30 comentários:
De UE continua a FALHAR tb na Segurança a 17 de Setembro de 2015 às 11:12
A crise também é de segurança e a UE está a falhar
(- por AG, 16/9/2015, http://causa-nossa.blogspot.pt/ )

"A Comissão tem de impor sanções à Hungria e a qualquer Estado Membro que recuse receber refugiados e impeça a abertura de vias legais e seguras para quem pede protecção.

Como pode o PPE manter nas suas fileiras o partido de Orbán que vergonhosamente criminaliza e ataca os refugiados, incluindo com gás lacrimogénio, trazendo do passado os piores demónios da Europa?

Quem usa a segurança como desculpa para violar os direitos humanos, o direito internacional e as leis e valores europeus, está, de facto, a fazer o jogo dos criminosos terroristas do Estado Islâmico, que querem a civilização a andar para trás.

Esta é também uma crise de segurança, da nossa segurança, porque a UE não agiu para travar a guerra na Síria, Iraque, Libia e a opressão noutros países, como está a falhar no combate aos terroristas do chamado Estado Islâmico - e por isso as pessoas fogem à procura de proteção na Europa. Foi o que confirmei nos 4 dias que, no final da última semana, passei no Curdistão iraquiano, onde todos me disseram que o êxodo não estancará enquanto o Estado Islâmico não for erradicado de Mossul e Raaqa.

Não é só o inverno que está a vir: pessoas desesperadas - refugiados e migrantes - continuarão a vir, com ou sem arame farpado. Quanto mais muros erguer, mais cercada se sentirá a Europa. Desunião e inacção são receitas para ruir. Não o permitiremos. O Conselho tem de assumir as suas responsabilidades e JÁ!"


(Minha contribuição para debate PE esta tarde sobre (in)decisões do Conselho face a crise por afluxo de refugiados)


De Ocidente ignorou/ provocou e ... a 17 de Setembro de 2015 às 12:57

O fracasso europeu multiplicado por dois

(16/9/2015, http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/2015/09/o-fracasso-europeu-multiplicado-por-dois.html )

«O adiamento para Outubro de uma resolução europeia comum sobre os refugiados, ao mesmo tempo que o espaço Schengen é posto em risco pela reabertura de fronteiras, é um somatório de más notícias.

Contrariando os efusivos apelos de Juncker, a UE não foi capaz de estar à altura das exigências do drama que tem pela frente – e no seu território.

Não foi a primeira vez, no caso sírio.
Martti Ahtisaari, antigo Presidente finlandês que foi mediador da ONU, veio lembrar que a UE e os EUA rejeitaram uma proposta russa que incluía o afastamento a prazo de Assad.
Foi em 2012 e percebe-se:
eles acreditavam que Assad ia ser derrubado, logo não precisariam negociar. Mas não foi.
Hoje, muitos milhares de mortos e desalojados depois, os mesmos que disseram “não” dispõem-se a encarar Assad, que continua a ser um ditador, como “interlocutor” para estancar a guerra e os refugiados.
Alguém tirará lições úteis deste mortífero “adiamento”?»
-Direcção editorial do Público

---- Para quem tem acesso ao Expresso diário:
O dia em que a Rússia sugeriu o afastamento de Assad e o Ocidente ignorou.

(http://leitor.expresso.pt/#library/expressodiario/16-09-2015/caderno-1/mundo/o-que-acontece-la-fora ...)

----- Allemagne: des migrants logés dans le camp de Buchenwald
(refugiados/migrantes da Síria e ... alojados no ex-campo de concentração NAZI de Buchenwald ) !!!

: http://fr.sputniknews.com/international/20150913/1018137986.html#ixzz3lzp63mRO


De Inimigos e Apoiantes... a 21 de Setembro de 2015 às 09:45
O inimigo principal
por Vital Moreira

«(75) Rebeldes treinados pelos EUA retornam à Síria para combater Estado Islâmico.» - AFP

Já não era sem tempo! Os Estados Unidos, que contribuíram como ninguém para a desestruturação política do Médio Oriente (Iraque, Afeganistão, Síria), com os resultados conhecidos (guerra civil, violência, regressão civilizacional e, por último, o aparecimento do Estado Islâmico e a vaga de refugiados sírios), descobriram finalmente que o inimigo principal é mesmo o Estado Islâmico (e não o regime sírio) e que a prioridade cimeira deve ser a sua destruição.


De Europa disfuncional e crise Refugiados a 17 de Setembro de 2015 às 15:39
Quando comparações históricas injustas servem para desviar do essencial

por Luís Naves, em 17.09.15, Delito de opinião

...
- o que devia ter feito a Hungria?
Se não fechasse a fronteira, os migrantes passavam sem controlo; se fechasse, estava a ser insensível.
-O Acordo de Schengen é para cumprir ou para ignorar?
-Há soluções colectivas para a crise ou os países da linha da frente são abandonados à sua sorte?
Aliás, a Hungria não se considera na linha da frente, acha que o registo tem de ser feito na Grécia; as autoridades europeias discordam, sendo isto que está a ser negociado.
E há outras perguntas:
- entra toda a gente na Europa ou apenas os refugiados provenientes de países em guerra?
- E os países europeus têm o direito de proteger as fronteiras ou estas devem ser uma responsabilidade colectiva?

Por azar, quatro países europeus estão à beira de eleições, é natural que ninguém queira discutir estes problemas.
No final, a Hungria parece ter sido o único país a tentar cumprir o Acordo de Schengen, procedendo ao registo obrigatório dos migrantes, o que implica a recolha de impressões digitais e permanência de vários dias em campos sub-financiados.
O Governo húngaro diz que gastou 200 milhões de euros e que recebeu apenas 7 milhões da Europa.
Muitos migrantes resistiam, com milhares a desafiarem as ordens da polícia.
E como interpretar um episódio em que uma multidão assalta à pedrada uma fronteira internacional, tentando passar essa fronteira à força e dizendo que só pretende chegar à Alemanha?
- Passam todos sem restrições?
- Podem não cumprir as leis locais?
- A fronteira não existe? Aquele espaço é de livre circulação?
Foi simples desespero de uma multidão sem opções ou um desafio à soberania de um país?

Difícil responder.
...


De Europa fechada e Estado de Crise PERIGO! a 17 de Setembro de 2015 às 18:02
15/9/2015 http://daliteratura.blogspot.pt/

---- HUIS CLOS

Tornou-se intolerável acompanhar as notícias e ver as imagens que chegam das vagas de refugiados. A cobertura da imprensa europeia, em especial a de língua inglesa, obriga-nos a recuar a 1938.
O que está a passar-se na Hungria (onde a partir da próxima terça-feira, dia 15, o controlo de fronteiras será da responsabilidade do exército, sob regime de Estado de Crise) tem de ser rapidamente travado.
A Europa não pode tolerar que populações “internadas” em campos sejam alimentadas com comida atirada ao ar pela polícia, como sucede em Roszke, junto à fronteira com a Sérvia.
Mas a Europa também não pode tolerar que a Dinamarca e a Áustria fechem autoestradas e suspendam ligações ferroviárias para impedir que alguns milhares de refugiados cheguem, respectivamente, à Suécia e à Alemanha.
A situação dos refugiados que todos os dias chegam à ilha de Lesbos, na Grécia, faz de Lampedusa, na Itália, um resort.
E Calais desapareceu dos noticiários porquê? Tudo isto é muito, muito inquietante.
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Às zero horas de hoje começou uma nova era.
Ao deslocar forças do exército para a fronteira, a Hungria é o espelho mais visível (o Estado de Crise pode, no limite, equiparar refugiados a terroristas),
mas a reunião de ontem com os 28 ministros do Interior da UE não chegou a lado nenhum.
Por enquanto, são seis os países que suspenderam as regras de livre circulação em vigor no espaço Schengen:
Alemanha, Áustria, Eslováquia, Holanda, Hungria e República Checa. .
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Há quem julgue, por ignorância, patetite ou xenofobia subliminar, que o controlo de fronteiras é para os refugiados. Não é.
Somos todos estrangeiros.
Voltou tudo ao que era em 1984 — interrogatório, documentação esmiuçada, bagagem revistada, arbítrio do polícia de turno.
Esta imagem do Guardian (edição online) foi obtida hoje de manhã na fonteira da Áustria com a Hungria.


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