos Coelho, o PSD transformou-se num grupo de bandidos encartados, protegidos pelo voto democrático.

Adoptando como símbolo um PIN na lapela, com o qual pretendiam afirmar-se como grandes defensores de Portugal e dos portugueses, a seita de Massamá rapidamente mostrou ao que vinha:

saquear o país e entregá-lo a amigos e interesses estrangeiros.

Em nome da defesa dos interesses privados, vendeu-se a REN e a EDP ao estado chinês!
Venderam-se ao desbarato empresas que davam lucro, como os CTT,
nos transportes foi o regabofe total, com a concessão de empresas estratégicas em Lisboa e no Porto a serem entregues à pressa e de forma atamancada a amigalhaços.
Fico-me por aqui... o rol de crimes contra o Estado
perpetrados por este grupo de energúmenos é demasiado extenso e o propósito deste post é, antes de mais, demonstrar como esta canalha laranja mente quando diz defender os interesses de Portugal.
Bastou terem perdido a maioria absoluta, para lhes estalar o verniz e, de defensores de Portugal, passarem a ser os seus coveiros.

Não merece a pena recordar aqui a histeria de Passos Coelho logo após a confirmação do chumbo do seu governo na AR.
Foi demasiado patético ver PPC, apeado do poder despótico,
reagir como um drogado desesperado a quem está a faltar a dose diária para se manter vivo mas, pior ainda, foi ouvir Paulo Rangel, depois de derreter as banhas nos corredores de Bruxelas, dirigir-se ao Parlamento Europeu alertando-os para a ameaça de um governo de esquerda.

Ou ouvir numa conferência internacional aquele monte de esterco de Durão Barroso,
outrora delinquente juvenil que destruía e roubava mobiliário na Faculdade de Direito,
com a legitimidade revolucionária que lhe era conferida por ser militante destacado do MRPP, acusar o PS de se estar a aliar a partidos ainda piores do que o Syriza.

É assim que estes bandidos defendem o país? Felizmente nem os mercados lhes dão ouvidos...

E que dizer daquele cadáver de Belém, com nome de gangster perigoso e temido pela polícia ( quem não se lembra dos perigosos irmãos Cavaco?) que não perde uma oportunidade para
defender a canalha que o protege e ainda se dá ao luxo de gozar com os portugueses, expondo o país à voracidade dos mercados?

Em vez de defender os interesses do país, o terceiro Cavaco está a satisfazer o seu ego mesquinho.
Após cada audiência a entidades esconsas e personalidades maiores e menores que diariamente desfilam pelo seu gabinete, deve masturbar-se diante do espelho e dizer:
eu sou bom e faço o que me der na real gana, o país que se lixe. Eu é que sou o presidente da Junta e só nomeio um governo quando me apetecer.

Enquanto vai adiando a decisão, vai dando
tempo a este governo para destruir documentos comprometedores,
falsear números e estatísticas ou ambas as coisas.

Perante esta actuação do terceiro Cavaco, a quem Paulo Portas disse um dia estar a merecer um estalo, sem que o país se indignasse, aparecem umas virgens ofendidas a vociferar, porque Catarina Martins alertou que o homem se comporta como chefe de seita e Tiago Barbosa Ribeiro acusou de se comportar como um gangster.

Vão bugiar!

(-Carlos Barbosa de Oliveira, 18/11/2015, http://cronicasdorochedo.blogspot.pt/ )


De Bananas e chefe da oligarquia... a 19 de Novembro de 2015 às 11:25
... ... ...

Cavaco, desde 2008, que é isto. Não estamos perante qualquer novidade. Há um padrão no seu comportamento, e há causas óbvias.
Ele fez de Belém, ou deixou que se fizesse no caso de ter sido manipulado, um forte avançado para comandar tropas e lançar ataques contra o inimigo, o PS.
Em termos psicológicos, há abundante literatura que explica o fenómeno.
Em termo políticos, Cavaco serviu com diligência e mérito os interesses da oligarquia.

E em termos cívicos, ficarei a gostar um bom bocado menos deste meu país caso Cavaco saia da Presidência sem que se organize uma manifestação de repúdio pelo vergonhoso e aviltante exercício do cargo.


De ANormalidade e Alienados serenos... a 17 de Novembro de 2015 às 12:22

Tudo dentro da (a)normalidade

O país está a viver um período conturbado.
As pessoas agitam-se, aumenta a crispação entre os partidos, os agentes económicos impacientam-se porque não há governo e os agentes sociais pedem uma solução rápida.

Que faz o salazarzinho de subúrbio que habita em Belém?
Pira-se para a Madeira, como se nada fosse com ele.

Até aqui, tudo normal. Em 2013, quando Catherine Deneuve Paulo Portas se demitiu irrevogavelmente provocando um prejuízo de milhões ao país,
Cavaco também foi para a Madeira brincar com as cagarras.
Desta vez vai seguir um Roteiro ( não sei se dá guito como as acções o BPN, mas é certamente muito lucrativo),
quando o seu dever era ficar em Lisboa a evitar que a dupla Passos/Portas andasse a incendiar o país, com verbas do Estado.

Tudo isto é normal no comportamento do tosco de Boliqueime.
A única anormalidade deste processo é as pessoas permanecerem serenas, em vez de irem para a porta de Belém
exigir que esta contrafação de PR defenda, por uma vez, os interesses do país.

Convenhamos, porém, que seria pedir demais a um parolo prepotente como Cavaco.

-- por Carlos Barbosa de Oliveira 16/11/2015

------Graça Sampaio

O parolo prepara-se para manter os seus queridos no "governo"
e o povo está sereninho porque não há nada que os faça reagir.

Desde que a SIC e a TVI continuem a dar as novelas e a Quinta e o Correio da Manha
continue a escrever falsidades, tudo está bem!!!

Pois não aguentaram o padreca de Santa Comba durante 48 anos agachadinhos, agachadinhos....


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