De PSD saque, corrupção tráfico influ.. a 20 de Novembro de 2015 às 10:01

O outro braço direito só escapará com uma revisão constitucional

(por Sérgio de Almeida Correia, em 18.11.15, Delito de opinião)

[imagem: Passos Coelho, Miguel Relvas, Miguel Macedo, na bancada do (des)Governo : d4aaa9fa94c9529e1c6051570e7f9f07.jpg ]

De um sabemos da forma como se "licenciou", da sua função agilizadora nos "negócios" e do modo como se foi embora,
numa espécie de reedição da saída de Dias Loureiro do Conselho de Estado, quase que a pontapé.
Do outro fica-se agora a aguardar o julgamento.

E registo o que a senhora procuradora, que não é anónima mas que mostra, coisa rara em Portugal, ter tomates, e contra quem certamente se iniciará agora mais uma campanha de desacreditação, escreveu na acusação sobre o arguido Miguel Macedo:
"o muito grave e acentuado desrespeito pelos deveres funcionais e pelos padrões ético-profissionais de conduta,
evidenciando total falta de competência e honorabilidade profissionais”
e a "incompatibilidade absoluta" com a manutenção de qualquer cargo público que pressuponha "zelo, isenção e lealdade".

Mais forte era difícil para a santíssima trindade abençoada por Cavaco Silva e à qual o líder do CDS-PP deu o aval.

Confesso que não alcanço o que leva tanta gente da nossa classe política, à direita e à esquerda, a agir desta forma, prestando-se a este tipo de situações (confusões?) no exercício de cargos públicos,
onde a simples estupidez se confunde com a má formação ética e política, deitando-se tudo a perder:
o nome, a carreira (ainda que construída à sombra da politiquice), a reputação.

Dos crimes poderá vir a ser absolvido, do juízo de censura é que não se livra.
Ele e quem o meteu lá. Com bananas ou sem bananas, de avental ou em pelota.

----- gente séria, passos coelho, psd, xix governo constitucional, ex-Min. MMacedo, ex-Min. Relvas, ...

----- * http://visao.sapo.pt/actualidade/portugal/2015-11-17-Macedo-recebeu-de-empresa-beneficiada-no-concurso-dos-helicopteros

Em Março de 2014, o ex-ministro da Administração Interna enviou do seu email de serviço um caderno de encargos do concurso público para operação e manutenção dos helicópteros ao seu amigo e antigo sócio Jaime Gomes. Faltavam 3 meses para o concurso ser oficialmente aberto, o que o deixava numa posição privilegiada em relação a outros potenciais interessados no concurso.
O DCIAP, que conduziu o inquérito dos Vistos GOLD, diz que Macedo não o fez apenas por amizade mas porque respondia a “uma parceria informal de natureza lucrativa”.

Miguel Macedo saberia dos interesses comerciais do grupo Fassa e conhecia as relações entre o CEO do Fassa e Jaime Gomes, por intermédio de representantes da empresa Fitonovo, que viria a ser subcontratada pela Everjets, a empresa vencedora do concurso.
O Ministério Público explica no despacho de acusação: porque o próprio Miguel Macedo, enquanto sócio da empresa JMF, mantivera relações de natureza comercial com a Fitonovo.
E terá recebido cerca de 7 mil euros da JMF, em Dez. 2011, em que já era ministro, dinheiro esse alegadamente proveniente de um montante de 31 mil euros facturado precisamente à Fitonovo.

Miguel Macedo foi sócio da JMF até Jan.2011, em parceria com Jaime Gomes, Luís Marques Mendes e Ana Luísa Figueiredo, que seria, na opinião do MP, mera testa-de-ferro do pai, António Figueiredo (ex-presid. do Inst. dos Registos e Notariado e alegado cabecilha da alegada rede de CORRUPÇÂO em torno dos Vistos GOLD). A única actividade conhecida da empresa – que viria a cessar atividade em 2013 – é a celebração de um contrato, em Dez2009, com a Fitonovo. Que consistia no quê?
“Na facilitação de contactos privilegiados, no âmbito da contratação pública”.

De acordo com o contrato analisado pelos investigadores, a JMF deveria receber 2% do valor total de cada contrato efetuado em Portugal.
Em Janeiro de 2011, já depois da saída de Macedo, a JMF facturou à Fitonovo 31.146,28 euros por serviços de assessoria comercial.
Depois a JMF distribuiu o dinheiro pelos sócios: 7072 euros para Miguel Macedo; igual para a JAG (empresa de Jaime Gomes) e igual para Luís Marques Mendes. A parcela maior, de 7084 euros, foi para Ant. Figueiredo.

A Fitonovo foi constituída em 2009 e transformou-se numa sociedade anónima em 2011, e Perene em 2015, após processo-crime em Esp


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