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De Costismo ou novo futuro ex-gr. líder PS. a 12 de Junho de 2014 às 10:00
---- O costismo
(João Cardoso Rosas, http://economico.sapo.pt/noticias/o-costismo_195269.html ,11/6/2014)

Nunca ninguém tinha notado, até há pouco tempo, que António Costa é o grande líder que fará desabrochar mil flores.

Mas várias pessoas descobriram-no agora, depois de aturadas investigações em bares do Bairro Alto e restaurantes de Sintra. Não há intelectual descomprometido nem analista político estritamente independente que não fale como se Costa não tivesse já sido eleito e estivesse prestes a entrar em funções. No programa de televisão em que participa e no qual construiu a sua persona salvífica, os colegas de debate já lhe dizem: "quando for você a governar...".

Apesar deste movimento nacional e cientificamente comprovado por sondagens, pelo menos de acordo com jornalistas amigos ou familiares do próprio, tenho ainda algumas dúvidas - pequenas, claro - sobre o valor político do costismo.

Os costistas falam da renovação que Costa vai trazer ao PS. Mas, a julgar pelos seus principais apoiantes, essa renovação assenta em figuras como Soares e Sócrates. Além disso, quem está a rodear Costa é gente que nenhum português bem informado convidaria para jantar em sua casa, desde Marcos Perestrelo a José Lello, de Jorge Lacão a Mesquita Machado. Pelo contrário, os costistas dizem que quem rodeia Seguro são obscuros homens do aparelho. Mas, para dar apenas alguns exemplos, eu vejo lá referências do PS (Alberto Martins), gente qualificada e com experiência internacional (Maria João Rodrigues) ou nacional (João Proença). E vejo efectivo rejuvenescimento (Manuel Caldeira Cabral).

Os costistas insistem nas novas ideias políticas que Costa traz para o País. Mas, quando se lê o que Costa escreveu e vai dizendo não se encontra uma única coisa que Seguro não tenha também dito ou sugerido, geralmente antes do próprio Costa (veja-se os livros que ambos publicaram). Será que Costa vai agora propor algo totalmente novo? A suspensão do pagamento da dívida? A saída do euro? Se assim for, isso fará realmente a diferença, mas não parece que seja assim. Alguns dizem: pois, mas o modo como Costa fala é mais convincente, enquanto Seguro não tem carisma. Ora, eu pensava, ingenuamente, que o que mais importava era a substância das ideias, não o modo de expressão mais ou menos telegénico.

Os costistas ressalvam ainda a grande experiência governativa de Costa e o seu pendor executivo, enquanto Seguro seria o homem do aparelho. Mas não me recordo de uma carreira de Costa fora da política e dos pequenos ou grandes golpes - como agora - para alcançar o poder. Por outro lado, Seguro também foi membro de vários Governos e não se saiu mal, tal como Costa. Quanto à especial capacidade executiva de Costa, custa um pouco a entender como é que alguém que vai salvar Portugal não consegue sequer manter as ruas de Lisboa limpas e sem buracos.


De . PS e o país ... esfrangalhados a 16 de Junho de 2014 às 09:23

O CISMA
(ou o PS esfrangalhado... - e não aparece outro PS ou partido de esquerda que mobilize os cidadãos ... para limpar esta choldra !! )

Apoiado nos estatutos, o Conselho de Jurisdição do PS decretou a impossibilidade de um congresso extraordinário eleger um novo secretário-geral.
Apenas um Congresso regular o poderá fazer.
Uma curiosa decisão, tendo em vista que a direcção do partido aprovou primárias (e até fixou a data respectiva) para a eleição do candidato a primeiro-ministro, sendo certo que os estatutos do partido não autorizam, nem sequer prevêem, tal procedimento.

O país não percebe que, com a sua teimosia, António José Seguro permita que o PS seja esfrangalhado a céu aberto.
Faltando mais de três meses para as famosas primárias, tudo pode acontecer.
Não esquecer que, neste momento, o PS tem um grupo parlamentar cindido:
45 dos 74 deputados foram capazes de dar a cara e o nome em documento assinado que doravante os compromete (sete são vice-presidentes da bancada).
E resta saber quantos, dos 29 que não assinaram, fizeram saber que... podes contar comigo, pá!
Num país de rolhas, isto pode acabar da pior maneira.

Se António José Seguro acredita ter o partido com ele, não tem que recear primárias ou directas no mais curto prazo de tempo.
Devia ser o primeiro a querer esclarecer o Cisma.

Negando a António Costa a possibilidade de um confronto em tempo útil, os apparatchik do Rato estão a conduzir o PS para um beco sem saída.



(-Etiquetas: António Costa, Partido Socialista
posted by Eduardo Pitta, http://daliteratura.blogspot.pt/
14/6/2014)


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