De ... já aí vem outro despedimento colecti a 18 de Junho de 2014 às 12:57
160 dramas pessoais e um desastre colectivo
(o pais do burro, 13/6/2014)
...
... não faço ideia qual terá sido o critério de escolha dos que ficaram e dos que saíram, se é que houve outro que não o dos proveitos e custos.
Se houvesse justiça neste mundo, os dispensados seriam exclusivamente aqueles que sempre colaboraram com o poder na guerra de percepções que vai resultando na imposição das regras do jogo atrás enunciadas
e, nesse caso, a democracia sairia a ganhar com a limpeza na classe daqueles que asseguram o seu pilar informação.
Se o episódio servisse para evitar sequelas futuras, os jornalistas deixariam de comportar-se como quase todas as outras classes profissionais, cada um por si,
e a ética profissional, os deveres deontológicos e o espírito de classe encarregar-se-iam de expulsar a concorrência desleal dos maus profissionais pagos a um prato de lentilhas
que vão substituindo os bons, e há muitos, que são postos na prateleira e, dessa forma, também de devolver aos clientes finais do seu trabalho aquele prazer antigo de comprar jornais e revistas.

Infelizmente, nem o mundo é justo, nem a generalidade dos jornalistas se diferencia assim tanto dos restantes compatriotas que não dispõem do seu poder de influenciar as percepções dos outros.

Foram despedidos mais 160 portugueses. 160 dramas pessoais e um desastre colectivo.

O desemprego já está a trabalhar para surpreender os 160 seguintes.


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