4 comentários:
De DESGOVERNantes Vivem noutro Mundo. a 21 de Janeiro de 2015 às 11:08
Um ministro da Saúde que aparece nas televisões a dizer, sem se rir ou sem sequer pestanejar ou enrolar a voz, que
«o caos nos hospitais se deve aos 600 médicos que se reformaram», que a «culpa é das reformas antecipadas»,
é um ministro que não tem a noção da dimensão e do impacto das "reformas estruturais" e das "reformas sectoriais"
levadas a cabo pelo ministro da Saúde do Governo e pelo Governo do ministro da Saúde.
Vive numa realidade paralela, portanto.

----- derTerrorist, 20/1/2015


De 'charlitos' conformados, estúpidos! a 21 de Janeiro de 2015 às 11:39
“mort aux vaches”, ou o país dos "carlitos" e o riso de Voltaire


A actual ministra da cultura do país de André Malraux confessou recentemente que não lê um livro há dois anos. Também recentemente, uma secretária d’estado da saúde do mesmo país aconselhou os sem-abrigo “a não saírem de casa”, por causa da vaga de frio que assola a velha Europa.

É desta matéria, e de outra de igual jaez, que se faz o assunto quotidiano do jornal satírico “Charlie Hebdo” (mas também do seu irmão-gémeo desavindo “Siné-Mensuel” e do semanário “Le Canard Enchainé”.
Estas três publicações devem ser aliás um fenómeno único no mundo:
todas vivem voluntariamente sem publicidade nem qualquer prolongamento na net, exclusivamente da sua venda nas bancas.

O seu humor político, de agressão e sem concessões à psicofoda do politicamente correcto, é o riso de Voltaire:
a expressão escrita e desenhada do livre pensamento contra a estupidez, o conformismo, a ignorância, o preconceito e o fanatismo.

As suas armas são o humor livre, o riso e a mofa, a caricatura, o grotesco, até a obscenidade e a blasfémia.
O objectivo não é matá-los. É moê-los. Pelo escárnio, confrontando-os com a sua verdadeira dimensão - o ridículo.

A conclusão a que isto permite chegar é que existe em França, embora residual e minoritário, um mercado para o riso – ou seja, existe um público que se ri do patrão, da padralhada, da alta-finança, da baixa-política, da justiça, da religião, de deus e dos profetas.
E não o fazem à socapa, como os portuguesinhos valentes que agora também são charlie. Não, fazem-no em público.
Comprando os jornais, esses papéis pintados com tinta, divertindo-se à grande e à francesa e assim fazendo viver, e morrer de riso, os que os assinam.

Mesmo não sendo fácil, sob a ameaça constante de infindáveis processos judiciais e, agora, até de lunáticos assassinos.

Em Portugal por exemplo, onde se descobriu de repente um generalizado amor pla liberdade de expressão, o único caso comparável ao destes bravos humoristas gráficos é o de José Vilhena,
silenciado há muito - levado várias vezes à falência -
pelos pruridos de respeitinho e por convenientes processos de difamação.

A verdade é que em Portugal ninguém se ri dos milagres de Fátima,
nem dos aventalinhos da maçonaria, nem dos látegos da opus dei;
nem dos consórsios de advogados;
nem dos pareceres dos catedráticos de coimbrameudeus;
nem sequer do empreendedorismo, da caridadezinha, das imagens de marca e da cultura gurmê;
nem do “universo espíritosanto” do doutoricardosalgado e do seu sobrinho angolano
ou dos outros escroques condecorados plo presidente;
nem do presidente.

Os tugas, esses carlitos parvenus, acham graça é aos anúncios.
O humor em Portugal está todo na publicidade.

É por isso que não existe nenhum jornal satírico.
Par contre, existem três diários de futebol e,
num país que não produz um prego, outros tantos “de negócios”.

É também por isso que ninguém se ri de um estafermo imbecil como Vera Jardim.
No país dos charlies de geração espontânea uma abécula que já foi ministro da justiça (é autor da lei da liberdade religiosa) acha que o seu amigo Sócrates não tem que cumprir as leis penais que ele próprio e o partido de ambos aprovaram.

E nem sequer é escarnecido, como merece.
Pelo contrário, no país do respeitinho, o desinfeliz é levado a sério.
Passeia-se incólume, como um pavão ou um príncipe, plos jornais que dizem que são charlie.

(-por Fernando Campos,11/1/2015 , o sítio dos desenhos, http://ositiodosdesenhos.blogspot.pt/ )


De DePUTados e AR escandaloso a 28 de Janeiro de 2015 às 17:44
ESTAMOS A CHEGAR A UM PONTO, EM QUE CALAR É CRIMINOSO...

DEPUTADOS NO REINO UNIDO...!

Não é de estranhar, mas é interessante saber... como tudo é diferente...!
Os deputados do Reino Unido, na "Mãe dos Parlamentos",

1 . não têm lugar certo onde sentar-se, na Câmara dos Comuns;
2 . não têm escritórios, nem secretários, nem automóveis;
3 . não têm residência (pagam pela sua casa em Londres ou nas províncias); detalhe: e pagam, por todas as suas despesas, normalmente, como todo e qualquer trabalhador;
4 . não tem passagens de avião gratuitas, salvo quando ao serviço do próprio Parlamento. E o seu salário equipara-se ao de um Chefe de Secção de qualquer repartição pública.

Em suma, são SERVIDORES DO POVO e não PARASITAS do mesmo.
A propósito, sabiam que, em Portugal,os funcionários não deputados que trabalham na Assembleia tem um subsídio equivalente a 80 % do seu vencimento? Isto é, se cá fora ganhasse 1000,00 ? lá dentro

ganharia 1800,00 ?. Porquê? Profissão de desgaste rápido? E por que é que os jornais não falam disto?

Porque têm medo? Ou não podem?


De Tugas desgraçados a 21 de Janeiro de 2015 às 10:16
---- Notícia de Última Hora

Estão a ouvir rebentamentos aí pelo país? Não se assustem!
São funcionários públicos a abrir garrafas de champagne. Estão a festejar a recuperação de 20% dos roubos no salário feitos por este governo.

Encontrei um, especialmente eufórico, porque este mês recebeu mais 11€, apesar de o corte do seu salário ter sido de cerca de 100.

Para onde foi o resto? - perguntei-lhe

Para a ADSE e para a taxa extraordinária- respondeu-me, vibrante de orgulho, por estar a contribuir para a recuperação do país

---- Justiça sob suspeita

Ontem, o director do JN insinuava que o juiz Carlos Alexandre e o procurador Rosário Teixeira serão responsáveis pelas fugas de informação para a imprensa.

Conheço Afonso Camões e não acredito que ele faça essa afirmação gratuitamente. Ele não correria o risco de ser desmentido, se não tivesse provas do que escreve.E a verdade é que até agora não houve qualquer reacção dos visados.

Todos desconfiamos da justiça, porque os seus agentes não se cansam de nos dar provas de que não podemos confiar na isenção das suas decisões. Mais estranho é constatar que, dentro da justiça, haja quem também tenha sérias dúvidas sobre a imparcialidade das decisões tomadas pelos seus agentes. Pelo menos é a conclusão racional que se extrai, quando um jornal noticia ( sem desmentido do visado) que o procurador exige assistir ao sorteio de um juiz. Se faz essa exigência, é porque admite que há juízes que podem não cumprir a lei e decidir em função de outros factores.

Ora se eles duvidam uns dos outros, ainda mais razões temos para duvidar deles.
E neste caso concreto, crescem as dúvidas: será a prisão de Sócrates uma vingança, uma encomenda ou simples exercício de humilhação?

---- Paulo Portas vai ao Iemen





Quando soube que a popularidade de François Hollande tinha aumentado 21 pontos ( de 19 para 40) após os atentados ao Charlie Hebdo, Passos Coelho telefonou imediatamente a Paulo Portas:

- Paulo tens de ir ao Iemen com urgência

- Ao Iemen? Deves estar maluco, Pedro. Que é que vou lá vender?

- Não vais vender nada. Vais ganhar as eleições

- Ganhar as eleições no Iémen? Estás a sentir-te bem, Pedro? Liga mas é ao teu médico, porque deves estar com um esgotamento.

- Já vi que ainda não leste os jornais hoje, Paulo.

- Pois, ainda não tive tempo.

- Logo vi. Fica a saber que depois do atentado ao Charlie Hebdo a popularidade do Hollande subiu de 19 para 40%

- E daí? Nós aqui não corremos riscos de nenhum atentado.

- Por isso mesmo, pá! Estás mesmo bronco. Não temos atentados, mas podemos ter se tu fores ao Iemen.

- O quê? Estás a insinuar que eu vá ao Iémen para ser morto por aqueles fanáticos e no dia seguinte vir nas primeiras páginas dos jornais como mártir?

- Nada disso, Paulo. Mas nós temos terroristas portugueses no Iemen, estás a perceber?

- Parece-me que estou a começar a ver qualquer coisa...

- Então vais lá, falas com ele e combina uma coisita qualquer para eles fazerem cá. Que não magoe muito. De preferência sem mortes, mas se tiver de ser...

- Com mortes sempre tem mais impacto...

- Pois. E se fosse num Lar de Idosos ou num centro de emprego, sempre poupávamos em reformas e subsídios de desemprego para lhes podermos pagar o serviço.

- Vou pensar no assunto, Pedro. Daqui a bocado digo-te qualque coisa

- Posso mandar preparar o Falcon?

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(-por C.B. de Oliveira , crónicas do rochedo, 20/1/2015)


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