30 comentários:
De .Síria, ISIL, Turquia, ... e Rússia. a 26 de Novembro de 2015 às 10:22
O abate de 2 aviões de guerra Russos pelos Turcos:

--- factos:
2 aviões russos foram abatidos por vários aviões militares turcos; aviões e pilotos caíram na Siria, a alguns km da fronteira com a Turquia; milícias (turcomenas) sírias que combatem o governo Sírio (de Assaz) dispararam e mataram 1 ou 2 ou 3 dos pilotos e co-pilotos russos quando estes desciam em paraquedas depois de se ejectarem dos aviões abatidos.
--- Dúvidas por afirmações contrárias das partes:
-Russos dizem que não violaram o espaço aéreo turco;
-Turcos dizem que russos foram várias vezes avisados para saírem do seu espaço aéreo (que voaram durante 7 a 17 segundos ou 10 minutos ?! ao longo da fronteira e/ou numa 'península'/ reentrância) e, como não o fizeram, abateram-nos.

---Pelo direito internacional, países podem defender a sua soberania e território e impedir passagem (...) de aviões estrangeiros ... por meios que entender...

- note-se que: aviões russos eram militares de combate/ataque aos terroristas do Daesh/ISIS ... que nas vésperas tinham atacado e assassinado civis em Paris e abatido avião de passageiros russo no Sinai, Egipto; e que 'toda' a comunidade internacional (Europa, EUA, Rússia, ...ONU) condenava.
- note-se também que a Turquia é aliado da NATO e, por muitos observadores/analistas, é acusada de:
ter beneficiado/apoiado/lucrado o Daesh/ISIS (com venda de armas em troca de petróleo...), tal como a Arábia e outros estados sunitas (e ... e empresas americanas e CIA?);
deixar a sua fronteira 'porosa', para facilitar o contrabando, a passagem de fugitivos sírios e a entrada e saída de terroristas do DAESH;
e tb aproveitar para atacar o PKK e os curdos (na síria e turquia)

--- E agora ?
A Rússia (e Putin) não esquece esta 'facada' nas costas e em devido tempo retaliará... (contra o governo/partido islamita turco no poder), entretanto
- parece que irá colocar misseis anti-aéreos na Síria (com permissão do aliado presidente Assad) junto à fronteira com a Turquia ...
- desaconselha os seus cidadãos a não ir fazer férias na Turquia ...
- ...
- E as negociações internacionais (EUA-Europa vs Rússia-Irão-China?) sobre a transição política da Síria (do presidente/ditador para um regime 'democrático', com forças opositoras do regime...) como irão evoluir ? ou parar ? ...
- e o que se fará ao problema dos refugiados (sírios e outros) , às fronteiras UE e turcas , ... ?


De Estado Emergência, Liberdades, securitar a 26 de Novembro de 2015 às 11:39

---- O estado de emergência em França

(por Miguel Madeira, 22/11/2015, http://viasfacto.blogspot.pt/ )

É impressão minha ou o atual estado de emergência francês (com proibição de manifestações, possibilidade de deter pessoas sem autorização judicial, etc.)
é muito mais limitador das liberdades civis que o tão criticado "Patriot Act" norte-americano pós-11 de setembro?
E com a agravante que não me parece estar a levantar em França as críticas que o "Patriot Act" levantou nos EUA.

Será que, pelos vistos, nós, europeus, somos mesmo mais dados que os norte-americanos a estarmos dispostos a trocar liberdade por segurança?
Poderá ser também o caso que os "líderes de opinião" tendem a ser menos críticos para com um presidente francês (e do Partido Socialista) do que seriam para com um presidente norte-americano (sobretudo se for Republicano)...

Outra coisa que me ocorre:
a tal conversa do "eles odeiam-nos pela nossa liberdade" é idiota (afinal, os islamitas radicais também não são fãs de ditaduras comunistas, de ditaduras nacionalistas relativamente seculares e alguns nem gostam de monarquias absolutas islâmicas que se desviem um milímetros da linha mais radical),
mas é capaz de ter uma coisa boa:
leva a que se seja mais cuidadoso em restringir liberdades em nome do combate ao terrorismo,
já que leva as pessoas a acharem que se se restringir muito as liberdades "os terroristas ganharam".
--------
O estado de emergência em França (II)

France Cracks Down on Civil Liberties, ..., (por Anthony L. Fisher):

France's reaction to the terrorist attacks of two weeks ago, which left 130 dead, is playing out similarly to the US's response after the 9/11/01 attacks which left 2,977 dead, but in some ways goes even further.
France Goes to War on Civil Liberties, por Josh Harkinson (Mother Jones):

The rise of a police state in France may come as a surprise to Americans old enough to remember when France stood out as Europe's greatest critic of President George W. Bush's war on terror—a spat that peaked in 2003 when, in response to French opposition to the invasion of Iraq, the House of Representatives cafeteria rebranded its French fries "Freedom Fries." (...=

SPEECH AND THE PRESS
United States: The constitutional right to free speech in the United States remained in full effect in the aftermath of 9/11. Disturbing images of people jumping to their deaths from the World Trade Center led the front pages of newspapers around the country.

France: The state of emergency law authorizes the government to "control the press" by placing restrictions on everything from radio broadcasts to movies and plays. Just after the Paris attacks, the French police prevented journalists from interviewing witnesses. In the following days, France's Interior Ministry asked social media networks such as Twitter to censor photographs of the killings and to remove keywords and posts it deemed to be pro-ISIS. Under France's expansive hate speech laws, it is a crime to insult people based on their race, religion, or sex; to deny the Holocaust; or to advocate terrorism.
The expanded powers approved on Friday give police officers an increased capacity to block websites that "encourage" terrorism. But in extending the state of emergency, parliament removed the restrictions on journalists. Lawmakers are also reportedly considering a law that makes it easier to deport radical imams.

FREEDOM OF ASSEMBLY
United States: The US Constitution guarantees "the right of people to peaceably assemble"—a right that was generally respected even after 9/11. However, a 2010 Supreme Court ruling upheld a federal law that makes it illegal to offer "material support," including training and expert advice, to US-designated terrorist groups. Courts have also allowed the police to curtail the assembly rights of criminal gangs using "gang injunctions."

France: The declared state of emergency allows French authorities to close any public meeting place, including public theaters. The expanded powers approved on Friday permit police to dissolve groups or associations they believe participate in, facilitate, or incite acts that are a threat to public order. Members of these groups can be placed under house arrest.

& cancel protests & marches COP21 climate conference.


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