3 comentários:
De Objectivo dos capatazes PaFiosos : a 30 de Setembro de 2015 às 17:24
-----A coligação de direita tem um projecto claro e coerente para o país

Assume que a economia portuguesa, tal como existe, não tem possibilidade de vingar no mundo globalizado.
Como tal, defende que o país tem de ser profundamente transformado, de modo a torná-lo mais atractivo ao investimento.
Para isso, é preciso tornar o investimento empresarial mais rentável, o que só se consegue no curto-prazo reduzindo os custos para as empresas.

Grande parte dos custos que as empresas enfrentam são receitas de outras empresas (por exemplo, a energia, os transportes, as comunicações) e nesses não se pode tocar,
pois estar-se-ia a retirar lucros a uns para dar a outros.
Há que reduzir os custos das empresas noutros lados, onde os investidores não saiam prejudicados. Onde?
Nos salários, nos impostos e nas contribuições para a segurança social.

Os salários reduzem-se desregulamentando as relações laborais, destruindo a negociação colectiva, permitindo a generalização da precariedade,
mantendo o desemprego elevado e reduzindo as condições de acesso ao subsídio de desemprego (para forçar os trabalhadores desempregados a aceitar salários mais baixos).

Os impostos reduzem-se restringindo ao mínimo, e de forma duradoura, os compromissos do Estado com a educação, a saúde e a protecção social.
As contribuições sociais das empresas reduzem-se diminuindo as pensões e outras prestações sociais financiadas pelo orçamento da segurança social,
bem como exigindo aos trabalhadores que paguem do seu bolso uma parcela cada vez maior da protecção contra a doença, a invalidez, o desemprego e a velhice.

O resultado será um país com mais pobreza, mais desigualdade,
onde a precarização da vida é a regra e onde todos os que podem procurarão construir o futuro noutras paragens.
Vários exemplos históricos mostram que uma sociedade assim está condenada a prazo.
Eu olho para este projecto e vejo Portugal a transformar-se numa reserva de mão-de-obra barata do continente europeu,
onde a paz social dependerá cada vez mais do exercício de um poder autoritário e repressivo.

A coligação de direita diz que não, que é assim que se constrói o futuro.
Foi isso que procurou fazer nos últimos quarto anos e é isso que continuará a fazer se ganhar as eleições.
Quem acredita que é este o caminho faz bem em votar PàF.

[ e Quem NÃO acredita neste modelo neoliberal dos capatazes 'pafiosos', deve Votar centro esquerda (PS, Livre) ou esquerda ( BE, PCP, Verdes, ...) ]

(-por Ricardo Paes Mamede, 27.9.2015, Ladrões de B.)


De PAF é o pesadelo dos Portugueses. a 30 de Setembro de 2015 às 16:13

O fim do pesadelo

(-por Alexandre Abreu, 30.09.2015, http://expresso.sapo.pt/blogues/bloguet_economia/blogue_econ_alexandre_abreu/2015-09-30-O-fim-do-pesadelo)

O sonho da direita revelou-se o pesadelo dos portugueses. Quatro anos depois, existe uma ampla maioria social que pode pôr fim ao pesadelo

Em 2011, a direita concretizou finalmente o seu velho sonho de dispor de um governo, uma maioria e um presidente do seu quadrante político.
Fê-lo cavalgando uma série de promessas que nunca fez tenções de cumprir – e que, naturalmente, não cumpriu.

Quatro anos depois, os desequilíbrios macroeconómicos estão muito PIOR do que há quatro anos.
-- A dívida pública aumentou de 108% para 130% do PIB, a dívida externa líquida de 82% para 105%.
A direita subiu ao poder prometendo ajustar os desequilíbrios macroeconómicos da economia portuguesa, mas conseguiu
apenas empobrecer o país, deprimindo a produção e fazendo alastrar as falências e o desemprego.

--Nos últimos dias, ficámos a saber que o défice orçamental foi de -7,2% em 2014 e de -4,7% no primeiro semestre de 2015,
que o défice externo regressou assim que o travão da austeridade foi temporariamente suspenso por motivos eleitoralistas
e que a poupança das famílias caíu para o nível mais baixo de sempre.

Défice externo, défice público, endividamento, emigração e desemprego generalizados:

não houve qualquer ajustamento, apenas empobrecimento, agora momentaneamente interrompido por motivos eleitorais.

Mas a parte mais nefasta da governação da direita não foi sequer o desastroso desempenho macroecónomico numa legislatura em que
a emigração regressou aos níveis da década de 1960 e em que o investimento regrediu 30 anos.

Pior – muito pior - do que isso foi a forma como este governo transformou Portugal num país muito mais desigual e muito menos decente para benefício de uns poucos.

Como repercutiu sobre os mais pobres e a classe média a maior parte dos impactos da crise
ao mesmo tempo que o número de milionários não cessava de aumentar.

Como alterou o IRS, reduzindo o número de escalões,
de modo a torná-lo deliberadamente menos progressivo e mais propenso ao aumento da desigualdade.

Como colocou a generalidade dos trabalhadores a trabalhar mais horas por dia e mais dias por ano a troco de salários mais baixos,
de modo a transferir rendimentos para os detentores de rendimentos de capital.

Como cortou pensões e retirou apoios sociais aos mais pobres, aos desempregados, aos reformados e aos pensionistas.

Como atacou e esvaziou a saúde e a educação públicas, comprometendo o presente e o futuro dos portugueses.

Como aumentou a carga fiscal de forma inícua e injusta, agravando brutalmente o IRS e o IVA ao mesmo tempo que reduzia o IRC.

Como privatizou quase tudo o que havia para privatizar – resta a Caixa Geral de Depósitos e pouco mais –
por montantes irrisórios, fazendo com que os portugueses sejam adicionalmente penalizados enquanto consumidores
em resultado dos aumentos dos preços de bens e serviços essenciais.

Felizmente, existe hoje uma ampla maioria social – de dois terços, a fazer fé nas sondagens – que se opõe a que o país continue a ser devastado desta forma em benefício das elites.
É fundamental que esta maioria social se mobilize no próximo Domingo, contribuindo para que o actual governo se transforme rapidamente numa lamentável recordação.

O sonho da direita revelou-se o pesadelo da maioria dos portugueses.
Quatro anos depois, está nas mãos desta mesma maioria pôr fim ao pesadelo.


De PàF (PSD-CDS) ? nem pensar !! a 30 de Setembro de 2015 às 16:05
http://aventar.eu/

--- Continua: Novo Banco vai-lhe ao bolso

“Governo paga mais juros ao FMI por causa do Novo Banco” [DN].
Obrigado Passos Coelho pela solução sem custos para os “contribuintes” (como se o resto do país não fosse gente).
-----------

----Sonho da direita, pesadelo dos portugueses

Uma síntese dos últimos quatro anos assinada por Alexandre Abreu.


----Fraude na tracking poll

eu fui sondado
Pequena dimensão da amostra.
Densidade populacional não considerada.
Mas esta entrevista telefónica é surreal.
Mau demais.


----Leituras: Um guia para os perplexos
Excelente análise de Pedro Magalhães no seu Margens de Erro.

--- Onde votar
urnas-de-voto
* O Cartão de Eleitor não é necessário para votar mas para saber onde votar é preciso saber o número de eleitor. Como fazer?
Passando por aqui. Ou então por aqui. Ou ainda enviando um SMS (grátis) para o 3838 com a mensagem: RE
[Error: Irreparable invalid markup ('<espaço>') in entry. Owner must fix manually. Raw contents below.]

http://aventar.eu/

--- Continua: Novo Banco vai-lhe ao bolso

“Governo paga mais juros ao FMI por causa do Novo Banco” [DN].
Obrigado Passos Coelho pela solução sem custos para os “contribuintes” (como se o resto do país não fosse gente).
-----------

----Sonho da direita, pesadelo dos portugueses

Uma síntese dos últimos quatro anos assinada por Alexandre Abreu.


----Fraude na tracking poll

eu fui sondado
Pequena dimensão da amostra.
Densidade populacional não considerada.
Mas esta entrevista telefónica é surreal.
Mau demais.


----Leituras: Um guia para os perplexos
Excelente análise de Pedro Magalhães no seu Margens de Erro.

--- Onde votar
urnas-de-voto
* O Cartão de Eleitor não é necessário para votar mas para saber onde votar é preciso saber o número de eleitor. Como fazer?
Passando por aqui. Ou então por aqui. Ou ainda enviando um SMS (grátis) para o 3838 com a mensagem: RE <espaço> nº de Bilhete de Identidade ou Cartão de Cidadão <espaço> Data de Nascimento com a seguinte sintaxe AnoMêsDia <AAAAMMDD>.


----O voto electrónico

resolvia o problema de quem quer votar e está emigrado.
Tanto “choque tecnológico” e ainda andamos nisto.
Lamento quem nada faz para alterar isto. [Público]


------Para registar no directório da aldrabice pré-eleitoral

[Défice abaixo dos 3%] “já não é uma promessa, é uma questão de honra“.
Directamente da cartola de Pedro Passos Coelho.


----E depois dos anéis

O memorando previa 5 mil milhões de euros em receitas provenientes de privatizações,
o governo cumpriu a sua promessa de ir além da Troika e quase duplicou o número.
O que é que vamos vender quando a próxima crise chegar?


----Falamos depois das eleições, agora não dá muito jeito

“Bruxelas recomenda mais impostos sobre consumo e imóveis em Portugal” [Público]


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