De Desgoverno Fascista na Hungria da UE. a 4 de Maio de 2015 às 16:30
Viktor Orbán, fascista assumido

(-01/05/2015 por João Mendes)

Orbán Viktor; VAN ROMPUY, Herman; MERKEL, Angela; DURAO BARROSO, José Manuel

Viktor Orbán é uma daquelas pessoas – acho que conta como pessoa, não tenho bem a certeza – que se presidisse a um partido como o Syriza ou o Podemos seria considerado uma ameaça à liberdade e a não sei quantas coisas mais.
Felizmente para ele, a opção pela extrema-direita tem-se mostrado uma escolha acertada.
Governa a Hungria, agora sem maioria, mas continua em grande forma no que às melhores práticas fascistas diz respeito.
E enquanto alguns dos colegas do Partido Popular Europeu (PPE) que podemos ver na foto se dedicam a evitar que o actual governo grego exista, o primeiro-ministro húngaro dedica-se a outras causas como
a cruzada pela discussão da reintrodução da pena de morte na União Europeia ou
o envio de imigrantes para “campos de internamento”, para serem forçados a trabalhar,

Se isto fosse na Rússia de Putin, bom amigo de Orbán, na Venezuela ou no Irão, soariam alarmes de direitos humanos, neounicórnios cor-de-rosa relinchariam em profunda indignação e o mundo estaria provavelmente perdido.
Mas a Hungria do Orbán, que até já foi vice-presidente desse bastião da cultura democrática que é o PPE, não é um desses desvarios esquerdistas que nos levarão à perdição.

Afinal de contas, o homem só quer poder eliminar cidadãos “inconvenientes” e criar uma versão moderna dos saudosos campos de trabalhos forçados.
Puxão de orelhas e está resolvido.
Entre isso e deixar os maluquinhos das reestruturações de dívida à solta, deixem andar o Orbán.
Mais fascista menos fascista, este pelo menos já saiu do armário.
Será que o jornal do regime também lhe arranja uma história de amor daquelas mesmo fofas e… falsas?


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