3 comentários:
De Povo assaltado; Gov. salva criminosos. a 6 de Outubro de 2014 às 18:28
Farsa para um povo enganado e um banqueiro armado

(-por Miguel Tiago, 2/10/2014, http://manifesto74.blogspot.pt/2014/10/farsa-para-um-povo-enganado-e-um.html#more )

Somos muitas vezes levados a crer que a intervenção do Estado, através das ordens dos Governos, na banca privada se destina a salvaguardar uma espécie de entidade abstracta que dá pelo nome de "banco". Essa ilusão alimenta a justificação que não poucas vezes parece chancelar a intervenção do Estado: a da necessidade de, salvando o "banco", se salvam os depositantes e as poupanças que lá se encontram.

Na verdade, a intervenção do Estado na banca privada não salva "bancos", nem organizações sociais que dão pelo nome de empresas, antes se limita a salvar criminosos. Como assim?

Ora, o fundo de garantia de depósitos, obrigatório por lei, já assegura que todos os depósitos até 100 mil euros estão garantidos, desde que sejam efectivamente depósitos e não aplicações de risco. Isso significa que, no caso de uma instituição bancária perder liquidez, esses depósitos estão sempre garantidos. Que intervenções são então as que os Governos PS, PSD e CDS têm vindo a realizar a coberto da ideia de que existe uma estrutura privada da qual depende o bem-estar público que dá pelo nome de "banca", se não se destinam, de facto, a salvar depositantes?

Quem está a ser salvo pelas injecções de milhares de milhões de euros patrocinados pelos impostos dos trabalhadores portugueses e desviados do financiamento da segurança social, dos hospitais, das escolas, da justiça, das forças de segurança, das forças armadas?

Na verdade, quando se diz que o Governo salva os bancos, há uma ténue imprecisão, pois não é o banco que é salvo nestas intervenções. Aliás, como verificámos, não foi salvo o BPN, nem o BES, nem os restantes intervencionados, apesar de não terem fechado portas. Esses bancos foram alvos de assaltos, permanentes e continuados, ao longo de décadas. Como se um bando de mascarados fosse todos os dias pela calada retirar o dinheiro dos cofres de cada um desses bancos e o levasse para um cofre só seu.

O que se passa na banca privada não é diferente disso. Nem em Portugal, nem em lado nenhum do mundo. A única diferença, que não altera a natureza do crime, antes a agrava, é que o bando de mascarados, no caso presente, são os próprios administradores dos bancos e os proprietários dos bancos. O dinheiro roubado, aos milhões, é resultado de crimes atrás de crimes, de cumplicidade das autoridades que fingem policiar quando na prática são apenas o tapete que esconde a porcaria que os banqueiros fazem.

Ora, uma pequena peça com acção pode ilustrar, bem ou mal:

De manhã acordas e ouves na rádio que o Estado usou o teu dinheiro, uma vez mais, para salvar um banco. Ficas confuso. Mas que se lixe, ou isso ou as pessoas ficam sem o dinheiro.

Ao mesmo tempo, o que não vês, é que o dinheiro que falta no banco foi levado na noite anterior por um bando de ladrões que são, só por acaso, os patrões dos teus ministros, dos teus deputados, dos teus polícias. Levaram-na pela calada da noite, armados até aos dentes de jornais, rádios e televisões. E foram-se embora com ele.

Em vez de presos e obrigados a pagar o que roubaram,os ladrões, os ministros, os deputados e os polícias todos juntos e cada um no seu papel, realizam a transferência necessária para a instituição bancária desfalcada com o teu dinheiro em vez de o ir buscar a quem o roubou.

Quem o roubou viverá feliz para sempre.
Ou não. Está na tua mão.

Aceitarias isto se fosse um ladrão a arrombar um banco armado de pistolas em vez de jornais?


De Desgovernantes do centrão de interesses a 6 de Outubro de 2014 às 17:12

Escrito por mim não ligariam, por isso

Anda, Pacheco !

«(...) Mas há mais:
quando o nome de Sócrates começou a aparecer em todas as trapalhadas, suspeitas, histórias e negócios, do curso às marquises, do Freeport à Cova da Beira, do bizarro contrato com Figo à tentativa de controlar os media, a TVI em particular, usando a PT, quando se conheceram detalhes da iniciativa dos magistrados de Aveiro de processar Sócrates por abuso do poder, somaram-se as declarações em sua defesa de Passos e Miguel Relvas, queixando-se que lhe estava a ser movido um “ataque pessoal”.
Este par do PSD protegeu Sócrates quanto pôde das consequências que podia ter o inquérito parlamentar, considerando que não se devia ir mais longe, de novo porque isso seria um “ataque pessoal”.
Isto vindo do mesmo homem, Passos Coelho, que há uma semana, referindo-se claramente a Sócrates numa insinuação disse:
“Não possuo riqueza acumulada nem tenho em nome de tias, filhos e primos quaisquer bens”

É por isso que eu não aceito o “argumento Sócrates” em 2014 e espero que o “argumento Sócrates” se transforme no
“argumento Sócrates-Passos Coelho-Portas”, identificando-se assim a tripla que, desde pelo menos 2008, e até antes,
ajudou a destruir Portugal, a destruir a sua economia e finanças,
a por em causa a sua independência, a alterar profundamente os equilíbrios entre grupos sociais,
a dividir os portugueses atirando-os uns contra os outros e aprovar muitas medidas iníquas, que minaram a boa-fé que deve presidir à actuação do estado em democracia.
E que ajudaram a que a democracia portuguesa conheça um crise de representação muito grave.

Sócrates e Passos Coelho não destruíram os mesmos aspectos, não destruíram as mesmas coisas nem da mesma maneira, não actuaram de modo igual, mas
deixaram um rastro demolidor de que o país muito dificilmente se vai livrar tão cedo e vai condenar muitos portugueses a passar os últimos anos da sua vida sem esperança nem destino que não seja empobrecer e ficar cada vez pior.
Ambos mostraram pouco apreço pela lei e pelo estado de direito,
actuando no limite ou para além da legalidade, ambos se rodearam de cortes interessadas e interesseiras com origem nos seus partidos,
permeando os lugares de estado com os seus boys, numa exibição de prepotência com base nas suas maiorias absolutas.
Um esbanjou sem controlo milhões e milhões em projectos “bandeira” e em “má despesa pública”,
outro dividiu os contratos entre os de primeira (PPPs e swaps, tributos aos credores)
e os de segunda (reformas e pensões, acordos colectivos de trabalho, compromissos laborais, etc.),
criando desequilíbrios que fazem com que os frutos do trabalho e da riqueza sejam hoje pior distribuídos.
Ambos permitiram a captura do sistema político pela banca, com os resultados que o caso BES revela em todo o seu esplendor. (...) »

(-Pacheco Pereira, Público , 4/10/2014)


De Desgoverno, bangsters e negociatas a 6 de Outubro de 2014 às 09:39

O abraço ao primo bom a pensar no primo mau?


Uma pequena dúvida:
um banqueiro que recebia comissões da venda se submarinos tem ideoneidade para estar à frente de uma instituição bancária, neste caso o BESI que pertence ao novo BES?

De um lado o governador manda congelar-lhe as contas bancárias,
do outro anda aos braços com Passos Coelho e é
mantido à frente de uma instituição financeira suportada pelo dinheiro dos contribuintes.

Mas que grande bandalhice!

------- http://jumento.blogspot.pt/ 6/10/2014

Testemunhos para memória futura

Agora que se fala muito do BES e do Ricardo Salgado e quando se fazem insinuações de vendetas vale a pena recordar um acontecimento que já foi esquecido.
Em 2012 o sindicato dos magistados do MP organizou o seu congresso no luxuoso hotel Tivoli da Marina de Vilamoura.
A propósito deste hotel e do seu programa social diziam os magistrados:
«Abraçado pela emblemática marina e pela praia concessionada, o Tivoli Marina Vilamoura, é um hotel de 5 estrelas em Vilamoura com capacidade para 1200 pessoas, com intensa vida social e nocturna de Vilamoura, em que não faltam as compras, o casino e o golfe. Nos jardins deste resort no Algarve, os congressistas podem entregar-se aos cuidados do Angsana Spa para desfrutar de uma vasta gama de tratamentos revigorantes na melhor tradição oriental e saborear deliciosas iguarias nos restaurantes e bares do hotel.»

Na ocasião deu nas vistas o luxuoso programa para os acompanhantes, algo só possível com muito dinheiro pois o custo da estadia no hotel era quase simbólico.

Coincidência das coincidência, a quem pertencem os hotéis Tivoli? Isso mesmo, ao BES ?

E a que instituição coube o privilégio de inscrever o seu nome na curta lista do alto patrocínio do congresso dos nossos magistrados? Pois, pois... BES.
Há com cada coincidência neste país ...
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O Frasquilho do BES voltou ...
«Pergunte-se se ficou no BES bom ou no BES mau.»

«Miguel Frasquilho insistiu hoje que Portugal deve esforçar-se para aliviar a carga fiscal sobre as famílias e trabalhadores, que, defendeu, atingiu "níveis incomportáveis".
Na opinião do ex-deputado do PSD e agora presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Miguel Frasquilho, Portugal precisa de fazer "esforços maiores" em três áreas:
o endividamento público, a carga fiscal sobre as empresas e sobre as famílias, que estão em "níveis incomportáveis".
Miguel Frasquilho, que falava durante o primeiro painel do segundo dia de trabalhos do 3.º Fórum Empresarial do Algarve, que decorre até amanhã em Vilamoura, reiterou ainda que,
ao nível do IRS, deve ser dado um sinal, "uma redução tão breve quanto possível, no sentido de uma "redução gradual e progressiva da tributação", nos próximos anos.
O presidente da Aicep apontou os sinais que mostram a melhoria de Portugal nos rankings internacionais de competitividade destacando ainda o facto de, apesar da recessão económica, as exportações representam já quase cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB).
Apesar do caminho feito, Miguel Frasquilho reconhece "que muito pode e deve ainda ser feito" no sentido de "colocar o país numa trajetória de crescimento sustentável".
Para tal, considera que "é fundamental reforçar a aposta na captação/retenção de investimento e nas exportações".
E por isso, defende, "ter-se-á de continuar a corrigir desequilíbrios existentes e a manter o ímpeto reformista".» [DN]
--- Parecer:
Tem andado um bocadinho escondido.
Despacho : «Pergunte-se se ficou no BES bom ou no BES mau.»


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