De Tugas desgraçados a 21 de Janeiro de 2015 às 10:16
---- Notícia de Última Hora

Estão a ouvir rebentamentos aí pelo país? Não se assustem!
São funcionários públicos a abrir garrafas de champagne. Estão a festejar a recuperação de 20% dos roubos no salário feitos por este governo.

Encontrei um, especialmente eufórico, porque este mês recebeu mais 11€, apesar de o corte do seu salário ter sido de cerca de 100.

Para onde foi o resto? - perguntei-lhe

Para a ADSE e para a taxa extraordinária- respondeu-me, vibrante de orgulho, por estar a contribuir para a recuperação do país

---- Justiça sob suspeita

Ontem, o director do JN insinuava que o juiz Carlos Alexandre e o procurador Rosário Teixeira serão responsáveis pelas fugas de informação para a imprensa.

Conheço Afonso Camões e não acredito que ele faça essa afirmação gratuitamente. Ele não correria o risco de ser desmentido, se não tivesse provas do que escreve.E a verdade é que até agora não houve qualquer reacção dos visados.

Todos desconfiamos da justiça, porque os seus agentes não se cansam de nos dar provas de que não podemos confiar na isenção das suas decisões. Mais estranho é constatar que, dentro da justiça, haja quem também tenha sérias dúvidas sobre a imparcialidade das decisões tomadas pelos seus agentes. Pelo menos é a conclusão racional que se extrai, quando um jornal noticia ( sem desmentido do visado) que o procurador exige assistir ao sorteio de um juiz. Se faz essa exigência, é porque admite que há juízes que podem não cumprir a lei e decidir em função de outros factores.

Ora se eles duvidam uns dos outros, ainda mais razões temos para duvidar deles.
E neste caso concreto, crescem as dúvidas: será a prisão de Sócrates uma vingança, uma encomenda ou simples exercício de humilhação?

---- Paulo Portas vai ao Iemen





Quando soube que a popularidade de François Hollande tinha aumentado 21 pontos ( de 19 para 40) após os atentados ao Charlie Hebdo, Passos Coelho telefonou imediatamente a Paulo Portas:

- Paulo tens de ir ao Iemen com urgência

- Ao Iemen? Deves estar maluco, Pedro. Que é que vou lá vender?

- Não vais vender nada. Vais ganhar as eleições

- Ganhar as eleições no Iémen? Estás a sentir-te bem, Pedro? Liga mas é ao teu médico, porque deves estar com um esgotamento.

- Já vi que ainda não leste os jornais hoje, Paulo.

- Pois, ainda não tive tempo.

- Logo vi. Fica a saber que depois do atentado ao Charlie Hebdo a popularidade do Hollande subiu de 19 para 40%

- E daí? Nós aqui não corremos riscos de nenhum atentado.

- Por isso mesmo, pá! Estás mesmo bronco. Não temos atentados, mas podemos ter se tu fores ao Iemen.

- O quê? Estás a insinuar que eu vá ao Iémen para ser morto por aqueles fanáticos e no dia seguinte vir nas primeiras páginas dos jornais como mártir?

- Nada disso, Paulo. Mas nós temos terroristas portugueses no Iemen, estás a perceber?

- Parece-me que estou a começar a ver qualquer coisa...

- Então vais lá, falas com ele e combina uma coisita qualquer para eles fazerem cá. Que não magoe muito. De preferência sem mortes, mas se tiver de ser...

- Com mortes sempre tem mais impacto...

- Pois. E se fosse num Lar de Idosos ou num centro de emprego, sempre poupávamos em reformas e subsídios de desemprego para lhes podermos pagar o serviço.

- Vou pensar no assunto, Pedro. Daqui a bocado digo-te qualque coisa

- Posso mandar preparar o Falcon?

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(-por C.B. de Oliveira , crónicas do rochedo, 20/1/2015)


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